Explicação de Ezequiel capítulo 40: as medidas do átrio exterior do templo, portões, câmaras internas e pórticos, os quartos da preparação dos sacrifícios, as mesas, câmaras dos cantores e a entrada do santuário.

Deus deu a Ezequiel a visão (572 AC) do novo templo (Ez 40–43), assim como reforçou os deveres dos sacerdotes (restauração do sacerdócio Levítico) e das leis mosaicas (Ez 44–46), incluindo a santificação do sábado e das festas e a instrução para líderes e magistrados. As visões finais mostram a divisão de terras entre as tribos (Ez 48).
Jesus veio, cumpriu as profecias como rei e sacerdote, ensinou o caminho certo através da Sua própria vida e reiniciou um trabalho de restauração no Seu povo para que todos os que são Seus tenham o clímax da perfeição, da santidade na Nova Jerusalém.
A Sua vinda, aboliu o modelo mosaico de serviço sacerdotal e o reestruturou em outras bases, por isso, o intuito de Deus e de Ezequiel não foi o restabelecimento dos sacrifícios como eram feitos no AT, e sim ensinar ao povo o padrão correto da adoração da maneira que eles entendiam e, portanto, prepará-los para a vinda de Jesus.
O templo visto por Ezequiel jamais foi edificado. O segundo templo, o de Zorobabel (templo reconstruído em 536 AC), foi uma tentativa de reconstruir o que tinha sido edificado por Salomão. Entretanto, erigido ou não, o templo de Ezequiel dava ao povo uma nova esperança de voltar a se sentir o povo escolhido. Era uma promessa real de ter sua vida espiritual restaurada. Eles viam o templo como o lugar onde Deus estava com eles, um lugar físico de adoração, não como sentimos o Espírito Santo hoje através de Jesus, pois nós somos o Seu santuário vivo.
A área sagrada descrita por Ezequiel no capítulo 48, de 25.000 côvados nos quatro lados (156,25 km²) nos faz perceber que com aquelas dimensões seria impossível construir algo semelhante nas montanhas da Judéia (em especial na Jerusalém antiga) sem alterar completamente a geografia da terra para aplaná-la, de maneira a prepará-la para a construção. A atual metrópole de Jerusalém possui cerca de 126 km² (ou 125,156 km²). A “Cidade Velha”, parte oriental da região metropolitana de Jerusalém, ocupa menos de 1 km².
O templo em si, com as dimensões de 500 côvados de lado (250 metros; com o côvado aproximado de 50 cm), não seria impossível de construir, uma vez que Herodes fez uma esplanada muito maior para o segundo templo.
O templo de Ezequiel nos revela muitas coisas, como a precisão, a meticulosidade de Deus, Seu cuidado com os detalhes e principalmente Seu alto padrão de santidade e que até hoje, nós não conseguimos entender totalmente. Ele nos ensina a misericórdia de Deus, Seu desejo de manter comunhão contínua conosco.
Dessa forma:
• O templo de Ezequiel é o SÍMBOLO de um lugar perfeito de adoração a Deus e de um relacionamento pleno com Ele, e a recompensa após tanto sofrimento.
• As medidas exatas e minuciosas para os recintos e câmaras do templo são SÍMBOLO da meticulosidade e da exatidão de Deus, que põe as coisas nos seus devidos lugares, para que Seu povo entenda que cada ato ou atividade que se pratique tem uma importância e um significado na nossa vida e no Seu contexto global para a humanidade.
• A cidade que ele descreveu e a divisão das terras entre as tribos são o SÍMBOLO do direito de cada filho de Deus sendo preservado e recompensado na morada celestial, onde haverá lugar para todo mundo, sem competição ou roubo de propriedades ou direitos de cidadania (Jo 14: 1-3: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas ([KJV: mansões; Strong #3438, μονή, moné: alojamento, moradia, quarto, residência, mansão). Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”).
A medida de comprimento usada no AT era o côvado, que corresponde à distância do cotovelo à ponta do dedo médio da mão de um homem, variando entre 44,4 a 45 cm (chamado de ‘côvado curto’ ou ‘côvado comum’).
As medidas antigas do côvado variavam um pouco entre os povos: o côvado babilônico era igual a 50,30 cm; o côvado longo ou côvado real egípcio variava de 52,40 a 52,50 cm.
Em Ezequiel, o côvado equivale a 51,8 cm ou 20,4 polegadas (1 polegada = 2,54 cm), ou seja, um côvado comum mais quatro dedos (7,4 a 8 centímetros; Ez 40: 5; 43: 13).
Em conseqüência, a ‘cana de medir’ ou a ‘vara de medir’ (Ez 40: 3; 41: 8) equivale a 3,11 metros, pois é igual a seis côvados de Ezequiel. Esse côvado de Ezequiel é também chamado côvado longo (côvado real egípcio), côvado primitivo ou côvado mosaico, usado para fins sacros, como foi o Tabernáculo e o Templo de Salomão [2 Cr 3: 3: o côvado ‘segundo o primitivo padrão’ (ARA) ou ‘pela medida antiga’ ou ‘pelo côvado antigo’ (NVI), traduzido como ‘segundo a primeira medida’ na KJV].
Uma vez que escolhi a NVI para facilitar o entendimento, e ela usa a medida de 50 cm para o côvado de Ezequiel, coloco entre parêntesis as medidas segundo o padrão de 51,8 cm usado pelo profeta.
Imagens cedidas pela FreeBibleimages (www.freebibleimages.org), e propriedade da Biblia Prints.
1 No início do vigésimo quinto ano do exílio, no início do ano, no décimo dia do mês, no décimo quarto ano depois da queda da cidade, naquele exato dia a mão do Senhor esteve sobre mim e ele me levou para lá.
2 Em visões de Deus ele me levou a Israel e me pôs num monte muito alto, sobre o qual, no lado sul, havia alguns prédios que tinham a aparência de uma cidade.
3 Ele me levou para lá, e eu vi um homem que parecia de bronze; ele estava em pé junto à entrada, tendo em sua mão uma corda de linho e uma vara de medir [ARA: uma cana de medir].
4 E ele me disse: “Filho do homem, fixe bem os olhos e procure ouvir bem, e preste atenção a tudo o que vou mostrar a você, pois para isso você foi trazido aqui. Conte à nação de Israel tudo o que você vai ver”.
No 25º ano do exílio (572 AC), quatorze anos depois da queda de Jerusalém, o Senhor deu novamente uma visão a Ezequiel, onde ele foi levado à terra de Israel a um alto monte (ver Ap 21:10) e no lado sul do monte havia alguns edifícios que tinham a aparência de uma cidade.
Ali ele viu um homem com a aparência como de bronze e estava de pé junto à entrada do edifício, com uma corda de linho e uma vara de medir. E ele disse a Ezequiel para estar atento a tudo o que se mostrasse a ele para que contasse à casa de Israel.
A linha de linho era para medir grandes distâncias e formas circulares. A vara de medição é para medir superfícies planas, por exemplo, uma parede. O comprimento da vara de medir (ARA: ‘cana’) no livro de Ezequiel é de 3,11 metros.
Nunca houve em Israel até hoje um monte tão alto ao norte de Jerusalém. Nós poderíamos pensar no Monte Hermom, onde ocorreu a transfiguração de Jesus, ao norte da Galiléia, mas nunca foi exatamente o território de Israel. O Monte Hermom, cujo pico atinge 2.814 m de altura, faz parte da cordilheira do Anti-Líbano, na fronteira entre Líbano e Síria. E isso já fala a favor de um templo espiritual, não físico.
5 Vi um muro que cercava completamente a área do templo. O comprimento da vara de medir (ARA: cana de medir) na mão do homem era de seis medidas longas, cada uma com meio metro (51,8 cm). Ele mediu o muro, que tinha três metros de espessura e três de altura (3,108 m = 1 cana, aqui eu aproximei para 3,11 m).
Ezequiel viu um muro que cercava completamente a área do templo. A largura do muro era de 1 cana, ou seja, 3,11 metros, e a altura de 3,11 metros.

6 Depois ele foi até a porta que dá para o oriente. Subiu os seus degraus e mediu a soleira da porta, que tinha três metros (3,11 m = 1 cana) de extensão [Hebraico massorético: ‘fundo’].
E foi até a porta oriental e subiu os degraus. A soleira da porta tinha 3,11 metros de profundidade.

7 As salas dos guardas [ARA: câmaras] tinham três metros (3,11 m = 1 cana) de comprimento e três metros de largura (3,11 m = 1 cana), e as paredes entre elas tinham dois metros e meio
de espessura (5 côvados = 2,59 m). A soleira da porta junto ao pórtico, defronte do templo, tinha três metros (3,11 metros = 1 cana) de extensão [Hebraico massorético: ‘fundo’].
8 Depois ele mediu o pórtico,
9 que tinha quatro metros (8 côvados = 4,144 m) de extensão [Hebraico massorético: ‘fundo’] e seus batentes [ARA: pilares] tinham um metro de espessura (2 côvados = 1,036 m). O pórtico estava voltado para o templo.
10 Da porta oriental para dentro havia três salas [ARA: câmaras] de cada lado; as três tinham as mesmas medidas, e as faces das paredes salientes [ARA: pilares] de cada lado tinham as mesmas medidas.
11 A seguir ele mediu a largura da porta, à entrada; era de cinco metros (10 côvados = 5,18 m), e seu comprimento era de seis metros e meio (13 côvados = 6,734 m).
12 Defronte de cada sala [ARA: câmaras] havia um muro de meio metro de altura (1 côvado = 51,8 cm), e os nichos [ARA: câmaras] eram quadrados, com três metros em cada lado (6 côvados = 3,108 m).
13 Depois ele mediu a entrada a partir do alto da parede do fundo de uma sala até o alto da sala oposta; a distância era de doze metros e meio (25 côvados = 12,95 m), da abertura de um parapeito até a abertura do parapeito oposto [ARA: Então, mediu a porta desde a extremidade do teto de uma câmara até à da outra: vinte e cinco côvados de largura; e uma porta defronte da outra].
14 E mediu ao longo das faces das paredes salientes (ARA: pilares) por toda a parte interna da entrada; eram trinta metros (60 côvados = 31,08 m). A medida era até o pórtico que dá para o pátio [ARA: Mediu a distância até aos pilares, sessenta côvados, e o átrio se estendia até aos pilares em redor da porta].
15 A distância desde a entrada da porta até a extremidade do seu pórtico era de vinte e cinco metros [50 côvados = 25,9 metros; ARA: Desde a dianteira da porta da entrada até à dianteira do vestíbulo da porta interior, havia cinqüenta côvados].
16 As salas e as paredes salientes [os pilares] dentro da entrada eram guarnecidas de estreitas aberturas com parapeito ao redor, como o pórtico; as aberturas que os circundavam davam para a parte interna. As faces das paredes salientes eram decoradas com tamareiras [ARA: Havia também janelas com fasquias fixas superpostas para as câmaras e para os pilares, e da mesma sorte, para os vestíbulos; as janelas estavam à roda pela parte de dentro, e nos pilares havia palmeiras esculpidas].
Ezequiel entrou pelo portão oriental e dentro dele havia 3 câmaras (Hebr.: ta, תָּא, Strong #8372, ‘celas’ ou ‘salas de guarda’) para os guardas do templo (os porteiros) de cada lado, com o comprimento igual à largura, ou seja, 1 vara de medir ou 6 côvados (3,11 m), e elas eram separadas por pilares de 2,59 m (5 côvados) de comprimento. Isso nos mostra que há um controle constante de quem entra e de quem sai do templo.

Na frente de cada câmara havia um pequeno muro de 1 côvado de altura (51,8 cm). Os pilares e as câmaras dos guardas continham aberturas laterais estreitas de cima a baixo, dos dois lados do portão. As faces das colunas (ou pilares) eram decoradas com tamareiras.


Voltando os rosto para a porta por onde ele havia entrado, sua largura era de 5,18 m (10 côvados) e sua altura, de 13 côvados (6,734 m).


As janelas vistas de fora
No final desse corredor, havia um pórtico que estava voltado para o templo. Ele tinha 8 côvados (4,144 m) de profundidade e seus pilares laterais tinham uma espessura de 2 côvados (1,036 m).
O pórtico também tinha as janelas estreitas nas suas laterais, dos dois lados. A soleira da porta junto ao pórtico, defronte do templo, tinha três metros (3,11 metros = 1 cana) de profundidade.


Acima: as medidas dentro do portão oriental: o espaço entre as câmaras (5 côvados = 2,59 metros), a largura e a profundidade das câmaras (1 cana = 3,11 metros), o pequeno muro na frente de cada câmara (1 côvado = 51,8 cm), a soleira do portão oriental (1 cana = 3,11 metros), a profundidade do pórtico (alpendre) do portão oriental (8 côvados = 4,14 metros de ‘fundo’), a espessura dos pilares laterais do pórtico (2 côvados = 1,036 m), a largura nas laterais da parede do pórtico (1 cana = 3,11 metros) e a seta indicando a presença de mais uma janela.
Imagem abaixo: Todo esse portão oriental, visto de fora tinha 31,08 metros de altura, 12,9 metros de largura e um comprimento de 25,9 metros.

17 Depois ele me levou ao pátio externo. Ali eu vi alguns quartos e um piso que havia sido construído ao redor de todo o pátio; nele havia trinta quartos [ARA: câmaras] ao longo de todo o piso.
18 Este era adjacente às laterais das entradas e sua largura era igual ao comprimento [a largura do piso era igual ao comprimento das portas]; esse era o piso inferior.
19 A seguir ele mediu a distância da parte interna da entrada inferior até a parte externa do pátio interno, o que deu cinqüenta metros (51,8 m = 100 côvados), tanto no lado leste como no lado norte.

No pátio externo havia 30 quartos (câmaras) ao redor, nos lados norte, leste e sul, ao redor de todo o pátio e o seu piso se encontrava num nível inferior ao pátio interior. Não havia essas salas do lado ocidental do templo.
A largura desse pátio era de 51,8 metros (côvados) no lado leste e no lado norte, e da abertura interna da porta oriental do pátio externo até a abertura da porta oriental do pátio interno. Mais adiante, nós vamos ver que a distância é igual também em relação ao portão sul.
Esses quartos ou câmaras serviam principalmente para alojar os sacerdotes e levitas que vigiavam e serviam no templo. Elas eram destinadas às refeições sagradas, onde os sacerdotes comiam as ofertas de sacrifício trazidas pelo povo, i.e., as ofertas de cereais e as ofertas pelo pecado.
Isso permitia que os adoradores participassem de atividades religiosas e aguardassem nos pátios, que eram adornados com um pavimento. Ezequiel viu trinta câmaras. As câmaras encontram-se em um pavimento que circunda o átrio. Este pavimento fica ao lado das três portas e é tão largo quanto o comprimento das portas (Ez 40: 18), ou seja, 50 côvados (25,9 metros; Ez 40: 15). Este é “o pavimento inferior”, porque o pátio interior, que é mais alto, também tem pavimento.
20 Mediu depois o comprimento e a largura da porta que dá para o norte e para o pátio externo.
21 Seus compartimentos, três de cada lado, suas paredes salientes e seu pórtico tinham as mesmas medidas dos compartimentos da primeira entrada. Tinham vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura [ARA: 50 côvados de comprimento e 25 côvados de largura; 25,9 x 12,9 metros].
22 Suas aberturas, seu pórtico e sua decoração com tamareiras tinham as mesmas medidas dos da porta que dava para o oriente. Sete degraus subiam até ela, e o seu pórtico ficava no lado oposto a eles.
23 Havia uma porta que abria o pátio interno e que dava para a porta norte, como também uma que dava para a porta leste. Ele mediu de uma porta à que lhe ficava oposta; eram cinqüenta metros [100 côvados = 51,8 metros].

Depois, ele mediu o comprimento e a largura da porta norte para o pátio externo.
Sua estrutura e medidas eram iguais à da porta leste: 25,9 metros de comprimento, 12,9 metros de largura e 31,08
metros de altura.
As janelas estreitas, o pórtico e a decoração com tamareiras eram iguais aos da porta leste.
Os degraus para se subir a ela eram 7, como os da porta oriental.
Havia um portão para o pátio interno, tanto no lado norte quanto no lado leste do templo.
E a distância entre as portas exteriores e as interiores era de 51,8 metros (100 côvados), ou seja, a largura do átrio exterior (imagem acima).
24 Depois ele me levou para o lado sul, e eu vi uma porta que dava para o sul. Ele mediu seus batentes e seu pórtico, e eles tinham as mesmas medidas das outras portas.
25 A entrada e o pórtico tinham aberturas estreitas ao seu redor, como as aberturas das outras. Tinham vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura [ARA: 50 côvados de comprimento e 25 côvados de largura = 25,9 x 12,9 metros].
26 Sete degraus subiam até ela, e o seu pórtico ficava no lado oposto a eles; havia uma decoração de tamareiras nas faces das paredes salientes em cada lado.
27 O pátio interno também tinha uma porta que dava para o sul, e ele mediu desde essa porta até a porta externa no lado sul; eram cinqüenta metros [100 côvados = 51,8 metros].
Havia uma porta para o sul e todas as suas medidas eram iguais às das outras. Ela também tinha aberturas estreitas ao seu redor. O número de degraus para se subir a ela também eram sete. O pátio interno também tinha uma porta que dava para o sul, e a distância entre as duas portas, também era de 51,8 metros (100 côvados).
28 A seguir ele me levou ao pátio interno pela porta sul e mediu a porta sul; suas medidas eram iguais às outras.
29 Suas salas, suas paredes salientes [ARA: pilares] e seu pórtico tinham as mesmas medidas dos outros. A entrada e seu pórtico tinham aberturas ao seu redor. Tinham vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura [ARA: 50 côvados de comprimento e 25 côvados de largura = 25,9 x 12,9 metros].
30 (Os pórticos das entradas ao redor do pátio interno tinham doze metros e meio de largura e dois metros e meio de extensão – Hebraico: ‘fundo’ = profundidade) [ARA: Havia vestíbulos em redor; o comprimento era de vinte e cinco côvados, e a largura, de cinco côvados = 12,9 metros x 2,59 metros].
31 Seu pórtico dava para o pátio externo; tamareiras decoravam seus batentes, e oito degraus subiam até a porta.
32 Depois ele me levou ao pátio interno no lado leste e mediu a entrada; suas medidas eram iguais às outras.
33 Suas salas, suas paredes salientes [ARA: pilares] e seu pórtico tinham as mesmas medidas dos outros. A entrada e seu pórtico tinham aberturas ao seu redor. Tinham vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura [ARA: 50 côvados de comprimento e 25 côvados de largura = 25,9 x 12,9 metros].
34 Seu pórtico dava para o pátio externo; tamareiras decoravam os batentes em cada lado, e oito degraus subiam até ela.
35 Depois ele me levou à porta norte e a mediu; suas medidas eram iguais às outras,
36 como também as medidas de suas salas, suas paredes salientes e seu pórtico, e tinha aberturas ao seu redor. Tinha vinte e cinco metros de comprimento e doze metros e meio de largura [ARA: 50 côvados de comprimento e 25 côvados de largura = 25,9 x 12,9 metros].
37 Seu pórtico dava para o pátio externo; tamareiras decoravam os batentes em ambos os lados, e oito degraus subiam até ela.
Os portões ao redor do pátio interno (Leste, Norte e Sul) tinham 12,9 metros de largura e 25,9 metros de comprimento, iguais aos dos portões exteriores, mas havia 8 degraus para subir a eles. A espessura (profundidade, Hebraico: ‘fundo’) desses pórticos dos portões internos era de 2,59 metros ou 5 côvados (ver figura abaixo).

38 Um quarto com sua entrada ficava junto do pórtico de cada uma das entradas internas, onde os holocaustos eram lavados [ARA: A sua câmara e a sua entrada estavam junto aos pilares dos vestíbulos onde lavavam o holocausto].
39 No pórtico da entrada havia duas mesas de cada lado, em que os holocaustos, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa eram abatidos.
40 Junto à parede externa do pórtico da entrada, perto dos degraus da porta norte, ficavam duas mesas, e do outro lado dos degraus havia duas mesas.
41 Havia, pois, quatro mesas num lado da entrada e quatro no outro, onde os sacrifícios eram abatidos. Eram oito mesas ao todo.
42 Também havia quatro mesas de pedra lavrada para os holocaustos, cada uma com setenta e cinco centímetros de comprimento e de largura (77 cm, 1 ½ côvado), e cinqüenta centímetros de altura (51,8 cm, 1 côvado). Nelas colocavam-se os utensílios para o abate dos holocaustos e dos outros sacrifícios [ARA: As quatro mesas para o holocausto eram de pedras lavradas; o comprimento era de um côvado e meio, a largura, de um côvado e meio, e a altura, de um côvado; sobre elas se punham os instrumentos com que imolavam o holocausto e os sacrifícios].
43 E ganchos de duas pontas, cada um com quatro dedos de comprimento (9 cm; outros dizem 7,5 cm), estavam presos à parede [da parede da sala], em toda a sua extensão. As mesas destinavam-se à carne das ofertas [ARA: Os ganchos, de quatro dedos de comprimento, estavam fixados por dentro ao redor [da parede da sala], e sobre as mesas estava a carne da oblação; KJV Fiel: E dentro [da câmara dentro do pórtico, não nas mesas] havia ganchos de um palmo de largura, presos ao redor [da parede da sala], e sobre as mesas estava a carne da oferta].


Junto ao portão interno do norte havia uma câmara, onde os holocaustos eram lavados (Ez 40: 38; cf. Lv 1: 9; 2 Cr 4: 6) – a 1ª imagem das duas acima.
No pórtico da entrada [da porta interior do norte] havia duas mesas de cada lado, em que os holocaustos, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa eram abatidos. E do lado externo, ao lado da escada, também haviam 2 mesas de cada lado. Assim, havia quatro mesas do lado de dentro, e quatro do lado de fora, ao todo oito mesas, sobre as quais eram mortos os animais oferecidos em sacrifício.
As mesas eram de pedras lavradas, com 77 cm de comprimento e de largura, e 51,8 cm de altura.
As paredes de dentro da câmara do pórtico do portão interior norte continham ganchos de duas pontas, cada um com quatro dedos de comprimento (9 cm; outros dizem 7,5 cm) em toda a sua volta e sobre as mesas estava a carne da oferta.
Nós podemos notar que, quando falamos sobre o portão exterior do leste, havia um pórtico de 4,14 m (8 cúbitos) de profundidade antes de entrar no átrio exterior do templo. E aqui, no v. 30 está escrito que nas portas interiores do templo, havia um pórtico na frente de cada portão, antes de passar pela 3 câmaras laterais, e esse pórtico (como se fosse uma outra câmara) tinha 2,59 metros (5 côvados) de profundidade: “Os pórticos das entradas ao redor do pátio interno tinham doze metros e meio de largura e dois metros e meio de extensão – Hebraico: ‘fundo’ = profundidade) [ARA: Havia vestíbulos em redor; o comprimento era de vinte e cinco côvados, e a largura, de cinco côvados = 12,9 metros x 2,59 metros]”.
Pois é num desses vestíbulos (ou pórticos ou alpendres), em especial aqui na porta norte do templo, que estavam essas mesas de abate e os ganchos nessas paredes. A KJV diz que sobre as quatro mesas de pedra lavrada se colocavam os utensílios para imolar o holocausto e o sacrifício. Mas eles eram guardados pendurados nesses ganchos das paredes dessa câmara. Ou esses ganchos eram o lugar onde se penduravam os sacrifícios abatidos para que o sangue possa escorrer.
44 Dentro do pátio interno havia dois quartos [câmaras dos sacerdotes (LXX) ou cantores (no massorético)] antes da porta interna; um ficava ao lado da porta norte que dava para o sul, e outro ao lado da porta sul [Hebr. Massorético: leste] que dava para o norte.
45 Ele me disse: “O quarto que dá para o sul é para os sacerdotes encarregados do templo,
46 e o quarto que dá para o norte é para os sacerdotes encarregados do altar. São eles os filhos de Zadoque, os únicos levitas que podem aproximar-se do Senhor para ministrar diante dele”.
47 Depois ele mediu o pátio [o pátio interno]: era quadrado, medindo cinqüenta metros de comprimento e cinqüenta de largura (100 côvados, 51,8 m). E o altar ficava em frente do templo.
Dentro do pátio interno havia dois quartos (‘câmaras dos sacerdotes’ ou ‘cantores’) antes da porta interna, um ao lado da porta norte, e que dava para o sul. E outro do lado da porta sul (Massorético: leste) que dava para o norte.
O quarto que dava para o sul era para os sacerdotes encarregados do templo [os sacerdotes que trabalhavam no Templo].
E o quarto que dava para o norte era para os sacerdotes encarregados do altar, os filhos de Zadoque, que podiam se aproximar do Senhor para ministrar diante dele [os sacerdotes que faziam o serviço do altar].
Essas câmaras de Ez 40 são salas de serviço e guarda, localizadas nos portões do pátio interno, como postos de serviço perto do altar.
Elas parecem ser salas de apoio direto ao funcionamento do dia a dia do santuário e do altar.
O pátio interno era quadrado, com cem côvados de comprimento e cem côvados de largura. E o altar ficava em frente ao templo (o santuário propriamente dito).

48 A seguir levou-me ao pórtico do templo e mediu os seus batentes [KJV Fiel: cada pilar do alpendre]; eles tinham dois metros e meio de largura em ambos os lados (cinco côvados = 2,59 m). A largura da entrada era de sete metros [14 côvados = 7,252 m], e suas paredes salientes [pilares] tinham um metro e meio de largura em cada lado [1,55 m = 3 côvados].
49 O pórtico tinha dez metros de largura (vinte côvados: 10,36 m) e seis metros (onze côvados: 5,698 m) da frente aos fundos. Havia um lance de escadas que dava acesso a ele, e três colunas em cada lado dos batentes [ARA: Havia colunas junto aos pilares, uma de um lado e outra do outro].
O homem o levou até o pórtico do templo (do santuário propriamente dito) e mediu as ombreiras do pórtico (os batentes ou pilares), e tinham 2,59 m de largura (5 côvados).
E a largura da parede nas laterais da entrada eram de 1,55 m (3 côvados) de largura de cada lado.
O pórtico tinha dez metros de largura (20 côvados: 10,36 m) e 11 côvados (5,698 m) de profundidade. Havia uma escada de dez degraus que dava acesso a ele, e duas colunas de cada lado dos pilares.

Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).



Table about the prophets (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
PIX: msearaagape@gmail.com
E-mail: msearaagape@gmail.com