As sete colinas de Roma são: Palatino, Capitolino, Quirinal, Viminal, Esquilino, Célio e Aventino. O Vaticano não faz parte delas. Todas elas contém locais bem conhecidos: a prisão Mamertina, a Domus Aurea, o Coliseu e o Circo Máximo.

The seven hills of Rome are the Palatine, Capitoline, Quirinal, Viminal, Esquiline, Caelian, and Aventine. The Vatican is not among them. They all contain well-known sites: the Mamertine Prison, the Domus Aurea, the Colosseum, and the Circus Maximus.


As sete colinas de Roma




As Muralhas de Aureliano são uma linha de muralhas construídas entre 271 e 276 DC, em Roma, Itália, durante o reinado dos imperadores romanos Aureliano (270-275 DC) e Probo (276-282 DC). Elas englobavam todas as sete colinas de Roma, além do Campo de Marte e a margem direita do rio Tibre, no bairro de Trastevere. As margens do rio dentro dos limites da cidade parece ter sido deixadas sem fortificação; apenas, ao longo do Campo de Marte. O tamanho de toda área delimitada é de 14.000 quilômetros quadrados.

As sete Colinas de Roma


Colinas de Roma-mapa

As Colinas de Roma (em vermelho, muralhas construídas no séc. IV AC)


As Sete Colinas são:

1) Capitólio ou Monte Capitolino (em latim: Capitolinus; em italiano: Campidoglio)
2) Quirinal (em latim: Collis Quirinalis, Quirinale)
3) Viminal (em latim: Collis Viminalis; em italiano: Viminale)
4) Esquilino: ao sul, numa área plana, Nero construiu a “Casa Dourada” (ou “Domus Aurea”) e o “Colosso de Nero” e, mais tarde, Vespasiano construiu um anfiteatro, conhecido hoje como Coliseu Romano.
5) Célio (Latim: mons Caelius)
6) Aventino: local importante durante a 2ª guerra mundial
7) Palatino (em latim: Palatinus; em italiano: Palatino). Foi sobre o Palatino que Rômulo fundou a cidade em 753 AC. Ali está o Circo Máximo.

Outras colinas de Roma são a Pinciana e Janículo (centro do culto ao deus Jano), não contadas entre as mais importantes.
A colina do Vaticano (em latim: ‘Mons Vaticanus’) é o ponto mais elevado do território da Cidade do Vaticano, a oeste das tradicionais sete colinas de Roma, das quais não faz parte.

Capitólio ou Monte Capitolino

É a colina mais baixa. Nos tempos antigos, no Capitólio foi erguido os templos de Júpiter, Juno e Minerva. Hoje, lá estão muitos palácios, museus e a Prisão Mamertina.

A Prisão Mamertina

No lado nordeste do monte Capitolino, perto do Fórum Romano, ficava a Prisão Mamertina (Latim: Carcere Mamertino) ou Tuliano (em latim: Tullianum). Esse nome pode ter uma forma latina arcaica, ‘túlio’ (tullius ou tullus; que significa: ‘fonte ou jato de água’, em referência à cisterna que havia na prisão). ‘Mamertina’ foi o nome medieval dado a uma prisão construída por volta de 640–616 AC, durante o período da monarquia romana. A prisão estava situada em frente à Cúria Hostília e aos fóruns de Nerva, Vespasiano e Augusto. Inicialmente, ela foi destinada apenas a prisioneiros de alto status, geralmente comandantes estrangeiros (como Vercingétorix, o chefe gaulês derrotado por Júlio César e que ficou ali por cinco anos até seu estrangulamento em 46 AC).

O local consiste em dois andares sobrepostos. O nível mais profundo, chamado ‘Tullianum’, é o mais antigo, semelhante a uma cisterna. O andar superior era chamado ‘Carcer’ e foi construído um século depois (no século VI AC), mas foi reformado várias vezes no período republicano e no início do império. Nessa época foi construída uma grande fachada para tornar o lugar bem visível aos olhos da cidade.

Apesar do que diz a tradição, não se sabe exatamente se o apóstolo Pedro foi aprisionado ali. Hoje, a igreja de San Giuseppe dei Falegnami (construída no século XVI) está acima da prisão Mamertina onde, segundo os relatos, Pedro converteu e batizou prisioneiros e seus carcereiros, Martiniano e Processus, que mais tarde também foram executados. Paulo aguardou seu julgamento por Nero numa casa ao sul do Campo de Marte (At 28: 30-31) e foi decapitado na via Laurentina, ao sul de Roma.

Monte Quirinal

Atualmente, ali estão a residência oficial do presidente da República Italiana e o palácio do mesmo nome. O Monte Quirinal, durante séculos, protegeu o sítio onde a cidade foi fundada. Antes de o Império Romano existir, um dos reis antigos da República Romana se estabeleceu ali, após conseguir a paz entre os romanos e os sabinos. Os sabinos ergueram naquele monte um templo ao deus mitológico Quirino (o deus que representava o Estado romano). Quirino também foi o outro nome dado ao deus Jano, deus romano das mudanças e das transições. A figura de Jano é associada a portas (entrada e saída), bem como a transições. A sua face dupla também simboliza o passado e o futuro. Jano é o deus dos inícios, das decisões e escolhas. O maior monumento em sua glória se encontra em Roma e tem o nome de Ianus Geminus (os gêmeos Jano). Por isso, o primeiro mês do ano tem o nome de Janeiro, o que dá início ao ano. Neste monte havia os banhos de Constantino.

Viminal

É a menor das famosas sete colinas de Roma. Ali se encontra hoje o Palácio do Viminal, sede do Ministério do Interior da Itália; atualmente o termo ‘il Viminale’ é utilizado para se referir a este ministério (il Viminale = Ministério do Interior). A cúspide em forma de dedo aponta para o centro de Roma entre o Quirinal a noroeste e o Esquilino a sudeste. Ali também se encontra hoje o Teatro de Ópera e o Terminal da Estação Ferroviária.

Palatino

Segundo a lenda, foi sobre o Palatino que Rômulo fundou a cidade em 753 AC. O nome deriva de Pales, o deus dos pastores. É nesta colina que se encontravam outrora os palácios de Augusto, Tibério e Domiciano, agora em ruínas. O termo palácio provém de Palatium. Nos tempos antigos, havia neste local o templo de Apolo Palatino, de Cibele e outros deuses pagãos, além do chamado Circo Máximo (em Latim: Circus Maximus; em Italiano: Circo Massimo). O Circus Maximus era um antigo estádio de corridas de biga e local de entretenimento dos cidadãos, situado no vale entre os montes Aventino e Palatino. Ele foi o primeiro e maior estádio da Roma antiga e do Império. Ele media 621 metros de comprimento e 118 metros de largura e podia acomodar mais de 150.000 espectadores. Ele se tornou o modelo para os circos em todo o Império Romano. O local é agora um parque público.


Circo Máximo

Hoje, este é o local do Circus Maximus na Roma antiga, onde ocorriam as corridas de bigas

Monte Esquilino

Compõe-se de três outros montes: Ópio (sul), Fagutal (oeste) e Císpio (norte). Não se sabe ao certo a origem do nome. Esquilino era um bairro residencial elegante. Mais ao sul, no local do Ópio, Nero construiu a sua extravagante Casa Dourada (construída após o incêndio de Roma), mais epecificamente, numa área plana entre os montes Célio, Esquilino e Palatino. Mais tarde, foram construídas ali as termas de Trajano (‘Banhos de Trajano’). No mesmo local foi encontrada uma variedade de esculturas no estilo Vênus, dentre as quais se destaca a Vênus de Esquilino (a estátua da mulher sem os dois braços).

A Casa Dourada de Nero (Domus Aurea)


Termas de Trajano – Casa de Nero

Imagem acima: A “Casa Dourada” (“Domus Aurea”) se encontra no subsolo das ruínas das termas de Trajano (na imagem), que já abrigou duas bibliotecas: em grego e em latim.

Entrada da Casa de Nero

Entrada da Casa de Nero

Domus Aurea – interior Musa no interior da Domus Aurea

Nas imagens acima: divisões da Domus Aurea e uma musa em uma das salas

Outra divisão da Casa Dourada

Outra divisão da Casa Dourada

A sala da Esfinge da Domus Aurea

Sala della Sfinge na Domus Aurea (A sala da Esfinge) descoberta em 2019

Afresco – Sala da Esfinge – Domus Aurea

Afresco de centauros na Sala da Esfinfe da Casa Dourada


Numa área plana entre os montes Célio, Esquilino e Palatino, Nero construiu seu palácio, chamado de Casa Dourada (latim: Domus Aurea – 64-68 DC), na verdade, uma ‘villa’ de festa, onde ele esbanjou a riqueza do Império Romano.

A Casa Dourada era coberta com folhas de ouro, tinha o teto abobadado com pedras semipreciosas e folheado de marfim, as paredes eram pintadas (mosaicos) com muitos desenhos, cada pintura com diferentes temas em cada um dos principais grupos de salas. A Casa Dourada cobria as encostas dos montes: Palatino, Esquilino e Célio, e tinha um grande lago artificial escavado nas terras pantanosas, com um tamanho estimado entre 100 e 300 acres (400 m²–1,2 km²), onde galeras podiam navegar. Todo o complexo incluía campos, vinhas, prados para pastagem de ovelhas e carneiros e bosques para gamos e outros animais selvagens.

O Colosso de Nero

Nero chegou a encomendar uma colossal estátua de bronze segundo sua própria imagem, entre 30,3 a 35,5 metros de altura, chamada ‘o Colosso de Nero’ e que foi colocada no pátio do palácio, na entrada, separando a cidade desta vila privada. Embora durante a sua vida Nero não tenha sido identificado como o deus-Sol grego Hélio (Helios), a estátua representava o imperador como este deus, vestido com as vestes do deus-sol romano Apolo. Conhecendo um pouco da personalidade de Nero, voltado à música e à arte, e necessitando da verdadeira consciência dos seus pecados e do equilíbrio e da razão, é mais provável que ele tivesse, sim, afinidade com o deus-Sol Apolo e até lhe prestasse culto, embora não tivesse tomado sua identidade publicamente.

Após a morte de Nero, a face da estátua foi modificada para se tornar numa verdadeira estátua ao deus-Sol, e seu nome foi trocado de ‘Colosso de Nero’ para ‘Colosso do Sol’ (em latim: Collossus Solis). No reinado de Adriano, a estátua foi removida com a ajuda de vinte elefantes, e colocada próxima ao Anfiteatro Flávio (hoje chamado de Coliseu). Não se sabe o fim da estátua; resta apenas uma placa, marcando seu lugar perto do Coliseu em Roma. Muitos dizem que foi destruída por um terremoto no século V; outros, no Saque de Roma em 410 pelo rei visigodo Alarico (r. 395–410).

Ainda é um pouco difícil correlacionar o deus grego Hélio com o deus-sol Apolo. Hélio e Apolo não eram a mesma pessoa, mas ao longo do tempo foi-se fazendo um sincretismo entre os dois. Os gregos achavam que Hélio cruzava o céu em sua carruagem solar pelo céu todos os dias, vendo tudo o que acontecia na Terra.

Para os romanos, Apolo era identificado como o sol e a luz da verdade; ele era o deus da luz, da profecia, das artes, da música e da cura. Era ele que trazia aos homens a consciência dos seus pecados e ele mesmo os purificava. Ele era o patrono da religião e das construções das cidades, símbolo da inspiração profética e artística, sendo o patrono do Oráculo de Delfos, onde as pessoas traziam a ele as suas causas e o consultava através de profetizas que entravam em transe. Era também o líder das musas, ou seja, entidades capazes de inspirar a criação artística ou científica. Paradoxalmente, Apolo era o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Ele também era o deus da beleza, da perfeição, da harmonia, do equilíbrio e da razão; estava ligado à natureza, às ervas e aos rebanhos, e era protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros. Apolo era representado geralmente como um homem jovem, nu e sem barba, no auge do seu vigor, às vezes com um manto, um arco e uma aljava de flechas, ou uma lira, e com animais simbólicos: serpente, corvo ou o grifo (um animal lendário que tinha cabeça e asas de águia e corpo de leão).


Colosso de Nero Escultores na Roma antiga

Imagem acima: “Colosso de Nero” e “Escultores na Roma Antiga”, por Lawrence Alma-Tadema (1877). A figura mostra trabalhadores esculpindo o Colosso de Nero.

O Coliseu de Roma

O nome original do Coliseu de Roma era Anfiteatro Flávio ou Flaviano, e foi construído entre 70 e 90 DC, iniciado por Vespasiano (68-79 DC), e mais tarde inaugurado por Tito (79-81 DC), embora apenas tenha sido finalizado poucos anos depois. O Coliseu Romano foi construído em um vale localizado entre três das famosas sete colinas de Roma: o Palatino, o Esquilino e o Célio, onde antes era o lago da villa de Nero (“Domus Aurea”). Vespasiano drenou e aterrou o lago para construir o Anfiteatro Flaviano.

No Coliseu eram realizados diversos espetáculos, com os vários jogos como, por exemplo, os combates entre gladiadores (os combates eram chamados ‘muneras’). A partir do século VIII, o anfiteatro Flávio começou a ser designado pelo nome de ‘Coliseu’, provavelmente devido à grande estátua de Nero, que se encontrava perto do edifício, conhecida popularmente como o Colosso de Nero. Outro tipo de espetáculo era a caça de animais (‘venatio’), onde eram utilizados animais selvagens importados de África: leões, leopardos e panteras, rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes, numa dramatização dos eventos mitológicos do passado. Embora o Coliseu seja relacionado na mente humana ao martírio dos cristãos, ele não era utilizado para martírios. Havia muitos ‘coliseus’ ou anfiteatros em Roma, onde isso acontecia, como por exemplo, o ‘Circo de Nero’ ou ‘Circo de Calígula’ no Campus Vaticanus. O Circo de Nero é também conhecido como o Circus Vaticanus ou simplesmente o Vaticanum.


Coliseu Romano

Monte Célio

Origem do nome: desconhecida. Originalmente o nome deveria ser ‘Querquetulanus mons’ devido à riqueza de carvalhos no local. O carvalho, para os romanos, era a árvore sagrada do deus Júpiter. Neste monte estavam os banhos de Caracala.

Monte Aventino

Atualmente é uma área residencial de Roma. Foi um local importante durante a 2ª guerra mundial, como refúgio de alguns políticos italianos. Segundo a mitologia, foi no monte Aventino que Hércules (o deus grego da força) matou Caco, filho de Vulcano, o deus do fogo. Neste monte havia templos consagrados a muitos deuses greco-romanos, entre eles, Diana (Ártemis).

Colina do Vaticano

A colina do Vaticano (em latim: ‘Mons Vaticanus’) é o ponto mais elevado do território da Cidade do Vaticano, a oeste das tradicionais sete colinas de Roma, das quais não faz parte. Vaticano é o nome dado, muito antes do início da Cristandade, a um dos outeiros situados a oeste do rio Tibre. É possível que seja o sítio de um povoado etrusco (um povo que habitou na Península Itálica – 1200-700 AC) chamado Vaticum. A Colina do Vaticano é o local da Basílica de São Pedro e do Circo de Nero. Vaticanum ou Campus Vaticanus foi originalmente uma área de nível entre o Monte Vaticano e o rio Tibre. Durante a era republicana, era um local insalubre freqüentado pelos pobres. Calígula e Nero usaram a área para exercícios dos carros, e a sua renovação foi incentivada pela construção do Circo de Nero, também conhecido como o Circus Vaticanus ou simplesmente o Vaticanum. Algumas fontes antigas mencionam uma grande quantidade de túmulos no local. O Circo de Nero ou Circo de Calígula foi o local dos primeiros martírios de cristãos, patrocinadas pelo Estado em 65 DC. É tida como tradição de que o apóstolo Pedro foi crucificado lá dois anos depois, assim como muitos cristãos foram mortos naquele circo.

Fonte de pesquisa para texto e imagens: wikipedia.org

Este texto se encontra no 2º volume do livro:


livro evangélico: Deus está presente na História

Deus está presente na História vol. 1

Deus está presente na História vol. 2

Deus está presente na História vol. 3

God is present in History vol. 1

God is present in History vol. 2

God is present in History vol. 3


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

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