Estudo sobre as moedas romanas de maior circulação na Antiguidade: áureo, denário, sestércio, dupôndio, asse, quadrante, antoniniano, argento, fólis, soldo (sólido), entre outras; sua cunhagem na época da República e do Império Romano. A moeda apareceu primeiramente na Ásia Menor no fim do século VIII AC, e no séc. VI AC Dario I introduziu o dárico. Moedas gregas: dracma; didracma e lepton.


A moeda romana da Antiguidade




INTRODUÇÃO:

Antes da introdução da moeda, os metais eram usados como artigo de troca. O chamado “Crescente Fértil” no AT era composto pela Mesopotâmia, Síria, Palestina e o Delta do Nilo com serras que proviam minérios de ouro, prata, cobre, estanho, chumbo e ferro. Em alguns lugares aparecem a turquesa e outras pedras semipreciosas. A ordem na qual os principais metais entraram em uso foi: o ouro (Gn 2: 11), a prata, o cobre (também chamado de bronze ou latão. O latão é um amálgama amarelado de cobre e zinco, e o bronze, um amálgama marrom-amarelado de cobre, com até 1/3 de estanho) e o ferro. Para o metal ser transportado com facilidade era transformado em jóias, objetos de uso diário ou formatos característicos como barras finas ou cunhas (hebr. línguas), lingotes, vasos, pó ou pequenos fragmentos, e podiam ser derretidos e usados imediatamente para muitos propósitos. Para viajar, os pequenos pedaços de metal eram colocados numa bolsa ou saco de couro ou de pano (saquitel).

A moeda apareceu primeiramente na Ásia Menor no fim do século VIII AC. Na Pérsia a moeda foi introduzida por Dario I (522-486 AC) com o nome de dárico (por causa do seu nome), e era uma moeda de ouro com o peso aproximado de 8,4 gr. O ouro usado nas moedas era de alta qualidade com uma pureza de 95,83%. O dárico tinha a imagem do rei persa armado com um arco e flecha e foi utilizado até a invasão do império persa por Alexandre, o Grande em 330 AC. As antigas moedas de ouro foram derretidas para se fazer a cunhagem de novas moedas. Falarei da dracma grega logo adiante.


Dárico do tempo de Dario I a Xerxes I Dárico do século IV AC
Dárico do tempo de Dario I a Xerxes I e o Dárico do século IV AC – wikipedia.org


A propagação de moedas cunhadas em Judá parece ter sido lenta talvez por causa das efígies que traziam. Na época dos Macabeus, João Hircano I (135-104 AC) cunhou pequenas moedas de bronze de 1/2, 1/4 e 1/3 de siclo, mostrando na frente um ramo de oliveira com a inscrição “João (Yôhãnãn), o sumo sacerdote e a comunidade dos judeus”. Na parte de trás, imitavam as moedas gregas com sua dupla cornucópia. Cornucópia era o símbolo grego mitológico da abundância, da agricultura e do comércio.


Cornucópia
Cornucópia

Moeda de João Hircano I
Moeda de João Hircano I – wikipedia.org

Acima, a moeda de João Hircano: Judéia, Hasmoneus. João Hircano I (Yehohanan) 135–104 AC. Æ Prutah (13 mm, 2,02 gr.). Anverso da moeda: ‘Yehohanan, o sumo sacerdote e o Conselho dos Judeus’ (em hebraico) em cinco linhas dentro da coroa. No reverso, se vê a dupla cornucópia adornada com fitas; uma romã entre os chifres [da cornucópia]; pequeno A no canto inferior esquerdo. (Grupo Meshorer B, 11; Hendin 45).

No NT as moedas vinham de três procedências: segundo o padrão romano, segundo o padrão grego (de Antioquia e Tiro) e segundo o padrão do dinheiro judeu local (cunhado talvez em Cesaréia). Por causa de tantas moedas diferentes em circulação havia muitos cambistas em Jerusalém, especialmente na época das festas religiosas, quando os judeus vinham pagar seu imposto no templo. Três metais eram usados: ouro, prata e cobre (também chamado bronze ou latão).

Roma

O Reino de Roma ou Monarquia Romana existiu no período de 753-509 AC. A partir de 509 AC teve início a República Romana. Em 49 AC, Caio Júlio César se proclamou ditador vitalício, mas foi assassinado em 44 AC. Em 31 AC, Otaviano (Caio Júlio César Otaviano Augusto) venceu Marco Antônio na Batalha de Áccio e marcou a data do fim da República e início do Império Romano. Otaviano, conhecido como César Augusto, reinou como o 1º imperador romano no período de 29 AC – 14 DC.


Moedas da República e do Império Romano

Moedas da República e do Império Romano – Cassel’s History of England – wikipedia.org

As principais moedas romanas

As moedas romanas, em circulação durante a maior parte da República e do Império Romano do Ocidente, incluíam o áureo (aureus, em latim; plural aurei), de ouro; o denário (denarius), de prata; o sestércio (sestertius), de bronze; o dupôndio (dupondius) de bronze; e o asse (ou as, em latim, cujo plural é assēs), de cobre. O asse é ocasionalmente chamado de assarius (o plural é assarii; assarius é traduzido para o grego como ασσαριου, assarion) e era uma moeda de bronze (um amálgama marrom-amarelado de cobre, com até 1/3 de estanho), e mais tarde de cobre. Foi usada durante a República Romana e o Império Romano. Um denário valia dez asses (Por volta de 141 AC, o valor do denário criado em 211 AC foi reajustado para dezesseis asses, por causa da diminuição do peso do asse). Sabe-se que durante o século I, um asse comprava o equivalente a meio quilo de pão ou um litro de vinho barato ou, então, dois pardais (Mt 10: 29). Todas essas moedas foram utilizadas de meados do século II AC até meados do século III DC. Só o governo central em Roma tinha inicialmente a autoridade para cunhar moeda de ouro. As províncias romanas podiam cunhar moedas de bronze (de menor valor). As moedas de prata cunhadas em algumas províncias orientais apenas circulavam em seu território e atendiam a uma necessidade local.

Valor das denominações no período imperial:


1 áureo de ouro = 25 denários
1 áureo de ouro = 100 sestércios
1 áureo de ouro = 200 dupôndios
1 áureo de ouro = 400 asses
1 áureo de ouro = 800 semisses
1 áureo de ouro = 1.600 quadrantes

1 denário de prata = 4 sestércios
1 denário de prata = 8 dupôndios
1 denário de prata = 16 asses
1 sestércio de bronze = 4 asses
1 dupôndio de bronze = 2 asses
1 asse de cobre = 4 quadrantes

Áureo

• O áureo era uma antiga moeda romana de ouro, equivalente a vinte e cinco denários de prata, e funcionava mais como unidade de conta do que como moeda de troca. O áureo passou a ser cunhado com mais freqüência a partir da época de Júlio César (49-44 AC). Ele padronizou o peso da moeda em 1/40 da libra romana (ou seja, 8,20 g). A libra romana equivalia a 328,9 g. Durante o reinado de Nero (54-68), o peso do áureo foi reduzido para 1/45 da libra (7,30 g). Após o reinado de Marco Aurélio (161-169), a produção do Áureo declinou e, com Caracala (198-217 DC), o seu peso foi mais uma vez reduzido para 1/50 da libra (6,57 g). O áureo tem aproximadamente as mesmas dimensões do denário, mas é mais pesado, devido à maior densidade do ouro. Nos tempos de Jesus, segundo as descobertas arqueológicas, os denários traziam o busto laureado do imperador Tibério no anverso, com sua mãe, Lívia Drusa, fazendo o papel de Paz (do latim Pax), segurando um ramo e um cetro, no reverso. A inscrição no anverso é: TI. CAESAR DIVI AVG. F. AVGVSTVS (Tibério César Augusto filho (FILIO) do divino Augusto). No reverso: PONTIF MAXIM (pontífice máximo). Mas podemos ver a mesma estampa de Tibério também no áureo, como na imagem abaixo. O áureo de Tibério tem 19 mm e pesa 7,55 g.


Áureo de Tibério

Áureo de Tibério - wikipedia.org


Abaixo, nós podemos ver o aureus, de Septímio Severo (193-211 DC), moeda de ouro cunhada em 193, para celebrar a XIIII Gemina Martia Victrix a legião que o proclamou imperador. A ‘Décima Quarta Legião Geminada’ era uma legião do exército Imperial Romano, criada por Júlio César em 57 AC. O cognome Geminada (Gemina) foi adicionado quando a legião foi combinada com outra legião de força inferior após a Batalha de Actium (entre Otaviano e Marco Antônio, na Grécia). ‘Martia Victrix’ significa ‘marcial e vitoriosa’ e esse cognome foi acrescentado mais tarde em 9 DC e 61 DC após vitórias militares na Panônia e na Britânia. Inscrição na moeda: IMP. CAE. L. SEP. SEV. PERT [INAX] AVG. / LEG. XIIII CEM. M. V. - TR. P., CO [N] S.
Traduzindo: Imperador César Lúcio Septímio Severo Pertinax Augustus / Décima Quarta Legião Geminada Martia Victrix. / TR. P., CO [N] S. significa: TRibunus Plebis X, COnSul III (tribuno da plebe e cônsul). ‘Pertinax’ pode ter sido uma homenagem ao seu antecessor, Públio Hélvio Pertinax (Publius Helvius Pertinax – 192-193 DC).


Áureo de Septímio Severo

Áureo de Septímio Severo 193 DC – wikipedia.org

Denário

O denário (denarius, em latim, plural denarii; em grego: denarion δηνάριον) era uma pequena moeda de prata, a de maior circulação no Império Romano. O denário valia 1/100 do áureo. A palavra denário é derivada do Latim dēnī, que significa ‘contendo dez’, já que o seu valor era de dez asses, mas na metade do século 2 AC (141 AC) ele passou a valer dezesseis asses ou quatro sestércios. ‘Denário’ é a origem de várias palavras modernas, como o denier francês e dinar (moeda de ouro nacional de vários países árabes, ex-integrantes do extinto Império Otomano, e foi cunhada pelos árabes desde fins do século VII e corrente na península Ibérica no século XII). ‘Denário’ (latim denarius) é também a origem do nome comum para ‘dinheiro’, em Português (‘denaro’ em italiano; e ‘dinero’, em espanhol). Foi uma moeda de prata cunhada pela primeira vez por volta de 211 AC, durante a Segunda Guerra Púnica (218-202 AC).

Guerras Púnicas’ é o nome dado a uma série de três conflitos entre a República Romana e a República de Cartago, uma cidade-estado fenícia ao norte da África (entre 264-146 AC), disputando o senhorio sobre o Mar Mediterrâneo. As Guerras Púnicas durante a República Romana se restringiram ao domínio de Roma sobre o Norte da África, envolvendo a península Ibérica e algumas ilhas do Mediterrâneo Ocidental. A Primeira Guerra Púnica foi em 264-241 AC. A Segunda Guerra Púnica foi em 218-202 AC; e a Terceira, em 149-146 AC.

No fim da República e no início do Principado Romano, um denário equivalia ao salário diário de um trabalhador (a soma paga pelo bom Samaritano ao estalajadeiro, em Lc 10: 35 foi dois denários). Com um denário seria possível comprar cerca de 8 quilos de pão. Em Ap 6: 6, “Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário”, indica preços exorbitantes em período de fome. Um denário nos dias de hoje correspondem a dezesseis centavos de dólar, e um talento, a 960 dólares. Nos tempos de Jesus, o denário foi a moeda usada para tentar apanhá-lo numa armadilha sobre a questão do pagamento do tributo (Mt 22: 19; Mc 12: 15; Lc 20: 24). Naquele tempo, os denários traziam o busto laureado do imperador Tibério no anverso, com sua mãe, Lívia Drusa, fazendo o papel de Paz (do latim Pax), segurando um ramo e um cetro, no reverso. A inscrição no anverso é: TI. CAESAR DIVI AVG. F. AVGVSTVS (Tibério César Augusto filho (FILIO) do divino Augusto). No reverso: PONTIF MAXIM (pontífice máximo), como se vê abaixo:


Denário de Tibério

Denário de Tibério – a moeda do tributo – wikipedia.org


Denário de Tito
O Denário de Tito Flávio Vespasiano Augusto (79-81 DC), filho de Vespasiano – wikipedia.org

A Dracma grega era equivalente ao denário romano de prata

A moeda grega correspondente ao denário romano era a dracma (Lc 15: 8 – ‘a parábola da dracma perdida’), com um peso de 3,4 g. No século I DC, os gregos equiparavam a dracma ao denário (moeda romana), mas o governo romano calculava o valor oficial da dracma como de três quartos de um denário. A dracma (em latim: drachmae; grego: drachmé δραχμή, pl. δραχμές drachmés ou δραχμαί drachmaí; derivada do verbo δράττω, dratto, ‘segurar’) foi uma moeda de prata usada por muitas cidades-estado gregas em vários períodos da história da Grécia: período arcaico (750-490 AC); período clássico (490-323 AC), o período helenístico (323-31 AC – desde a morte de Alexandre o Grande até o início do Império Romano com César Augusto) até o período romano (31 AC-1453 DC) sob a cunhagem imperial grega. Na era contemporânea, a dracma foi reintroduzida em 1832 e substituída pelo euro em 2001, à taxa de 340,75 dracmas por euro. Em Mt 17: 24-27 Jesus fala sobre o imposto das duas dracmas (Strong #g1406), se referindo à moeda chamada didracma – δίδραχμον didrachmon (Strong #g1323). Ele também fala da moeda de quarto dracmas (v. 27) chamada estáter (statér στατήρ – Strong #g4715). 1 estáter = 1 siclo judeu (Êx 30: 13) ou 4 dracmas; 2 dracmas = ½ siclo judeu.


Estáter 4 dracmas 17,2 gr. στατήρ
Didracma 2 dracmas 8,6 gr. δίδραχμον
Dracma 6 obols 4,3 gr. δραχμή

Na imagem abaixo: a dracma grega de prata, com o peso de 5,57 gr. (Naxos, Sicília, 530-510 AC; Rev. ΝΑΞΙΟΝ, dos Naxianos). A moeda mostra a cabeça de Dionísio (Baco, para os romanos, o deus do vinho) à esquerda, com barba longa e pontuda, coroa de hera no cabelo e um colar simples em volta do pescoço. No reverso da moeda vê-se um cacho de uvas em talo com duas folhas (wikipedia.org).


Dracma grega
Dracma grega de prata – wikipedia.org


Didracma Grega


Acima: Didracma (275-270 AC); peso: 6.87g. A cabeça laureada de Apolo à esquerda;Cavalo galopando à direita e estrela de dezesseis raios acima. Fonte: Tony Hardy Collection – wikipedia.org

Antoniniano

Durante o século III DC, mais precisamente em 215, o denário foi substituído por Caracala (198-217 DC) pelo denário duplo, também conhecido como antoniniano (antoninianus), um pouco antes se iniciar o período conhecido como ‘A Crise do Terceiro Século’ (235-284). Portanto, o antoninianus equivalia a dois denários. Ele era um pouco maior do que o denário e era representado com o imperador com uma coroa radiada ou radiante (se assemelhando a raios de sol) para indicar valor dobrado. ‘Caracala’ era um apelido referindo-se a uma longa capa gaulesa com capuz que o imperador habitualmente usava. Seu nome de nascimento era Lúcio Septímio Bassiano. Aos sete anos de idade foi mudado pelo seu pai Lúcio Septímio Severo para Marco Aurélio Septímio Severo Antonino para fazer uma ligação fictícia à família do imperador Tito Aurélio Fúlvio Boiônio Árrio Antonino Pio (138-161 DC) da dinastia Nerva-Antonina, uma vez que Septímio Severo era de ascendência berbere, não romana. Depois, seu nome mudou para Marco Aurélio Antonino César, César Marco Aurélio Antonino Augusto e César Marco Aurélio Severo Antonino Pio Augusto até a sua morte. Por causa do seu nome mais conhecido, Marco Aurélio Antonino, a nova moeda foi chamada de antoniniano, embora existam numismatas que dizem que esta é uma designação moderna, não o nome que se usava na época (na verdade, desconhecido). Mesmo após a sua extinção, o denário continuou a servir de unidade de conta no Império Romano.

Vários imperadores romanos no final do 2º século e início do 3º século deram este nome às moedas que emitiam. O antoninianus era inicialmente de prata, mas lentamente passou a ser de bronze com um teor de prata mínimo. O teor de prata equivalia, na verdade, à quantidade de 1 ½ denários, não dois denários como foi inicialmente avaliada. Cada nova edição do antoniniano, uma menor quantidade de prata era colocada nele, dependendo das circunstâncias políticas e econômicas, sendo essa quantidade reduzida paulatinamente, aumentando a inflação. No final do século III as moedas eram feitas quase que totalmente de bronze, a partir do derretimento das velhas como o sestertius, ou com a inclusão de cobre e estanho de maneira a formar um ‘billon’ (uma liga com baixa quantidade de metal precioso) de aparência semelhante à prata. Na imagem abaixo (chamada de ‘os 7 antoninianos’), é interessante notar na 2ª linha que as duas últimas moedas são um tanto diferentes e são chamadas de ‘barbarous radiates’, em latim. ‘Barbarous radiates’ são imitações do antoninianus, assim chamados devido ao seu estilo bruto e coroa radiada proeminente usada pelo imperador. Foram emitidas a nível privado, principalmente durante a Crise do Século III (235-284 DC) nas províncias ocidentais. Elas não são geralmente consideradas como falsificações, uma vez que eram menores e mais rudes do que as padronizadas emitidas e dificilmente enganavam alguém. Provavelmente eram usadas como trocado no uso diário.


Os sete antoninianos
Os sete antoninianos – wikipedia.org


Primeira linha: Heliogábalo (r. 218-222) – prata; Décio Trajano (r. 249-251) – prata; Galiano (253-268) – billon (cunhagem asiática)
Segunda linha: Galiano (r. 253-268) – cobre; Aureliano (r. 270-275) – prateado; ‘Barbarous radiate’ (cobre); ‘Barbarous radiate’ (cobre)

Antoniniano de Diocleciano
Antoniniano de Diocleciano – wikipedia.org

Argento e Fólis

Por sua vez, o antoniniano foi extinto em 294 pela reforma monetária de Diocleciano (reinado: 285-305), que criou outras moedas como o argento de prata (‘argenteus’ significa ‘prata’, em latim), similar em peso e espessura ao denário de Nero. O peso teórico era de 1/96 de uma libra romana, que correspondia a 328,9 g; portanto, o argento pesava aproximadamente 3,42 g. No verso da moeda estava escrito o número 96 em algarismos romanos: XCVI. Também criou o fólis (em latim: follis; pl. folles), uma moeda de bronze com uma leve capa de prata.


Argento de Constâncio Cloro

Argento de Constâncio Cloro – wikipedia.org

Fólis de Diocleciano

Fólis de Diocleciano, cunhada em 300-301 DC – wikipedia.org

Sólido

O áureo foi substituído pelo soldo ou sólido (em latim: solidus; lit. ‘sólido’; plural: solidi; em grego: nomisma chrysoun, νόμισμα χρυσουν, nómisma = moeda; chrysoun = ouro) em 312 DC, durante o reinado de Constantino (r. 306–337). Na verdade, o solidus foi introduzido pela primeira vez por Diocleciano (r. 284-305) por volta de 301 DC, com o peso equivalente a 1/60 da libra romana de ouro puro (portanto, 5,5 gr.) e com um valor inicial igual a 1.000 denários. Entretanto, foi cunhado em pequenas quantidades e teve um efeito econômico mínimo. O solidus de ouro (soldo) foi reintroduzido por Constantino I, substituindo permanentemente o aureus como a moeda de ouro do Império Romano e padronizado na proporção de 1/72 da libra romana de ouro puro, portanto, pesando 4,5 g por moeda e equivalia a 275.000 denários de prata (o antigo áureo de ouro equivalia a 25 denários de prata). O soldo apresenta um diâmetro maior e é menos espesso do que o áureo. O termo bezant (do francês antigo ‘besant’; do latim, aureus bizantino) foi usado na Idade Média na Europa Ocidental para descrever várias moedas de ouro do leste, todas derivadas do sólido romano. Até o fim do Império Romano do Ocidente, as moedas básicas em circulação eram o soldo (solidus) de ouro e algumas moedas menores de bronze. A moeda romana ‘soldo’ ou ‘sólido’ deu origem à moeda de prata italiana medieval ‘soldo’ (plural soldi), com o significado de ‘dinheiro’. Também gerou a palavra ‘soldado’ (‘homem de guerra’), ‘sueldo’ (espanhol medieval) e ‘soldo’ (‘remuneração por serviços militares’) em português, que significa salário, pois era a moeda com a qual os soldados romanos eram pagos. Constantino deixou de cunhar o argenteus de prata de Diocleciano logo após 305, enquanto a moeda cunhada com o billon continuou a ser usado até 360.


Sólido de Constantino

Sólido de Constantino I cunhado em 324 ou 325 DC – wikipedia.org

Semisse e Tremisse

As moedas fracionárias do soldo eram o semisse (em latim: semissis, ‘meio soldo’) e o tremisse (em grego: Τρεμίσσης tremissis ou τριμίσιον, trimision; em latim: tremis, ‘um terço do soldo’). O tremisse foi moeda introduzida em 380 DC pelo imperador Teodósio (r. 379–395) e permaneceu como uma das principais moedas do Império Bizantino até o reinado do imperador Leão III, o Isauro (r. 717–741). Um tremisse equivalia a 1/3 solidus, ou seja, a 91,66 denários de prata ou 1,5 gr. O Semisse (em grego: σεμίσσης semíssis; em latim: semis, ‘metade de uma unidade’; plural em latim: semissis) foi uma moeda emitida por duas vezes, sendo a primeira em bronze, no valor de ½ asse (durante a República Romana), e a segunda, em ouro, equivalendo a ½ soldo, durante o Império Romano tardio e Império Bizantino. Neste último período, quando voltou a ser emitido, ele era de ouro e pesava 2,25-2,78 gr., como uma medida fracionária do soldo. No início, por volta dos séculos IV–V, o semisse foi pouco cunhado, mas nos séculos VI–VII e primeiras décadas do século VIII ele adquiriu maior importância. A partir de 740 DC, tal como o tremisse, ele foi raramente cunhado no Oriente, desaparecendo no reinado de Basílio I, o Macedônio (867–886). No Ocidente, por outro lado, manteve-se em circulação na Sicília até a conquista árabe da cidade de Siracusa (877-878 DC, pelo Emirado Aglábida).


Tremisse de Júlio Nepos

Tremisse de Júlio Nepos (474-480, mesmo estando exilado de Roma depois de 475) – wikipedia.org

Semisse de bronze


Semisse de bronze (270 AC) – Pégaso voando em ambos os lados da moeda, com a letra ‘S’ abaixo de ambos os Pégasos. Peso: 178,46 gr. – wikipedia.org

Semisse de Anastácio Dicoro I

Semisse de Anastácio Dicoro I (491-518) – Imperador Bizantino – wikipedia.org

Sestércio

O sestércio (sestertius, em latim), de bronze, valia ¼ do denário (e, portanto, 1/100 do áureo). Também foi criado em 211 AC, na época da República Romana. O nome provém das palavras latinas semis (‘meio’) e tres (‘três’), isto é, ‘meio terceiro’, porque valia 2 ½ asses. Quando o valor do denário foi reajustado para dezesseis asses, por volta de 141, o sestércio passou a ser equivalente a quatro asses, mantendo a proporção com o denário: ¼ do denário. Em 23 AC, a durante a reforma monetária de Augusto o sestércio passou a ser uma moeda grande de bronze, da mesma forma que o dupôndio, também de bronze (na verdade, uma liga chamada orialco). Ele perdurou até meados do século III DC como unidade monetária básica do Império, embora no início da dinastia Severa (193–235 DC) também fosse usado o denário de prata. A moeda de menor valor era o asse de bronze, que valia ¼ de sestércio. Os lingotes não eram considerados moeda e eram usados apenas em negócios nas regiões fronteiriças. Os romanos dos séculos I e II contavam as moedas, em vez de pesá-las, o que indica que o valor da moeda era atribuído em função do seu valor fiduciário, e não mais do valor do metal.


Sestércio de Nero


Um sestércio de Nero, cunhado em Roma em 64 DC. O reverso mostra o imperador a cavalo com um companheiro. A legenda diz DECVRSIO, que significa ‘um exercício militar’. Diâmetro 35 mm. – wikipedia.org

Dupôndio

O dupôndio (dupondius em latim, pl. dupondii) era uma antiga moeda romana de bronze, no valor de dois asses (1/2 sestércio ou 1/8 denário). Ela foi criada na época da República Romana, como uma moeda grande fundida (e não cunhada), pesando de 11-15 gr. Com a reforma monetária de Augusto em 23 AC, o sestércio e o dipôndio passaram a ser fabricados com uma liga dourada de bronze, chamada oricalco (orichalcum ou aurichalcum), mas que não se sabe explicar exatamente como era (Pode ser uma liga de ouro/cobre, cobre/estanho, ou cobre/zinco/latão ou metal desconhecido). Ele perdurou até o fim do século III no Império Romano. Os dupôndios anteriores a Nero não apresentam a coroa radiada ou radiante (se assemelhando a raios de sol); por isso, é por vezes difícil de distingui-los do asse. A coroa radiante para indicar valor dobrado da moeda (no caso, dois asses) foi também aplicada ao antoniniano (denário duplo) e ao duplo sestércio.


Dupôndio de Trajano
Dupôndio de Trajano (98-117) – wikipedia.org

Asse

O asse (as, em latim; plural assēs) é ocasionalmente chamado de assarius (o plural é assarii; assarius é traduzido para o grego como ασσαριου, assarion) e era uma moeda de bronze (um amálgama marrom-amarelado de cobre, com até 1/3 de estanho), e mais tarde de cobre. Foi usada durante a República Romana e o Império Romano, no valor de 1/16 do denário.


Um asse do tempo de Nero
Um asse do tempo de Nero, diferente do Aes Grave original, pois é posterior à reforma de Augusto – wikipedia.org


Aes Signatum

Nos primórdios da República Romana, os romanos substituíram o uso de moedas gregas, primeiro por lingotes de bronze (aes signatum), depois por discos conhecidos como ‘aes grave’. Por exemplo: no século V AC apareceu o aes signatum (que significa: ‘bronze estampado’ ou ‘bronze assinado’). O aes signatum consistia em lingotes fundidos de bronze, gravados com um selo do governo, usados como moeda em Roma e na Itália central. Os desenhos mostrados são de um touro, uma águia e outros símbolos religiosos. As barras de bronze não aderiam ao padrão de peso estabelecido, podendo variar de 600 a 2.500 gramas quando completas, pois ao que parece elas eram fundidas em subdivisões, antes de serem colocadas juntas. O mais antigo aes signatum tinha a imagem de um ramo com ramos laterais que irradiam dele e foi chamado de ‘Ramo Secco’ (‘ramo seco’, em italiano). Era um grande lingote de bronze que media aproximadamente 18,5 cm x 9 cm e pesava cerca de 1.616,62 gramas. As barras de ‘Ramo Secco’ não foram emitidas por órgãos de governo, e poderia ter sido feito em qualquer estabelecimento de fundição. Hoje esse lingote se encontra na Biblioteca do Vaticano, em Roma, com a data da República Romana após 450 AC. O aes signatum foi o precursor do aes grave.


Aes Signatum ‘Ramo Secco’
Aes signatum – ‘Ramo Secco’ – wikipedia.org


No século III AC surgiu o aes grave (bronze pesado). Em 280 AC, ele foi introduzido como um grande disco ou moeda de bronze fundida e, posteriormente, de cobre, cujo valor era geralmente indicado por sinais: ‘I’ para um ‘asse’ (ou seja, o valor de uma libra romana*: 328,9 gr.), ‘S’ para ‘semis’ (½ do valor, ou seja, 164,45 gr.) e um ponto para ‘unciae’ (1/12 do valor, ou seja, 27,4 gr.). Assim, o asse, como moeda romana, recebeu o seu nome devido à unidade de peso também chamada asse, correspondente à libra romana como descrito acima (328,9 gr.). (*) Uma libra romana: 328,9 gr. – “libra, n.”, Oxford English Dictionary. 1st ed., Oxford: Oxford University Press, 1902. Segundo outros pesquisadores, a libra romana equivalia a 327,45 gr. – O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995.


Semisse de bronze


Semisse de bronze (270 AC) – Pégaso voando em ambos os lados da moeda, com a letra ‘S’ abaixo de ambos os Pégasos. Peso: 178,46 gr. (provavelmente uma imprecisão no processo de fundição, uma vez que o valor esperado seria 164,45 gr. – ½ libra romana) – wikipedia.org

Unciae

‘Unciae’ emitida em Roma entre 275–270 AC. Note a presença de um ponto para a marcação do valor da moeda – wikipedia.org


Inicialmente essas moedas fundidas tinham um grande tamanho, em comparação com as achadas no século V DC. Essas primeiras moedas fundidas de bronze (‘aes grave’) tinham mais ou menos 11 cm de diâmetro por 4 mm de espessura.

No início, o asse era produzido derramando metal fundido sobre um molde, depois usando o método do martelo: um pedaço circular de metal aquecido ao rubro era posicionado entre dois moldes em baixo relevo, recebendo uma forte martelada. O resultado era a impressão do molde sobre a moeda. Durante a República, a primeira série do aes grave (por volta de 240 AC) apresentava as faces de Jano e Mercúrio gravadas na moeda, além da marca ‘I’, indicando o valor da moeda em algarismos romanos (1 asse = 1 libra romana). A próxima série, era chamada de ‘Proa em Bronze’ (225 AC), pois além das marcas anteriores das faces de Jano e Mercúrio no anverso da moeda, no reverso aparecia acima o algarismo romano ‘I’ e logo abaixo, a proa de um navio.


Aes Grave – “Proa de Bronze”


Aes Grave – 240 a 225 AC (Série “Proa de Bronze”). No anverso, à esquerda, as faces de Jano e Mercúrio; no reverso, à direita, acima o algarismo romano ‘I’, e logo abaixo a proa de um navio – wikipedia.org

Gravura de um asse

Uma gravura de um asse da época da República Romana, explicando o que falamos acima – wikipedia.org


A última série do aes grave foi o da ‘roda’, devido à roda de seis raios que aparece no verso.

O asse permaneceu como moeda fundida por cerca de setenta anos, mas depois seu peso foi reduzido em vários estágios, sendo que um ‘as sextantal’ foi introduzido em 211-210 AC. Isso significa que pesava um sexto de uma libra, ou seja, 54,81 gr.. Assim, a cunhagem de bronze deixou de ser fundida para ser cunhada. Nesta mesma época uma moeda de prata, o denário, também foi introduzida. As moedas de prata romanas anteriores haviam sido cunhadas nos padrões de peso gregos, o que facilitava seu uso no sul da Itália e através do Adriático, mas todas as moedas romanas agora estavam no padrão de peso romano.

Com a reforma monetária de Augusto (23 AC), o asse passou a ser cunhado (e não mais fundido) em cobre puro. Ele também reduziu seu peso para 1/30 de uma libra romana (10,9 gr.). O asse continuou a ser produzido até o século III DC e era a moeda de denominação mais baixa a ser emitida regularmente durante o Império. Durante o século I, um asse comprava o equivalente a meio quilo de pão ou um litro de vinho barato ou, então, dois pardais (Mt 10: 29).

Frações e múltiplos do asse

As seguintes frações do asse também foram produzidas: os bes (2⁄3), semis ou semisse (½), quincunce (5⁄12), triens ou triente (1⁄3), quadrantes (¼), sextanos ou sextante (1⁄6), uncia (½ asse, também uma unidade de peso comum) e semuncia (1⁄24), bem como seus múltiplos: dupondius (2 asses), sestércio ou sestertius (2 ½ asses), tressis ou tresse (3 asses), quadrusse (4 asses), quinquesse (5 asses) e o denário (10 asses; depois passou a ser 16 asses).

O tresse (em latim: Tressis) era uma moeda romana de bronze e foi cunhada durante a época da República Romana em 260 AC e depois em 215 AC em Roma. Em um dos lados dessa moeda existem três linhas verticais, cada um das quais representa o valor de um asse. No outro lado existe a figura de uma cabeça humana olhando a deusa Roma. Após a introdução do denário a moeda foi abolida.

Vamos nos lembrar que uma fração do asse foi o semis ou semisse. O Semisse (em grego: σεμίσσης semíssis; em latim: semis, ‘metade de uma unidade’; plural em latim: semissis) foi uma moeda emitida por duas vezes, sendo a primeira em bronze, no valor de ½ asse, e a segunda, em ouro, equivalendo a ½ soldo (durante o Império Romano tardio e Império Bizantino). Durante a República Romana, a moeda apresentava um ‘S’ (de ‘semis’) ou 6 pontos (o peso teórico de 6 ‘unciae’). Como o método de cunhagem era impreciso, o peso também variava. Devido às reformas monetárias e crises econômicas resultantes das Guerras Púnicas (em especial da segunda para a terceira, 225-211 AC), seu peso se alterou e caiu bastante, e ela circulou entre 280-86 AC. Por volta de 215 AC, o seu peso já era de 35 gr.; e em 211 AC, após a reforma do asse (que passou a pesar 54,81 gr.), seu peso passou a ser ente 22-27 gr., mais ou menos. Por volta de 169-157 AC, o semisse pesava 17 gr..

Quadrante e Lepton

O quadrante (em latim: quadrans, ‘um quarto’; em Grego: kodrantes, κοδράντης) era uma moeda romana de bronze baixo valor, equivalente a ¼ de asse. Ele foi cunhado em moedas de bronze durante a República Romana com três pequenos pontos ou ‘pastilhas’, representando três úncias (1 ‘unciae’ = 1/12 do asse), como marca de seu valor e eram, por isso, conhecidas também como terúncio (teruncius, ‘três úncias’). Em Mc 12: 42, quando a viúva pobre deu ‘duas pequenas moedas’ (em grego: λεπτά lepta; singular: λεπτόν lepton) ao tesouro do Templo, este valor representava um quadrante.

O lepton (forma moderna: lepto, λεπτό) é o nome de várias unidades fracionárias de moedas usadas no mundo de língua grega desde a Antiguidade até hoje. A palavra significa ‘pequeno’ ou ‘magro’ e sempre foi o menor valor monetário. Na Grécia moderna, o lepto corresponde a 1/100 de todas as moedas oficiais do estado grego.


Aes Grave Quadrante

Aes Grave – Quadrante – 275–270 AC – wikipedia.org

Aes Grave Quadrante

Aes Grave Quadrante (230-226 BC). Peso 63.19 gr.; Crawford 27/8; Vecchi 61 – wikipedia.org

Quadrante

Æ – Quadrante do século III AC – wikipedia.org

Quadrante da época de Augusto

Quadrante da época de Augusto – wikipedia.org

Siliqua

Siliqua (plural siliquae) é o nome moderno dado para moedas romanas de prata, pequenas e finas, produzidas no século IV DC e que, provavelmente, circulou até o século VII. Quando as moedas estavam em circulação, a palavra latina ‘siliqua’ era uma unidade, talvez de peso definido por um escritor romano tardio como 1/24 de um sólido romano.


Siliqua
Siliqua (310-650 DC); 1-3gr.; 18 mm – wikipedia.org

Miliarense

Como vimos anteriormente, Domiciano criou o argento de prata (argenteus) e o fólis (uma moeda de bronze com uma leve capa de prata). Depois, Constantino criou o sólido de ouro (solidus) e outras denominações menores de bronze que circularam até o fim do Império Romano do Ocidente. A única moeda de prata regularmente cunhada foi a Miliarense (miliarensis, em latim significa: ‘pertencente a mil’) e seu peso variava entre 3,8 e 6,0 gr., e sua espessura variava. Na época de Constantino ela tinha aproximadamente 23 mm de diâmetro. Existiam dois modelos de uma moeda: leve e pesado. 14 miliarensias pesadas e 18 miliarensias leves eram iguais a um soldo. Devido à sua execução requintada de ambos os lados ela foi muito usada como pendente na Antiguidade. Na cunhagem de prata Bizantina do século VIII-XII, ela recebeu o nome de miliaresion.


Miliarense


Moeda miliarense romana de Valentiniano I (r. 364-375 DC) com o símbolo da casa da moeda TRPS. TR indica a casa da moeda (Treveri – Trier, Alemanha) e PS indica a pureza da prata. A moeda foi chamada de ‘VIRTUS EXCERCITUS’ (Virtude do exército) – wikipedia.org

Numo

Numo (em latim: nummus) é um termo que significa ‘moeda’, usado tecnicamente para uma série de moedas de cobre emitidas pelos imperadores romanos e bizantinos durante a Antiguidade tardia (284–750). Inicialmente, foi o nome dado ao fólis, uma grande moeda de bronze com 10 gr. de peso e 30 mm de diâmetro (alguns numismatas dizem 5-12 gr.; 26 mm). Porém, no tempo do imperador Constante II (r. 641–668; Dinastia Heracliana), um fólis pesava apenas 3 gr.. Por isso, o termo ‘numo’ é geralmente aplicado exclusivamente para as emissões de moedas bizantinas dos séculos V-VII de mais baixa denominação (A denominação é uma descrição adequada de um valor monetário, geralmente para moedas ou notas).


Numos Bizantinos


Numos do final do reinado de Anastácio I Dicoro (491-518 DC): na esquerda uma moeda de 40 numos (fólis) e na direita uma moeda de 5 numos (pentanúmio) – wikipedia.org

Equivalência:


Valores no tempo de Augusto (27 AC – 301 DC)


1 áureo = 25 denários
1 áureo = 50 quinários
1 áureo = 100 sestércios
1 áureo = 200 dupôndios
1 áureo = 400 asses
1 áureo = 800 semisses
1 áureo = 1.600 quadrantes


Valores no tempo de Diocleciano (301–305)


1 sólido = 10 argentos
1 sólido = 40 numos
1 sólido = 200 radiate*
1 sólido = 500 laureados
1 sólido = 1000 denários

* Radiate foi uma moeda romana inicialmente emitida por Diocleciano durante sua reforma monetária 293–310 DC, e muito similar ao antoniniano (‘Barbarous radiate’ de cobre). O laureado não é conhecido.


Valores de moedas no Império Tardio (337–476)


1 sólido = 10 ou 14 milarienses
1 sólido = 24 siliquas
1 sólido = 180 fólis
1 sólido = 7200 numos


Como eu disse no início, 1 denário hoje equivale a 16 centavos de dólar ($ 0.16) e 1 talento é igual a 960 dólares ($ 960).


• Fontes de pesquisa: Douglas, J.D., O novo dicionário da bíblia, 2ª ed. 1995, Ed. Vida Nova e wikipedia.org.
• Fonte de pesquisa para algumas imagens: wikipedia.org


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Este texto se encontra no anexo:


A moeda romana da Antiguidade

A moeda romana da Antiguidade

The Roman currency of Antiquity


Sugestão de leitura:

livro evangélico: Prosperidade, dom de Deus, fruto do amor, prática da alegria

Prosperidade, dom de Deus, fruto do amor, prática da alegria

Prosperity, God’s gift, fruit of love, joyful practice

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