O que é a Grande Tribulação? As profecias de Jesus falam sobre o momento da Grande Tribulação e do arrebatamento. Um comentário sobre Suas profecias.
What is the Great Tribulation? Jesus’ prophecies speak of the time of the Great Tribulation and the Rapture. A commentary on His prophecies.

— O povo de Deus ficará aqui na Grande Tribulação ou não?
— Sim! A Igreja de Cristo enfrentará a Grande Tribulação (Lc 21: 35). Mas Senhor não permitirá que o Seu povo seja afligido antes que tenham Seu selo na testa, para que possam estar preparados contra todos os conflitos – Ap 7: 3b; Ap 9: 4b; Ap 14: 1; Ap 22: 3b-4; cf. Ez 9: 4-6. O selo do Espírito será claramente visto igualmente por amigos e inimigos. Depois o Senhor virá para arrebatá-la (Mt 24: 29-31). Após o Arrebatamento, será o tempo dos flagelos para os que não se arrependeram de seus pecados e carregam a marca da Besta na testa e nas mãos (Ap 13: 8; 16). A Besta será derrotada por Jesus.
Deus sempre protegeu Seu povo das calamidades que Ele mesmo trouxe aos ímpios. Ele livrou os que eram dEle da Sua ira, mas não os tirou do lugar onde estavam. Ele os deixou lá para verem Sua ação, Seu juízo e Sua justiça. O povo presenciou as pragas do Egito antes do êxodo, assistiu o juízo de Deus sobre a Babilônia antes de serem libertos de lá, mas não foram removidos por Ele antes que Sua obra fosse completada. O povo venceu o decreto de morte de Hamã sobre os judeus em Susã, na Pérsia, mas através da luta. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não se curvaram à estátua erguida por Nabucodonosor, mas foram libertos da morte, por crerem em Deus e resistirem à opressão. Jesus disse: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou” (Jo 17: 15-16). Também nos ensinou a orar: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt 6: 13). O Sl 30: 1-2 diz: “Eu te exaltarei, ó Senhor, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim. Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste”.
A Grande Tribulação será um período de dificuldades sem precedentes na segunda metade da semana descrita em Dn 9: 26-27; Dn 12: 1-2; Dn 12: 9-12; Ap 7: 14, envolvendo toda a Terra (Lc 21: 35; Ap 3: 10), tendo o seu ápice na Terra Santa (Israel – Ap 11: 1-2), onde o Anticristo (a Besta que emerge do mar) será conhecido em forma de um homem (na primeira metade da semana de Daniel, ou seja, na 1ª parte da Grande Tribulação, ele parecerá favorável a todos os povos), recebendo poder e autoridade diretamente de Satanás (Ap 13: 4-5) e exercendo um reinado cruel (na segunda metade, quando revelará seu verdadeiro caráter). Durante este período haverá uma grande atividade de demônios que terão permissão para atormentar os homens (Ap 9: 2-11), juntamente com os juízos de Deus (os flagelos) contra todos os que têm a marca da besta e não foram arrebatados. Assim, a Grande Tribulação será imediatamente seguida pelo retorno de Cristo (o Arrebatamento da igreja: Mt 24: 15-31; Mc 13: 1-27; Lc 21: 5-28; Lc 17: 20-36). A sétima trombeta mencionada em Ap 11: 15 é o momento do arrebatamento dos santos e o início dos juízo de Deus sobre os ímpios, ou seja, os flagelos, as taças da cólera de Deus).
• Ap 11: 13-14: “Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu. Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai. A sétima trombeta”.
Esta cena fala da segunda vinda de Jesus (cf. 1 Ts 4: 16-17), do momento do arrebatamento, quando os santos sobem com o Senhor e os ímpios ficam amedrontados com o Seu juízo e com o que acontece com a natureza ao seu redor.
• Ap 11: 15: “O sétimo anjo tocou a trombeta (a 7ª trombeta), e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”.
Agora chegou a glória do reino de Deus sobre tudo, por isso, os cânticos de louvor. Aqui, o poder de Cristo é visto na Sua plenitude. A 7ª trombeta não é apenas um evento, mas ela desemboca nos sete flagelos da ira total de Deus (Ap 15–16), por isso o desespero dos ímpios (Ap 11: 11; 13). Assim, a sétima trombeta anuncia o tempo do fim; o reino do mundo se tornou de Cristo.
• 1 Ts 4: 16-17: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.
• NVI: “Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre”.
• Dn 12: 1-2: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro [a bíblia está se referindo ao Livro da Vida]. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”.
• Ap 7: 14: “Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”.
• Ap 3: 10: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.
• Mt 24: 1-31:
1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.
2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.
4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.
5 Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.
6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
7 Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;
8 porém tudo isto é o princípio das dores.
9 Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
10 Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;
11 levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.
13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.
14 E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.
15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda),
16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa;
18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado;
21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.
22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.
23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.
25 Vede que vo-lo tenho predito.
26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.
28 Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.
31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
• Mc 13: 1-27:
1 Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções!
2 Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, defronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:
4 Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se.
5 Então, Jesus passou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane.
6 Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e enganarão a muitos.
7 Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
8 Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores.
9 Estai vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e às sinagogas; sereis açoitados, e vos farão comparecer à presença de governadores e reis, por minha causa, para lhes servir de testemunho.
10 Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.
11 Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão.
13 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
14 Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
15 quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa;
16 e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
18 Orai para que isso não suceda no inverno.
19 Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá.
20 Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias.
21 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
22 pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos.
23 Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito.
24 Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade,
25 as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
26 Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.
27 E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu.
• Lc 21: 5-36:
5 Falavam alguns a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas;
6 então, disse Jesus: Vedes estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada.
7 Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir?
8 Respondeu ele: Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais.
9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo.
10 Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino;
11 haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu.
12 Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome;
13 e isto vos acontecerá para que deis testemunho.
14 Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder;
15 porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem.
16 E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós.
17 De todos sereis odiados por causa do meu nome.
18 Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça.
19 É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.
20 Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação.
21 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela.
22 Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito.
23 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo.
24 Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles (cf. Mt 21: 43; Rm 11: 25; Ap 11: 2).
25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas;
26 haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.
27 Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.
28 Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.
29 Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores.
30 Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo.
31 Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus.
32 Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo isso aconteça.
33 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.
34 Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.
35 Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.
36 Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem.

1) Há passagens que servem para todas as eras do cristianismo entre a 1ª e a 2ª vinda de Jesus, pois sempre houve guerras, perseguições aos Seus seguidores, fomes, epidemias e eventos da natureza, mas sabemos que isso irá se intensificar à medida que o fim se aproxima: Mt 24: 1-14; Mc 13: 1-13; Lc 21: 5-19.
2) Nos versículos de Mt 24: 15-21, Mc 13: 14-19 e Lc 21: 20-24, Jesus fala sobre a destruição de Jerusalém por Tito, e o interessante é que Lc 21: 22 diz: “Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito”. Isso não foi um acaso, e sim uma conseqüência do pecado e incredulidade dos judeus e uma rejeição evidente a Jesus como o Messias e o Filho de Deus. Ele já os tinha avisado sobre essa punição de Deus:
• Lc 13: 34-35: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E em verdade vos digo que não mais me vereis até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!”
• Lc 19: 41-44: “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação”.
Os judeus que tiveram chance fugiram para os montes ou para Pela, na região de Decápolis, ou em direção ao Mediterrâneo, e conseguiram se livrar do massacre romano. A entrada na cidade também era perigosa para os que estavam fora (“os que estiverem nos campos, não entrem nela”; “e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa”). Por isso, Jesus já os estava alertando para não se preocuparem com coisas triviais (“quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa”), pois deveriam sair à pressas. As grávidas e lactantes teriam dificuldade de fugir ou se defender, pois a violência dos romanos não pouparia seus bebês recém-nascidos ou ainda no ventre. E isso estava debaixo do controle de Deus pela rebeldia e coração endurecido diante da chance de salvação que Ele tinha lhes dado através de Jesus (“Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito... Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo”). Isso nos faz refletir sobre o que Deus sente em relação às atitudes de idolatria, rebeldia e rejeição de uma pessoa a Jesus Cristo e sobre a força da Sua ira sobre o mal em todas as épocas da humanidade, ainda mais nos últimos dias!
Realmente, foi um dos grandes desastres na história judaica, lembrados até hoje (“porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”; “Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações”, ou seja, a Diáspora). Não se sabe que dia da semana foi o início do cerco da cidade ou a destruição maior. O que se sabe é que era época de Páscoa quando o cerco começou, por volta de 14 de Abril e durou até 8 de Setembro de 70 DC – 4 meses, 3 semanas e 4 dias; em 01 de agosto de 67 DC eles destruíram o centro da resistência rebelde em Jerusalém, culminando com a destruição do templo em algum momento de agosto de 70 DC (alguns rabinos dizem que foi um pouco mais cedo). O Palácio de Herodes caiu em 7 de setembro e a cidade ficou completamente sob controle romano em 8 de setembro. Segundo Flávio Josefo [‘A Guerra dos Judeus’ livro IV, capítulos 1 a 4] era o décimo sétimo de Tamuz (Junho-Julho), quando a primeira brecha foi feita na muralha pelos romanos, e três semanas depois, no dia 9 de Av ou ’Abh (Julho-Agosto), seu exército conseguiu penetrar no Templo, saqueá-lo e destruí-lo. Por isso, temos certeza que não ocorreu no inverno, como mencionado por Jesus (“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”), mas não se sabe se foi no Shabbat. E por fim, Ele acrescenta em Lc 21: 24: “até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles” (cf. Mt 21: 43; Rm 11: 25; Ap 11: 2).
3) No último grupo, Jesus fala sobre o período da Grande Tribulação: Mt 24: 22-31; Mc 13: 20-27 e Lc 21: 25-36. Mais do que isso, Ele diz que tudo vai ser inesperado (Mt 24: 27): “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem”. Só Deus conhece a data correta para todos os eventos. De que adiantaria se ímpios soubessem a data e se preparassem? Mas Seus filhos saberão quando o tempo se aproxima:
• Dn 12: 10: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”.
4) “Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar” ou “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo” ou ainda “Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação” – isso se refere ao fato de Tito entrar no Templo, profanando-o e sacrificando as águias na muralha sul, como Antíoco IV Epifânio fez no passado [erigiu um altar a Zeus no lugar do altar do Senhor (1 Macabeus 1: 54-59; 1 Macabeus 6: 7; 2 Macabeus 6: 1-5)]. No caso do Anticristo escatológico será alguma forma horrível de idolatria.
O abominável da desolação (Mt 24: 15), que se traduz “a coisa abominável que causa espanto (ou horror)”, em grego é bdelugma tes eremõseõs (Strong #946, βδέλυγμα, uma coisa abominável, uma coisa amaldiçoada; e ἐρήμωσις, erémósis, Strong #2050, desolação, devastação).
O versículo que mais sustenta a fé do cristão é: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21: 28).
“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap 21: 1-5).

Deus está presente na História
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
Atualização: 14/09/26
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