Continuação das profecias de Daniel e João sobre o Apocalipse. A Grande Tribulação será um período de grandes dificuldades logo antes do arrebatamento da Igreja. Deus trará juízo sobre os que têm a marca da besta. Leia sobre os 144.000 selados de Israel, o Cordeiro e Seus remidos no monte Sião e a grande multidão; os 24 anciãos, a 1ª ressurreição e o Dia do juízo.


A Grande Tribulação




— O povo de Deus ficará aqui na Grande Tribulação ou não?
A resposta é:
— Sim! A Igreja de Cristo enfrentará a Grande Tribulação (Lc 21: 35). Mas Senhor não permitirá que o Seu povo seja afligido antes que tenham Seu selo na testa, para que possam estar preparados contra todos os conflitos – Ap 7: 3b; Ap 9: 4b; Ap 14: 1; Ap 22: 3b-4; cf. Ez 9: 4-6. O selo do Espírito será claramente visto igualmente por amigos e inimigos. Depois o Senhor virá para arrebatá-la (Mt 24: 29-31). Após o arrebatamento, será o tempo dos flagelos para os que não se arrependeram de seus pecados e carregam a marca da besta na testa e nas mãos (Ap 13: 8; 16). Ela será derrotada por Jesus.

Deus sempre protegeu Seu povo das calamidades que Ele mesmo trouxe aos ímpios. Ele livrou os que eram Dele da Sua ira, mas não os tirou do lugar onde estavam. Ele os deixou lá para verem Sua ação, Seu juízo e Sua justiça. O povo presenciou as pragas do Egito, assistiu o juízo de Deus sobre a Babilônia antes de serem libertos de lá, mas não foram removidos por Ele antes que Sua obra fosse completada. O povo venceu o decreto de morte de Hamã sobre os judeus em Susã, na Pérsia, mas através da luta. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não se curvaram à estátua erguida por Nabucodonosor, mas foram libertos da morte, por crerem Nele e resistirem à opressão. Jesus disse: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou” (Jo 17: 15-16). Também nos ensinou a orar: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt 6: 13). O Sl 30: 1-2 diz: “Eu te exaltarei, ó Senhor, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim. Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste”.

A Grande Tribulação será um período de dificuldades sem precedentes na segunda metade da semana descrita em Dn 9: 26-27; Dn 12: 1-2; Dn 12: 9-12; Ap 7: 14, envolvendo toda a Terra (Lc 21: 35; Ap 3: 10), tendo o seu ápice na Terra Santa (Israel – Ap 11: 1-2), onde o Anticristo (a Besta que emerge do mar) será conhecido em forma de um homem (na primeira metade da semana de Daniel, ou seja, nos primeiros 3 ½ anos da Grande Tribulação, ele parecerá favorável a Israel), recebendo poder e autoridade diretamente de Satanás (Ap 13: 4-5) e exercendo um reinado cruel (na segunda metade, ou seja, no segundo período de 3 ½ anos, quando revelará seu verdadeiro caráter). Durante este período haverá uma grande atividade de demônios que terão permissão para atormentar os homens (Ap 9: 2-11), juntamente com os juízos de Deus (os flagelos) contra todos os que têm a marca da besta. A Grande Tribulação será imediatamente seguida pelo retorno de Cristo (o Arrebatamento: Mt 24: 15-31; Mc 13: 1-27; Lc 21: 5-28; Lc 17: 20-36).

Os versículos estão escritos aqui:

• Dn 9: 26-27: “Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido [a primeira vinda de Jesus e Sua morte] e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário [Refere-se a Tito, que destruiu Jerusalém e o templo], e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas [como num dilúvio de sangue derramado em guerra após guerra. Até os tempos do fim, Israel e Jerusalém sofrerão guerras, é o que quer dizer]. Ele [*] fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele [NVI: E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele e o fim que lhe está decretado]”. No documento original em hebraico, de acordo com a nota de rodapé da NVI, está escrito: “E aquele que causa desolação virá sobre o pináculo do templo abominável, até que o final que está determinado seja derramado sobre a cidade assolada”.

[*] A bíblia se refere aos tempos do fim e ao Anticristo, que estabelecerá esta desolação (‘sacrilégio terrível’ – Dn 11: 31) na segunda metade da semana profética de Daniel (nos últimos 3 ½ anos).

• Dn 12: 1-2: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro [a bíblia está se referindo ao Livro da Vida]. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”.

• Dn 12: 9-12: “Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão. Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”.

Está escrito (v.10): “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados”, o que significa que o povo de Deus que estiver vivendo naquela época estará também passando sua prova particular de fé e perseverança em Cristo para entrarem no Seu reino, como todos os santos do passado passaram as suas, por isso, o versículo abaixo diz:

• Ap 7: 14: “Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”.

• Ap 3: 10: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.

• Ap 11: 1-2: “Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa” [3 ½ anos].

• Ap 13: 4-5: “e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses” [3 ½ anos].

• Mt 24: 1-31 (principalmente os versículos 15-31):
1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.
2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.
4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.
5 Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.
6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
7 Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;
8 porém tudo isto é o princípio das dores.
9 Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
10 Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;
11 levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.
13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.
14 E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.
15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda),
16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa;
18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado;
21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.
22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.
23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.
25 Vede que vo-lo tenho predito.
26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.
28 Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.
31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

• Mc 13: 1-27:
1 Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções!
2 Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, defronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:
4 Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se.
5 Então, Jesus passou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane.
6 Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e enganarão a muitos.
7 Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
8 Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores.
9 Estai vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e às sinagogas; sereis açoitados, e vos farão comparecer à presença de governadores e reis, por minha causa, para lhes servir de testemunho.
10 Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.
11 Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão.
13 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
14 Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
15 quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa;
16 e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
18 Orai para que isso não suceda no inverno.
19 Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá.
20 Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias.
21 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
22 pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos.
23 Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito.
24 Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade,
25 as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
26 Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.
27 E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu.

• Lc 21: 5-28:
5 Falavam alguns a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas;
6 então, disse Jesus: Vedes estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada.
7 Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir?
8 Respondeu ele: Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais.
9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo.
10 Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino;
11 haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu.
12 Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome;
13 e isto vos acontecerá para que deis testemunho.
14 Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder;
15 porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem.
16 E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós.
17 De todos sereis odiados por causa do meu nome.
18 Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça.
19 É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.
20 Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação.
21 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela.
22 Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito.
23 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo.
24 Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.
25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas;
26 haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.
27 Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.
28 Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima...
35 Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.


A Grande Tribulação Jesus vem

Os 144.000 selados de Israel, o Cordeiro e Seus remidos no monte Sião e a grande multidão

Em Apocalipse há três textos de interesse para o nosso estudo:

Ap 7 (Os cento e quarenta e quatro mil selados de Israel):
3 ... Dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.
4 Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel:
5 da tribo de Judá foram selados doze mil; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil;
6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil;
7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil;
8 da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José (Efraim), doze mil; da tribo de Benjamim foram selados doze mil.

Ap 7
9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar; de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;
10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.
14 Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro.

Aqui, com certeza se trata dos gentios, ou seja, a grande multidão de salvos, não mais dos separados de Israel.

Ap 14 (O Cordeiro e os seus remidos no monte Sião):
1 Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.
2 Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem sua harpa.
3 Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.
4 São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro;
5 e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.

O número doze simboliza o número dos propósitos eletivos de Deus; em outras palavras: o número da eleição e do chamado. Cento e quarenta e quatro significa: doze vezes doze. Cento e quarenta e quatro mil significam um número infinitamente grande de salvos para o Senhor; símbolo de totalidade (12x12x1000), referindo-se a todos que serão salvos (no AT e no NT). Ou, então, pode-se interpretar este texto como sendo os cento e quarenta e quatro mil judeus (um número literal) separados das doze tribos, que virão a crer em Jesus, e serão selados no período da Grande Tribulação (Ap 7: 3; Ap 9: 4 cf. Ez 9: 4-6) com o selo do Pai e do Filho, ao invés de terem a marca da besta (Ap 13: 17); portanto, para serem preservados das calamidades que virão. Eles são mencionados separadamente da Igreja gentia salva (‘a grande multidão’) descrita em Ap 7: 9; 14: “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos... Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”.

No terceiro texto (Ap 14: 1-5), João fala dos cento e quarenta e quatro mil separados, remidos, “comprados da terra” (v. 3). Neste texto, a bíblia fala que “não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula” (Ap 14: 4-5). Pode significar os 144.000 que foram selados de Israel (cap. 7) e que resistiram às mentiras e às investidas da besta, e não se deixaram corromper com a idolatria, se separando para Cristo e não negando o Seu nome.

“Comprados da terra” pode significar a Terra, de uma maneira geral, no período da Grande Tribulação.
“Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra” (Ap 14: 3) – este versículo significa o cântico de vitória (cf. Ap 5: 9-10) pela sua redenção por Cristo e só os que já estão nos céu e os 144.000 comprados da terra podem cantá-lo.
A bíblia também fala sobre o “Cordeiro em pé sobre o Monte Sião”, o que provavelmente, é a Jerusalém espiritual (única referência a Sião no Apocalipse); estes 144.000 já estão no céu, antes da ceifa e da vindima descrita mais adiante no cap. 14 (Ap 14: 14-16 – a ceifa; 17-20 – a vindima), e antes que o Senhor traga a punição descrita no cap. 15 em diante, ou seja, os sete flagelos e a destruição da Babilônia. Por isso, a bíblia fala serem eles as “Primícias”; porque são os primeiros frutos de uma safra, ou seja, os que iniciarão uma colheita maior de salvos, no momento da ceifa e da vindima, i.e., a vindima do julgamento e punição.
“São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá” – significa que estão com Ele em glória, ao lado da Sua pessoa, como uma recompensa pela sua fidelidade a Ele.

Os vinte e quatro anciãos

• Dn 7: 9-10; 26: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias (Deus) se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares e milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal (Deus e os vinte e quatro anciãos), e se abriram os livros... Mas depois se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio (tirar o domínio da besta, é o que quer dizer), para o destruir e o consumir até o fim”.

No livro de Apocalipse, ‘os vinte e quatro anciãos’ são mencionados em:
• Ap 4: 4; 10-11: “Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro... os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”.
• Ap 5: 5; 8-10: “Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos... E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra”.
• Ap 11: 16: “E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus,...”
• Ap 19: 4: “Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia!”.

Pelo que parece os 24 anciãos têm uma relação com Deus diferente da dos anjos e eles participarão no julgamento do mal, no fim dos tempos. Mas em todos os textos acima, eles apenas se prostram diante de Deus e o adoram e o louvam pela Sua justiça e julgamento. Não proferem palavras de julgamento de suas próprias bocas. Tudo o que podemos pensar é que conhecem os pensamentos e a vontade de Deus mais do que qualquer um, e estão em concordância com o Senhor. Diante do Senhor, são santos; por isso podem se sentar ao Seu lado. Não são anjos, são seres humanos redimidos, pois a bíblia fala sobre coroas, e anjos não irão receber uma coroa, mas os santos, sim (1 Co 9: 24-25; 1 Pe 5: 4).

Em Jo 5: 22 está escrito que o Pai a ninguém julga, mas ao Filho (Jesus) confiou todo julgamento.

Durante a última ceia, nós podemos ler:
• Mt 19: 28: “Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel”.
• Lc 22: 28-30: “Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel”.

Em Ap 3: 21 (carta à igreja de Laodicéia) está escrito: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono”.

Paulo também diz:
• 1 Co 6: 2-3: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!”
• 1 Co 9: 24-25: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”.

Quando Paulo fala sobre julgar os anjos, ele muito provavelmente está se referindo a Satanás e aos anjos caídos, o que está subentendido no fato de que nós concordaremos com o juízo de Deus que já está decretado sobre todos eles. Em outras palavras, nós somos um único corpo, cuja cabeça é Jesus. Assim, no dia do Julgamento, nós faremos parte dele tendo Cristo como juiz eterno e o representante de todos os seus escolhidos, os quais concordam em todas as suas decisões.

Pedro diz:
• 1 Pedro 5: 4: “Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível (NVI imperecível) coroa da glória”.

Resumindo: os crentes são e ainda serão incrivelmente abençoados por participar do reino de Deus, por receber a coroa da glória (a própria semelhança de Cristo) e ainda ter o direito de se assentar em tronos como os apóstolos do Senhor e os 24 anciãos. Todos os santos participarão do julgamento dado por Deus sobre o mal, sobre os anjos caídos e sobre os judeus apóstatas que recusaram a aceitar Jesus como Senhor e Filho de Deus, e todos os que têm a marca da besta.


Os 24 anciãos A grande multidão de salvos
Os vinte e quatro anciãos e a grande multidão de salvos diante do Cordeiro

A primeira ressurreição

Depois do arrebatamento dos justos vêm os flagelos para os ímpios que não foram arrebatados, ou seja, para os que serviram e adoraram a besta. A besta e o falso profeta serão lançados para dentro do lago de fogo e enxofre, e Satanás será aprisionado por mil anos (alguns teólogos interpretam como um período literal de dez séculos), o que parece estar relacionado com as almas dos decapitados:

• Ap 19: 20: “Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre”.
• Ap 20: 1-3: “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”.
• Ap 20: 4-5: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição”.
• Ap 20: 6: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e Cristo e reinarão com ele os mil anos”.

Quando a bíblia fala sobre a primeira ressurreição, quer dizer que a ressurreição dos mortos se dará em duas etapas: primeiro, a ressurreição dos crentes salvos, chamada de a ‘ressurreição dos justos’ (Lc 14: 14) ou ‘ressurreição da vida’ (Jo 5: 24), também referida por Paulo em 1 Co 15: 23-28; 52. Depois dos mil anos de reinado com Cristo dos martirizados pela besta (Ap 20: 4-5), vem a segunda ressurreição, que é a ‘ressurreição para o juízo’ ou ‘a ressurreição para a condenação’ (Jo 5: 29; Dn 12: 1-2), antes do Dia do Juízo (Ap 11: 18; Ap 20: 11-15), que determinará o destino de todos, por isso a bíblia fala sobre os livros das vidas dos homens serem abertos a fim de que sejam julgados pelo Senhor segundo as suas obras (Ap 20: 12; Dn 7: 9-10 cf. 1 Co 4: 5). Os salvos não terão seus livros abertos para serem condenados, mas receberem o Reino de Deus.

O Dia do Juízo

Aí, o juízo de Deus virá, o dia do julgamento (Ap 11: 18; Ap 20: 11-15), quando a segunda morte terá lugar (o lago de fogo e enxofre); em outras palavras, ‘a ressurreição para o juízo’ ou ‘a ressurreição para a condenação’ (João 5: 29; Dn 12: 1-2). Os restantes dos mortos que não reviveram até que se completassem os mil anos serão julgados quando forem abertos os livros (Ap 20: 12; Dn 7: 9-10). A morte e o inferno, assim como aqueles cujos nomes não foram encontrados no Livro da Vida (Aqueles que não são de Cristo), todos eles serão lançados para dentro do lago que arde com fogo e enxofre (a segunda morte – Ap 20: 14-15; Ap 21: 8):

• Ap 20: 10-15: “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos. Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta [Jesus], de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros [os livros onde estão escritas as nossas histórias e tudo de bom ou ruim que fizemos]. Ainda outro livro, o Livro da Vida [onde os nomes de quem foi salvo está escrito], foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escritos nos livros. Deu o mar [símbolo do mundo espiritual] os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno [Hades, em Grego] foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, sem alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” – cf. Dn 7: 9-10; 26: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares e milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros... Mas depois se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio (tirar o domínio da besta, é o que quer dizer), para o destruir e o consumir até o fim”.

“Esta é a segunda morte, o lago de fogo” = morte significa separação definitiva de Deus por toda a eternidade.
A primeira morte foi o pecado de Adão e Eva que separou espiritualmente o homem de Deus, por isso Jesus veio e morreu na cruz para nos reconciliar com o Pai.

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap 21: 1-5).

Como escrevi no estudo de Zacarias cap. 12 sobre o milênio e as duas testemunhas mártires, Cristo está atualmente entronizado à direita de Deus; porém, Seu reino não é evidente para o mundo, por isso Ele voltará de maneira visível para os que não crêem, e para realizar o Seu juízo. Após Sua vitória, quando tudo estiver sujeito a Ele, Seu reino será passado ao Pai (1 Co 15: 24-28).

O Senhor aparecerá no céu, arrebatará Seus santos que estiverem vivos e ressuscitará os santos que dormem, ou seja, a ‘primeira ressurreição’, ou a ‘ressurreição dos justos’ ou a ‘ressurreição da vida’ (Dn 12: 2; Lc 14: 14; Jo 5: 24; 28-29a; 1 Co 15: 20; 23; 44; 51-52; 1 Ts 4: 13-17; Ap 20: 5); depois fará o Seu juízo sobre os que têm a marca da besta (Ap 13: 16-17; Ap 15: 7; Ap 16: 1-2; 3; 4; 8; 10-11; 12; 18-21; Ap 18: 9-10; 21) e lidará com as trevas (1 Co 15: 24-26; 28; Ap 19: 11-21). O último inimigo a ser destruído é a morte (1 Co 15: 26). Em outras palavras, a segunda vinda inaugurará imediatamente a consumação, o julgamento final, e os novos céus e nova terra (Ap 21: 1; Is 65: 17; Is 66: 22; 2 Pe 3: 13; 1 Co 15: 24-28).

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti


Novo céu e nova terra As bodas do Cordeiro

Este texto se encontra no 1º volume do livro:


livro evangélico: Deus está presente na História

Deus está presente na História vol. 1

Deus está presente na História vol. 2

Deus está presente na História vol. 3

God is present in History vol. 1

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