Roma foi fundada em 753 AC sobre o Monte Palatino. Descreverei as sete colinas de Roma nos tempos do Império Romano. As outras são: Capitólio (Monte Capitolino), Quirinal, Viminal, Esquilino, Célio e Aventino.


As sete colinas de Roma


As Muralhas de Aureliano são uma linha de muralhas construídas entre 271 e 276 DC, em Roma, Itália, durante o reinado dos imperadores romanos Aureliano (270-275 DC) e Probo (276-282 DC). Elas englobavam todas as sete colinas de Roma, além do Campo de Marte e a margem direita do rio Tibre, no bairro de Trastevere. As margens do rio dentro dos limites da cidade parece ter sido deixadas sem fortificação; apenas, ao longo do Campo de Marte. O tamanho de toda área delimitada é de 14.000 quilômetros quadrados.

As sete Colinas de Roma


Roma antiga-mapa
Mapa da Roma Antiga com a muralha de Aureliano em vermelho (em azul: séc. IV AC)

Colinas de Roma-mapa
As Colinas de Roma


Roma foi fundada em 753 AC sobre o Monte Palatino, uma das Sete Colinas: Capitólio, Quirinal, Viminal, Esquilino, Célio, Aventino e Palatino que rodeavam a comunidade primitiva. Outras colinas de Roma são a Pinciana e Janículo (centro do culto ao deus Jano), não contadas entre as mais importantes.

Capitólio ou Monte Capitolino (Capitolinus, Campidoglio)
É a colina mais baixa. Nos tempos antigos, no Capitólio foi erguido os templos de Júpiter, Juno e Minerva. Ali ficava a prisão Mamertina, onde Paulo e Pedro ficaram detidos. Hoje, lá estão muitos palácios e museus.

Monte Quirinal (Quirinalis, Quirinale)
Atualmente, ali estão a residência oficial do presidente da República Italiana e o palácio do mesmo nome.
O Monte Quirinal, durante séculos, protegeu o sítio onde a cidade foi fundada. Antes de o Império Romano existir, um dos reis antigos da República Romana se estabeleceu ali, após conseguir a paz entre os romanos e os sabinos. Os sabinos ergueram naquele monte um templo ao deus mitológico Quirino (o deus que representava o Estado romano). Quirino também foi o outro nome dado ao deus Jano, deus romano das mudanças e das transições. A figura de Jano é associada a portas (entrada e saída), bem como a transições. A sua face dupla também simboliza o passado e o futuro. Jano é o deus dos inícios, das decisões e escolhas. O maior monumento em sua glória se encontra em Roma e tem o nome de Ianus Geminus (os gêmeos Jano). Por isso, o primeiro mês do ano tem o nome de Janeiro, o que dá início ao ano. Neste monte havia os banhos de Constantino.

Viminal (em latim: Collis Viminalis, em italiano: Viminale) – é a menor das famosas sete colinas de Roma. Ali se encontra hoje o Palácio do Viminal, sede do Ministério do Interior da Itália; atualmente o termo ‘il Viminale’ é utilizado para se referir a este ministério (il Viminale = Ministério do Interior). A cúspide em forma de dedo aponta para o centro de Roma entre o Quirinal a noroeste e o Esquilino a sudeste. Ali também se encontra hoje o Teatro de Ópera e o Terminal da Estação Ferroviária.

Palatino (Palatinus, Palatino)
Segundo a lenda, foi sobre o Palatino que Rômulo fundou a cidade. O nome deriva de Pales, o deus dos pastores. É nesta colina que se encontravam outrora os palácios de Augusto, Tibério e Domiciano, agora em ruínas. O termo palácio provém de Palatium. Nos tempos antigos, havia neste local o templo de Apolo Palatino, de Cibele e outros deuses pagãos, além do chamado Circo Máximo (em Latim: Circus Maximus; em Italiano: Circo Massimo). O Circus Maximus era um antigo estádio de corridas de biga e local de entretenimento dos cidadãos, situado no vale entre os montes Aventino e Palatino. Ele foi o primeiro e maior estádio da Roma antiga e do Império. Ele media 621 metros de comprimento e 118 metros de largura e podia acomodar mais de 150.000 espectadores. Ele se tornou o modelo para os circos em todo o Império Romano. O local é agora um parque público.


Circo Máximo
Hoje, este é o local do Circus Maximus na Roma antiga, onde ocorriam as corridas de bigas

Monte Esquilino
Compõe-se de três outros montes: Ópio (sul), Fagutal (oeste) e Císpio (norte). Não se sabe ao certo a origem do nome. Esquilino era um bairro residencial elegante. Mais ao sul, no local do Ópio, Nero construiu a sua extravagante Casa Dourada (construída após o incêndio de Roma) e, mais tarde, aí foram construídas as termas de Trajano (‘Banhos de Trajano’). No mesmo local foi encontrada uma variedade de esculturas no estilo Vênus, dentre as quais se destaca a Vênus de Esquilino (a estátua da mulher sem os dois braços).


Termas de Trajano – Casa de Nero
A “Casa Dourada” (“Domus Aurea”) se encontra no subsolo das ruínas das termas de Trajano (na imagem),
que já abrigou duas bibliotecas: em grego em latim.

Entrada da Casa de Nero
Entrada da Casa de Nero

Domus Aurea – interior Musa no interior da Domus Aurea
Nas imagens acima: divisões da Domus Aurea e uma musa em uma das salas

Outra divisão da Casa Dourada
Outra divisão da Casa Dourada

A sala da Esfinge da Domus Aurea
Sala della Sfinge na Domus Aurea (A sala da Esfinge) descoberta em 2019

Afresco – Sala da Esfinge – Domus Aurea
Afresco de centauros na Sala da Esfinfe da Casa Dourada


Numa área plana entre os montes Célio, Esquilino e Palatino, Nero construiu seu palácio, chamado de Casa Dourada (latim: Domus Aurea – 64-68 DC), na verdade, uma ‘villa’ de festa, onde ele esbanjou a riqueza do Império Romano.

A Casa Dourada era coberta com folhas de ouro, tinha o teto abobadado com pedras semipreciosas e folheado de marfim, as paredes eram pintadas (mosaicos) com muitos desenhos, cada pintura com diferentes temas em cada um dos principais grupos de salas. A Casa Dourada cobria as encostas dos montes: Palatino, Esquilino e Célio, e tinha um grande lago artificial escavado nas terras pantanosas, com um tamanho estimado entre 100 e 300 acres (um acre corresponde a 4.047 metros quadrados), onde galeras podiam navegar. Todo o complexo incluía campos, vinhas, prados para pastagem de ovelhas e carneiros e bosques para gamos e outros animais selvagens. Nero chegou a encomendar uma colossal estátua de bronze segundo sua própria imagem, entre 30,3 a 35,5 metros de altura, chamada ‘o Colosso de Nero’ e que foi colocada no pátio do palácio, na entrada, separando a cidade desta vila privada. Embora durante a sua vida Nero não tenha sido identificado como o deus-Sol (Hélio; Helios, em Grego), a estátua representava o imperador como este deus, vestido com as vestes do deus-sol romano Apolo. Conhecendo um pouco da personalidade de Nero, voltado à música e à arte, e necessitando da verdadeira consciência dos seus pecados e do equilíbrio e da razão, é mais provável que ele tivesse, sim, afinidade com o deus-Sol Apolo e até lhe prestasse culto, embora não tivesse tomado sua identidade publicamente.

Ainda é um pouco difícil correlacionar o deus grego Hélio com o deus-sol Apolo. Para os romanos, Apolo era identificado como o sol e a luz da verdade. Era ele que trazia aos homens a consciência dos seus pecados e ele mesmo os purificava. Ele era o patrono da religião e das construções das cidades, símbolo da inspiração profética e artística, sendo o patrono do Oráculo de Delfos, onde as pessoas traziam a ele as suas causas e o consultava através de profetizas que entravam em transe. Era também o líder das musas, ou seja, entidades capazes de inspirar a criação artística ou científica. Paradoxalmente, Apolo era o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Ele também era o deus da beleza, da perfeição, da harmonia, do equilíbrio e da razão; estava ligado à natureza, às ervas e aos rebanhos, e era protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros. Apolo era representado geralmente como um homem jovem, nu e sem barba, no auge do seu vigor, às vezes com um manto, um arco e uma aljava de flechas, ou uma lira, e com animais simbólicos: serpente, corvo ou o grifo (um animal lendário que tinha cabeça e asas de águia e corpo de leão).


Colosso de Nero Escultores na Roma antiga
“Colosso de Nero” e “Escultores na Roma Antiga”, por Lawrence Alma-Tadema (1877).
A figura mostra trabalhadores esculpindo o Colosso de Nero


Após a morte de Nero, a face da estátua foi modificada para se tornar numa verdadeira estátua ao deus-Sol, e seu nome foi trocado de ‘Colosso de Nero’ para ‘Colosso do Sol’ (em latim: Collossus Solis). No reinado de Adriano, a estátua foi removida com a ajuda de vinte elefantes, e colocada próxima ao Anfiteatro Flávio (hoje chamado de Coliseu), no centro de Roma.

O Coliseu de Roma

O nome original do Coliseu de Roma era Anfiteatro Flávio ou Flaviano, e foi construído entre 70 e 90 DC, iniciado por Vespasiano (68-79 DC), e mais tarde inaugurado por Tito (79-81 DC), embora apenas tenha sido finalizado poucos anos depois. No Coliseu eram realizados diversos espetáculos, com os vários jogos como, por exemplo, os combates entre gladiadores (os combates eram chamados ‘muneras’). A partir do século VIII, o anfiteatro Flávio começou a ser designado pelo nome de ‘Coliseu’, provavelmente devido à grande estátua de Nero, que se encontrava perto do edifício, conhecida popularmente como o Colosso de Nero. Outro tipo de espetáculo era a caça de animais (‘venatio’), onde eram utilizados animais selvagens importados de África: leões, leopardos e panteras, rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes, numa dramatização dos eventos mitológicos do passado. Embora o Coliseu seja relacionado na mente humana ao martírio dos cristãos, ele não era utilizado para martírios. Havia muitos ‘coliseus’ ou anfiteatros em Roma, onde isso acontecia.


Coliseu Romano


Monte Célio (Latim: mons Caelius)
Origem do nome: desconhecida. Originalmente o nome deveria ser ‘Querquetulanus mons’ devido à riqueza de carvalhos no local. O carvalho, para os romanos, era a árvore sagrada do deus Júpiter. Neste monte estavam os banhos de Caracala.

Monte Aventino
Atualmente é uma área residencial de Roma. Foi um local importante durante a 2ª guerra mundial, como refúgio de alguns políticos italianos. Segundo a mitologia, foi no monte Aventino que Hércules (o deus grego da força) matou Caco, filho de Vulcano, o deus do fogo. Neste monte havia templos consagrados a muitos deuses greco-romanos, entre eles, Diana (Ártemis).

Colina do Vaticano
A colina do Vaticano (em latim: ‘Mons Vaticanus’) é o ponto mais elevado do território da Cidade do Vaticano, a oeste das tradicionais sete colinas de Roma, das quais não faz parte. Vaticano é o nome dado, muito antes do início da Cristandade, a um dos outeiros situados a oeste do rio Tibre. É possível que seja o sítio de um povoado etrusco (um povo que habitou na Península Itálica – 1200-700 AC) chamado Vaticum. A Colina do Vaticano é o local da Basílica de São Pedro e do Circo de Nero. Vaticanum ou Campus Vaticanus foi originalmente uma área de nível entre o Monte Vaticano e o rio Tibre. Durante a era republicana, era um local insalubre freqüentado pelos pobres. Calígula e Nero usaram a área para exercícios dos carros, e a sua renovação foi incentivada pela construção do Circo de Nero, também conhecido como o Circus Vaticanus ou simplesmente o Vaticanum. Algumas fontes antigas mencionam uma grande quantidade de túmulos no local. O Circo de Nero ou circo de Calígula foi o local dos primeiros martírios de cristãos, patrocinadas pelo Estado em 65 DC. É tida como tradição de que o apóstolo Pedro foi crucificado lá dois anos depois, assim como muitos cristãos foram mortos naquele circo.

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Fonte de pesquisa para texto e imagens: wikipedia.org

Este texto se encontra no 2º volume do livro:


livro evangélico: Deus está presente na História

Deus está presente na História vol. 1

Deus está presente na História vol. 2

Deus está presente na História vol. 3

God is present in History vol. 1

God is present in History vol. 2

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