OS SACRIFÍCIOS JUDAICOS DO AT


Tipos de ofertas e sacrifícios judaicos do AT e seus nomes. Significado de consagração, corbam, terumah, tenuphah. Como os sacrifícios eram feitos e porque se impunha as mãos sobre eles?

Types of Jewish offerings and sacrifices in the OT, and their name. The meaning of consecration, korban, terumah, and tenuphah. How were the sacrifices made and why were hands laid upon them?


Os sacrifícios judaicos do AT




Tipos de sacrifícios no Antigo Testamento

Vamos começar colocando uma tabela resumida sobre os sacrifícios do Antigo Testamento:


Sacrifício Bíblia Elementos Objetivo
Holocausto Lv 1:1-17 Boi, cordeiro ou rola (macho) ou pombinho para o pobre, sem defeito.
Era totalmente consumido.
Ato voluntário de adoração ou expiação de pecado por ignorância.
Expressão de devoção, aliança e completa submissão a Deus.
Oferta de manjares Lv 2:1-16 Flor de farinha, azeite de oliva, incenso, bolos com sal, sem fermento nem mel, que também faziam parte dos holocaustos e das ofertas pacíficas (junto com uma libação). Ato voluntário de adoração e dedicação a Deus por Sua bondade e provisão. O azeite simboliza alegria.
Oferta pacífica Lv 3:1-17 Qualquer animal sem defeito do rebanho.
Variedade de pães.
Ato voluntário de adoração; ação de graças e comunhão (junto com uma refeição comunitária).
Oferta pelo pecado Lv 4;
Lv 5;
Lv 6;
Lv 16:1-34
1. Novilho: no caso do sumo sacerdote e de todo o povo de Israel.
2. Bode: no caso do príncipe.
3. Cabra ou cordeiro: no caso de pessoas do povo.
4. Rola ou pombinho: no caso do pobre. Décima parte de uma efa de flor de farinha: no caso do muito pobre.
Expiação obrigatória para certos pecados por ignorância.
Confissão de pecado e o perdão dele. Purificação da mácula.
Oferta pela culpa Lv 7:1-10 Carneiro ou cordeiro Expiação obrigatória para pecados por ignorância que exigissem restituição. Purificação de máculas.
Restituição: 20% de multa.

Fonte da tabela: Bíblia de estudo Vida, 2ª edição, versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida.


Arão foi consagrado sumo sacerdote

Comentários importantes

• A palavra original traduzida por ignorância significa: vaguear, como uma ovelha que se desgarra do rebanho. Refere-se ao pecado oriundo da fraqueza do caráter humano, não de uma rebelião mal-disfarçada ou de um mal premeditado. Associamos a culpa à intenção, mas os antigos a associavam aos seus efeitos.

• Não se usava fermento para não lembrar o culto pagão. Fermento simboliza a carne, a maldade e a malícia humana em contraposição com a santidade do Espírito (1 Co 5: 6-8).

• Quando mais de um tipo de oferta era apresentado (Nm 7: 13-17), o procedimento era normalmente o seguinte: 1) oferta pelo pecado, 2) holocausto, 3) oferta pacífica e oferta de manjares (junto com uma libação). Essa seqüência mostra parte da importância espiritual do sistema sacrificial. Em primeiro lugar, o pecado tinha de ser tratado (oferta pelo pecado ou pela culpa). Em segundo lugar, o adorador comprometia-se completamente com Deus (holocausto e oferta de manjares). Em terceiro lugar, estabelecia-se a comunhão ou amizade entre o Senhor, o sacerdote e o adorador (oferta pacífica). No sacrifício pacífico, o peito e a coxa direita eram a porção do sacerdote determinada por Deus (Lv 7: 29-34).

• Lv 3: 14-16 (sacrifício pacífico ou oferta pacífica); Lv 4: 8-9 (os pecados por ignorância dos sacerdotes); Lv 7: 3-5 (oferta pela culpa); Lv 9: 10, 19 (oferta por Arão e pelo povo: pecado, holocausto, oferta pacífica): O Senhor ordenava que fossem separados a gordura, os rins e o redenho do fígado para serem queimados sobre o altar. Essas partes não eram queimadas junto com o resto do animal, o que nos faz pensar que havia um interesse e um propósito maior nisso. A gordura simboliza a parte mais saborosa da carne, o que é mais gostoso, que sobe como um cheiro suave a Deus. Para os judeus, os rins eram o centro das emoções e da consciência e isso significa que nossa oferta deve ser o que existe de mais gostoso para o Senhor e toda a nossa alma deve estar envolvida nesse processo, ou seja, nossas emoções devem ser também colocadas no altar do Senhor, principalmente a alegria de estar ofertando. Assim, nossa oferta financeira na Casa de Deus sobe como incenso suave a Ele. Entregar as emoções e a consciência ao Senhor nos libera da culpa. As emoções e a consciência devem ser santificadas, consagradas ao Senhor (Lv 7: 5: oferta pela culpa). Em outras palavras: assim como a gordura do animal na oferta pela culpa eram queimadas sobre o altar para haver expiação, o paralelo espiritual também é verdadeiro. Quando entregamos a nossa “gordura” e “nossos rins” (nossas emoções, consciência, nosso “gostoso”, o que temos de melhor a Jesus), Ele derrama Seu sangue sobre os nossos pecados, nos libertando da nossa culpa, pois sabe que o que estamos fazendo é de coração.

• Lv 22: 17-33: A oferta deve ser sem defeito; não eram aceitos animais defeituosos. A nossa oferta diante do Senhor deve ser com o que temos de melhor, com as primícias, não com o que sobra, com os restos. O v. 19 diz: “Para que seja aceitável, oferecerá macho sem defeito”. Assim como o dízimo deve ser dado antes de usarmos nosso dinheiro para qualquer coisa, a oferta deve ser dada com liberalidade e com inteireza de coração.

• Sal nas ofertas de manjares ao invés de mel, pois sal significa aliança, fidelidade da promessa, natureza não perecível do pacto, o amor imutável de Deus, sinal de purificação e santidade (Lv 2: 13 e Nm 18: 19). Ele derrete o gelo; a palavra verdadeira de Deus derrete os corações frios e endurecidos pelo pecado e pelas barreiras humanas.

• O sacerdote apresentava-se diante de Deus a favor do povo, mas também representava Deus perante o povo. Como representante de Deus, comia das ofertas que lhe eram trazidas. Mas não podia, da mesma maneira, representar a Deus para si mesmo. Suas próprias ofertas de manjares tinham de ser completamente queimadas, para que fosse verdadeiro sacrifício, completamente dedicado a Deus (Lv 6: 23). Entretanto, ele também poderia comer da parte que lhe era reservada das ofertas de manjares dadas a Deus pelo povo: Lv 2: 9-10; Lv 6: 14-18.

Consagração

• Arão e seus filhos foram consagrados sacerdotes. Consagrar significa tornar sagrado, dedicar ou oferecer a Deus, se separar para Deus, oferecer por culto ou voto. Mas palavra hebraica traduzida por consagração (millu) ou ‘consagrações (millu'iym – Strong #4394 – Lv 7: 37; Lv 8: 22; 28-29; 31; 33; Êx 29: 22; Êx 29: 26-27; Êx 29: 34) significa, literalmente: ‘encher a mão’, ‘mãos cheias’, e talvez se referisse às ofertas depositadas sobre as mãos ou ao óleo que era derramado sobre elas em alguns casos (o leproso depois de sarado – Lv 14: 15); reabastecer, satisfazer, tomar (tirar) com uma mão cheia. O ritual de consagração dos sacerdotes (Lv 8: 1-36) simbolizava as responsabilidades e os privilégios do sacerdócio, lembrando os levitas que haviam sido separados para o serviço de Deus. Segundo a ‘Concordância de Strong’, a palavra millu'iym, מלאים, procede de mâlê' – מלא (Strong #4390), uma raiz primitiva que significa: preencher ou estar cheio de, realizar, confirmar, encher, preencher, cumprir, ser ou tornar-se pleno ou completo, transbordar, plenitude, fornecer (prova, evidência) ou mobiliar (casa), recolher (isoladamente ou em conjunto), reabastecer, satisfazer, tomar (tirar) com uma mão cheia, presumir, ousar (como em Et 7: 5, na ARA, ‘instigou’, KJV: ‘que ousou presumir’, NIV/NVI: ‘ousou, se atreveu’).

• O Senhor também proibia de comer o animal com seu sangue (Lv 17: 11 e 14; cf. Hb 9: 22). O sangue, no AT, é o símbolo da vida terminada geralmente por meios violentos. Também significa o que sustenta a vida física de um ser, assim como seu espírito, ou seja, seu caráter, sua índole, sua natureza (pense nas transmissões genéticas). Lembrando de Gn 4: 10-11, o sangue foi um meio de expiação providenciado pelo próprio Deus, pelo Seu amor pelo homem para não mantê-lo afastado de Si. A finalidade do sangue seria um ato espiritual, sacrificial, de adoração a Deus e expiação pelo pecado, usando animais como o cordeiro e outros. Complementando o raciocínio: a vida da carne (Lv 17: 11; 14) era a vida sacrificada na morte, pois a finalidade do sangue do animal seria um ato espiritual para purificar o homem do seu pecado (morte) e lhe restaurar a vida (comunhão com Deus). O sangue do animal era o substituto do sangue do homem; ao invés de Deus matar o pecador pelo seu pecado, usaria um substituto, no caso os animais considerados puros, separados para esse fim.

• Assim, o sacrifício de Jesus na cruz veio substituir todos esses sacrifícios, tendo Jesus se oferecido como cordeiro sem mácula, em nosso lugar, para nos resgatar do pecado e da maldição da lei.

O sacerdote impunha as mãos sobre os sacrifícios

O sacerdote levita impunha as mãos sobre o animal nos sacrifícios pelo pecado (Lv 4: 4, 15, 33), holocausto (Lv 1: 4), na oferta pacífica, como forma de dedicar o animal a Deus (Lv 3: 2) e, muito provavelmente, nas ofertas pela culpa (Lv 7: 7), como forma de transferência simbólica do pecado ou para que fosse aceito como sacrifício (uma dedicação). Na oferta de cereal (oferta de manjares), não havia sacrifício de animais, portanto, não havia imposição de mãos. Era um ato voluntário de adoração e dedicação a Deus por Sua bondade e provisão. No Dia da expiação impunham-se as mãos sobre o bode expiatório (ou emissário), confessando os pecados e o enviava para o deserto (Lv 16: 21). O outro era oferecido em sacrfício pelo pecado.

Como eram feitos os sacrifícios no AT?

Nos sacrifícios com os animais a conduta era praticamente a mesma, ou seja, primeiro se inspecionava animal, pois ele não poderia ter nenhum defeito (Lv 22: 19-21). Também, os cordeiros só eram aceitos como sacrifício após seu 8º dia de vida (Lv 22: 27). Depois se sacrificava o animal e o queimava no altar do holocausto. O seu sangue era aspergido defronte do santuário ou colocado sobre os chifres do altar. Apenas no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos e aspergia o sangue do animal sacrificado pelo pecado sobre o propiciatório da Arca da Aliança. Como foi falado acima, o Senhor também proibia de comer o animal com seu sangue.


Sumo sacerdote do AT

Os nomes hebraicos para as ofertas

Korban (Corbã)

Korban (Corbã ou Qorban): oferta; em hebraico, qorbãn ou qrbh = ‘aquilo que é trazido perto’, ‘aproximar-se de Deus’. Korban é praticamente um termo genérico (para animais e mantimentos), enquanto outros são usados especificamente para holocausto, oferta pelo pecado e pela culpa etc. É isso que nós vamos ver agora.

Os nomes específicos são:

1) Oferta movida, 'othâm tenuphâh

A oferta movida (ler mais adiante – 'othâm tenuphâh – Lv 7: 30; Lv 14: 12) de carne ou de manjares recebeu esse nome, talvez, por ser movida diante do Senhor antes de lhe ser apresentada. Em hebraico, o verbo ‘eniph’ significa ‘mover a oferta’ ou ‘elevar a oferta’.

• Lv 7: 30: “trará com suas próprias mãos as ofertas queimadas ('ishêy) do Senhor; a gordura do peito com o peito trará para movê-lo (lehâniyph) por oferta movida ('otho tenuphâh) perante o Senhor”.
• Lv 14: 12: “tomará um dos cordeiros e o oferecerá por oferta pela culpa e o sextário de azeite; e os moverá por oferta movida ('othâm tenuphâh) perante o Senhor”.

No texto acima, a expressão que foi traduzida por ofertas queimadas, no original é ‘passada pelo fogo’ ('ishêy; ou ashi – Versão Concordante do Antigo Testamento – CVOT – ‘feita pelo fogo’).

Existem outras palavras usadas para diferentes tipos de ofertas:

2) Holocaustos, ‘ôlâ qorbân

• ‘ôlâ qorbân ou oleh qorbân = oferta queimada – se referindo aos holocaustos. A palavra ‘ôlâ ou oleh significa ‘aquilo que ascende’. Podemos ver isso em Lv 1: 3: “Se a sua oferta for holocausto (‘ôlâ qorbân) de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o Senhor”.

3) Primícias, ‘rashith

• As primícias são chamadas de ‘rashith ou rê'shiyth (ראשׁית – Strong #7725) ou rê’shïth bikkürim (בִּכּוּרִים – Strong #1061) = oferta de primícias, o molho de oferta movida de 16 de Nisã (no sábado após o início da Páscoa, em 14 de Nisã).
• Lv 23: 10: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias (rê'shiyth – Strong #7725) da vossa messe ao sacerdote”.
• Êx 34: 26: “As primícias (rê'shiyth – Strong #7725) dos primeiros frutos da tua terra trarás à Casa do Senhor, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe”.
• Êx 23: 19: “As primícias (rê'shiyth – Strong #7725) dos frutos da tua terra trarás à Casa do Senhor, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe”.

4) Ofertas pacíficas, zebhah

• As ofertas pacíficas são chamadas zebhah (zãbhah) = ‘aquilo que é abatido’. Nós podemos ver isso em Lv 3: 1: “Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico (zebhach), se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do Senhor”.

5) Oferta pelo pecado, hattã’th

• Hattã’th ou chtath = oferta pelo pecado por ignorância. O texto está em Lv 4: 24: “E porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar onde se imola o holocausto, perante o Senhor; é oferta pelo pecado (chathâ'th)”.

6) Oferta de manjares (cereais), Minchâh

• Minchâh = Oferta de manjares ou oferta de cereais. O texto está em Lv 2: 1: “Quando alguma pessoa fizer oferta de manjares (minchâh) ao Senhor, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e, sobre ela, porá incenso”.

7) Oferta pela culpa, ’ãsham

• Oferta pela culpa é chamada ’ãsham, ou ashm – Versão Concordante do Antigo Testamento (CVOT).

Como vimos anteriormente, o nome dado para oferta pelos pecados de ignorância é hattã’th ou chtath (Lv 4: 24). A palavra usada para holocaustos é: ‘ôlâ ou oleh, pois a oferta era queimada (Lv 1: 3).

• Lv 5: 17-18:
17 E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do Senhor aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada ('âshêm) e levará a sua iniqüidade.
18 E do rebanho trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para oferta pela culpa ('âshâm), e o sacerdote, por ela, fará expiação no tocante ao erro que, por ignorância, cometeu, e lhe será perdoado.

• Lv 5: 4-5:
4 ou quando alguém jurar temerariamente com seus lábios fazer mal ou fazer bem, seja o que for que o homem pronuncie temerariamente com juramento, e lhe for oculto, e o souber depois, culpado (le'achath) será numa destas coisas.
5 Será, pois, que, sendo culpado (ye'sham le'achath) numa destas coisas, confessará aquilo [em Inglês, o pecado (châthâ')] em que pecou.

• Lv 5: 7; 9; 11:
7 Se as suas posses não lhe permitirem trazer uma cordeira, trará ao Senhor, como oferta pela culpa ('ashâm), pelo pecado (châthâ') que cometeu, duas rolas ou dois pombinhos: um como oferta pelo pecado (hathâ'th), e o outro como holocausto (`olâh).
9 Do sangue da oferta pelo pecado (chathâ'th) aspergirá sobre a parede do altar e o restante do sangue, fá-lo-á correr à base do altar; é oferta pelo pecado (chathâ'th).
11 Porém, se as suas posses não lhe permitirem trazer duas rolas ou dois pombinhos, então, aquele que pecou trará, por sua oferta, a décima parte de um efa de flor de farinha como oferta pelo pecado (châthâ'); não lhe deitará azeite, nem lhe porá em cima incenso, pois é oferta pelo pecado (chathâ'th)”.

TERUMAH

A palavra ‘Terumah’ (Terümâh ou terumath) foi traduzida erroneamente como ‘oferta alçada’ ou ‘movida’ (‘othâm tenuphâh), ou ‘comida consagrada’, ou seja, a porção do sacerdote, e significa ‘doação, contribuição, presente’. Na maior parte dos textos que falam sobre não comer das coisas consagradas ao sacerdote, a bíblia usa a expressão ‘as coisas sagradas’ (yo'khal qodhesh) – Lv 22: 10; 14.

• Em Lv 22: 10 está escrito: “Nenhum estrangeiro comerá das coisas sagradas (yo'khal qodhesh); o hóspede do sacerdote nem o seu jornaleiro comerão das coisas sagradas”.

• Em Dt 12: 26 está escrito: “Porém tomarás o que houveres consagrado daquilo (qâdhâsheykha) que te pertence e as tuas ofertas votivas e virás ao lugar que o Senhor escolher”.

Segundo a Concordância de Strong, Terumah (Terümâh ou terumath) tem sua origem na palavra truwmah ou trumah, e é um presente (como oferecido para cima), especialmente em sacrifício ou como um tributo ou homenagem: dom, oferta ‘alçada’ (ombro, espádua), oblação, oferenda; levantar, apresentar, trazer à luz.

Terümâh – heave offering (oferta alçada) = o que dizemos hoje no sentido figurado: ‘levantar uma oferta’, significando: suscitar uma contribuição no coração do povo, despertar no povo a vontade de contribuir, apresentar oferta ao Senhor. Nos versículos abaixo, a palavra ‘oferta’ geralmente vem precedida do verbo ‘apresentar’ (em inglês, separar, pôr à parte, pôr de lado = set apart – KJV).

‘Terumah’ é traduzida como ‘oferta’ ou ‘coisas sagradas’ [NVI: contribuição] em: Nm 5:9; Nm 18:8;11;19;24;26-29.
‘Terumah’ é traduzida como ‘oferta’ na maior parte das vezes: Êx 25:2-3; Lv 7:14;32;34; Lv 10:14-15, Nm 15:19-21; Nm 31:29; 41;52; Dt 12:6;11;17.
E é traduzida como ‘oferta’ e a ‘porção’ em Êx 29: 28.

Terumah Gedolah

A expressão ‘Terumah Gedolah’ (‘a grande oferta’), por outro lado, não é um termo bíblico, mas é um termo rabínico que foi criado mais tarde para designar a porção do sacerdote. Essa expressão tem origem na literatura Chazálica, onde ela é listada como um dos vinte e quatro presentes sacerdotais. Chazal ou Hazal é um acrônimo para Hakhameinu Zikhronam Livrakha, ou seja, ‘nossos sábios, que sua memória seja abençoada’. É um termo geral para se referir a todos os sábios judeus da era da Mishná (século II DC), Tosefta (compilação da Lei Oral a partir do período da Mishná) e Talmude (que traz comentários sobre a Torá e a Mishná, entre outros assuntos), especialmente a partir do final dos 300 anos do segundo Templo de Jerusalém (230 AC) até o século VI AC.

TENUPHAH

Quando a bíblia hebraica usa a palavra tenüphã (tenuphâh), ela se refere à oferta movida, ou seja, a oferta que era apresentada pelo sacerdote ao Senhor. Na verdade, tanto tenüphã (tenuphâh) como terumah (terümâh; terumath) dizem respeito às doações ou contribuições dos filhos de Israel aos Levitas e ao sumo sacerdote. A oferta movida ['othâm tenuphâh ou ath-m thnuphe (CHES-CVOT) – Lv 7: 30; Lv 14: 12] de carne ou de manjares recebeu esse nome, talvez, por ser movida diante do Senhor antes de lhe ser apresentada. Em hebraico, o verbo eniph significa ‘mover a oferta’, ‘elevar a oferta’.

Segundo a Concordância de Strong, tenüphã (tenuphâh – oferta movida) vem da palavra tnuwphah: brandir (em ameaça); por implicação: tumulto. Especificamente, a ondulação oficial de oferendas: ofertando, agitando, sacudindo, onda (oferta). A raiz de tnuwphah é nuwph: uma raiz primitiva; tremer (ou seja, vibrar para cima e para baixo, ou embalar de para lá e para cá, de um lado para outro), usada em uma grande variedade de aplicações (incluindo aspergir, acenar (chamar), esfregar, serrar, dar bastonadas, ondear ou ondular etc.): levantar, movimentar, mover, ofertar, perfumar, enviar, agitar, peneirar, patinar, bater, malhar, ondear, ondular, tremular.

A palavra tenuphâh (oferta movida; othâm tenuphâh) pode ser vista em: Lv 7:30;34; Lv 10:14-15; Lv 14:12; Nm 8:11 e Êx 29:27:

Êx 29: 27: “Consagrarás o peito da oferta movida (tenuphâh) e a coxa da porção (terumâh) que foi movida (hunaph), a qual se tirou do carneiro da consagração, que é de Arão e de seus filhos”. Hunaph vem da palavra eniph. Em hebraico, o verbo ‘eniph’ significa ‘mover a oferta’.

Como foi dito anteriormente, na verdade, tanto tenüphã (tenuphâh) como terumah (terümâh; terumath) dizem respeito às doações ou contribuições dos filhos de Israel aos Levitas e ao sumo sacerdote.

O sacrifício de Jesus

• O sacrifício de Jesus (Yeshua) na cruz veio substituir todos esses sacrifícios, tendo Jesus se oferecido como cordeiro sem mácula, em nosso lugar, para nos resgatar do pecado e da maldição da lei. Você pode ler sobre isso no assunto sobre a Sua crucificação.


O sacrifício de Jesus

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Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
Atualização: 18/10/26

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