Explicação de Ezequiel capítulo 1: a descrição dos anjos, querubins com faces de animais e as quatro rodas. Qual seu simbolismo? A visão da glória divina, a diferença entre Serafins e Querubins.

Explanation of Ezekiel Chapter 1: the description of the angels, the cherubim with faces of animals, and the four wheels. What does this mean? The vision of divine glory, and the difference between Seraphim and Cherubim.


Ezequiel capítulo 1




Os animais vistos por Ezequiel são semelhantes aos animais descritos no livro de Apocalipse 4, quando João descreve os seres viventes, i.e., os querubins que estão à volta do trono. Eles mostram atributos de Deus, Seu caráter, e revelam as características que Ele sempre esperou do Seu povo. A ordem do acampamento de Israel no deserto na época de Moisés guarda uma semelhança com esses quatro seres angelicais.

Ezequiel 1
1 Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do referido mês, no quinto ano de cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, eis que um vento tempestuoso vinha do Norte, e uma grande nuvem com fogo a revolver-se, e resplendor ao redor dela, e no meio disto, uma coisa como metal brilhante, que saía do meio do fogo.
5 Do meio dessa nuvem saía a semelhança de quatro seres viventes [Ez 10: 12; 15; 20 deixa claro que eram querubins], cuja aparência era esta: tinham a semelhança de homem.
6 Cada um tinha quatro rostos, como também quatro asas [Ez 10: 14; 21. cf. Ap 4: 8 – seis asas].
7 As suas pernas eram direitas [NVI: retas], a planta de cujos pés era como a de um bezerro e luzia como o brilho de bronze polido.
8 Debaixo das asas tinham mãos de homem, aos quatro lados; assim todos os quatro tinham rostos e asas.
9 Estas se uniam uma à outra; não se viravam quando iam; cada qual andava para a frente.
10 A forma de seus rostos era como a de homem; à direita, os quatro tinham rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; e também rosto de águia, todos os quatro [cf. Ap 4: 6-7].
11 Assim eram os seus rostos. Suas asas se abriam em cima; cada ser tinha duas asas, unidas cada uma à do outro; outras duas cobriam o corpo deles.


Os querubins com 4 asas as quatro faces dos querubins


12 Cada qual andava para a sua frente; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando iam.
13 O aspecto dos seres viventes era como carvão em brasa, à semelhança de tochas; o fogo corria resplendente por entre os seres, e dele saíam relâmpagos,
14 os seres viventes ziguezagueavam à semelhança de relâmpagos.
15 Vi os seres viventes; e eis que havia uma roda na terra, ao lado de cada um deles.
16 O aspecto das rodas e a sua estrutura eram brilhantes como o berilo; tinham as quatro a mesma aparência, cujo aspecto e estrutura eram como se estivera uma roda dentro da outra.
17 Andando elas, podiam ir em quatro direções; e não se viravam quando iam.
18 Os seus aros eram altos, e metiam medo; e, nas quatro rodas, as mesmas eram cheias de olhos ao redor [cf. Ap 4: 6; 8].


As rodas com olhos


19 Andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; elevando-se eles, também elas se elevavam.
20 Para onde o espírito queria ir, iam, pois o espírito os impelia; e as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas havia o espírito dos seres viventes.
21 Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas, e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas juntamente com eles; porque o espírito dos seres viventes estava nas rodas.
22 Sobre a cabeça dos seres viventes havia algo semelhante ao firmamento, como cristal brilhante que metia medo, estendido por sobre a sua cabeça.
23 Por debaixo do firmamento, estavam estendidas as suas asas, a de um em direção à de outro; cada um tinha outras duas asas com que cobria o corpo de um e de outro lado.
24 Andando eles, ouvi o tatalar das suas asas, como o rugido de muitas águas, como a voz do Onipotente; ouvi o estrondo tumultuoso, como o tropel de um exército. Parando eles, abaixavam as asas.
25 Veio uma voz de cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça. Parando eles, abaixavam as asas.


o trono acima do firmamento

Fonte de todas as imagens animadas acima: vídeo do YouTube – Ezekiel Chapter 1; post. jwsharetube


João (Ap 4: 6-7) descreve os mesmos seres viventes que Ezequiel (Ez 1: 1-14; Ez 10: 14-15). Os seres viventes têm a aparência de leão, novilho, homem e águia e são símbolos dos querubins que cercam o trono de Deus. A diferença é que João diz que cada um deles tem rostos diferentes, ao passo que Ezequiel vê as quatro faces nos quatro querubins (Ez 1: 6,10; Ez 10: 14).

João e Isaías dizem que esses seres têm seis asas e Isaías os chama de ‘serafins’ (Is 6: 2: “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava”). Ezequiel disse que tinham quatro asas (Ez 1: 6; Ez 10: 14; 21).

Segundo o profeta Isaías na sua visão do trono de Deus descrita em Is 6: 1-13, os serafins estavam diante do trono e tinham uma forma humana (“rosto”, “pés”), ainda que se dispusessem de seis asas, e repetiam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; a terra inteira está cheia de sua glória”. Era tão forte esta ação de adoração que abalava o lugar.

Serafins e Querubins

Por isso, os serafins e os querubins constituem uma ordem de anjos responsáveis por certas funções de vigilância e adoração. Os serafins eram agentes de purificação pelo fogo, segundo os estudiosos hebraicos que procuram ligar o nome serafim à raiz: sãraph = queimar, consumir com fogo. Eles lideram a adoração no céu e protegem a santidade de Deus.

Semelhantemente, os querubins, em hebraico (kerühbïm, plural de ‘querube’ = celestial) também são seres celestiais e no livro de Gênesis está escrito que tinham a incumbência de guardar o caminho para a árvore da vida [símbolo de Jesus] no jardim do Éden (Gn 3: 24), assim como foram colocados sobre a arca da Aliança (Êx 25: 18-22 e Hb 9: 5) para proteger os objetos sagrados guardados nela (1 Sm 4: 4; 2 Sm 6: 2; 2 Rs 19: 15; Sl 80: 1; Sl 99: 1). No Sl 80: 1, a bíblia diz: “Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor” e no Sl 99: 1 está escrito: “Reina o Senhor; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra”.

Em outras palavras, os querubins são guardiões do Trono de Deus. Isso também indica que os querubins pertencem a uma classe de anjos com grande força de conhecimento, sabedoria e iluminação divina e que refletem a beleza do Criador. Por isso, se diz que são conhecedores dos mistérios divinos (“cheios de olhos”). Talvez, por esse motivo, Ezequiel os descreve no meio de tanto fogo (= poder e santidade de Deus). O fato de olharem nas quatro direções ao mesmo tempo significa onisciência, percepção completa.

Para entender a visão de Ezequiel precisamos, antes de tudo, entender o contexto do autor. Ezequiel era um sacerdote que viveu no tempo em que os judeus foram exilados na Babilônia. Sendo sacerdote, a sua preocupação principal era com o templo, com a presença de Deus e com a observância da Lei. Portanto, o conteúdo da sua mente estava voltado para as imagens espirituais relacionadas com as coisas sagradas guardadas no templo. Também estava dando uma palavra de incentivo e advertência de Deus para o povo da Antiga Aliança, agora em cativeiro.

A visão de Ezequiel

Ezequiel estava às margens do rio Quebar quando viu um vento impetuoso que vinha do Norte e uma grande nuvem de fogo, do meio da qual saía a semelhança de quatro seres viventes. O vento tempestuoso, a nuvem e o fogo eram figuras conhecidas dos israelitas desde o tempo de Moisés, pois geralmente YHWH se manifestava na forma de eventos da natureza, como foi com a nuvem que os cobria de dia e a coluna de fogo que os protegia de noite. O importante é que o vento descrito simbolizava a presença do Espírito Santo que emanava do trono, do Norte (pois o Norte na bíblia se refere ao trono de Deus), com poder e santidade (fogo). No Pentecostes, Sua presença foi descrita como um vento impetuoso (At 2: 2).


Faces dos Querubins


Ele também diz que os anjos tinham aparência humana, pois menciona mãos e rosto de homem, entretanto, seus rostos não eram apenas de homem; se pareciam, de um lado com um leão, de outro com águia e de outro com boi. Eles tinham quatro asas (Ez 1: 6; Ez 10: 21) e quatro mãos de homem nos quatro lados. Duas asas cobriam seus corpos e eles se moviam para os quatro lados. O fato de olharem nas quatro direções ao mesmo tempo significa onisciência, percepção completa.

O resplendor deles foi descrito como o brilho de bronze polido ou como carvão em brasa, à semelhança de tochas; o fogo corria resplendente por entre eles e do meio do fogo saíam relâmpagos, algo muito parecido com a manifestação divina no monte Sinai. Isso significava um Deus de poder, um Deus temível e temido, que tinha a capacidade de purificar as almas dos homens como o fogo depura o ouro e que era digno de respeito.

Querubins (em hebraico kerühbïm, plural de ‘querube’ = celestial), são seres celestiais e no livro de Gênesis está escrito que tinham a incumbência de guardar o caminho para a árvore da vida [símbolo de Jesus] no jardim do Éden, assim como foram colocados sobre a arca da Aliança para proteger os objetos sagrados guardados nela, o que se resume numa função de vigilância e adoração. Em outras palavras, eles são guardiões do Trono de Deus. Talvez, por isso, Ezequiel os descreve no meio de tanto fogo (= poder e santidade de Deus). Também indica uma classe de anjos com grande força de conhecimento, sabedoria e iluminação divina e que refletem a beleza do Criador. Por isso, se diz que são conhecedores dos mistérios divinos (“cheios de olhos”).

A palavra querubim, em assírio, é kirubu, expressão que designa um touro alado (símbolo de Adade ou Hadade, ‘o Trovejador’, divindade assíria equivalente a Baal, o deus das tempestades) ou um leão alado (símbolo da deusa Istar) que não só serviam como adorno nas paredes e portas dos templos, mas eram achados aos pares (leões e touros alados), servindo também como guardas postos na entrada dos templos mesopotâmicos. Por estar em cativeiro na Babilônia, terra Mesopotâmica, Ezequiel também pode ter visto os querubins dessa forma devido à influência da cultura local. Por outro lado, como sacerdote, a instrução levítica no seu interior lhe permitia um conhecimento maior e mais voltado à raiz do seu próprio povo do que à idolatria.

O palácio de Senaqueribe, por exemplo, tinha de cada lado das portas principais figuras gigantescas de pedras com cerca de 30 toneladas de peso e em pares, os leões alados ou touros alados com cabeça de homem, que não só serviam como adorno nas paredes, mas também como sentinelas. Em alguns escritos, esse leão representa uma deidade feminina (“lamassu”). Um nome menos usado é “shedu” (Sumério: dalad; Acadiano, šēdu) que se refere à contraparte masculina de um lamassu. Grandes figuras de lamassu de até quase seis metros de altura podem ser vistas na escultura assíria. Artisticamente, lamassus foram retratados como híbridos, com corpos de touros alados ou leões e cabeças de machos humanos, como símbolo do poder. Eram inicialmente espíritos protetores domésticos do povo comum da Assíria e Babilônia, tornando-se mais tarde como protetores dos reis; por isso foram colocados como sentinelas nas entradas dos palácios.

As seguintes imagens de touros e leões alados foram encontrados na entrada dos palácios dos reis da Assíria.


lamassu, um touro alado

Um touro alado assírio – wikipedia.org

Um lamassu (touro alado) em Ninrode


Imagem acima: Um touro alado no palácio noroeste de Assurbanipal em Ninrode (Ninrude; antiga Calá), um dos principais dos quatro montículos arqueológicos da cidade de Nínive – wikipedia.org.

Olhando todos esses animais, nós podemos entender porque Ezequiel (cativo na Babilônia) descreveu os querubins com características semelhantes a touro e leão (cf. Ez 41: 19). Quando olhamos o templo de Salomão, notamos querubins com formas semelhantes à de um leão (pelo menos o corpo). Coincidência ou não, podemos pelo menos imaginar que desde os tempos antigos, esses animais tinham um simbolismo importante para a humanidade.


Parede do Lugar Santo Santo dos Santos do Templo

Parede do Lugar Santo e o Santo dos Santos do Templo de Salomão

A aparência dos querubins e seu simbolismo

Os querubins, com suas quatro faces, mostram os diferentes atributos e o caráter de Deus (inteligência, realeza, autoridade e poder espiritual, suprimento, provisão, majestade, espiritualidade. Tudo isso o faz digno de adoração):

A face de homem simboliza a inteligência e o livre-arbítrio dado por Deus ao ser humano.
O leão simboliza realeza, autoridade, força, liderança e poder espiritual.
O boi simboliza força física, suprimento, provisão, riqueza, abundância e adoração a Deus (era um animal usado nos sacrifícios).
A águia simboliza majestade, capacidade de ver longe, de ter movimentos livres para dominar o espaço, de alcançar grandes alturas portanto, de chegar às alturas espirituais (espiritualidade); também simboliza renovação, parte do seu processo de renovação física após atingir quarenta anos de idade, muito semelhante ao trabalhar de renovação do Espírito Santo em nós.

Ezequiel também diz que as pernas dos querubins eram direitas (NVI: retas), a planta de cujos pés era como a de um bezerro. Isso significa o andar correto (reto, direito), de autoridade, poder e privilégio que lhes foi dado por estarem em obediência e serviço a Deus e protegerem Sua santidade e Sua glória através da sua adoração constante a Ele. O bezerro simboliza a adoração (o bezerro era um animal ‘limpo’, usado nos sacrifícios ao Senhor) e a espiritualidade, a separação das coisas terrenas, pois tem as unhas fendidas e os cascos divididos em dois (Lv 11: 2-3).

Carros e rodas sobre as quais os anjos se moviam

Entre eles havia fogo e relâmpagos. Os seres se moviam tão rápido como o relâmpago (“os seres viventes ziguezagueavam à semelhança de relâmpagos”). Ao lado de cada um deles havia uma roda. Elas eram brilhantes como berilo (‘tarshish’), de cor dourada clara e brilhante, podendo corresponder ao âmbar ou ao jaspe dourado. O aspecto delas era como de uma roda dentro da outra, permitindo a movimentação nos quatro lados. Seus aros eram cheios de olhos em toda a sua volta. Elas acompanhavam a movimentação dos seres viventes, que eram querubins (Ez 10: 20). Isso significa que os querubins constituíam um tipo de carruagem divina (Sl 18: 10; 2 Sm 22: 11).

A expressão “carros de fogo” simboliza, com certeza, a autoridade e o poder de Deus, Sua presença majestosa se manifestando em toda a glória a favor dos Seus filhos, como o que Eliseu viu no momento em que Elias foi arrebatado (2 Rs 2: 12) ou o que o moço de Eliseu viu quando este orou pedindo ao Senhor que abrisse seus olhos para ver a proteção dos anjos de Deus ao seu redor durante a guerra contra os siros (2 Rs 6: 17). A mensagem que a visão de Ezequiel quis transmitir com os carros (carruagens) foi destinada, sobretudo, aos judeus levados ao exílio, ou seja, a presença de Deus os acompanhava ali. Os judeus acreditavam que o Senhor só estava presente no templo, através da arca da Aliança, porém o profeta lhes trouxe a revelação de que Deus se movimentava espiritualmente, aonde Seu povo fosse, como foi no passado, no deserto. Ezequiel também diz: “ouvi o estrondo tumultuoso, como o tropel de um exército. Parando eles, abaixavam as asas”, o que vem corroborar a idéia que o Senhor se faz acompanhar de um exército de seres angélicos, como Seus guerreiros e mensageiros.

A visão da glória divina

26 Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem.
27 Vi-a como um metal brilhante, como fogo, ao redor dela, desde os lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da glória do Senhor; vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava.

Por cima dos querubins havia algo semelhante ao firmamento, como cristal brilhante. O barulho das asas dos querubins parecia o som de muitas águas ou o tropel de um exército. De cima do firmamento Ezequiel ouviu uma voz e viu um trono, e um homem sentado sobre ele.

O ser celestial era como metal brilhante, de um grande resplendor como fogo. Ao seu redor havia o brilho de um arco-íris. Ezequiel teve a visão da glória de Deus e do Seu trono como uma safira, cuja cor é azul (Ez 1: 26-28 cf. Êx 24: 9-10). Na verdade, a safira descrita na bíblia refere-se ao lápis-lazúli, também de cor azul. Vendo a glória do Senhor, Ezequiel caiu com o rosto em terra e ouviu a voz de quem falava.

Deus mostrou Seu poder e majestade ao profeta para que ele pudesse entender melhor o seu chamado como atalaia no meio do seu povo, um povo descrente que tinha sido levado ao cativeiro por causa da sua rebeldia e idolatria e que precisava conhecer o seu Deus e voltar a adorá-lo em santidade.

Vídeo de ensino

Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).

O Profeta Ezequiel

Este estudo se encontra no livro:


O livro do profeta Ezequiel; livro evangélico

O livro do profeta Ezequiel

The book of prophet Ezekiel

O texto também está escrito no livro:


livro evangélico: Curiosidades e revelações

Curiosidades e revelações

Curiosities and Revelations

Resumo sobre os profetas:


livro evangélico: Profeta, o mensageiro de Deus

Profeta, o mensageiro de Deus

Prophet, the messenger of God

Sugestão para download:


tabela de profetas AT

Tabela dos profetas (PDF)

Table about the prophets (PDF)


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

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