Página principal do estudo sobre as revelações do apóstolo João em relação a Roma, a “Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Ap 17: 5). O animal visto por ele corresponde ao 4º animal visto por Daniel. Qual o significado de Babilônia?


Profecia de Apocalipse – Roma




Quero deixar claro que todos estes textos de estudo são para ensino da palavra de Deus, como me foi ordenado, e não têm o intuito de impor nada a ninguém ou afrontar nenhuma religião. O livre-arbítrio de cada pessoa continua a ser respeitado.

Em Ap 13: 1-3, João descreve a besta que emerge do mar e a sua relação com o final dos tempos: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta”.

O animal visto por João corresponde ao quarto animal visto por Daniel (Dn 7: 7), onde os dez chifres são dez reis que surgirão desse reino (se referindo a Roma – na visão de Daniel e de João – cf. Dn 7: 24) e representam a última forma de poder mundial anticristão, representado pelos gentios, um império de dez reis confederados (Dn 7: 24; Ap 17: 12) abrangendo a esfera de autoridade da Roma Antiga. Suas sete cabeças indicam que sua autoridade derivará do dragão (Ap 12: 3; 17; Ap 13: 2).

Vamos nos lembrar da aparência dos animais vistos por Daniel (Dn 7: 1-28): leão com asas de águia nas costas (Dn 7: 4 = simboliza a Babilônia), urso com três costelas na boca (simboliza os reinos da Média e da Pérsia), leopardo com quatro asas de ave nas costas e quatro cabeças (simboliza a Grécia), e o quarto animal com aparência espantosa e terrível, extremamente forte e com grandes dentes de ferro (Dn 7: 7), devorando tudo ao seu redor e portando em sua cabeça dez chifres (Dn 7: 7; Dn 7: 19; Dn 7: 24 = ele simboliza Roma).


Animais vistos por Daniel


Os três animais: o leopardo, o urso e o leão (encontrados em Dn 7: 4-6 como símbolos dos impérios que precederam Roma) infundiram todas as suas características nas qualidades do Império Romano: a rapidez de conquista dos macedônios (gregos), a força e a tenacidade (afinco, constância, obstinação) de propósito dos persas, e a voracidade babilônica. Entretanto, não foram apenas essas qualidades de caráter que o império romano absorveu dos reinos anteriores. Os romanos incorporaram outros deuses e costumes dos gregos e persas em particular, e é por isso que a bíblia diz Roma é Babilônia, que significa ‘confusão’, ‘mistura’. Não só confusão, mas também a prostituição espiritual. Os imperadores romanos que vieram depois de Cristo tiveram um comportamento hostil em relação aos cristãos, além de demonstrarem abertamente sua idolatria, seus pecados carnais e seus atos contrários à verdadeira doutrina de Cristo; por isso, o Senhor se refere a tudo isso (e muito mais) usando a palavra ‘abominação’. Então, nós podemos entender melhor porque a bíblia se refere a esta cidade desta maneira (como Babilônia e meretriz) e porque ela (representando atualmente toda uma força anticristã) sofrerá uma queda definitiva após a segunda vinda de Cristo, quando o Senhor derrotará a besta, o falso profeta e o dragão. Não podemos menosprezar também as influências de Principados e Potestades das trevas agindo sobre seres humanos corrompidos e cegos para a realidade espiritual.

O texto de Apocalipse que diz respeito ao nosso estudo é:

• Ap 17: 1-18: “Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra. Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição. Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto. O anjo, porém, me disse: Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chifres e que leva a mulher: a besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá. Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição. Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele. Falou-me ainda: As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas. Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo. Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, o executem à uma e dêem à besta o reino que possuem, até que se cumpram as palavras de Deus. A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra”.

Os dez reis que ainda não receberam a coroa são os dez reis contemporâneos (v. 12) e, a mulher, como já dissemos, simboliza Roma, com suas prostituições espirituais, com a sua violência, sede de conquista e cheia de ganância e ostentação de poder.

Baseados nessa palavra, nós vamos estudar sobre os imperadores Romanos e Bizantinos e, depois, chegar a uma conclusão do que lemos, pois nós veremos que tudo já estava descrito na bíblia. Assim, poderemos entender porque Deus fica tão irado com a idolatria e a rebeldia dos homens à Sua vontade, sendo controlados e manipulados por demônios, Principados e Potestades, que têm um único objetivo: oprimir os inocentes e corromper ainda mais aqueles que já estão nas trevas para que percam a salvação.

CONCLUSÃO

Como o assunto é extenso, a conclusão de tudo o que está escrito nas sete páginas sobre os imperadores romanos será colocado aqui. Assim você poderá lê-las, se quiser, e confirmar o que foi falado.

O que podemos ver em todos os governantes foram as características mais marcantes de Roma desde a época da sua fundação até o dia da sua queda (tanto o império do Oriente quanto o do Ocidente): vaidade, pompa, arrogância, violência, crueldade, sede de conquista, ganância, ostentação de poder e uma ambição sem limites. Acima de tudo isso, havia uma idolatria tão grande que parecia impossível ter um espaço para Deus agir com libertação ali dentro, pois debaixo da ação de Principados e Potestades, até os imperadores com boa intenção mais cedo ou mais tarde eram levados a fazer coisas danosas para eles mesmos e para todos os cidadãos do império. Este estudo nos dá uma idéia de como estas altas castas de demônios manipulam e oprimem nações, pois o pecado coletivo dá a eles a legalidade de agir com todo tipo de destruição: opressão emocional, mental e espiritual, crueldade de pessoas contra os seus semelhantes, muitas vezes até sem motivo, quer seja com guerras entre nações, quer com extermínio de certos grupos sociais por causa de diferenças religiosas.

Nós também vemos que naquela época o período de vida das pessoas era curto em relação ao de hoje, com uma alta taxa de mortalidade infantil e abuso demasiado de crianças, seja por causa de perversão sexual dos poderosos (pederastia), seja por causa da influência dos próprios pais que, como governantes, faziam seus filhos de sete a dez anos de idade irem à guerra junto com eles, não só causando um amadurecimento precoce, como também moldando seu caráter de forma a aceitarem aquele tipo de vida como um padrão normal a ser seguido. Quando não era a guerra, eram casamentos pré-escolhidos, prometendo uma filha ainda criança a algum imperador com o interesse de selar pactos políticos. Meninos se tornavam fantoches nas mãos de generais ambiciosos, sendo empossados como imperadores (Césares) com meses de vida ou com quatro anos de idade. E depois morriam assassinados com 17 anos de idade por inveja da guarda pretoriana. Em outras palavras, a maioria das crianças e adolescentes não tinham escolha e, muitas vezes, cresciam com graves deformidades de caráter. É o exemplo de Calígula, que com três anos de idade já vestia uniforme de soldado e ia junto com o pai em suas batalhas. Quando cresceu, nós sabemos no que ele se tornou. É o caso de Heliogábalo que, com dois anos de idade foi nomeado sacerdote de El-Gabal (Elagabalus, em Latim; ou Heliogabalus em Grego, que era o ‘Deus-Sol’ sírio, chamado El-Gabal, em aramaico). O seu governo, mais tarde, foi um dos piores que Roma já enfrentou.

Os horrores da guerra e a crueldade das mortes e das execuções, muitas vezes, nos fazem ver até que ponto um ser humano pode se corromper. Isso não acontecia somente em relação a Roma, mas também por parte dos bárbaros habitantes das nações ao redor. A disputa de poder por trás do trono, muitas vezes, levava a execuções em massa de toda uma família por causa de um único membro com este tipo de deformação de caráter. Entre os imperadores mais cruéis do império podemos citar: Tibério César, Calígula, Nero, Domiciano, Tito, Cômodo, Caracala, Diocleciano, Maximiano, Maximino Daia, Constante (o filho mais novo de Constantino I, principalmente no final do seu reinado), Constâncio II (o segundo filho de Constantino I que conspirou com a guarda pretoriana para exterminar a família após a morte do pai, justamente para não ter competidores ao trono), Constâncio Galo (primo de Constâncio II), Leão I [Leão, o Trácio, conhecido como Magnus Thrax (o ‘Grande Trácio’) por seus adeptos, e ‘Macelles’ (‘o Algoz’ ou ‘o carniceiro’) por seus inimigos. Leão I ganhou o apelido de ‘Macelles’ (o algoz) pela forma das mortes] e muitos outros.

Outras heranças deixadas pelo império romano: 1) divórcio, adultério, separação, poligamia, casamentos por interesse, inclusive apoiados por líderes religiosos. 2) hipocrisia e religiosidade, por exemplo, Trajano: um ótimo imperador para o povo romano e péssimo para os cristãos. Antonino Pio foi denominado ‘Pio’ pelo fato de ter insistido na deificação de seu pai adotivo Adriano. Pulquéria, rainha do oriente, que se casou só por pressão do senado romano, mas fez voto de castidade para ser chamada de ‘a imperatriz virgem’, e assim mostrar a todos a sua devoção à Virgem Maria, a quem ela ergueu três igrejas. 3) perversões sexuais (sodomia, pederastia): Nero e Otão, os dois com Esporo como amante; Heliogábalo com Hiérocles, seu cocheiro; Adriano e seu amante Antínoo, a quem erigiu um templo no Egito depois da sua morte. Cômodo, bem como vários generais romanos, com outros amantes masculinos; alguns historiadores fazem menção à tendência homossexual de Constante (filho de Constantino, o grande). Houve heranças gregas influenciando Roma também: Alexandre Magno e seu amante Hefestião.

Mais do que foi falado até aqui, podemos notar:
• Lá atrás também havia inflação, desvalorização financeira e desigualdade social por causa de altos impostos, construções faraônicas, esbanjamento de dinheiro (como Calígula com suas festas palacianas, Nero com a Casa Dourada e o Colosso de Nero, Adriano construindo uma cidade helenística sobre as ruínas de Jerusalém, Caracala com suas termas, Cômodo com suas fantasias, e muitos outros imperadores com campanhas militares desnecessárias ou jogos ridículos nas arenas) e até leilão para se conseguir o título de imperador e para se comprar a lealdade da guarda pretoriana (Tito Flávio Cláudio Sulpiciano, Dídio Juliano e Marco Aurélio).

• Quando estudamos sobre o Império Selêucida e as revelações de Daniel capítulo 11, falamos sobre Antíoco IV como uma figura do Anticristo (sacrificou um porco – animal imundo – sobre o altar do templo e instalou uma estátua de Zeus lá dentro). Depois deste estudo sobre Roma, podemos descobrir mais alguns personagens: Calígula e Nero (se fazendo passar por deuses; Calígula pôs uma estátua de si mesmo no templo de Jerusalém), Tito (com a violência que destruiu Jerusalém e o templo e fez sacrifícios ali aos deuses romanos), Adriano (colocou no monte do templo – monte Sião – um santuário dedicado a Júpiter, Zeus para os gregos; e junto ao Gólgota, onde Jesus foi crucificado, ergueu-se um templo à deusa grega Afrodite, Vênus para os romanos), e mais uns dois ou três, com suas extravagâncias e manias de grandeza, almejando ser deuses.

Nós podemos perguntar:
— Por que Deus permitiu tudo isso?
— Eu não sei dizer a você o que se passa na mente de Deus e os Seus propósitos eternos, mas posso afirmar com certeza que Ele estava no controle de tudo e já naquela época fazia a justiça de uma maneira ou de outra. Podemos perceber que em Ap 17: 6 está escrito: “Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto”. Os servos de Deus na terra oravam e os mortos faziam a mesma pergunta: “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” (Ap 6: 9-11).

O altar ao qual a bíblia estava se referindo era o altar de bronze, onde eram realizados os sacrifícios de ofertas queimadas, ou seja, os holocaustos. Wesley explica a primeira parte do versículo como sendo os mártires mortos sob a Roma pagã, e os seguintes, os mártires mortos sob a Roma Papal.

Em Ap 18: 21-24, Deus faz Sua justiça destruindo a cidade, à qual a bíblia chama de Babilônia: “Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra”. No versículo 23b, a bíblia é bem clara: “porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria”.

Em Ap 19: 1-3, o lamento e o clamor são transformados em júbilo por causa da justiça de Deus: “Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. Segunda vez disseram: Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos”.

Quanto às atrocidades cometidas pela Roma pagã, ao lermos as histórias de todos esses imperadores nós podemos ver que justamente aqueles que mais perseguiram os cristãos foram os que mais morreram de mortes violentas ou enfrentaram no seu reinado alguns desastres naturais, além das guerras contra povos bárbaros. Por exemplo:
• Tito Flávio Vespasiano Augusto (r. 79-81), que entrou em Jerusalém e destruiu o templo em 70 DC, e também é considerado como uma figura do Anticristo, enfrentou grandes desastres durante o seu período de reinado: a erupção do Vesúvio em 79 DC atingindo as cidades de Herculano, Pompéia, Oplontis e Estábia, e o incêndio de Roma de 80 DC.
• Valeriano I (r. 253-260), mesmo tendo sido preso pelos Sassânidas (persas) enviou duas cartas ao Senado Romano ordenando medidas contra os cristãos. Resultado: houve uma cruenta perseguição aos cristãos, mas a morte desse imperador como prisioneiro na Pérsia foi horrível: diz-se que foi esfolado e transformado num banquinho para os pés. Valeriano reinou durante o período conhecido como ‘Crise do terceiro século’ (235-284), quando Roma enfrentou uma pandemia de varíola ou sarampo, que também atingiu a Etiópia e Alexandria (Egito), e foi chamada de ‘Peste de Cipriano’, o bispo de Cartago (atual Tunísia) que a identificou. Neste período histórico, pode-se dizer que o Império enfrentou 50 anos de guerras civis, invasão estrangeira e um colapso na economia.
• No reinado de Teodósio II (Imperador do Leste – 408-450 DC), houve o saque de Roma pelos Visigodos em 410 DC.
• No reinado de Valentiniano III no Ocidente (425-455), Átila e seus hunos entraram na Itália em 452 DC. Mal Roma se viu livre deste ataque, em 455, Genserico, o rei vândalo da África, veio à cidade e matou muitas pessoas, levando como reféns para Cartago não apenas senadores e suas mulheres, como também a imperatriz Eudóxia e suas duas filhas: Eudócia e Placídia.
• Em 476, no reinado de Rômulo Augusto, Odoacro (rei dos Hérulos) pôs fim ao Império Romano do Ocidente e se tornou o primeiro dos reis bárbaros de Roma.
• No reinado de Basilisco (um usurpador reinando no leste – 475-476), Constantinopla sofreu um enorme incêndio, que destruiu casas, igrejas, e queimou completamente a grande biblioteca construída pelo imperador Juliano, o Apóstata (r. 360–363).
• No reinado de Justiniano I ou Justiniano o Grande (Imperador do leste – 527-565), tentando recuperar o Império do Ocidente que havia sido derrotado pelos bárbaros, foi frustrado na sua grande ambição e na avidez com que perseguia seus objetivos. No ano de 542 DC a peste bubônica atacou numa grande proporção as populosas cidades do Mediterrâneo Oriental. Dizem que até Justiniano contraiu a doença, mas sobreviveu. E em 551 DC, houve um terremoto no leste do Mediterrâneo, com tremores de Antioquia a Alexandria, o qual desencadeou um tsunami.

— O que são todos esses saques, guerras e desastres da natureza? Coincidência ou a mão de Deus fazendo justiça aos seus servos?

Se tudo isso ocorreu como uma explicação para Ap 6: 9 (“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam”), por que Deus não fará justiça em relação à morte dos santos durante o período papal, como está descrito nos próximos versículos? (“Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” – Ap 6: 10-11).

Este estudo foi feito para que as pessoas entendessem porque Deus chama Roma de meretriz. Porque, mais importante do que todas as abominações comentadas acima, existe uma insuportável para Deus, e se chama idolatria.

Desde a morte do apóstolo João (o último apóstolo de Jesus, que faleceu em 98 ou 100 DC), o Cristianismo original praticamente deixou de existir. Quando se despediu dos presbíteros de Éfeso (At 20: 17-35), Paulo os avisou que depois da sua partida penetrariam lobos vorazes entre eles, que destruiriam o rebanho, e dentre eles mesmos surgiriam (se levantariam) homens com heresias para roubar a fé dos discípulos e levá-los com eles (At 20: 29-30).

Era costume dos imperadores romanos se considerarem deuses, construindo templos para si ou deificando os imperadores ou imperatrizes que os antecederam:
• Caio Júlio César (49-44 AC)
• César Augusto (29 AC-14 DC)
• Tibério (14-37 DC)
• Calígula (37-41 DC)
• Vespasiano (69-79 DC)
• Nero (54-68 DC)
• Domiciano (81-96 DC)
• Plotina mulher de Trajano (98-117 DC)
• Ânia Galéria Faustina ou Faustina Maior, mulher de Antonino Pio (138-161 DC)
• Antonino Pio (138-161 DC)
• Lúcio Vero (161-169 DC).
• Cômodo (180-192 DC)
• Septímio Severo (193-211 DC) fomentou o sincretismo religioso
• Cecília Paulina ou Diva Cecília Paulina Pia, esposa de Maximino Trácio (235-238 DC)
• Gordiano I e II (238 DC)
• Valeriano (253-260 DC)
• Cláudio, o Gótico (268-270 DC) ergueu um templo ao Deus Sol (Sol Invictus, o deus dos soldados)
• Aureliano (270-275 DC)
• Diocleciano (284-305 DC)
• Prisca e Galeria Valéria, mulher e filha de Diocleciano (284-305 DC). Ambas foram canonizadas como santas cristãs.
• Maximiano (285-305 DC)
• Constantino I (324-337 DC)
• Constantina (também chamada de Constância e Constantiana), filha de Constantino I (324-337 DC) foi venerada como uma santa, Santa Constância (em italiano, Santa Constanza)
• Constâncio II (337-361 DC)
• Juliano o apóstata (361-363) favoreceu o paganismo (o Cristianismo já era uma das religiões oficiais do Estado)
• Graciano (375-383 DC)
• Flávio Eugênio (392-394), embora sendo cristão, ele foi o último Imperador a apoiar o politeísmo Romano (o Cristianismo já era uma das religiões oficiais do Estado)
• Elia Pulquéria (450-453 DC) foi canonizada.
• Maurício I (582-602 DC) foi canonizado pela Igreja Ortodoxa

O Cristianismo criado por Roma continuou a fazer a mesma coisa que se repetiu por séculos no Império Romano: deificação do imperador, idolatria humana (canonizando ‘santos’), continuando a erguer estátuas de ‘santos’ da mesma maneira que os deuses greco-romanos eram esculpidos e colocados em lugares estratégicos para serem adorados; a vender indulgências (em palavras mais claras, conceder ao pecador os meios para se livrar das conseqüências dos seus pecados aqui na terra, antes que vá para o purgatório ou para o inferno). O Cristianismo romano continuou a ministrar os sacramentos para se conseguir a salvação (era a mesma coisa que se fazia no culto politeísta romano), ao invés de se firmar na única e mais simples maneira de conseguir isso: aceitando Jesus através da fé, como o único Deus e Senhor (Rm 10: 9-10).

No Novo Testamento não há menção a respeito de Papas, de adoração a Maria, de sua assunção, ou de Maria como co-redentora e mediadora; não há menção a respeito de canonização de ninguém como santo, tampouco menciona petição de bênçãos aos chamados santos; não faz menção à sucessão apostólica, às ordenanças da Igreja funcionando como sacramentos, ao batismo de bebês, à confissão de pecados a um sacerdote num confessionário dentro da igreja (cf. Tg 5: 16 – “confessai os vossos pecados uns aos outros” pode se referir qualquer irmão em Cristo ungido com o Espírito Santo e com quem nós temos intimidade de abrir o nosso coração e orar junto); não fala sobre o purgatório, as indulgências ou a autoridade igual da tradição da Igreja e da Escritura. Idem para todas as festas que ela comemora como: o dia de cada ‘santo’, Corpus Christi etc.

Ações relacionadas ao Principado ‘Rainha dos Céus’ (Jr 7: 18; Jr 44: 17; 18; 19; 25), e adorado pelo Catolicismo como Maria ou Nossa Senhora:
• Enfermidades.
• Prostituição física e espiritual (ecumenismo e aceitação de outros credos idólatras misturados com as verdades bíblicas); corrupção moral, material e espiritual.
• Rebeldia à autoridade e disputa de poder (invertendo as coisas e tomando para si (para o Principado) a autoridade que pertence a Deus).
• Miséria, dor e sofrimento (martírio).
• Falsa profecia.
• Confusão.
• Religiosidade.
• Medo da morte.
• Descontrole emocional [influência da Potestade chamada Jezabel, em referência à esposa do rei Acabe, de Israel, mulher idólatra que adorava o mesmo principado acima descrito (Poste-ídolo – 1 Rs 18: 19; 1 Rs 16: 31-33), e cujos demônios sob sua autoridade são enviados para atormentar emocionalmente os homens]. É símbolo de imoralidade, carnalidade, lascívia, falsa profecia e todo o tipo de descontrole emocional.

A palavra Babilônia, em Sumeriano, é escrito como kà-dingir-ra, que significa “porta de Deus”; e em hebraico é escrito como Bãbhel (Strong #894; Gn 10: 10; Gn 11: 9 – a torre de Babel), que provém da raiz hebraica bãlal (Strong #1101), significando “confusão” ou “mistura”.

Para nós hoje, mais do que a antiga cidade de Babilônia na Caldéia com as suas prostituições espirituais, ou a cidade de Roma vista pelo apóstolo João como o símbolo de tudo o que representava uma força contrária aos ensinamentos de Cristo, nós podemos dizer que Babilônia representa esta força anticristã, o sistema mundial confuso, perverso e profano, antagônico ao Reino de Deus, usando não apenas a religião (que se iniciou com o Romanismo no NT), mas também os poderes seculares para oprimir e tentar roubar a fé na palavra de Deus pregada por Jesus. Como no passado a Babilônia trouxe opressão e confusão sobre as pessoas, inclusive sobre o povo de Deus, ela traz hoje a mesma coisa, tentando oprimir e desviar os crentes do caminho que Deus traçou para eles. Os Principados e Potestades são os instrumentos do diabo para fazer isso.

Apesar de todas as coisas ruins que mencionamos HÁ ALGO DE BOM A SER DITO: a longanimidade de Deus existe. Quem mais esperaria tantos milênios para que uma humanidade se arrependesse e se voltasse para a verdadeira luz? A justiça de Deus existe, ontem, hoje e sempre, pois Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre (Hb 13: 8).


Coração

“Estarei sempre contigo para que tu leves minha presença e meu perfume aos carentes de vida e luz. Fala do meu amor, sobretudo, transpira o meu amor para que outros saibam que sou real. A linguagem do coração é mais sábia que a linguagem da mente. Achega-te mais a mim e te revelarei os segredos do meu coração”.


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

O início do texto se encontra no 2º volume do livro e a conclusão, no 3º volume:


livro evangélico: Deus está presente na História

Deus está presente na História vol. 1

Deus está presente na História vol. 2

Deus está presente na História vol. 3

God is present in History vol. 1

God is present in History vol. 2

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Lista dos imperadores romanos (PDF)

Lista dos imperadores romanos (PDF)

List of Roman Emperors (PDF)

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