Em Dt 21: 1-9, a bíblia fala sobre Eglah Arufah (pronuncia-se Eglá Arufá), quando um caso de assassinato não tinha culpado evidente. Pilatos realizou o mesmo ritual quando lavou as mãos, se inocentando da responsabilidade pela morte de Jesus.

In Deut. 21: 1-9, the bible talks about Eglah Arufah, when a case of murder had no obvious culprit. Pilate performed the same ritual when he washed his hands, acquitting himself of responsibility for Jesus’ death.


Eglah Arufah




Neste texto nós vamos estudar sobre Eglah Arufah (pronuncia-se Eglá Arufá), um dos rituais do AT descritos na bíblia por Moisés (Dt 21: 1-9). Quando um assassinato não tinha culpado evidente, uma novilha (`eglah) que não havia trabalhado nem puxado com o jugo era levada até um vale de águas correntes e ali era sacrificada (desnucar = `araph). Os anciãos da cidade mais próxima ao morto lavavam as mãos sobre o animal desnucado como um sinal de inocência diante daquele assassinato.

Vale a pena lembrar que o AT foi uma ‘sombra’ do NT (Cl 2: 16-17; Hb 10: 1), ou seja, um ‘rascunho’ da realidade espiritual vivida no NT. Assim, os dois rituais descritos na Torá (Eglah Arufah e Para Aduma) simbolizam algo simples dado por Deus para que o ser humano entendesse a Sua vontade. Como a visão daquela época era carnal e material, Deus precisava ensinar através de coisas físicas. O povo precisava de símbolos, de coisas palpáveis para crer no Senhor. Por isso, Jeremias, Isaías e Ezequiel encenavam suas profecias. Hoje, nós temos a compreensão das coisas invisíveis.

Eglah Arufah (pronuncia-se Eglá Arufá) e Para Aduma (pronuncia-se Para Adumá) têm um significado para nós cristãos.

• Dt 21: 1-9: “Quando na terra que te der o Senhor, teu Deus, para possuí-la se achar alguém morto, caído no campo, sem que se saiba quem o matou, sairão os teus anciãos e os teus juízes e medirão a distância até às cidades que estiverem em redor do morto. Os anciãos da cidade mais próxima do morto tomarão uma novilha da manada, que não tenha trabalhado, nem puxado com o jugo, e a trarão a um vale de águas correntes, que não foi lavrado, nem semeado; e ali, naquele vale, desnucarão (`araph) a novilha (`eglah). Chegar-se-ão os sacerdotes, filhos de Levi, porque o Senhor, teu Deus, os escolheu para o servirem, para abençoarem em nome do Senhor e, por sua palavra, decidirem toda demanda e todo caso de violência. Todos os anciãos desta cidade, mais próximos do morto, lavarão as mãos sobre a novilha desnucada no vale e dirão: As nossas mãos não derramaram este sangue, e os nossos olhos o não viram derramar-se. Sê propício ao teu povo de Israel, que tu, ó Senhor, resgataste, e não ponhas a culpa do sangue inocente no meio do teu povo de Israel. E a culpa daquele sangue lhe será perdoada. Assim, eliminarás a culpa do sangue inocente do meio de ti, pois farás o que é reto aos olhos do Senhor”.


Eglah Arufah (Dt 21: 1-9)


Aqui, nós podemos ver um paralelo com o que aconteceu com Jesus. O novilho sem defeito era o animal sacrificado no caso de oferta pelo pecado do sumo sacerdote, dos sacerdotes (Lv 8: 14-15; Lv 4: 3) ou da congregação (Lv 4: 13-14; Nm 15: 24-25). Jesus é o nosso sumo sacerdote que se ofereceu como sacrifício pelo nosso pecado (como reis e sacerdotes, conforme a bíblia diz que somos).

Uma novilha ao invés de um novilho é uma figura feminina de uma congregação, uma nação, o povo de Deus, a Igreja arrependida, os filhos de Deus como sacerdotes e reis na terra (“nação santa, de reis e sacerdotes” – 1 Pe 2: 9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”).

No caso da novilha desnucada, ela era levada a um vale de águas correntes, pois a água simbolizaria a purificação dos homens, inocentando-os da culpa. O sangue faria a expiação pelo pecado. Quem matou Jesus não foram os judeus nem os romanos, e sim os pecados de toda a humanidade. Assim, quando Jesus já havia morrido e os judeus reivindicaram Seu corpo perante Pilatos, um soldado Lhe abriu o lado com uma lança, e por ali saiu sangue e água. O sangue confirmava que a expiação pelo nosso pecado e pela nossa culpa estava completada; e a água dizia que a mancha deixada por eles diante de Deus estava lavada pelo poder do Espírito Santo, inocentando os homens:

• Jo 19: 31-37: “Então, os judeus, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação, pois era grande o dia daquele sábado, rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro e ao outro que com ele tinham sido crucificados; chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que isto viu testificou, sendo verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creiais. E isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. E outra vez diz a Escritura: Eles verão aquele a quem traspassaram”.


Jesus rendeu o espírito

Do Seu lado saiu sangue e água


Pilatos também realizou o mesmo ritual quando lavou as mãos, se inocentando da responsabilidade pela morte de Jesus:


Pilatos lavou as mãos


• Mt 27: 24-25: “Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco! E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos”.

Ao dizer isso, o povo não sabia que estava assumindo diante do Pai e do mundo espiritual, a culpa pela morte do Messias; por isso, o povo judeu até hoje carrega o peso da maldição da lei sobre si: por rejeitar o Messias e por ter assumido a culpa da sua morte. Só quando se arrependerem diante de Deus, estarão libertos do jugo.

• Jo 3: 36: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”.
• 1 Jo 2: 22-23: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai”.
• 1 Jo 4: 2-3; 6: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo... Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro”.
• 1 Jo 5: 11-12: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”.
• Gl 3: 10-11;13-14: “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado perante diante de Deus, porque o justo viverá pela fé... Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”.

Este texto se encontra no livro:


livro evangélico: O Senhor quer falar com Seu povo

O Senhor quer falar com Seu povo (PDF)

The Lord wants to talk to His people (PDF)


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

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