Capítulo 63: o Messias se mostra como o conquistador de Edom, vingando Seu povo dos seus inimigos. Isaías faz sua última oração e se queixa que Deus se afastou do seu povo. Bozra, a capital de Edom, é hoje a pequena cidade de Buseirah, na Jordânia.


Isaías capítulo 63




Capítulo 63

Deus vinga o Seu povo – v. 1-6.
• Is 63: 1-6: “Quem é este que vem de Edom, de Bozra, com vestes de vivas cores [NVI: ‘com as roupas tingidas de vermelho’], que é glorioso em sua vestidura [NVI: ‘num manto de esplendor’; no original: ‘enfeitado em seu vestuário’], que marcha na plenitude da sua força? Sou eu que falo em justiça, poderoso para salvar. Por que está vermelho o traje, e as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no lagar? O lagar, eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo; pisei as uvas na minha ira; no meu furor, as esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo. Porque o dia da vingança me estava no coração, e o ano dos meus redimidos é chegado [NVI: ‘e chegou o ano da minha redenção’]. Olhei, e não havia quem me ajudasse, e admirei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu próprio braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve (cf. Is 59: 16-17). Na minha ira, pisei os povos, no meu furor, embriaguei-os, derramando por terra o seu sangue”.

O profeta mostra de novo que YHWH está presente como o Deus vivo. Ele é temível em Sua ira (63: 1-6), porém, inclina-se em bondade para com Seu povo, mostrando-lhes misericórdia e restaurando-lhes o consolo e deliciando-se em Sião (Is 66: 2; 13).

Em primeiro lugar o profeta faz uma pergunta a Deus, em suas visões, em nome de muitas nações: quem é esse que vem de Edom a Jerusalém depois de vingar Seu povo, com as vestes tintas de vermelho, num manto de esplendor e que marcha na plenitude da sua força? Edom está colocado aqui e em Isaías 34: 1-17 como o símbolo de todos os inimigos de Deus, como o símbolo de todas as nações que pecaram contra Ele, mas também tem relação com a destruição de sua própria terra, se compararmos com a profecia de Obadias (Ob 1-14). Então, Ele mesmo responde ao profeta: ‘Sou eu que falo em justiça, poderoso para salvar’. Ele está prestes a realizar a salvação do Seu povo, e a salvação é o resultado da Sua justiça.


Edom e Bozra


Bozra, ou Botsra, Botzrah, Bozrah (em hebraico: בצרה) foi a capital do povo de Edom, e cujo rei foi Jobabe (Gn 36: 33; 1 Cr 1: 44). Esaú ou Edom (Gn 36: 19) foi o irmão de Jacó, e habitou em Seir, uma montanha que antes pertencia a Seir, o horeu (Gn 36: 8- 9; Gn 36: 20); por isso, Edom é freqüentemente chamado de Seir. Ismael, filho de Abraão e Agar, teve doze filhos (que foram os príncipes das nações árabes) e uma filha chamada Maalate (Gn 28: 9), que se casou com Esaú (ou Edom). Nebaiote, o primogênito de Ismael foi o ancestral de uma tribo árabe que posteriormente deu origem aos Nabateus. Nebaiote (Nbayowth ou Nbayoth – Strong #5032) significa frutificação, fecundidade. Esses povos (descendentes de Ismael e de Esaú) foram povos aparentados com os descendentes de Isaque, filho de Abraão, mais tarde se opondo ao povo de Israel em várias ocasiões. Seus nomes aparecem em Is 60: 6-9, o que significa uma restituição de Deus em relação às afrontas e discórdias passadas entre Israel e esses povos, que viriam a Jerusalém com sua atual descendência para engrandecê-la com seus presentes por causa da luz do Messias, ou pelo menos, para ouvi-lo (Mc 3: 8: “... de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele”). A descendência dos edomitas espalhou-se pelas terras adjacentes ao Mar Vermelho subindo para norte onde também entraram em confrontos territoriais com os Filisteus, acabando por se estabelecer, mais tarde, no vale de Aqaba onde fundaram duas cidades muito importantes na rota do incenso: Bozra e Petra. Bozra significa ‘curral de ovelhas’ ou ‘aprisco de ovelhas’, indicando que era uma cidade de pastores no sudeste do Mar Morto, na terra de Edom. Hoje ela é uma pequena cidade da Jordânia no estado de Tafilah, chamada de Buseirah.

Em Is 21: 11-12 (Dumá) e Is 34: 1-17 também foi escrita uma profecia sobre a conquista de Edom (cf. Jr 49: 7-22; Ez 25: 12-14; Ez 35: 1-15; Am 1: 11-12; Ob 1-14; Ml 1: 2-5), provavelmente por parte dos assírios por volta do VIII século AC. As inscrições assírias mostram que Edom se tornou estado vassalo da Assíria em 736 AC, no reinado de Tiglate-Pileser III (745-727 AC). A Babilônia o conquistou mais tarde, e os outros profetas também profetizaram sobre isso. Os profetas Amós e Jeremias predisseram a destruição de Bozra (capital de Edom), que pode ser por Nabucodonosor em 581 AC ou pelos persas em 539 AC. No séc. III AC foi dominado pelos Nabateus (árabes), que acabaram por empurrar os habitantes de Edom para o sul da Judéia, e que mais tarde, foi chamado Iduméia. Judas Macabeu subjugou os Edomitas (séc. II AC) e João Hircano I (séc. II-I AC) os obrigou a circuncidar-se para poderem ser incorporados pelo povo judeu. O povo de Edom definitivamente foi destruído por Tito em 70 DC. Como escrevi nos capítulos 21 e 34, fica um pouco difícil localizar temporalmente a profecia naqueles trechos bíblicos, pois não se sabe a que opressor o profeta se referia, se Assíria ou Babilônia.

Os povos de Edom, Moabe e Amom (correspondente à atual Jordânia) não estarão sob o domínio do Anticristo, o que nos faz pensar que o Senhor separará um lugar de refúgio para o Seu povo (Dn 11: 41: “Entrará [O profeta está se referindo ao Anticristo] também na terra gloriosa [Israel], e muitos sucumbirão, mas do seu poder escaparão estes: Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom”), assim como o Monte Sião será também demarcado (Obadias 17; Ap 14: 1). A Bozra antiga no passado ficou deserta, a Bozra futura e a terra de Edom serão símbolo da paz entre as nações na época da 2ª vinda de Cristo.

Voltando a Is 63, o profeta faz outra pergunta: “Por que está vermelho o traje, e as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no lagar?”
E o Senhor responde que Ele pisou o lagar sozinho e ninguém estava ao Seu lado para ajudá-lo. A imagem figurada é apropriada, uma vez que a região em volta de Bozra era rica em vinhas. Ele continua: “pisei as uvas na minha ira; no meu furor, as esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo. Porque o dia da vingança me estava no coração, e o ano dos meus redimidos é chegado [NVI: ‘e chegou o ano da minha redenção’]. Olhei, e não havia quem me ajudasse, e admirei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu próprio braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve (cf. Is 59: 16-17). Na minha ira, pisei os povos, no meu furor, embriaguei-os, derramando por terra o seu sangue”.

‘Pisar o lagar’ é uma metáfora sobre pisar ou destruir os inimigos do Seu povo, como uma forma de vingança. Na figura abaixo nós vemos um lagar da Antiguidade (este data de mais ou menos 2.000 anos). Era uma espécie de cisterna rasa cavada na rocha, com a dimensão de aproximadamente 2,40m x 1,50 m e geralmente cercado com postes de madeira com e barrotes de madeira no teto, onde se amarravam cordas, que ficavam penduradas. Nelas, os pisadores de uva se seguravam para pisar as uvas. O suco de uva recém-espremido (mosto) corria por um canalete e era armazenado em buracos mais fundos cavados na rocha, como cavernas. Os homens desciam por uma escada e iam coletando o suco de uva em recipientes. A parte superior do lagar, onde as uvas eram pisadas se chamava gath; e a menor em baixo, de Yéqev ou Yeqavím (plural). Em Joel 3: 13 está escrita a palavra ‘compartimentos’ (ARA) ou ‘tanques’ (NTLH) ou ‘vasos dos lagares’ (ARC).


lagar na Antiguidade

lagar na Antiguidade

lagar na Antiguidade


Então, Deus fala que é chegado o ano dos Seus redimidos [NVI: ‘chegou o ano da minha redenção’], se referindo à época da graça do Senhor.
Em Is 59: 16-19 está escrito: “Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor [NVI: ‘Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu’]; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve. Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura da vingança e se cobriu de zelo, como de um manto. Segundo as obras deles, assim retribuirá; furor aos seus adversários e o devido aos seus inimigos [NVI: ‘aos seus adversários, o que merecem’]; às terras do mar, dar-lhes-á a paga. Temerão, pois, o nome do Senhor desde o poente e a sua glória, desde o nascente do sol; pois virá como torrente impetuosa, impelida pelo Espírito do Senhor [NVI: ‘Pois ele virá como uma inundação impelida pelo sopro do Senhor’]”.

Isaías recebeu a revelação do Messias como um homem de guerra, vestindo-se de zelo pelo nome e pela santidade de Deus (armadura) e se dispondo a vingar Seu povo daquilo que o prendia nas cadeias do pecado e das trevas. O Messias viu que não havia quem o ajudasse e o Seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a Sua própria justiça o susteve. Deus mostra a Isaías que Ele está presente como o Deus vivo e é temível em Sua ira. Ele veste as vestes de salvação e de vingança para libertar Seu povo (Is 59: 16-21).

Nós vimos que a vinda do Messias traria a vingança divina sobre os adversários dos judeus. Mas entre essas profecias (Is 59 e Is 63) e a vinda de Jesus houve muitas guerras e muitos instrumentos humanos de Deus para realizar a vingança do Senhor contra os inimigos de Israel. Muito sangue foi derramado (‘o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo’) e Deus realmente se vingou de ímpios, mostrando Sua soberania sobre os deuses das nações pagãs. Isso foi um preparo para a vinda de Cristo, que ninguém sabia quando ocorreria. Quando nós falamos sobre as características do Messias, algumas delas eram mais importantes, sendo que pessoas comuns personificavam aqui na terra o verdadeiro Messias por vir. As características eram: o Servo sofredor (algumas vezes representado pelo próprio profeta em sua árdua missão no meio daquele povo incrédulo) e o conquistador ungido (na figura de Ciro ou Davi), ou seja, de um rei que virá para governar sobre judeus e gentios, executando a vingança de Deus contra Seus inimigos, se vestindo com a armadura da salvação (Is 59: 16-21) e derrotando-os completamente, redimindo Seu povo.

No capítulo 63: 1-6 esse conquistador messiânico é um homem entre os homens, mostrando igualmente as qualidades do rei e do Servo, com os mesmos dotes espirituais deles. Ele também se mostra como o conquistador de Edom, uma tarefa que foi realizada através de Davi: Nm 24: 17-19 (a ‘estrela de Jacó’ diz respeito a Davi); 1 Cr 18: 11-12; 2 Sm 8: 13-14; Sl 60 (Quando lutou contra os siros da Mesopotâmia – 1 Cr 18: 3 – e os siros de Zobá, e quando Joabe regressou e derrotou doze mil edomitas no vale do Sal) cf. Sl 108: 6-13. Aqui, nós podemos ver a identidade do Conquistador Ungido com o Messias Davídico. Os judeus mantinham na mente a imagem física do Messias, como um guerreiro, vindo para libertar Seu povo de toda opressão. Entretanto, Ele viria trazendo um poderoso mover mundial, e junto com Ele um novo tempo, uma nova dispensação para a humanidade. Jesus, o Messias veio em forma humana, como era esperado pelos judeus, mas trouxe uma nova maneira de se guerrear, que eles não captaram nem aceitaram.

Assim, Deus mostra aqui a destruição dos edomitas, mas não deixa claro qual o personagem humano usado para esta destruição (‘o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo’), embora no âmbito espiritual nós saibamos que se trata de Jesus (cf. Is 53: na cruz Seu sangue foi derramado para propiciar a ira de Deus). Seja como for, Deus mostra que Ele não precisa da ajuda humana para realizar libertação.
A figura de um homem bêbado, cambaleante, mostra quão desnorteados ficarão os inimigos do povo de Deus com a vingança do Senhor.

Recordando a misericórdia do Senhor (A última oração do profeta) – v. 7-14.
• Is 63: 7-14: “Celebrarei as benignidades do Senhor e os seus atos gloriosos, segundo tudo o que o Senhor nos concedeu e segundo a grande bondade para com a casa de Israel [NVI: ‘à nação de Israel’], bondade que usou para com eles, segundo as suas misericórdias e segundo a multidão das suas benignidades. Porque ele dizia: Certamente, eles são meu povo, filhos que não mentirão [NVI: ‘são filhos que não me vão trair’]; e se lhes tornou o seu Salvador. Em toda a angústia deles, foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu, os tomou e os conduziu todos os dias da antiguidade [NVI: ‘nos dias passados’]. Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles. Então, o povo se lembrou dos dias antigos, de Moisés, e disse: Onde está aquele que fez subir do mar o pastor do seu rebanho? [NVI: ‘Onde está aquele que os fez passar através do mar, com o pastor do seu rebanho?’] Onde está o que pôs nele o seu Espírito Santo? Aquele cujo braço glorioso ele fez andar à mão direita de Moisés? Que fendeu as águas diante deles, criando para si um nome eterno? [NVI: ‘que dividiu as águas diante deles para alcançar renome eterno’] Aquele que os guiou pelos abismos [NVI: ‘e os conduziu através das profundezas’], como o cavalo no deserto [NVI: ‘em campo aberto’], de modo que nunca tropeçaram? Como o animal que desce aos vales [NVI: ‘como o gado que desce à planície’], o Espírito do Senhor lhes deu descanso. Assim, guiaste o teu povo, para te criares um nome glorioso”.

A partir daqui há uma oração do profeta até o final do capítulo 64, em que ele começa a mencionar as grandes bondades que Deus havia demonstrado para com os judeus, e isso para que Seu nome fosse um nome glorioso. Assim, Isaías os estimula a se lembrarem dos benefícios de Deus no passado para fortalecerem sua fé no presente e terem a certeza do livramento desse mesmo Deus. Os judeus dispersos poderiam crer Nele. Ele menciona o relacionamento de Deus com Israel nos primeiros dias de sua existência, quando os tirou do Egito e fez aliança com eles e disse que eles não mentiriam para Ele, ou seja, não o trairiam. Ele sabia que eles o trocariam por outros deuses, mas aqui Ele fala como se fosse um homem como eles, que esperasse gratidão em troca da Sua benevolência. Mesmo decepcionado com eles, Ele os salvou.

‘O Anjo da sua presença’ (‘da Sua presença’, literalmente: ‘do Seu rosto’, ‘da Sua face’, isto é, que permanece diante de Deus continuamente; no hebraico: ‘Paniym, Strong #6440) é o mesmo que a expressão comumente vista na bíblia em outras passagens do AT, ‘o Anjo do Senhor’, se referindo a Jesus. Ele apareceu para Moisés na sarça, como os conduziu pelo deserto e os salvou de muitas coisas. ‘Em toda a angústia deles, foi ele angustiado’ – mostra que Ele sofreu as aflições deles, e muito mais na cruz, de maneira definitiva para que a salvação fosse completa e eterna.

Então o povo se lembrou dos dias de Moisés e se pergunta se o mesmo Deus que livrou seus antepassados pode fazer o mesmo agora.
‘Aquele cujo braço glorioso ele fez andar à mão direita de Moisés’ – o Anjo do Senhor estava à direita de Moisés fazendo os milagres. Moisés era apenas Seu instrumento, mas o braço glorioso ou poderoso era o de Deus.

‘Aquele que os guiou pelos abismos, como o cavalo no deserto, de modo que nunca tropeçaram? Como o animal que desce aos vales], o Espírito do Senhor lhes deu descanso. Assim, guiaste o teu povo, para te criares um nome glorioso’ – Deus os dirigiu como um cavaleiro hábil dirige o seu cavalo numa planície aberta para que não tropece. Seu nome ficou famoso entre as nações por ter dividido o Mar Vermelho para eles passarem. Deus conduziu o Seu povo para lugares de descanso, como os animais descem das montanhas à planície para poder repousar. Canaã era o Seu lugar de descanso para eles.

A oração e a queixa do profeta – v. 15-19.
• Is 63: 15-19: “Atenta do céu e olha da tua santa e gloriosa habitação. Onde estão o teu zelo e as tuas obras poderosas? A ternura do teu coração e as tuas misericórdias se detêm para comigo! [NVI: ‘Retiveste a tua bondade e a tua compaixão; elas já nos faltam’!] Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece [NVI: ‘Abraão não nos conhece e Israel nos ignora’]; tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade NVI: ‘desde a antigüidade te chamas nosso Redentor’]. Ó Senhor, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos? Volta, por amor dos teus servos e das tribos da tua herança. Só por breve tempo foi o país possuído pelo teu santo povo; nossos adversários pisaram o teu santuário [NVI: ‘Por pouco tempo o teu povo possuiu o teu santo lugar; depois os nossos inimigos pisotearam o teu santuário’]. Tornamo-nos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste e como os que nunca se chamaram pelo teu nome [Nota da NVI: ‘Somos como aqueles que jamais governaste, como os que jamais foram chamados pelo teu nome’]”.

O profeta argumenta com Deus exaltando Sua bondade e, ao mesmo tempo, perguntando qual o motivo do Seu distanciamento em relação a eles. Ele o chama de Pai e Redentor, mas reconhece que seus corações estão endurecidos, por isso não sentem a Sua presença. Isaías sofre pelo estado do seu povo e pergunta ao Senhor até quando Ele vai se manter longe. Pede para que Ele volte para eles de novo. Abraão já está morto e não está consciente da condição atual dos seus descendentes. Mas desde os tempos antigos Deus foi o Redentor deles, e seu verdadeiro Pai. E agora, eles estão dispostos a confiar inteiramente Nele. Ele se refere ao Templo agora destruído e diz a Deus que o tempo que os Seus servos o possuíram foi muito pouco, comparativamente à Sua promessa. Também diz que o tempo que possuíram a terra de Canaã foi muito pouco também.

‘Tornamo-nos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste e como os que nunca se chamaram pelo teu nome’, ou segundo a nota da NVI, ‘Somos como aqueles que jamais governaste, como os que jamais foram chamados pelo teu nome’ – isso denota o afastamento e a falta de intimidade com Deus que eles sentem, como se jamais tivessem sido Seu povo, e sim, como os ímpios, que não eram chamados pelo Seu nome.

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

• Principal fonte de pesquisa: Douglas, J.D., O novo dicionário da bíblia, 2ª ed. 1995, Ed. Vida Nova.
• Fonte de pesquisa para algumas imagens: wikipedia.org e crystalinks.com

Sugestão para download:

tabela de profetas AT

Tabela dos profetas (PDF)

Table about the prophets (PDF)


livro evangélico: Profeta, o mensageiro de Deus

Profeta, o mensageiro de Deus

Prophet, the messenger of God


Este texto se encontra no 3º volume do livro:


livro evangélico: O livro do profeta Isaías

O livro do profeta Isaías vol. 1

O livro do profeta Isaías vol. 2

O livro do profeta Isaías vol. 3

The book of prophet Isaiah vol. 1

The book of prophet Isaiah vol. 2

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