A CRIAÇÃO DO HOMEM E DA MULHER


A criação espiritual e material do homem e da mulher; a função do homem e da mulher e o projeto de Deus para as mulheres. Mulheres que tiveram um relacionamento particular com Jesus.

The spiritual and material creation of man and woman; the roles of man and woman and God’s design for women. Women who had a special relationship with Jesus.


A criação do homem e da mulher




A criação do homem, ao contrário das ervas e dos demais seres viventes foi diferente, pois o ser humano tinha um papel importante na criação de Deus. Primeiro, Deus se preocupou com sua parte espiritual, depois com a material, isto é, primeiro Ele fez seu ‘molde’ através da palavra. Vamos dizer que Sua palavra criadora foi uma semente plantada e que depois germinaria.

Quanto a Gn 2: 4-6:
4 Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o Senhor Deus os criou.
5 Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o Senhor Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo.
6 Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo,...

... nós podemos dizer que este trecho se refere ao cultivo e à multiplicação das sementes da vida vegetal que Ele tinha criado pelo Seu poder no 3º dia da criação. O homem seria responsável pelo cuidado da terra e dos animais.

A criação espiritual do ser humano

Em Gn 1: 26a; 27 está escrito: “Também disse Deus: Façamos (asah ou ‘ãçâ – Strong #6213: fazer: a atividade criadora no mais amplo sentido; realizar, trazer à luz) o homem à nossa imagem (tselem, צלמ – Strong #6754), conforme a nossa semelhança (demuth, דמות – Strong #1823)... Criou (bãrã’; criar, Strong #1254) que expressa atividade divina, um processo formativo) Deus, pois, o homem (’adhãm – Strong #120) à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”.

Ele criou o homem (’adhãm = homem vermelho, humanidade, que procede da mesma raiz hebraica ’adhãmâ e significa: terra, para lembrar o homem de sua origem: Gn 2: 7 e Gn 3: 19). A palavra posterior é bãrã’ = criar, criar o homem, de modo composto, isto é, homem e mulher os criou (Gn 1: 27). No original é: “Macho (zãkhãr – Strong #2145) e fêmea (neqebah ou neqebâ – Strong #5347) os criou”.

Imagem (no dicionário de língua portuguesa) significa representação material ou mental da forma externa de uma pessoa ou algo; espelho, reflexo; a impressão geral de uma pessoa, um símile (cf. Gn 5: 3: “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete” e Gn 9: 6: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque fez o homem segundo a sua imagem”). Na Concordância de Strong, ‘imagem’ (tselem) vem de uma raiz não utilizada, significando sombra; um fantasma, ou seja, (figurativamente) ilusão, semelhança; portanto, uma figura representativa, especialmente um ídolo, imagem, vã demonstração.

Semelhança (no dicionário de língua portuguesa) significa: relação entre seres, parecença, analogia; neste caso, com o Espírito de Deus, portanto, Seu caráter, Sua natureza. Na Concordância de Strong, ‘semelhança’ (demuth ou demût) vem da palavra damah, que significa: semelhança; concretamente: modelo, forma, como (adv.), parecido com, parecido, semelhante, similar, maneira.

Assim, o Senhor estava criando o homem à Sua imagem e semelhança através da Sua palavra. Entretanto, esta linguagem das Escrituras não sugere que o homem tivesse semelhança física com Deus (pois Deus é Espírito), mas significa que ele foi feito semelhante a Deus nos poderes espirituais. Ele recebeu os poderes de pensar e sentir, de se comunicar com os outros, de discernir e discriminar e avaliar e modelar seu próprio caráter, até certo ponto.

A criação material do homem

Gn 2
7 Então, formou (yatsar, יצר, Strong #3335) o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente (Nephesh Hayah). O verbo yatsar foi usado para dar a idéia de um oleiro trabalhando, moldando com suas mãos o material que tinha nas mãos.

O Senhor concluiu fisicamente o que já tinha criado espiritualmente através da Palavra. Do barro formou o homem, cuja alma já havia moldado à Sua imagem e semelhança e agora dava o “último toque”, soprando de Si mesmo dentro dele. A palavra hebraica para fôlego é neshamah (n‘sãmãh) נשׁמת – Strong #5397 – derivada de nasham: um sopro, ou seja, vento, sopro vital, inspiração divina, intelecto, alma, espírito. O ‘sopro divino’ significa a infusão do espírito no ser humano, que o dotou de capacidade intelectual, moral, relacional e espiritual, ou seja, um poder vital vindo de Deus que deu vida e individualidade ao corpo físico do homem. Assim, nossa porção terrena é vivificada pelo sopro de vida de Deus.

8 E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.
9 Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal [NVI: “Então o Senhor Deus fez nascer do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal”].
10 E saía um rio do Éden para regar o jardim e dali se dividia, repartindo-se em quatro braços.
11 O primeiro chama-se Pisom; é o que rodeia a terra de Havilá, onde há ouro.
12 O ouro desta terra é bom; também se encontram lá o bdélio e a pedra de ônix.
13 O segundo rio chama-se Giom; é o que circunda a terra de Cuxe.
14 O nome do terceiro rio é Tigre; é o que corre pelo Oriente da Assíria. E o quarto é o Eufrates.
15 Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.
16 E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,
17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Deus deu autoridade ao homem, lhe delegou o cuidado e a guarda do planeta. Ele se preocupou com o homem dando-lhe suprimento, mas lhe deu também o encargo de administrar os recursos naturais e lhe deu um trabalho (Gn 1: 29-30; Gn 2: 15): “E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez... Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”. Assim como Deus deu trabalho e responsabilidades a Adão, deu-os também ao homem ainda hoje. O homem precisa de trabalho para que não fique ocioso, sem provisão e sem sustento. Mas tem também a responsabilidade de cuidar dos recursos naturais do planeta para cooperar com a criação de Deus e com seus semelhantes.

Outro comentário importante é sobre a obediência (as duas árvores): Em Gn 2: 9; 15-17 está escrito: “Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal [NVI: “Então o Senhor Deus fez nascer do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal”]... Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Dessa forma, a vida abençoada do homem dependia de sua obediência a Deus e às Suas ordens. Enquanto estivessem em obediência teriam vida e poderiam tocar na árvore da vida e participar da vida de Deus. Assim, quando obedecemos ao Senhor e nos colocamos no centro do Seu querer e vontade, podemos experimentar da Sua vida em nós, participar da comunhão com Ele e receber Suas bênçãos.

A criação material da mulher

Gn 2
18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.
19 Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles.
20 Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea.
21 Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas (em hebraico: “a parte de um dos lados do homem”) e fechou o lugar com carne.
22 E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.
23 E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.
25 Ora, um e outro, o homem e sua mulher estavam nus e não se envergonhavam.


Deus criou o homem e a mulher


Em Gn 2: 18 está escrito: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea [= competente, conveniente, adequada, confiável, capacitada]”. Deus havia feito animais, tanto macho como fêmea, mas ainda não tinha feito uma companheira para o homem. Ele sabia, com certeza, que ele não poderia viver sozinho. Entretanto, antes de fazer a mulher, o Senhor deu a Adão a guarda da terra e de tudo o que nela havia, deu-lhe a ordem de não tocar na árvore do conhecimento do bem e do mal e, agora, deixava ao homem a tarefa de dar nome aos animais. Por ter a mesma inteligência de Deus, Adão agiria acertadamente. Podemos dizer que este não era apenas um teste de obediência e de capacitação para ele, mas o Senhor lhe deu este trabalho antes de criar Eva para ver se o homem notaria a falta de um ser semelhante para lhe fazer companhia. Depois que Adão terminou é que Deus criou a mulher.

O projeto de Deus para a mulher

Assim, a mulher foi criada para ser auxiliadora do homem e andar em igualdade com ele. A palavra ‘auxiliadora’ em hebraico (עזר – `êzer, da raiz: ozr – ajudar), significa ‘companheira, ajudante’ (Gn 2: 18; Gn 2: 20). Também significa: ‘socorro’ (Dt 33: 26; Dt 33: 29; Sl 121: 1-2; Sl 124: 8; Dn 11: 34; Os 13: 9), ‘ajuda’ (Dt 33: 7; Is 30: 5; Ez 12: 14), ‘auxílio’ (Êx 18: 4; Sl 33: 20; Sl 146: 5); ‘apoio, suporte, amparo’ (Sl 70: 5; Sl 115: 9-11). Em dois únicos Salmos, ela tem o significado de ‘força, poder, fortalecimento’:

• Salmo 89: 19: “Outrora, falaste em visão aos teus servos e disseste: A um herói concedi o poder (`êzer) de socorrer; do meio do povo, exaltei um escolhido” (ARA) ou “Numa visão falaste um dia, e aos teus fiéis disseste: Cobri de forças (`êzer) um guerreiro, exaltei um homem escolhido dentre o povo” (NIV).

• Salmo 20: 2: “Do seu santuário te envie socorro [`êzer; no texto original: força, fortalecimento] e desde Sião te sustenha”.

Vimos também que ‘idônea’ significa: competente, conveniente, adequada, confiável, capacitada.

O fato de Deus ter tirado uma costela do homem para formar a mulher, significa que Ele planejou uma interdependência, ou seja, assim como a primeira mulher dependeu do homem para existir, o homem depende da mulher para nascer na terra (1 Co 11: 12: “Porém, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus”). A palavra grega para mulher é gyne ou gynai e, em hebraico, ’ishstâ = varoa, porquanto do varão (’ïsh) foi tomada. Deus tomou uma costela (hebr. çelã‘ ou ‘tsêlâ’, que em sumério significa ‘vida’) e a fez (bãnâ = edificar, construir) numa mulher (le’ishstâ). A palavra tsêlâ, em hebraico, significa ‘face, lado ou parede do tabernáculo (utilizada no mesmo sentido que tem a expressão ‘Tsela Hamishcan’, ‘uma das faces, uma das paredes’; o tabernáculo = Hammishkân). Dessa forma, uma das faces do primeiro ser humano tornou-se a parte masculina, e a outra, a parte feminina. De acordo com este conceito hebraico, a mulher possui um discernimento maior, pois foi criada com um compartimento espiritual a mais do que o homem. Em outras palavras, está mais voltada às coisas de Deus (“tabernáculo”). Explicando de maneira diferente: um dos lados de Adão era o lado masculino, feito pelas mãos de Deus em barro, simbolizando a matéria, a carne. O lado de onde foi retirada a costela para se fazer a mulher era o lado feminino, o emocional ou o espiritual, pelo significado hebraico de costela (“uma das paredes do tabernáculo”, a tenda armada no deserto onde Deus falava com Moisés). Portanto, a mulher seria um complemento emocional e espiritual para o homem, e ele, o material para ela. Ao mesmo tempo, em relação a si mesma, por ter se originado do lado espiritual do homem, do que era “voltado para as coisas do tabernáculo”, a mulher teria esse lado mais expandido, o “dobro” do que teria o homem.

Eva, Chavvah (Strong #2332: חַוָּה), significa: vida (Hebr.: ‘chay’, ‘hay’), doadora de vida, raiz da vida, mãe da humanidade, mãe de todos os seres vivos [Gn 3: 20: “E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser mãe de todos os seres humanos”]. É um nome próprio feminino derivado do verbo ‘Chavá’ ou ‘Chavah’ (Strong #2331, חָוָה) que significa: declarar, mostrar, tornar conhecido, viver. “O verbo hebraico ‘chavah’ significa principalmente declarar ou tornar conhecido. É usado em contextos onde informações, intenções ou sentimentos estão sendo expressos ou revelados. Este verbo enfatiza o ato de comunicação e a importância de tornar algo conhecido para os outros. Na cultura hebraica antiga, a comunicação oral era um meio primário de transmitir informações, ensinar e preservar tradições. O ato de declarar ou tornar conhecido era significativo em uma sociedade onde textos escritos eram menos comuns, e a tradição oral desempenhava um papel crucial na transmissão de conhecimento e crenças religiosas. O verbo ‘chavah’ reflete a importância da expressão verbal na manutenção da comunidade, fé e identidade cultural” [Fonte: https://biblehub.com/hebrew/2331.htm].

Chavah faz parte da expressão ‘Lachavot dáat’, que significa ‘expressar uma opinião’. Assim, Eva conversava com Adão (havia um diálogo), o que permitia o fluir da vida em comum. Dessa forma, o projeto inicial de Deus para a mulher foi a igualdade com o homem. Com a passagem dos séculos foi crescendo a tendência, sob ensinamento rabínico, de tornar o homem mais proeminente que a mulher, eliminando pouco a pouco, a idéia ensinada por Gn 2: 18 (“far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”). No decorrer dos anos, essa tendência tirou da mulher o direito até de aprender a ler. Segundo o conceito hebraico comentado anteriormente sobre ter a mulher uma capacidade espiritual mais desenvolvida que o homem, somente ao homem foi dado o direito de estudar a Torá (O livro da Lei), pois na verdade ele precisava estudar e aprender aquilo que à mulher é, praticamente, intuitivo.

A capacidade de influência da mulher

Por ser uma auxiliadora, a mulher recebeu uma capacidade de exercer influência muito grande, por isso a serpente a seduziu, pois era passível de ser enganada e, ao mesmo tempo, de influenciar Adão (“E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” – 1 Tm 2: 14). Por ter a visão espiritual mais desenvolvida que a do homem, a mulher é mais suscetível às forças espirituais, portanto, mais suscetível ao engano e à idolatria. Outra conseqüência decorrente do cargo de auxiliadora que Deus lhe deu é que, por ser uma auxiliadora, lhe cabe o direito de opinar e influenciar quem é auxiliado no que diz respeito à ação a ser desempenhada. Dessa forma, a mulher tem em si uma capacidade de influenciar maior que o homem. Enquanto que o homem tem a autoridade de decidir o que há de ser feito, a mulher tem a liberdade e a capacidade de lhe dizer a melhor maneira do trabalho ser realizado, pois é mais prática e age rapidamente quando lhe é dito claramente o que deve fazer.

Devido à sua capacidade de influência, muitas mulheres no Antigo Testamento influenciaram, em menor ou maior grau, seus maridos, súditos ou até o povo de Israel:
• Eva (Gn 3: 6)
• Sara (Gn 16: 2; Gn 21: 10; 12b)
• Rebeca (Gn 27: 5-17)
• A mulher de Potifar sobre José, mas não conseguiu (Gn 39: 7-14)
• Miriã (Êx 2: 7-8; Nm 12: 1-16)
• Raabe (Js 2: 1-24)
• Acsa (filha de Calebe, Js 15: 17-19)
• Débora (Jz 4: 6-9)
• Jael (Jz 4: 17-21)
• Dalila (Jz 16: 4-22)
• Noemi e Rute (Rt 1: 16-18; Rt 3: 1-5)
• Penina sobre Ana (1 Sm 1: 6)
• Abigail (esposa de Nabal) sobre Davi (1 Sm 25: 18-35)
• Médium consultada por Saul (1 Sm 28: 21-25)
• Bate-Seba intercede por Salomão em detrimento de Adonias (1 Rs 1: 15-17)
• As esposas e as concubinas de Salomão (1 Rs 11: 1-13)
• Jezabel (1 Rs 19; 2; 1 Rs 21: 5-16)
• Ester (Et 7: 3-6; Et 8: 5-6; Et 9: 13)

A função do homem e da mulher

Por ser criada a partir da costela do homem, a mulher seria um complemento essencial ao equilíbrio das emoções do homem. O sexo masculino é mais assertivo, mais agressivo, mais impulsivo para agir, pois sua força física maior lhe confere certa confiança no seu “poder”. A sensibilidade do homem é diferente da que foi dada à mulher; ele é mais racional do que emocional, o que pode ser uma vantagem diante de certas provas ou desafios, entretanto, o dificulta a ouvir com mais clareza a voz sutil do Senhor, pois ela passa a ser ouvida no interior, muitas vezes, através da característica que podemos chamar de intuição, algo que racionalmente não tem explicação, mas que a mulher sabe e tem certeza se é ou não o caminho correto a seguir.

Por ter as emoções e a sensibilidade mais desenvolvidas que as do homem, a mulher vem a complementá-lo, dando-lhe sutileza no agir, no sentir, no planejar e no amar de maneira mais plena e correta. O que eu quero dizer é que o homem, sem a moderação e a passividade da mulher, pode se perder nos seus relacionamentos, não medindo as conseqüências dos seus atos impulsivos, e se arrepender depois. Dessa forma, a mulher complementa emocionalmente o homem, ao mesmo tempo em que ele a complementa lhe dando força, determinação e segurança para agir em certas áreas, fazendo-a se sentir protegida, principalmente na área material, de qualquer tipo de assolação ou violência.

Assim, é função do homem: a fundação da família e da sociedade, ser responsável por ensinar a mulher, trabalhar para provisão da família, guardar e proteger a mulher, semear.

A função da mulher é: ser auxiliadora, precisa ser ensinada, portanto, necessita de comunicação; se ajustar ao homem (‘costela’), ser uma multiplicadora (ela recebe, multiplica e devolve), cuidar e dar vida. Ela precisa ser suprida para depois multiplicar o suprimento. Por ser o homem um semeador em todas as áreas, deve ter cuidado com o que semeia na mulher para que ela multiplique e lhe devolva a semente corretamente. Por exemplo: um espermatozóide que é semeado nela, depois de nove meses é devolvido como um ser humano completo. Na área emocional, se ela receber carinho e amor da parte do homem é isso que ela vai devolver a ele, mas se ele semear nela revolta e ódio é isso que ele vai colher de forma multiplicada.

O homem trabalha para sustentar a família e para trazer provisão para dentro de sua casa; não é função da mulher fazer isso. Ela trabalha para se realizar profissionalmente e liberar o potencial que Deus colocou dentro dela. Entretanto, se ela se vir sobrecarregada com o dever de sustentar a casa, o que muitas vezes acontece pelo fato do marido estar desempregado, isso vai gerar sérios problemas no relacionamento. Ela se sente com um fardo para o qual não foi preparada para carregar, o que gera revolta e impede o fluir do amor verdadeiro na relação conjugal.

Jesus veio resgatar a dignidade da mulher

Jesus veio resgatar a dignidade da mulher. Ele as perdoava, curava, ensinava; e elas, por sua vez, serviam-no com provisões para Suas viagens (Lc 8: 1-3), demonstrando-lhe hospitalidade, mediante atos de afeição como no caso do Seu sepultamento. Jesus, portanto, ofereceu a elas o mesmo meio de salvação que para os homens. Como conclusão acerca dessas mulheres, podemos dizer que tiveram uma oportunidade de serviço, crescimento e desenvolvimento da santidade, oportunidade de ofertar e contribuir para a obra (como Joana e Suzana, pois eram ricas). Sem sombra de dúvida, tiveram igualmente a bênção de serem curadas e libertas, recebendo de volta a dignidade diante daquela sociedade e a liberdade para agir com mais confiança em suas próprias vidas.

Maria, mãe de Jesus, foi chamada de bendita entre as mulheres (Lc 1: 42). No NT as mulheres participavam da oração com os seguidores de Jesus (At 1: 14); ajudaram e eleger Matias (At 1: 15-26); receberam o poder e os dons do Espírito Santo no Pentecostes (At 2: 1-4; 18); Maria, mãe de João Marcos, ofereceu sua casa para um dos centros da Igreja de Jerusalém (At 12: 12-13); Lídia, a primeira convertida da Europa (At 16: 14-15; 40) era mulher; Priscila com o marido Áquila ensinaram ao grande pregador Apolo as verdades completas do Evangelho (At 18: 2; 18; 26); as filhas de Filipe, o diácono, (At 21: 8-9; At 6: 5) profetizavam. Dorcas, a única mulher no NT a ser chamada de discípula (em grego mathêtria), era diaconisa (At 9: 36-43). Outras participaram também da igreja: Evódia e Síntique (Fp 4: 2-3), Eunice e Lóide (mãe e avó de Timóteo, respectivamente – 2 Tm 1: 5), Cláudia (2 Tm 4: 21), Áfia (Fm 2), Ninfa (Cl 4: 15), Febe (Rm 16: 1-2), Maria (Rm 16: 6), Trífena e Trífosa (Rm 16: 12), Pérside (Rm 16: 12) e Júlia (Rm 16: 15) entre outras.

Jesus incluiu as mulheres nas ilustrações de Seus ensinamentos, deixando claro que Sua mensagem envolvia as mesmas: a viúva pobre (Mc 12: 41-44; Lc 21: 1-4), a mulher que encontrou a dracma perdida (Lc 15: 8-10), a parábola do juiz iníquo que atendeu ao pedido da viúva para julgar sua causa porque se cansou de sua insistência (Lc 18: 1-8).

Também respondeu às mulheres que choravam por Ele no Seu caminho para o Calvário (Lc 22: 27-32).

A respeito da crucificação de Jesus, a bíblia descreve a presença de quatro mulheres (Mt 27: 56; Mc 15: 40; Jo 19: 25):
a) Maria, a mãe de Jesus.
b) Maria, mãe de Tiago, o menor, e mulher de Clopas (Também chamado Alfeu).
c) Maria Madalena.
d) a irmã de Maria (Jo 19: 25 cf. Mt 27: 56 e Mc 15: 40 – Salomé), mulher de Zebedeu.

Ele apareceu primeiro para as mulheres, após a Sua ressurreição, e as tornou portadoras das boas novas. A bíblia fala em Mt 28: 1-10 sobre Maria Madalena e a outra Maria, provavelmente a mãe de Tiago, o menor. Em Mc 16: 1-11, fala sobre Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, o menor. Em Lc 24: 1-12 menciona Maria Madalena e a mãe de Tiago, o menor. E em Jo 20: 1-18 relata o aparecimento do Senhor a Maria Madalena.

Mulheres que tiveram um relacionamento particular com Jesus:

1) Maria, Sua mãe (Mt 1:18-25; Lc 1:26-56; Lc 1:45-48 b; Mt 2:1-23; Lc 2:1-52; Lc 8:19-21; Mt 12:46-50; Mc 3:31-35); Jo 2:1-12; Jo 19:23-27). Jesus a respeitou na sua posição de mãe carnal; e ela, por sua vez, o respeitou como o Salvador e o Filho de Deus.

2) A sogra de Pedro, que foi curada por Jesus: Mc 1:29-31; Mt 8:14-15; Lc 4:38-39. Ela recebia Jesus em sua casa e aprendia com Ele.

3) A mulher do fluxo de sangue (Mt 9: 19-22; Mc 5:24b-34; Lc 8:42b-48). Jesus lhe devolveu a dignidade, pois na cultura judaica, a hemorragia era considerada impureza cerimonial, e ela era discriminada por causa da hemorragia.

4) A mulher Cananéia ou Siro-fenícia (Mt 15: 21-28; Mc 7: 24-30) que recebeu socorro para a filha endemoninhada. Ela recebeu a salvação pela sua fé no Filho de Deus e foi recompensada por Ele, mesmo sendo discriminada pelos judeus por ser uma gentia.

5) A mulher que o ungiu em Betânia (Mt 26:6-13; Mc 14:3-9; Lc 7:36-50 cf. Jo 12:1-8; Jo 11:2). Essa mulher recebeu o perdão de seus pecados, teve sua fé honrada, pois Jesus a elogiou por seu ato diante de todos e disse que seria sempre lembrada por todas as gerações.

6) A viúva de Naim (Lc 7: 11-17). Ao ressuscitar seu filho morto, Jesus lhe restituiu o sustento e a honra, pois as viúvas tinham muita necessidade de proteção, e muitas vezes não tinham mais ninguém que as sustentasse ou defendesse.

7) Marta e Maria, irmãs de Lázaro (Lc 10:38-42; Jo 11:1-57). Jesus ensinou às duas sobre o que é prioridade para Deus, sobre gratidão e dar valor à amizade.

8) A mulher encurvada (Lc 13:10-17), de quem expeliu demônio de enfermidade. Jesus restaurou sua dignidade e sua saúde. Aquela mulher, presa há anos naquele cativeiro, experimentou pessoalmente o poder e a autoridade de Jesus sobre todas as coisas.

9) A mulher samaritana que estava junto ao poço de Jacó (Jo 4:1-42) teve uma revelação pessoal do Messias, assim como da salvação que vinha através dEle. A partir desse momento, ela poderia entender a maneira correta de amar e mudar completamente o rumo de sua vida.

10) A mulher adúltera (Jo 8:1-11) experimentou o perdão e o entendimento do que é correto e santo. O homem e a mulher pegos em flagrante adultério eram punidos com a morte (Lv 20:10), mais detalhadamente, com o apedrejamento (Dt 22: 22). Mas Jesus a julgou com justiça.

11) Maria Madalena e as mulheres que seguiam Jesus (Lc 8:1-3). Madalena foi liberta de sete demônios. A bíblia menciona Suzana e Joana, mulher de Cuza, oficial responsável de Herodes Antipas. Elas prestavam assistência a Jesus com seus bens (Lc 8:3). A bíblia descreve a participação de mais algumas mulheres na crucificação e na ressurreição de Jesus: Maria, mãe de Tiago, o Menor, e José (Mt 27:56; 28:1), também chamada de mulher de Clopas ou “a outra Maria”; Salomé, mulher de Zebedeu e mãe de Tiago e João, primos de Jesus (Jo 19: 25 cf. Mt 27: 56; Mc 1: 19).

Video_ensino_criacao Vídeo de ensino

Esse vídeo é parte do curso bíblico.

A Criação


Livro evangélico Baixe os livros – PDF

Baixar livro evangélico Curso para Ensino Bíblico – nível 1

Download Christian Book Biblical Teaching Course – first level


Baixar livro evangélico Curiosidades e Revelações – Gênesis

Download Christian Book Curiosities and Revelations – Genesis


Baixar livro evangélico Para a mulher que eu amo

Download Christian Book For the woman I love


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
Atualização: 09/09/26

SOBRE A AUTORA E O MINISTÉRIO

▲ Início  

PIX: msearaagape@gmail.com

Contato: msearaagape@gmail.com