Espírito de Deus é a terceira pessoa da Trindade e através Dele Deus fez todos os milagres na humanidade. Jesus foi o maior exemplo de todos. Ele é o nosso intercessor e Consolador; testifica que somos filhos de Deus e derrama dons espirituais sobre nós.


Quem é o Espírito de Deus?




Este estudo nos esclarece sobre quem é o Espírito Santo de Deus, e aborda os seguintes assuntos:
• Símbolos usados no Antigo Testamento
• Símbolos usados no Novo Testamento
• Ação do Espírito Santo no Antigo Testamento
• Cumprimento das profecias sobre o Espírito Santo
• Blasfêmia contra o Espírito Santo não tem perdão
• Poder de gerar milagres
• Consolador
• Intercessor
• Testifica que somos filhos de Deus
• Verdade
Dons e frutos espirituais – Dons que vêm do Pai e do Espírito

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade e estava presente na fundação do mundo. Através Dele, Deus fez todos os milagres na humanidade usando vários servos, sobre os quais Seu Espírito foi derramado. Jesus foi o maior exemplo de todos. O Espírito Santo esteve sobre Ele em plenitude, inclusive para ressuscitá-lo da morte. Quando subiu ao céu, Jesus nos deixou Seu Espírito para que a Sua obra tivesse continuidade e para que não nos sentíssemos sós: Jo 14: 12-15; Jo 14: 16-18; 1 Jo 5: 6-12. Para experimentar Sua força não basta apenas sermos salvos (ter o novo nascimento); é preciso ser batizado com o mesmo Espírito, descobrir Seus dons dentro do nosso espírito e desenvolvê-los.

pomba

Símbolos usados no AT: fogo, nuvem, fumaça, vento e candelabro

Muitas vezes, no AT está escrito que a glória do Senhor encheu a Casa de Deus.
A palavra bíblica para glória do Senhor é kãbhôdh (hebr.; pronuncia-se: kavôd) ou doxa (Septuaginta, a versão grega do AT) = peso ou dignidade, e que pode ser entendida como a manifestação do poder de Deus onde é preciso, vitória, proteção, abundância, riqueza, dignidade, reputação. É o equivalente judaico do Espírito Santo. O Senhor é digno de ser receber toda honra e toda glória: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4: 11). Doxa, no grego secular, significa: opinião, reputação. Depois, passou a ser cognata de Kãbhôdh e serve para descrever a revelação do caráter e da presença de Deus na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Ele é o resplendor da glória divina (Hb 1: 3-4: “Ele [Jesus], que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser [Deus], sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles”). Na Bíblia, a glória de Deus está muitas vezes associada a brilho ou esplendor (Lc 2: 9 – os pastores viram a glória de Deus no nascimento de Jesus; Mt 17: 5 – no momento da transfiguração, quando a bíblia descreve a presença de uma nuvem luminosa envolvendo os discípulos), tanto no AT (Ez 1: 28 – ver explicação adiante) como no NT, assim como está relacionada com nuvem ou fumaça, vento tempestuoso e fogo. Na maioria das vezes, é quase impossível separar a expressão ‘Glória do Senhor’ da presença desses fenômenos físicos, em especial da nuvem.

Apenas em Êx 19: 9; 16; 18; Êx 20: 18 é que a bíblia descreve a presença de Deus como uma nuvem escura, acompanhada de trovões, relâmpagos e fogo: “Disse o Senhor a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor... Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu... Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente... Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe”. No NT, o mesmo texto de Êxodo é narrado em Hb 12: 18-21.

Assim, ‘Glória do Senhor’ simboliza a revelação do poder, da pessoa, da natureza e da presença de Deus para a humanidade, às vezes acompanhada de fenômenos físicos; portanto, o Espírito Santo está implícito nesta manifestação. No AT, a manifestação física de que a presença de Deus estava vindo (a glória de Deus) poderia ser a aparência de um fogo consumidor – Dt 4: 24; Êx 24: 17 cf. Hb 12: 29, no caso de Sua autoridade e Seu poder serem usados; fogo = ’esh (Strong #784). Em outros casos, quando Seu propósito era outro e Ele desejava mostrar outro aspecto do Seu caráter, ao invés de fogo (Êx 13: 21; Nm 9: 15-16) aparecia nuvem (em Hebraico, `anan, Strong #6051), fumaça (em Hebraico, `ashan, Strong #6227), vento (em Hebraico, ruwach, Strong #7307) ou, então, o cicio (qowl ou qol, Strong #6963) suave, como aconteceu com Elias. Mais adiante nós falaremos sobre a nuvem no NT como algo intimamente relacionado à presença de Jesus, e que não apenas representa a glória de Deus, onde o Espírito Santo está implícito, mas é também um símbolo físico da essência divina que está parcialmente encoberta ao homem.

Alguns servos de Deus no AT conheceram a glória de Deus:

Moisés

• Êx 13: 21-22: “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite”.
• Êx 14: 24-25: “Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna de fogo e de nuvem, viu o acampamento dos egípcios e alvoroçou o acampamento dos egípcios; emperrou-lhe as rodas dos carros e fê-los andar dificultosamente. Então, disseram os egípcios: Fujamos da presença de Israel, porque o Senhor peleja por eles contra os egípcios”.
• Êx 16: 10: “Quando Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem”.
• Êx 19: 16: “Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que o povo que estava no arraial se estremeceu”.
• Êx 24: 15-18: “Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. E a glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o Senhor a Moisés. O aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites”.
• Êx 33: 7-11: “Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial; e lhe chamava a tenda da congregação. Todo aquele que buscava ao Senhor saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. Quando Moisés saía para a tenda, descia a coluna de nuvem e punha-se à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao Senhor. Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo; então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda”.
• Êx 33: 14: “Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso”.
• Êx 33: 18-23: “Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha. Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá”.
• Êx 34: 5-7: “Tendo o Senhor descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do Senhor (NVI: “e proclamou o seu nome: o Senhor”). E, passando o Senhor por diante dele, clamou (Deus proclamou): Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!”
Deus revelou Seu caráter a Moisés: bondade, misericórdia, compaixão, clemência, longanimidade, fidelidade, justiça; proclamação do Seu nome.
• Êx 40: 34-38: “Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam avante, em todas as suas jornadas; se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantava. De dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o tabernáculo, e, de noite, havia fogo nela, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas”.
• Nm 9: 15-17: “No dia em que foi erigido o tabernáculo, a nuvem o cobriu, a saber, a tenda do testemunho; e, à tarde, estava sobre o tabernáculo uma aparência de fogo até à manhã. Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de, noite havia aparência de fogo. Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, aí os filhos de Israel se acampavam”.
• Nm 10: 34: “A nuvem do Senhor pairava sobre eles de dia, quando partiam do arraial”.
• Nm 12: 5 e 10: “Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e Miriã, e eles se apresentaram... A nuvem afastou-se de sobre a tenda; e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como neve; e olhou Arão para Miriã e eis que estava leprosa”.

Salomão

• 1 Rs 8: 10-11: “Tendo os sacerdotes saído do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor, de tal sorte que os sacerdotes não puderam permanecer ali, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor”.
• 2 Cr 5: 13-14: “e quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazerem ouvir, para louvarem o Senhor e renderem-lhe graças; e quando levantaram eles a voz com trombetas, címbalos e outros instrumentos músicos para louvarem o Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre, então, sucedeu que a casa, a saber, a Casa do Senhor, se encheu de uma nuvem; de maneira que os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus”.
• 2 Cr 7: 1-3: “Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa. Os sacerdotes não podiam entrar na Casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a Casa do Senhor. Todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do Senhor sobre a casa, se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”.

Elias

• 1 Rs 19: 11-12: “Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o Senhor. Eis que passava o Senhor; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio [murmúrio] tranqüilo e suave”.

Isaías

• Is 6: 1-8: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça (cf. Ap 15: 8: “O santuário se encheu de fumaça procedente da glória de Deus e do seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos”). Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada e, perdoado o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que disse: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim”.

Ezequiel

• Ez 1: 4: “Olhei, eis que um vento tempestuoso vinha do Norte, e uma grande nuvem com fogo a revolver-se, e resplendor ao redor dela, e no meio disto, uma coisa como metal brilhante, que saía do meio do fogo”.
• Ez 1: 26-28: “Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem. Vi-a como um metal brilhante, como fogo, ao redor dela, desde os lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor (Nôga ou noghah – נגה – Strong #5051) em redor. Esta era a aparência da glória do Senhor; vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava”. Em hebraico, neste texto, é usada a palavra ‘nôga’ (noghah) para designar a aparência da glória do Senhor. Nôga (noghah) significa: resplendor, resplandecência, reflexo, brilho.
• Ez 10: 3-4: “Os querubins estavam ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e a nuvem encheu o átrio interior. Então, se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, indo para a entrada da casa; a casa encheu-se da nuvem, e o átrio, da resplandecência da glória do Senhor”.
• Ez 43: 1-5: “Então, o homem me levou à porta, à porta que olha para o oriente. E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória. O aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera, quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que tive junto ao rio Quebar; e me prostrei, rosto em terra. A glória do Senhor entrou no templo pela porta que olha para o oriente. O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor enchia o templo”.

pomba

Símbolos usados no NT: pomba, vento, água, fogo, nuvem (sombra)

Como falamos no início, a nuvem no NT é algo intimamente relacionado à presença de Jesus, e que não apenas representa a glória de Deus, onde o Espírito Santo está implícito, mas é também um símbolo físico da essência divina que está parcialmente encoberta ao homem.

• Lc 1: 35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra (poderia ser a presença da nuvem da glória do Senhor); por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” – Anunciação do anjo a Maria.
• Lc 2: 9: “E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor” – Os pastores contemplaram o brilho da glória do Senhor no nascimento de Jesus.
• Lc 3: 21-22: “E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” – O Batismo de Jesus.
• Jo 3: 1-15: “Havia entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento (Grego, Pneuma, Strong #g4151, com o mesmo significado de Ruach, em hebraico, Strong #7307, vento, respiração, sopro, espírito) sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem [que está no céu]. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”.
• Jo 7: 37-39: “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”.
• Mt 17: 5: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele, ouvi” – A transfiguração de Jesus.
• Mc 9: 7: “A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” – A transfiguração de Jesus.
• Lc 9: 34-35: “Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi” – A transfiguração de Jesus.
• At 2: 1-4: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” – Pentecostes.
• Jo 1: 14: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” – Os discípulos viram a glória de Deus em Jesus.
• Ap 1: 7: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!” – Nuvens anunciarão a 2ª vinda de Jesus. Aqui, a nuvem é um símbolo físico da essência divina que está parcialmente encoberta ao homem.
• At 1: 9: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles; e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” – Uma nuvem encobriu Jesus no momento de Sua ascensão. Aqui, a nuvem é um símbolo físico da essência divina que está parcialmente encoberta ao homem.

pomba

Ação do Espírito Santo no AT e no NT

Em primeiro lugar, vamos nos lembrar que no Antigo Testamento o Espírito Santo descia apenas sobre o líder escolhido por Deus. Por isso, ele tinha o entendimento e a revelação divina de como se conduzir em sua missão; porém, os demais não viviam debaixo da mesma unção (força, poder) espiritual. Eram ‘simples mortais’, com a inteligência de um ser humano, mas sem o raciocínio e a visão de Deus. Assim, contendiam com os líderes por não conseguirem atingir o seu nível de compreensão das coisas invisíveis. Desde os tempos mais remotos até o NT, o Espírito de Deus agiu em muitos servos:

Noé:
Gn 5: 32; Gn 6: 17-18; Gn 6: 22; Gn 7: 6; 11; Gn 9: 12- 13.
Noé levou cem anos para construir a arca e isso foi conquistado com a ajuda do Espírito Santo. Este também o protegeu do Dilúvio e o preservou para o projeto de Deus, portanto, o Espírito agiu com livramento e proteção.

Abraão, Isaque, Jacó (Os Patriarcas):
Gn 12: 1-3 e Gn 17: 4-8: a promessa feita a Abraão se compõe de três elementos principais: descendência (nele seriam benditas todas as nações da terra, inclusive os gentios), terra (prosperidade, posse da terra de Canaã) e relacionamento com Deus (intimidade e amizade com o Senhor, pois Deus chamou Abraão de “meu amigo”: Tg 2: 23; Is 41: 8; 2 Cr 20: 7). Jesus veio e cumpriu a promessa, dando a nós, os gentios, a mesma bênção dada aos judeus através de Abraão (Gl 3: 14). Em Gênesis, vemos a reafirmação dessa promessa de descendência aos filhos e netos de Abraão. Êxodo e Levítico mostram a preservação do relacionamento com Deus. Números e Deuteronômio concentram-se na terra prometida, e em Josué a promessa é cumprida. A intimidade com Deus, a prosperidade e a fertilidade são bênçãos derramadas pelo Espírito Santo, através do dom da fé que foi desenvolvido por Abraão.

Moisés:
A autoridade e o poder libertador de Deus estavam presentes em Moisés por causa do Espírito Santo: Nm 11: 16-17 cf. At 7: 35-36.

Josué:
Js 1: 6: unção de ousadia e conquista.

Débora:
Jz 5: 7; 12: unção de autoridade (poder; em grego: exousia).

Gideão:
Jz 6: 12; 16: o Espírito Santo deu a Gideão a sabedoria para julgar o povo, pois foi um juiz de Israel e o capacitou com ousadia para ser um guerreiro e um libertador.

Sansão:
Unção de separação para Deus (santidade) e como libertador de um povo: Jz 13: 4-5; Jz 13: 25; Jz 14: 6; Jz 14: 19; Jz 15: 14; Jz 16: 28-30.

Samuel:
1 Sm 3: 19-20: dom profético.
1 Sm 16: 13: Samuel foi usado para ungir Davi como rei.

Davi:
1 Sm 17: 45-47; 50: Davi derrotou o inimigo pelo poder do Espírito Santo.
2 Sm 8: 14b: o Espírito estava nele com Sua fortaleza.
2 Sm 23: 2: o Espírito também o usou como profeta.
1 Cr 17: 7-8: o Espírito lhe deu sabedoria para reinar e força para guerrear.

Salomão (Shelômõh, pacífico; também chamado pelo profeta Natã de Jedidias, amado do Senhor):
1 Rs 5: 3-5; 1 Rs 6: 1; 1 Cr 17: 11-12: capacitação com paz, sabedoria e prosperidade para edificar o templo do Senhor.

Elias:
1 Rs 17: 19-23: unção de milagre para ressurreição de um morto.
1 Rs 18: 36: Elias derrotou os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo e mostrou o poder de Deus.

Eliseu:
2 Rs 2: 9: Elias realizou sete milagres ao longo do seu ministério. Eliseu tinha lhe pedido porção dobrada e realizou quatorze milagres.
2 Rs 4: 32-36: unção de milagre para ressurreição de um morto.
2 Rs 13: 20-21: em relação a Eliseu, este foi o 14º milagre realizado por Deus e que, embora não tenha sido efetuado pelo Seu poder sobre o profeta ou sobre seus ossos, serviu como um sinal de que o Deus de Eliseu vivia.

Neemias: recebeu do Espírito Santo a capacitação para reconstruir os muros de Jerusalém (para nós, a cura da nossa alma).
Ne 2: 20; Ne 8: 10.

Ester:
Et 4: 14: recebeu do Espírito Santo a capacitação para reinar (exercer influência sobre o rei, neste caso) e para interceder por uma causa importante que necessitava livramento de Deus.

Isaías:
Is 6: 1-8: recebeu do Espírito Santo a unção para ser a “boca de Deus” entre os homens; dom profético.

Jeremias:
Jr 1: 4-10: recebeu do Espírito Santo a unção para ser a “boca de Deus” entre os homens; dom profético.

Ezequiel:
Ez 3: 11: recebeu do Espírito Santo a unção profética.

Daniel:
Dn 5: 12: Daniel recebeu unção profética e sabedoria para julgar.

Oséias:
Os 6: 1-2 (uma referência ao Messias); Os 6: 6: unção profética e ensinar misericórdia.

Joel: unção profética
Jl 2: 28-32: ele profetiza a descida do Espírito Santo e vincula a obra de Deus no AT ao nascimento da Igreja no NT. Mostra o desejo intenso de Deus de ter intimidade com todo o Seu povo. Joel conclamou o povo a voltar-se para Deus.

Jonas:
Jn 2: 1-7: a história de Jonas nos mostra que o Espírito Santo já estava ali, não só o ajudando a realizar a missão que Deus lhe tinha dado e da qual ele fugira (pregar para os gentios – os Ninivitas), como o tirando do ventre do peixe. Através de Jonas, Deus mostrou o poder de ressurreição do Espírito.

Habacuque:
Hc 2: 1: Habacuque, profeta de Judá entre 610 e 597 AC (durante o reinado do rei Jeoaquim), falava a Deus como um intercessor do povo pedindo que acabasse com a corrupção de Judá.

Ageu e Zacarias:
Ag 2: 4-9: Ageu testemunhou a crescente apatia do povo durante o período de reconstrução do segundo templo, que ficara parada por dezesseis anos, e o Espírito de Deus sobre ele operou com o dom da profecia.
Zacarias era profeta e sacerdote e nasceu no exílio. Quando jovem, voltou da Babilônia para Jerusalém e motivou o povo a reconstruir o templo; também fez predição sobre o Messias:
Zc 2: 5; Zc 2: 8: proteção espiritual e dom de profecia.

Malaquias:
Malaquias, depois de Israel ter voltado do cativeiro babilônico e depois da reconstrução do templo de Jerusalém, combate o comodismo e a indiferença no meio do povo e dos sacerdotes. Ajuda a reavaliar o relacionamento com Deus, fala sobre avivamento espiritual e profetiza sobre João Batista (“Elias”) e sobre o Messias (Ml 4: 2-6).

Apóstolos:
At 1: 8: Jesus os estava preparando para o Pentecostes, quando o Espírito Santo os revestiria com o poder de realizar milagres em Seu nome.
At 2: 1-4: dom de línguas, como um sinal do batismo no Espírito.

Paulo:
Ministério apostólico com dons da palavra, dons de cura e de milagres: At 9: 10-12; At 9: 15; At 18: 9-10; At 19: 11-12; 1 Co 2: 4-5.

pomba

Cumprimento das profecias

Vamos relembrar que, no Antigo Testamento, o Espírito Santo descia apenas sobre o líder escolhido por Deus. Com a vinda de Jesus, o Espírito Santo passou a ser uma bênção disponível para todos os crentes. Assim, os feitos do passado podem ser realizados hoje, pois a unção espiritual se encontra e nós. Por isso, o batismo no Espírito Santo, tal qual foi dado aos Apóstolos no Pentecostes, se tornou imprescindível para cumprimos os mandamentos de Deus e nos mantermos santos até a segunda vinda de Cristo. Acerca do Espírito Santo, já fora profetizado: Pv 1: 23; Jl 2: 28-32. Embora possa haver um teor apocalíptico nesta profecia, o mesmo texto foi usado pelo Apóstolo Pedro na descida do Espírito Santo no Pentecostes: At 2: 15-21.

Jesus também disse:
• Jo 7: 38-39: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”.
• Jo 16: 7: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador [O Espírito Santo] não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei”.
• At 1: 8: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

No dia do Pentecostes o Espírito veio trazendo o avivamento:
• At 2: 1-4: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.
• At 2: 38-39: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados [o batismo nas águas, o batismo realizado por João Batista], e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, vosso Deus, chamar”.

Para completar nosso raciocínio sobre a importância do Espírito Santo e podermos compreender a totalidade da nova aliança, vamos ler o que foi escrito pelo Apóstolo Paulo:
• 2 Co 3: 2-8: “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito!”

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Blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada

Mt 12: 31-32: “Por isso vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”.

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Poder para gerar milagres (o nascimento de Jesus e Sua ressurreição; outras ressurreições)

• Lc 1: 26-38 com enfoque no v. 35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.
• Lc 7: 11-17: A ressurreição do filho da viúva de Naim.
• Mc 5: 21-24 e 35-43 (Mt 9: 23-26 / Lc 8: 49-56): A ressurreição da filha de Jairo.
• Jo 11: 1-46: A ressurreição de Lázaro.
• Lc 24: 1-12: A ressurreição de Jesus.
• Jn 2: 1-7: “Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao Senhor, seu Deus, e disse: na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz. Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo? As águas me cercaram até a alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça. Desci até os fundamentos dos montes, desci até a terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó Senhor, meu Deus! Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo. Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso. Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao Senhor pertence a salvação! Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou Jonas na terra”.

Podemos ver no livro de Jonas uma “sombra” do que aconteceu com Jesus após ter morrido e passar três dias no túmulo, pois Sua obra de redenção culminou verdadeiramente com a Sua ressurreição. Ao morrer na cruz, Jesus realizou uma grande vitória sobre as trevas. Mas a vitória foi mais além, quando após Sua morte, Ele ficou no túmulo por três dias, como Jonas na barriga do peixe, para livrar a nossa alma da morte eterna. O livro de Jonas, principalmente o capítulo 2, é uma “sombra” do que aconteceu com Jesus, por isso Jesus fala que o único sinal que Ele daria aos fariseus seria o de Jonas (Mt 12: 38-41 cf. Lc 11: 29-30): “Então, alguns escribas e fariseus replicavam: Mestre, queremos ver de tua parte um sinal. Ele, porém, respondeu: uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. Ninivitas se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas”.

O que Ele queria dizer é os Ninivitas não viram grandes sinais da parte de Deus, contudo se arrependeram com a pregação de Jonas, após ele ter permanecido três dias e três noites no ventre do peixe. Entretanto, os mestres da lei, mesmo tendo ouvido a pregação de Jesus durante o Seu ministério ainda não acreditavam Nele. Talvez, alguns se convertessem após verem a Sua ressurreição ou, pelo menos, o relato dela pela boca dos discípulos e apóstolos.

Uma das vitórias conquistadas por Jesus na cruz foi a vitória sobre a morte, pois o ser humano sempre teve medo da morte. Por isso, Paulo escreveu: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem... Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Co 15: 17-20; 25-26).

Jesus se tornou homem, passou pela experiência da morte e ressuscitou, para mostrar aos homens que Ele tem poder de nos ressuscitar da morte e nos dar a vida eterna, pois Ele pagou por nós a penalidade do pecado. O diabo tinha o poder da morte (Hb 2: 14-15) porque todos os homens tinham pecado e ele aprisionava suas almas; mas Jesus veio como homem, sem pecado (Rm 8: 3), vencendo-o em Sua própria carne, comprando-nos através do Seu sangue.

Ao ressuscitar e voltar a terra, Ele trouxe consigo as chaves da morte e do inferno, tirando, portanto, de Satanás seu domínio sobre as almas dos homens (Ap 1: 18: “e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno”).

Se o Espírito Santo arrombou as cadeias e as portas fechadas sobre Jesus, também o fará nas nossas vidas, pois temos o Seu poder dentro de nós. Nada mais pode nos prender. A mão de Deus pode nos alcançar nos lugares mais profundos e escondidos e nos resgatar. Se Ele triunfou sobre as trevas, nós também triunfaremos sobre o que nos oprime. Não precisamos mais temer a morte; as chaves estão, agora, com Jesus, não mais com Satanás. A morte, que significa afastamento de Deus, não mais nos amedronta, pois estamos continuamente com Ele em nós.

Portanto, a obra da cruz completou-se com a ressurreição de Jesus.

• Rm 8: 11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito que em vós habita”.

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Consolador

• Jo 14: 16-18: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros”.
• Jo 14: 26-27: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.
• Jo 16: 7: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei”.

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Intercessor

• Rm 8: 26-27: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.

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Testifica que somos filhos de Deus

Rm 8: 14-17; Gl 4: 4-7.

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Verdade

Jo 14: 16-18; Jo 16: 8-11; Jo 16: 13-14; 1 Jo 5: 6-12: o Espírito Santo é o Espírito da verdade.

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Dons Espirituais

O nome correto para este tema é Dons Espirituais, ao invés de Dons do Espírito Santo, uma vez que há dons que vêm do Pai, outros do Filho, através do Espírito. Assim, temos dois tipos de dons, com dois significados em grego:

Os dons que vêm do Pai:

1) Doma: significa presente, dádiva, um por trás que protege; ousadia; ter poder para proteção. Aparece três vezes na bíblia:
• Mt 7: 11: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas (Doma) aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?”
• Lc 11: 13: “Ora, se vós que sois maus, sabeis dar boas dádivas (Doma) aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”
• Ef 4: 8: “Por isso diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro (KJV: ou ‘uma multidão de cativos’) e concedeu dons (Doma) aos homens”. Isso significa que nós temos alguém nos protegendo do nosso ex-cativeiro.

O que vem do alto e me protege é doma. A proteção, aqui, vem diretamente do Pai, não do Espírito Santo.

Os dons que vêm do Espírito:

2) Charisma: aparece quinze vezes na bíblia e tem vários significados: Entrega, doação, vantagem, dotação, faculdade miraculosa, favor que cada um recebe sem mérito, poder que alguns cristãos têm para o serviço ‘na’ e ‘da’ Igreja de Cristo. Podemos encontrar as referências em:

• Rm 1: 11: “Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados,...” (Isso significa que eu posso compartilhar com os outros os meus dons e não fico mais pobre se eu os exercitar).
• Rm 5: 15: “Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Aqui o dom se refere à vida eterna).
• Rm 6: 23: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (A vida eterna é o grande charisma, o grande dom de Deus).
• Rm 11: 29: “porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Isso significa que eu não perco os dons que Deus me deu; são irrevogáveis como a vida eterna).
• Rm 12: 6: “tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé,...” (Isso quer dizer que temos vários carismas; não há o certo ou o errado).
• 1 Co 1: 7: “de maneira que não nos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo,...” (Temos que procurar em Deus todos os dons que Ele tem para nós).
• 1 Co 7: 7: “Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro” (Isso significa que podemos ter vários dons, mas há um que nos caracteriza).
• 1 Co 12: 4: “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo” (Um dom pode ter muitas manifestações, mas foi gerado por uma única fonte: o Espírito Santo).
• 1 Co 12: 9: “a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar” (Mais uma vez podemos ver que há muitas manifestações dos dons).
• 1 Co 12: 28: “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (Todos esses dons são usados em ministérios na Igreja).
• 1 Co 12: 30-31: “Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. O amor é o dom supremo. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente” (O maior carisma é o amor).
• 2 Co 1: 11: “Ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos” (Eu abençôo os irmãos usando meus dons).
• 1 Tm 4: 14: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (É necessário praticar o carisma que Deus me deu. Negligenciar significa não participar do reino de Deus na terra. Desprezar oportunidades de servir ao Senhor significa negligenciar os dons).
• 2 Tm 1: 6: “Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos” (O carisma pode ser reavivado, não necessariamente pelo toque de mãos, mas quem ora e impõe as mãos pede que o Espírito Santo reavive o dom. Em Dt 34: 9 temos um comentário interessante sobre isto: “Josué, filho de Num, estava cheio do Espírito de sabedoria, porquanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés”. Nas antigas culturas do AT, a imposição de mãos era um ato significativo por representar transferência de autoridade e do direito de liderança. Também simbolizava a aprovação de Deus e da comunidade ao comissionar Josué como líder. Josué, entretanto, não recebeu sabedoria pelo toque das mãos de Moisés; sua sabedoria veio do Senhor. O mesmo aconteceu com Timóteo em relação a Paulo).
• 1 Pe 4: 10: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (Nós servimos com o carisma que temos).

Os dons (charisma) que vêm do Espírito Santo (1 Co 12: 4-11; 27-30):

“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra de sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade de interpretá-las. Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente... Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros deste corpo. A uns estabeleceu Deus, na Igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois dons de curar, socorros, governos, variedade de línguas. Porventura são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons”.

1) Dons da palavra

Palavra (grego: logos): contar, avaliar, produzir decreto, o que os profetas do AT disseram; ato de falar, ensino, expressão divina.

Palavra de sabedoria:
Em grego é: logos sophias; em hebraico, a palavra usada para sabedoria é hokhmâ, embora outros vocábulos também sejam usados como sinônimo: bïnâ (entendimento – Jó 39: 26; Pv 23: 4), tebhünâ (discernimento – Sl 136: 5), sekhel (prudência – Pv 12: 8; Pv 23: 9). A sabedoria é intensamente prática, não teórica. Basicamente, a sabedoria é a arte de ser bem sucedido, de formar um plano correto para alcançar os resultados desejados. Também significa: habilidade, prudência, graça, saber aplicar o conhecimento e o entendimento da palavra; cheio de inteligência, conhecimento de diversas matérias e ato de interpretar sonhos. Sua sede é o coração, o centro da decisão moral e intelectual. Existe ainda a sabedoria humana ou mundana que se fundamenta sobre a intuição e a experiência, sem o concurso da revelação, por isso é limitada. No NT, possui a mesma natureza intensamente prática que encontramos na sabedoria do AT. A sabedoria, no seu sentido mais completo, pertence exclusivamente a Deus.
Referências bíblicas: Rm 11: 33; 1 Co 1: 17; 1 Co 1: 19; 1 Co 1: 20-22; 1 Co 1: 24; 1 Co 1: 30; 1 Co 2: 1; 4-5; 1 Co 2: 7.

Palavra de conhecimento:
Em grego logos gnõseõs, que significa: conhecimento em geral, inteligência, entendimento, conhecimento da religião cristã. Para os gregos, o conhecimento era uma contemplação da realidade em seu estado estático e permanente; para os hebreus, algo dinâmico, ligado ao entendimento e à vontade com relação aos acontecimentos do dia a dia. Está relacionado à revelação e à experiência, aos sonhos e às visões. No AT a palavra hebraica usada é gãlâ e o termo grego (NT) é apokalyptõ, que tem a idéia de desvendar alguma coisa oculta, para que possa ser vista e conhecida conforme é. Outras palavras Neo-Testamentárias que expressam a idéia de revelação são: phaneroõ (manifestar, deixar claro), epiphainõ (exibir; substantivo epiphaneia, manifestação), deiknuõ (mostrar), exegeomai (desdobrar, explicar por narração), chrematizõ (instruir, admoestar, advertir; substantivo chrematismos, resposta de Deus).
Referências bíblicas (em alguns versículos, a palavra ‘conhecimento’, em Grego, é substituída em Português por ‘saber’ ou ‘ciência’): 1 Co 8: 11; 1 Co 13: 2; 1 Co 14: 6; 2 Co 2: 14; 2 Co 4: 6; 2 Co 6: 6; 2 Co 10: 5; Fp 3: 8; 1 Tm 6: 20; 2 Pe 3: 18.

A palavra de sabedoria está mais relacionada ao ensino, ao passo que a palavra de conhecimento está mais relacionada ao ministério profético.

É o Espírito que nos ensina todas as coisas:
• 1 Co 2: 7-16 (a verdadeira sabedoria; o ensino do Espírito Santo): “mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria esta que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória;mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.
• 1 Jo 2: 27: “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou”.

Profecia (grego: Propheteia): Profeta vem do grego Prophetes; pro = diante; e phetes = orador; do verbo phenai = ‘orar, falar’. Significa: o que revela os pensamentos divinos, o que interpreta os oráculos (o que está escrito), o que é movido pelo Espírito Santo e, a partir daí, dispõe-se, solenemente, a declarar ao homem o que tem recebido de Deus por inspiração; o homem que é usado pelo Espírito de Deus e lhe é dada autoridade e sabedoria na Palavra para que ela tenha o peso que deve ter; também significa poetas. O profeta tem poder para instruir, confortar, encorajar, repreender, convencer do erro, declarar culpado e estimular as pessoas. Referências bíblicas: Rm 12: 6; 1 Co 12: 10; 28; 29; Ef 4: 11.

Existem referências no NT sobre profetas em At 11: 27, At 21: 10, At 13: 1 e At 15: 32, o que nos faz pensar que não só no AT existiam profetas, mas na Igreja Primitiva também. Mesmo dentro do ministério profético existem diversas manifestações do Espírito, pois uns são dotados de vidência (predição do futuro), outros não. Uns são mais usados por Deus para a exortação, outros para a instrução e revelação na Palavra e assim por diante. Em Mt 10: 41 está escrito: “Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta”. O profeta que vem de Deus não induz ao erro ou ao pecado, não traz mentiras ou jugo, não fala coisas da sua carne nem relata sonhos ou visões que não são de Deus e, o mais importante de tudo, o que vem da boca de Deus se cumpre [Dt 13: 1-5; Dt 18: 21-22; Jr 23: 31-32].

A principal função do profeta do NT era transmitir as revelações divinas de significação temporária que proclamavam à Igreja o que a mesma necessitava saber e fazer em circunstâncias especiais. Sua mensagem era de edificação, exortação (gr. paraklesis) e consolação (1 Co 14: 3; Rm 12: 8) e incluía declarações ocasionais de autoridade sobre a vontade de Deus quanto a casos particulares (At 13: 1-3: ordem do Senhor para separar Barnabé e Saulo para a obra) e predições sobre o futuro (At 11: 28; At 21: 10-11: Ágabo predisse que grande fome estava para vir por todo o mundo e sobre a prisão de Paulo em Jerusalém).

Discernimento de espíritos (grego: diakresis pneumatõn): É complementar ao de profecia; permite aos ouvintes aquilatar a reivindicação de inspiração profética para comprovar com exatidão quais as afirmações são de origem divina e para distinguir o profeta genuíno do falso (guiado por demônios): 1 Co 14: 29; 1 Ts 5: 20; 1 Jo 4: 1-6.

Variedade de línguas (grego: gene glõssõn):
• At 2: 5-8; 11b-12; 33: “Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?... Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer?... tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (em relação ao Pentecostes).
• At 10: 44-48: “Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam, falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro: porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias”.
• At 19: 6: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam”.

Embora a bíblia descreva os apóstolos falando em línguas conhecidas de outras nações daquela época (At 2: 9-11a), existe também o orar em “línguas estranhas”ou “língua de anjos” como se fala na igreja, onde o nosso espírito conversa com Deus em uma língua que só nós dois entendemos (1 Co 14: 2); ou quando Ele desejar que outros irmãos sejam edificados na igreja, Ele também concede o dom de interpretação de línguas (1 Co 12: 10; 30). E em 1 Co 14, todo o capítulo, mas com enfoque ao versículo 4, Paulo fala que o orar em línguas edifica o nosso espírito. Assim, o batismo no Espírito Santo nos reveste com o poder de Deus (grego, Dunamis, poder para realizar milagres), portanto, nos capacita a realizar Sua obra na terra.

Capacidade para interpretá-las (grego: hermeneia glõssõn): 1 Co 12: 10; 30.

2) Dons de poder

Fé: em grego, pistis (1 Co 12: 9), aqui uma medida mais elevada de fé, mediante a qual feitos especiais e maravilhosos são realizados. Pistis (NT, πίστις, Strong #G4102) significa: fidelidade, crença, convicção da verdade, convicção que Deus existe e dos Seus atos, crer no impossível. Outros significados em hebraico, no AT, para fé: coragem, convicção, fidelidade, confiança, acreditar.
Referências bíblicas: Mt 17: 20; 1 Co 13: 2; Hb 11: 33-34; Rm 9: 30; Rm 10: 8; Rm 10: 17; Rm 11: 20; Rm 12: 3; Rm 12: 6; Rm 14: 1; Rm 14: 23; Rm 16: 26; 1 Co 2: 5; 1 Co 13: 2; 1 Co 13: 13; 1 Co 15: 14; Hb 11: 6.

Dons de cura (gr. charismata iamatõn). São dados para a realização de milagres de restauração à saúde: At 3: 6; At 5: 15; At 8: 7; At 19: 12; 1 Co 12: 28.

Operação de milagres (maravilhas). Milagres (grego: dunamis): força, poder, habilidade, poder para fazer milagre, excelência da alma, poder miraculoso especial, abundância
• At 9: 36-43 (A ressurreição de Dorcas).
• At 13: 4-12 (Elimas, o mágico, fica cego por um tempo, após a repreensão de Paulo).
• At 20: 7-12 (A ressurreição de Êutico, quando Paulo pregava em Trôade).
• Hb 11: 11 (Pela fé, também a própria Sara recebeu poder para ser mãe).
• Hb 11: 34: “extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros”.

Outras referências: 1 Ts 1: 5-6; 2 Ts 2: 9; 2 Tm 1: 7; 2 Tm 3: 5; Hb 1: 3; Hb 2: 4; Hb 6: 5; Hb 7: 16; 1 Pe 1: 5; 2 Pe 1: 3.

3) Dons de simpatia (formas de assistência, formas de ajuda – tradução em Inglês)

3.1 Auxílios (Socorro) (gr. antilepseis): denota o socorro prestado aos fracos por parte dos fortes e se refere a dons especiais de cuidado pelos enfermos e necessitados.

3.2 Doação de esmolas (gr. ho metadidous):
• Rm 12: 8: “ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria”.

3.3 Misericórdia (gr. ho eleõn):
• Rm 12: 8: “ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria”. Jesus disse no sermão da montanha: “Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”. Isso implica exercer primeiro a misericórdia para recebê-la dos outros.

3.4 Diaconato (ministério, serviço; gr. diakonia):
• Rm 12: 7: “se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se em fazê-lo”.
• At 6: 1-2 [servir = diakonia]: “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas”.
• Fp 1: 1: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos (diakonois) que vivem em Filipos”.
• 1 Tm 3: 8-9 (As qualificações dos bispos e diáconos): “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa”. Diakonous (originada da forma obsoleta, ‘diako’) = um atendente, um garçom (à mesa ou em outras tarefas domésticas); especialmente, um professor cristão e pastor (tecnicamente, um diácono ou uma diaconisa): diácono, ministro, servo.

4) Dons de administração

Dons de administração (governos), do grego kyberneseis, são os dons e a autoridade para governar, possuídos pelos líderes:
• 1 Tm 5: 17: “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem [governam] bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino”.

Como resumo, podemos dizer que recebemos dons espirituais de acordo com a vontade de Deus para cumprir o Seu propósito no Corpo. Os dons podem ter várias manifestações, mas um só é o Espírito, que opera tudo em todos. Exercitando os dons, geramos frutos espirituais e quanto mais os exercitamos, mais são multiplicados por Deus para que mais vidas possam ser abençoadas. Que você possa ter consciência dos dons que foram derramados sobre seu espírito e possa exercitá-los a cada dia, gerando frutos que abençoem outras pessoas para a glória de Deus.

pomba

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Este texto se encontra nos livros:


livro evangélico: Conhecendo o Espírito Santo

Conhecendo o Espírito Santo

Knowing the Holy Spirit


livro evangélico: Jamais falte óleo sobre tua cabeça

Jamais falte óleo sobre tua cabeça (Dons espirituais)

Never be lacking oil on your head


Sugestão de leitura:


livro evangélico: Jardim do Éden

Jardim do Éden (Alegoria)

Garden of Eden (Allegory)

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