Estudo sobre o templo de Zorobabel e Herodes: construção, utensílios, átrios, portas, câmaras laterais, medidas. Pórtico de Salomão, Porta de Nicanor, a Estoa Real, o Soreg.

O segundo templo iniciado por Zorobabel demorou quatro anos para ser construído [520-516 AC – 2º ao 6º ano de Dario I (r. 522-486 AC): Ag 2: 10; 18; Ed 6: 15]. Esse templo foi quase que demolido por Herodes, o Grande, para uma reconstrução que iniciou em 19 AC e terminou em 64 DC, no reinado de Agripa, num total de 83 anos. Perdurou até 70 DC, quando Tito o destruiu.
O templo de Salomão foi construído em 966 AC e caiu nas mãos dos Babilônios em 586 AC, portanto, durou 380 anos.
O segundo templo, construído por Zorobabel e dirigido pelo sacerdote Esdras, após o exílio na Babilônia: os exilados retornaram para Jerusalém em 538 AC com os utensílios tomados por Nabucodonosor (Ed 1: 7-11). Iniciaram a construção do novo templo em 536 AC, mas pararam até 520 AC e terminaram em 516 AC (Ed 1: 1-11; Ed 3: 2-3; 8; 10). Portanto, esse templo demorou quatro anos para ser construído [520-516 AC – 2º ao 6º ano de Dario I (r. 522-486 AC): Ag 2: 10; 18; Ed 6: 15] e perdurou mais do que o de Salomão.
Portanto, o segundo templo perdurou por 517 anos (desde 536 AC, quando foi dada a liberação para sua construção por Ciro II, até o início de uma reconstrução por Herodes, o Grande, em 19 AC).
O segundo foi invadido por Pompeu, general romano, em 63 AC, mas não foi destruído. Em 19 AC, Herodes, o Grande, pôs abaixo grande parte da construção antiga e iniciou sua restauração; depois de 46 anos (Jo 2: 20 – 27 DC) ainda não havia sido concluída. Ela terminou em 64 DC, no tempo de Agripa, filho de Herodes Agripa I. Este templo de Herodes perdurou até 70 DC, com a queda de Jerusalém nas mãos de Tito [A tradição judaica sustenta que o Segundo Templo foi destruído no ano 68 da Era Comum (e não no ano 70), pois eles fazem uso da era conhecida como Anno Mundi, a “era da criação”, em suas transações de datas].
Assim, “Segundo Templo” é uma designação usada para os templos de Zorobabel e de Herodes. Num total, o segundo templo (Zorobabel e Herodes) durou 606 anos (536 AC a 70 DC).
O tempo de duração de cada um deles varia muito de acordo com as datas do calendário judaico do Seder Olam Rabbah (‘A Grande Ordem do Mundo’ – uma cronologia em língua hebraica do século II DC que detalha as datas dos eventos bíblicos desde a criação até a conquista da Pérsia por Alexandre, o Grande); de acordo com as datas do calendário cristão introduzido no século VIII, conhecido como Anno Domini (‘Ano do Senhor’), separando os eventos ocorridos antes de depois de Cristo (AC e DC, este último também chamado de EC – Era Comum) e de acordo até com as datas fornecidas por alguns historiadores da Antiguidade usando outro sistema de datação, como Josefo, por exemplo, que em suas obras históricas, muitas vezes faz uso da era selêucida (também conhecida como Ano de Alexandre) para marcar eventos importantes, bem como a era das Olimpíadas.
Esdras voltou da Babilônia em 480 AC para ministrar no novo templo. Segundo estudiosos, este templo tinha 60 côvados de comprimento (31,08 metros) e 30 de altura (15,54 metros) e ao redor também havia depósitos e aposentos para os sacerdotes (Ed 6: 3). A arca da Aliança havia desaparecido e nunca mais foi recuperada nem substituída (Jr 3: 14-18). Assim, o segundo templo foi menor e menos opulento que o primeiro. Por isso, alguns do povo choraram ao ver a construção do segundo templo: Esdras 3: 8-13 (com enfoque nos versículos 12 e 13) e Ageu 2: 1-9. Em lugar dos candeeiros de Salomão foi construída outra menorá de sete lâmpadas, juntamente com a mesa para os pães e o altar do incenso. Esses objetos foram novamente tomados dos Israelitas pelo rei selêucida Antíoco IV ou Epifânio por volta de 168-166 AC (período do domínio selêucida sobre Israel), colocando ali uma estátua pagã (‘a abominação desoladora’ – Dn 11: 31; Dn 12: 11; ou ‘o abominável da desolação’ – Mt 24: 15). Sob a liderança de Judas Macabeu, o templo foi purificado e, já nos fins de 164 AC, seus móveis foram substituídos. Os judeus transformaram o recinto numa fortaleza tão poderosa que resistiu ao cerco de Pompeu durante 3 meses (63 AC). Quando Pompeu chegou a Jerusalém, sua primeira ação foi inspecionar a cidade. Josefo escreve: “... pois ele percebeu que as muralhas eram tão firmes que seria difícil transpô-las; e que o vale (Tiropeon) diante da muralha era terrível; e que o templo, que ficava dentro desse vale, estava também circundado por uma muralha muito forte, de tal forma que, se a cidade fosse tomada, esse templo seria um segundo lugar de refúgio para o onde o inimigo poderia se retirar.” [Flávio Josefo, A Guerra dos Judeus i.vii. §1.1].

O Segundo Templo construído por Zorobabel e dirigido por Esdras

O Segundo Templo na época dos Macabeus
Herodes, o Grande, iniciou a restauração do templo em 19 AC, mas prosseguiu com sua reparação por Agripa, filho de Herodes Agripa I, até 64 DC. Tito o destruiu totalmente em 70 DC. Portanto, o Templo de Herodes durou cerca de 89 anos. Quando concluído, o monte do Templo era uma plataforma murada em forma de um trapézio escaleno de 472 metros de Norte a Sul (1) e cerca de 304 metros de Leste a Oeste (2). Media cerca de 144 km² [Fonte: BYU Religious Studies Center New Testament History, Culture, and Society]. Seus muros foram construídos com enormes blocos de pedra de 60 cm de altura e 5 metros de comprimento (Mc 13: 1) [J. D. Douglas – ‘O Novo Dicionário da Bíblia’ – edições vida nova, 2ª edição 1995], embora Flávio Josefo mencione: “Ora, o templo foi construído de pedras brancas e resistentes; o comprimento de cada uma era de vinte e cinco côvados (13,00 m), a altura de oito (4,2 m) e a largura de cerca de doze (6,3 m). O templo também tinha portas na entrada e vergas sobre elas, da mesma altura do próprio templo” [Flávio Josefo, ‘Antiguidades dos Judeus’, xv.xi.§ 3]. O muro leste tinha 466 m de comprimento. O muro sul 278 m. O muro oeste tinha 485 e o norte estendia-se por 316 m [Fonte: Bible-Scenes.com]. As medidas variam um pouco de uma fonte para outra dependendo do valor usado para o côvado sacro ou mosaico (51,8 cm), que foi usado na sua construção; portanto, os arredondamentos podem ser para mais ou para menos, mas não há uma grande discrepância. Seria algo parecido com isso:

Formato trapezóide da plataforma do templo de Herodes
Segundo Flávio Josefo, o templo propriamente dito foi construído em um ano e meio (pelos próprios sacerdotes instruídos por Herodes, porque gentios não poderiam construir os átrios santos). Os pórticos e pátios circundantes em oito anos (‘Antiguidades’ xv.xi.§ 5 e 6). Porém, a construção de todo o complexo continuou por mais de oitenta anos a partir do momento em que foi iniciado e só foi concluída em 64 DC (‘Antiguidades’ Antig.xx.ix.§ 7), num total de 83 anos. A maioria dos eruditos acredita que o côvado usado na construção do templo foi o côvado longo, conhecido como côvado sacro, côvado primitivo ou côvado mosaico, mencionado em Ez 43: 13 (51,8 cm, um côvado mais quatro dedos).
No lado sudeste, de frente para o vale de Cedrom, o Átrio interno do templo ficava cerca de 50 metros acima da rocha, sem contar a descida até a base do Vale (3), o que pode confirmar os escritos de Josefo a respeito de uma altura imensa se contarmos a base do vale e o topo da Estoa Real: “E este claustro (Ele falava do Pórtico Real ou Estoa) merece ser mencionado melhor do que qualquer outro sob o sol. Pois, embora o vale fosse muito profundo e seu fundo não pudesse ser visto, se você olhasse de cima para as profundezas esta elevação imensamente alta do claustro se erguia acima daquela altura: de modo que se alguém olhasse para baixo do topo das ameias, ou abaixo de ambas as altitudes, ele ficaria tonto: embora sua visão não pudesse alcançar tamanha profundidade” [Flávio Josefo, ‘Antiguidades dos Judeus’, xv.xi.§ 5]. Alguns historiadores fazem uma hipótese de 167 m. Talvez, o parapeito acima dessa extremidade fosse o pináculo (4) do templo (Mt 4: 5), como cogitou o arqueólogo Benjamin Mazar.
Por isso havia uma rampa (5) que conduzia os adoradores desse nível até o nível do átrio. Ao Noroeste do templo ficava a Fortaleza Antônia (6). O átrio externo do templo, também chamado Pátio dos Gentios (7), no seu lado sul tinha um edifício dentro dos muros, que era chamado de Pórtico Real ou Estoa (8). Na sua frente havia duas passagens (9) para a muralha sul do templo que se abria para a cidade pelas Portas de Hulda (10).

Vista panorâmica do templo de Herodes

Pináculo do templo
Para proteger o Templo Sagrado, Herodes construiu a Fortaleza Antônia no muro noroeste do mesmo, sobre uma antiga fortaleza de reis e sumo sacerdotes Hasmoneanos; e eles a chamavam de torre (Báris), na qual eram guardadas as vestes do sumo sacerdote, que só as colocava no momento de oferecer sacrifício. Essas vestes, o rei Herodes, manteve naquele lugar; e depois de sua morte ficaram sob o poder dos romanos até o tempo de Tibério César. Quando Herodes, o Grande, a fortificou, ele lhe deu o nome em honra a Marco Antônio, o triúnviro, que era seu amigo e o governante romano da Judéia; por isso, o nome da torre: Antônia. As paredes eram quadradas, fortes, e de extraordinária firmeza [Flávio Josefo, ‘Antiguidades dos Judeus’, xv.xi.§ 4]. A Fortaleza Antônia era a residência do procurador romano quando estava em Jerusalém e foi construída por Herodes, o Grande, para proteger o templo. Ali ficava a guarnição romana. De cima das torres os soldados observam o templo e por uma ou duas portas eles podiam andar sobre a muralha que o contornava. Havia uma passagem subterrânea da Fortaleza Antônia para o interior do templo e se abria no átrio das mulheres, do lado oriental [Flávio Josefo, ‘Antiguidades dos Judeus’, xv.xi.§ 7].

A Fortaleza Antônia
A Estoa Real (8) (Ha-stav ha-Malkhuti, הסטיו המלכותי, também conhecida como Colunata Real, Pórtico Real ou Basílica Real – não confundir com as Colunatas ou Pórtico de Salomão), também foi construída por Herodes, o Grande. Era uma basílica. Na Roma antiga, uma basílica era um grande edifício público com múltiplas funções, geralmente construído ao lado do fórum da cidade. Ela correspondia a um elemento de arquitetura grega que consistia de um corredor amplo ou pórtico coberto destinado ao uso público, com o teto sustentado por colunas ou pilares. Estoa, em grego é escrito como Στοά; stoá; lit. ‘pórtico’ ou ‘colunata’; pl. stoai. A Estoa era um centro de atividade pública e comercial (era usada para bancos, tribunais e outras transações comerciais). Seu canto sudoeste era o local onde um sacerdote tocava o chifre de carneiro para anunciar o início dos dias sagrados para o povo dos bairros residenciais e comerciais de Jerusalém. Até a década de 30 DC, o Pórtico serviu como sede do Sinédrio. Alguns historiadores da Antiguidade acham que a Estoa Real de Herodes servia como uma ‘casa da moeda’, administrada pelo sacerdócio.

Desenho hipotético do Interior da Estoa Real
O historiador Flávio Josefo em sua obra “Antiguidades dos Judeus” elogiou a estrutura do prédio pela sua bela construção (Antig. xv.xi.§ 5: “este claustro merece ser mencionado melhor do que qualquer outro sob o sol”) e escreveu que a Basílica tinha quatro fileiras de colunas ao longo do seu do comprimento, cada uma das fileiras composta por 40 colunas; portanto, tinha três salões paralelos, sendo o corredor do centro de 13,5 metros de largura e os dois laterais de 9 metros. Cada coluna tinha aproximadamente 1,5 metros de diâmetro e 15 metros de altura. O corredor central tinha o dobro da altura dos corredores, provavelmente quase 30-33 metros de altura. O arqueólogo israelense Ehud Netzer estima que a Estoa Real tinha aproximadamente 33 metros de largura e 240 metros de comprimento, embora Josefo dê seu comprimento como um estádio romano (185 metros). O teto era ornado de esculturas em madeira, representando todas as espécies de desenhos. Josefo descreve também mais duas colunas, somando 162 colunas no edifício, e se cogita que elas estivessem provavelmente na extremidade oriental da nave central, pois esse tipo de arquitetura greco-romana costumava ter um remate oriental semicircular com as 2 últimas colunas, e na extremidade ocidental havia uma porta.

Pórtico Real ou Estoa Real sobre o muro sul – reconstrução (Museu de Israel em Jerusalém)
Flávio Josefo, na sua descrição do Templo de Herodes, mencionou um total de 22 ou 23 portas grandes em todo o templo. Algumas fontes podem mencionar diferentes números de portas, devido a diferentes interpretações das fontes de Josefo ou a inclusão de portas menores ou de aberturas em muros de separação. Na verdade, podemos contar com exatidão dez portas nos pátios internos: as quatro do lado norte e sul do santuário, a Porta Formosa e a de Nicanor (isso sem contar as duas menores ao lado da porta principal de Nicanor e as duas secundárias de entrada lateral no Átrio das Mulheres, mas que não têm nome = quatorze) e oito nos muros externos que levavam à cidade (ver abaixo). Isso daria um total de 22 portas, de fato.
Evidências arqueológicas determinaram que havia as seguintes portas exteriores da cidade para o monte do templo: um no leste (Portão Dourado), dois no sul: a Porta dupla e a Porta tripla de Hulda, que vemos na imagem abaixo (10), quatro no oeste: o Arco de Robinson, o Arco de Wilson, a porta de Barclay e a porta de Warren (que veremos a seguir). O Portão do norte, perto da Fortaleza Antônia, que muitos se referem como a Porta das ovelhas (ou Portão Tadi, segundo a Mishná), é um portão de menor importância (mas do mesmo tamanho das demais portas) e não servia como entrada de peregrinos.
A entrada mais comum para os peregrinos que vinham ao templo, e passavam pelos mikveh (os tanques de banho ritual) eram os dois esplêndidos portões do sul, o Portão Duplo e o Portão Tríplice de Hulda, na frente de uma escadaria de 30 degraus, de cerca de 64 m de comprimento. Os degraus eram agrupados 2 a 2, e terminavam num grupo de 4, no cimo. Os Portões de Hulda conduziam através de corredores abaixo do Estoa, subindo para a praça do Templo e serviam como a entrada principal do complexo do Templo para os adoradores. Essas duas entradas (9), você pode ver acima na imagem panorâmica do templo.

Vista sul do templo – Portas de Hulda

Detalhe do chamado Monumento de Hulda ou Tumba de Hulda

O Arco de Robinson
Modelo de reconstrução do Arco de Robinson original
A escadaria e o arco é o que chamamos hoje de Arco de Robinson. O arco de Robinson é o nome dado aos restos de um arco (ou ponte) no lado sudoeste do templo em Jerusalém. Foi erguido por Herodes o Grande no final do séc. I AC (20 ou 19 AC), e destruído após a Primeira Guerra judaico-romana (66-70 DC). O arco de Robinson foi assim nomeado em homenagem ao estudioso bíblico americano Edward Robinson, que identificou seus remanescentes em 1838. Seu trabalho era voltado à geografia e à arqueologia bíblica. Ele foi construído para ligar o vale de Tiropoeon com o Pórtico Real (8), o prédio localizado na parte sul. A porta se abria dentro do Pórtico Real na área do templo. O Arco de Robinson foi uma das quatro portas ao longo da parede ocidental do mesmo, ao lado do conhecido Arco de Wilson (Ao norte do Arco de Robinson). O arco de Robinson tinha mais ou menos quinze metros de comprimento e três metros e meio de largura, começando a doze metros ao norte do canto sudoeste do muro, e com uma altura de mais ou menos dezesseis metros (outros pesquisadores dizem vinte e três metros) acima do nível da rua que corria paralelo ao Muro das Lamentações, um local destinado a orações para os judeus fiéis e para os gentios que visitam Jerusalém. Nos dias de Herodes havia casas muito bonitas na Colina Ocidental de Jerusalém.
O Arco de Wilson é o nome moderno de um antigo arco de pedra em Jerusalém, o primeiro de uma fileira de arcos que sustentavam uma grande ponte conectando Monte do Templo à Cidade Alta na Colina Ocidental e levava ao Palácio do Rei (“Nos lados ocidentais do recinto do templo havia quatro portões; o primeiro levava ao palácio do rei e seguia para uma passagem sobre o vale intermediário” – Flávio Josefo, “Antiguidades dos Judeus” – xv.xi.§ 5). Segundo Josefo, ao sul do arco de Wilson, entre ele e o arco de Robinson, havia uma terceira porta no muro ocidental (a porta de Barclay); e ao norte do arco de Wilson, antes de chegar à área norte do templo, havia uma quarta porta, chamada porta de Warren. Essas duas portas não existem mais fisicamente, mas a área onde elas ficavam (o muro oeste), é hoje um local sagrado no Muro das Lamentações.

Lado oeste do templo Herodes com o arco de Robinson e o arco de Wilson

O que restou do arco de Robinson

O muro de lamentações em Jerusalém

Fonte da imagem: Música ‘Gadol Elohai’, de Joshua Aaron (Vídeo by Aspiring Productions)
Atualmente, no Muro das Lamentações, há uma passagem que leva ao Arco de Wilson à esquerda, sob o qual os judeus fizeram uma sinagoga.

O Arco de Wilson (maquete HolyLand)

Vista nordeste do templo – Pórtico de Salomão – Portão Dourado

A Porta Dourada ou Portão Dourado atualmente
A Porta Dourada (em hebraico: שער הרחמים– Sha`ar Harahamim, ‘Portão da Misericórdia’) também é conhecida como Portão de Ouro, Portão Dourado. Em árabe é conhecida como Portão da Vida Eterna, Portão da Misericórdia (Bab al-Rahma, para a porta do sul) e Porta do Arrependimento (Bab al-Taubah, para a porta do norte). De todos os portões da Cidade Velha, o Portão Dourado era o mais antigo deles e era usado na Antiguidade como uma passagem direta para o Templo. Ele está localizado no terço norte do muro leste da Cidade Velha. O Portão Dourado atual pode ter sido construído pelo Imperador Justiniano I em 520 DC, sobre ruínas de outras construções em Jerusalém. Certos historiadores acham que ele foi construído no século VII pelo califado Omíada. Mas a Mishná se refere a ele como o ‘Portão de Shushan’ (ou Susã, em Português), pois o relaciona a um portão oriental do Segundo Templo em Jerusalém, quando os exilados voltaram da Babilônia; por isso ele recebeu esse nome. Diz-se que os judeus gravaram a imagem da cidade de Susã no portão como gratidão aos persas na construção do Segundo Templo [Fonte: The Temple Institute]. Outras fontes de literatura hebraica, porém, dizem que foi Ciro mesmo que ordenou os construtores a esculpirem uma imagem do horizonte de Susã sobre a entrada principal, pois ele estava preocupado com a possibilidade de uma rebelião judaica e para lembrar seus súditos judeus de que eles ainda eram súditos do Império Persa. Segundo fontes rabínicas, inclusive Flávio Josefo, o portão do tempo de Herodes manteve o padrão de todos os outros, com vinte côvados de altura e dez côvados de largura (10 metros x 5 metros), suas portas tinham a verga quadrada e eram revestidas de ouro. Realmente, a estrutura atual não tem características Herodianas. Rabinos dizem que uma ponte o ligava ao Monte das Oliveiras, sobre o Vale de Cedrom e por ali os sacerdotes entravam e saíam do templo para os seus rituais como, por exemplo, soltando o bode expiatório (she‘ir l’azazel (שעיר לעזאזל) para o deserto como propiciação no ‘Yom Kippur’ (o ‘Dia da Expiação’) [Fonte: The Temple Institute].
O atual Portão Dourado foi reconstruído sobre as ruínas do antigo portão por onde Jesus entrou na cidade no domingo antes da Páscoa (Domingo de Ramos) e foi destruído pelos romanos em 70 DC. Vendo-o do lado de dentro dos muros, nota-se que ele possui dois pórticos abobadados: a Porta da Misericórdia (Bab al-Rahma – sul) e a Porta do Arrependimento (Bab al-Taubah – norte). Essa porta passou por muitas intervenções: foi fechada pelos muçulmanos em 810, reaberta em 1102 pelos cruzados e murada por Saladino após recuperar Jerusalém em 1187.
Como Jerusalém foi saqueada em 1244 por outros adeptos do Islamismo (os tártaros corásmios) e entre 1250 e 1517 os mamelucos destruíram os lugares sagrados dos cristãos no Monte Sião, é de se supor que o muro anterior foi novamente aberto no lugar onde estava a porta. Ela foi reconstruída por Solimão I, o magnífico (Em turco: Süleyman ou Kanunî Sultan Süleyman – 1494-1566), sultão otomano no séc. XVI (1541) junto com as muralhas, mas a fechou com grandes pedras e permaneceu assim até hoje. Essa evidência arqueológica foi encontrada pelo arqueólogo James Fleming em 1969, ao cair num buraco cheio de ossos naquele local e descobrir o arco de uma porta, gravado na pedra do buraco, do mesmo formato que a porta do lado de cima, provavelmente da época de Jesus ou Salomão. Mas suas investigações não puderam prosseguir porque um cemitério muçulmano foi construído no local. Segundo informações de alguns pesquisadores, o Sultão bloqueou a porta com pedras para que o Messias não pudesse entrar na cidade de Jerusalém e assim não se cumprisse a profecia de que o Messias entrará por essa porta na 2ª vinda. O cemitério muçulmano construído ali também barraria Seu caminho. Poderia haver também uma razão defensiva para fazê-lo.
Segundo a tradição judaica, seria por esse portão que o Messias profetizado no Antigo Testamento iria utilizar para entrar na cidade, pois para eles a presença divina aparecia sempre pelo leste, o lado do nascer do sol (Ez 43: 4: “A glória do Senhor entrou no templo pela porta que olha para o oriente”). E aparecerá outra vez quando o Messias vier. O oriente era o lado de onde viria a salvação, o Messias. Ezequiel escreveu: “Então, o homem me fez voltar para o caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente, a qual estava fechada. Disse-me o Senhor: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, permanecerá fechada” (Ez 44: 1-2). Embora os judeus achem que uma nova porta será aberta para o Messias naquele local, nós cristãos podemos ver essa profecia já cumprida, pelo fato de Jesus ter entrado por ela (Lc 19: 28-40; Ez 44: 2) e atualmente ela estar selada. Nós podemos afirmar isso pelas próprias palavras de Jesus: “Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreende os teus discípulos! Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19: 39-40). Ezequiel escreveu que essa porta ficaria fechada e não mais se abriria, e de fato, está fechada. Jesus disse que as próprias pedras clamariam se Seus discípulos se calassem, e de fato as pedras que ali estão proclamam a veracidade da Sua palavra; elas mostram que ali houve uma porta por onde o Messias entrou em Jerusalém.
[Fonte: vídeo de Rodrigo Silva – Programa: Evidências NT – 033 A Porta Dourada (Série Evidências) – Novo Tempo – YouTube, 01/02/13].
Ainda no lado exterior do muro norte, ao lado da Fortaleza Antônia há um outro portão, chamado “Portão Tadi”. O Portão Tadi era pouco usado (J. D. Douglas – ‘O Novo Dicionário da Bíblia’ – edições vida nova, 2ª edição 1995). Ele é citado na Mishná como o portão norte mais próximo do Lugar da Lareira e da Câmara de Imersão dos Sacerdotes dentro do Pátio dos sacerdotes na área do templo. Esse portão, conseqüentemente, não servia de entrada para peregrinos, mas era usado apenas pelos sacerdotes do Templo que se haviam se tornado impuros e imergiam no banho ritual de purificação da piscina. Eles entravam e saíam por um túnel especial diretamente para portão. Há quem opine que o nome não era Tadi, mas Tari, o que indica o batente especial do portão, construído com duas pedras, uma apoiada na outra, formando um triângulo – ‘tri’ em grego [Fonte: The Temple Institute]. Como todos os portões do Templo Sagrado, o Portão Tadi 20 tinha côvados de altura (10 metros) e dez côvados de largura (5 metros). Não há referência dele na obra de Flávio Josefo, apenas na Mishná.

Maquete da Fortaleza e do Portão Tadi (com topo triangular) – wikipedia.org
O Pórtico de Salomão ou Colunatas de Salomão ou Alpendre de Salomão (ARC 1969) se prolongava por todo o lado oriental (Jo 10: 23; At 3: 11; At 5: 12). Ele se abria para o lado leste das muralhas pelo Portão Dourado. Era debaixo dessas colunatas que os escribas mantinham suas escolas e seus debates (Lc 2: 46; Lc 19: 47; Mc 11: 27); e na frente, no pátio dos gentios, é que comerciantes e cambistas tinham instalado as suas mesas (Jo 2: 14-16; Lc 19: 45-46). Não confundir com o Pórtico Real ou Estoa, que serviu como Sinédrio e outros assuntos comerciais e políticos para os sacerdotes e líderes.

Colunatas de Salomão (Pórtico de Salomão)
Como eu falei antes, o átrio externo do templo era também chamado Pátio dos gentios. O local era basicamente um bazar, com comerciantes vendendo muitas coisas, em especial os animais para sacrifício e produtos comestíveis para as ofertas no templo durante as festas. A moeda também era trocada: a moeda romana trocada por dinheiro de Tiro (moeda grega), pelo dinheiro judeu local (cunhado talvez em Cesaréia) e inclusive pelo siclo do templo, principalmente quando Jerusalém estava lotada de peregrinos judeus que vinham para a Páscoa. Foi ali que Jesus expulsou os cambistas e vendedores em sinal de indignação contra o comércio na Casa de Deus. Todos sabiam que os adoradores deveriam apresentar um sacrifício considerado sem defeito pelo sacerdote. Sabiam que os que ali vinham deveriam pagar o imposto per capita, utilizando a moeda do templo (o siclo do santuário), pois os sacerdotes se recusavam a aceitar moeda estrangeira. Seus cambistas estavam ali para trocar o dinheiro. Só não conseguiam reconhecer que o faziam a taxas exorbitantes e que rejeitavam qualquer animal que não fosse comprado no templo por esses preços inflacionados. Era uma grande hipocrisia disfarçada de culto adequado a Deus. Era por isso que Jesus se irava. O santo e o profano caminhavam juntos ali na Casa de Seu Pai. Isso O perturbava muito: a falta de reverência a Deus, a exploração, o roubo, a hipocrisia, a falsidade, a injustiça e o pecado.
A área interior estava um pouco mais elevada que o Pátio dos Gentios, e era cercada por uma balaustrada (Significa uma série de balaústres; balaústre é um pequeno pilar ou coluna ornamental, formando um corrimão, parapeito ou grade) chamada balaustrada de Soreg (סורג, Soreg, em hebraico significa ‘portão’, ‘grade’). Para subir para o ‘santuário’, o pátio de Israel, dentro da balaustrada de Soreg, havia uma escada de 14 degraus, como escreveu Josefo na sua obra ‘A Guerra dos Judeus’: “Pois aquele segundo [pátio] do templo era chamado santuário, e subia-se até ele por quatorze degraus a partir do primeiro pátio”. De acordo com Josefo, o Soreg tinha 1,57 m de altura. A área entre o Soreg e o Pátio de Israel é chamada de Cheil (em Hebr. significa ‘muralha’, em grego: períbola, Peribolou, περίβολος; entre muitos significados: território, distrito, circunscrição). A largura do Cheil era de dez côvados (1 côvado = aproximadamente 50 centímetros ou 20 polegadas) ao redor de todo o Pátio, portanto, 5 metros. Somente judeus puros (da impureza espiritual devido ao contato com um cadáver) tinham permissão para entrar.

Em 1871, o arqueólogo francês Charles Simon Clermont-Ganneau descobriu uma estela perto de um pátio no Monte do Templo em Jerusalém e a identificou como sendo a ‘Inscrição de Aviso do Templo’, também conhecida como ‘Inscrição da Balaustrada do Templo’ ou ‘Inscrição do Soreg’. A pedra tem 90 centímetros de comprimento por 60 centímetros de altura e 39 centímetros de profundidade. A inscrição do Soreg é uma inscrição que alertava os gentios a não entrar nos recintos sagrados do Templo, onde os judeus costumavam ter acesso à área interior, ou seja, o Pátio de Israel. A inscrição estava em escrita uncial grega, que é um estilo de escrita em letra maiúscula, com traços simples, arredondados e uniformes, utilizado para o estudo de manuscritos antigos para o grego e o latim, especialmente livros antigos em pergaminho. A gravação de letras maiúsculas gregas deve ter sido feita por um pedreiro bastante habilidoso. A inscrição diz, em grego, em sete linhas:
ΜΗΟΕΝΑΑΛΛΟΓΕΝΗΕΙΣΠΟ
ΡΕΥΕΣΟΑΙΕΝΤΟΣΤΟΥΠΕ
ΡΙΤΟΙΕΡΟΝΤΡΥΦΑΚΤΟΥΚΑΙ
ΠΕΡΙΒΟΛΟΥΟΣΔΑΝΛΗ
ΦΘΗΕΑΥΤΩΙΑΙΤΙΟΣΕΣ
ΤΑΙΔΙΑΤΟΕΞΑΚΟΛΟΥ
ΘΕΙΝΘΑΝΑΤΟΝ
A tradução é: “Que nenhum estrangeiro entre dentro do parapeito (na balaustrada; em grego ‘trifato’, Tryphaktou, τρύφακτος) e da divisória (o pátio entre o santuário, chamado períbola; Peribolou, περίβολος) que circunda o recinto do Templo (‘o Lugar Santo’, chamado ‘o hieron’, ‘To hieron’, Το ἱερόν). Qualquer um que for pego [violando] será responsabilizado por sua morte subsequente.”
Após a descoberta da inscrição, ela foi confiscada pelas autoridades otomanas e atualmente se encontra no Museu de Antiguidades de Istambul (um Museu arqueológico). Em 1935, um fragmento parcial de uma cópia da inscrição foi encontrado por J. H. Iliffe do lado de fora do Portão dos Leões, em Jerusalém; ela está exposta no Museu de Israel.
O historiador Flávio Josefo menciona a existência de várias estelas em grego e latim, erguidas em intervalos iguais, proibindo os estrangeiros de cruzar os recintos sagrados. Como a advertência era para estrangeiros e não para judeus ela não era escrita em hebraico. Servia para proteger apenas o pátio interno do Templo. Na verdade, não eram os judeus que tinham a autoridade de aplicar a pena de morte, particularmente a não judeus, mas isso viria das mãos de Deus.
Uma vez que foi Herodes quem escreveu a inscrição, deduz-se que esse aviso se aplicava a gentios não convertidos, pois Herodes era um idumeu (edomita) convertido e não excluiria a si mesmo ou a seus descendentes. Alguns estudiosos dizem, porém, que se referia a todos os gentios. Josefo diz em ‘Antiguidades dos Judeus’ xv.xi.§ 5 que Herodes entrava pelo Soreg, mas não podia entrar no pátio do altar, nem no pátio dos sacerdotes, nem no santuário propriamente dito.


Detalhe da Balaustrada (Soreg)

Inscrição de aviso do Templo (Inscrição do Soreg) que se encontra na Turquia

Inscrição de aviso do Templo (fragmento) que se encontra em Israel
Todas as portas internas do Templo eram de vinte côvados de altura (10 m) e dez côvados de largura (5 m) e tinham uma verga quadrada (com exceção do Portão Tadi, no muro norte do Templo), e suas portas foram revestidas de ouro e prata. Mas, o Portão Tadi mantinha vinte côvados de altura (10 metros) e dez côvados de largura (5 metros), como todos os outros.
Segundo Flávio Josefo, havia dez entradas do pátio dos gentios para os pátios internos: quatro portões davam acesso para os lados norte e sul (1) do Pátio do templo, e um portão dava acesso para o lado leste – A Porta Formosa do templo (2). Da torre da Fortaleza Antônia havia uma passagem subterrânea para a Porta Formosa (dentro dos muros, no Átrio das Mulheres). Também havia uma que levava do Pátio das Mulheres ao Pátio de Israel, chamado de Portão Nicanor (3). Portanto: havia dez portas para os pátios internos (sem contar as duas portas laterais de Nicanor e as duas laterais do Átrio das mulheres (4), que eram portas secundárias e não tinham nomes = quatorze). Os trabalhos e pesquisas mais recentes mostram as duas portas laterais para o Átrio das mulheres [“O Templo Sagrado de Jerusalém”, Rabino Yisrael Ariel, editora Sêfer]; as fontes mais antigas não mostram.


Entrada norte do Pátio Interno
O primeiro átrio do lado de dentro do templo (o Átrio das Mulheres – 17) continha o gazofilácio (o lugar onde eram colocadas as contribuições dos adoradores para o templo – Mc 12: 41-44), logo dentro da Porta Formosa. Segundo Flávio Josefo, quatro grandes candelabros foram colocados neste pátio, cada um com quatro lâmpadas, para acender o templo, especialmente na Festa dos Tabernáculos.


Também havia quatro câmaras: a Câmara da Madeira (nordeste), a Câmara dos Nazireus (sudeste), a Câmara dos Óleos (sudoeste) e a Câmara dos Leprosos (noroeste).

Câmaras no Átrio das Mulheres
Aos homens era permitido entrarem no Pátio de Israel (18), elevado acima do nível do Átrio das Mulheres (17), e no tempo da Festa dos Tabernáculos eles podiam entrar no átrio mais interno (Pátio dos Sacerdotes – 19) para andarem ao redor do altar do holocausto. Do Átrio das Mulheres, homens e mulheres podiam observar os sacrifícios pela Porta de Nicanor.

Portão de Nicanor
O Portão de Nicanor (20) separava o Átrio das Mulheres do Pátio de Israel (18), onde apenas os homens entravam e subiam por 15 degraus. Segundo Josefo, a porta tinha 25 metros de altura e 20 de largura, necessitando do esforço de 20 homens para ser movida. Segundo achados arqueológicos (Palestine Exploration Fund Quarterly Statement, 1903), seu nome se deve a Niconor, um judeu que pertencia a uma rica família judia Alexandria, que é mencionado nas obras de Josefo e no Talmude como o doador das portas de bronze do Pátio das Mulheres no Segundo Templo em Jerusalém.
O Pátio de Israel era um espaço longo e estreito, separado do Pátio dos Sacerdotes (ou Pátio do Templo) por uma linha na calçada. Os homens israelitas tinham permissão para entrar para orar ou prostrar-se. O Pátio de Israel media 135 por 11 côvados (70 m x 5,8 m). Indivíduos impuros, bem como aqueles que precisavam trazer uma oferta para completar o processo de purificação, mas ainda não o haviam feito, tinham a entrada proibida. Alguém que estivesse impuro por tocar em um morto tinha permissão para entrar no Monte do Templo, mas não para entrar no Pátio de Israel [Fonte: The Temple Institute].

O Pátio de Israel e dos sacerdotes
Do lado de fora do Santuário, no Pátio do Templo (ou Pátio dos sacerdotes), três andares de aposentos (23) rodeavam os lados norte, sul e oeste, até a uma altura de 40 côvados (20,52 metros). As portas e as câmaras eram as seguintes:

As portas laterais do Pátio do Templo (norte e sul) e suas câmaras interiores
O Pátio do Templo (Pátio dos Sacerdotes) tinha quatro portões no sul, começando pelo sudoeste:
• O Portão Superior (Sha`ar HaElyon) – recebeu esse nome, talvez, porque estava situado na subida da montanha ou por estar acima do Pátio das Mulheres.
• O Portão do Acendimento ou do combustível (Sha`ar HaDelek), onde a madeira era trazida.
• O Portão dos Primogênitos (Sha`ar HaBechorot), onde as pessoas ofereciam os animais primogênitos.
• O Portão da Água (Sha`ar HaMayim), onde um frasco de água da fonte de Siloé era trazido para ser usado na libação de água na festa de Sucot (a Festa dos Tabernáculos). Acima deste portão, havia um banho ritual (a Câmara de Imersão do sumo sacerdote) no qual o sumo sacerdote se imergia no Yom Kippur (O Dia da Expiação).
No lado norte, começando pelo noroeste, havia outros quatro portões:
• O Portão da Centelha ou Porta de Jeconias (Sha`ar Yechonyah), onde os entraram os reis da linhagem davídica (Jeconias foi o último antes do cativeiro). Esse portão também era chamado de Portão da Centelha porque acima dele estava o Lugar da Centelha, uma câmara onde o fogo era mantido aceso e de onde se retirava uma centelha caso o fogo do altar dos sacrifícios [‘mizbeach’ מִזְבַּח] se apagasse.
• O Portão da Oferta (Sha`ar HaKorban), onde as ofertas mais santas eram trazidas para o abate, pois o abate e a coleta do sangue eram feitas ao norte do Pátio. Em outras palavras, as ofertas de devoção e adoração, como o holocausto (‘ôlâ qorbân ou oleh qorbân).
• O Portão das Mulheres (Sha`ar HaNashim), onde as mulheres entraram no Pátio principal (O Azara) para orar, agradecer ou para oferecer seus sacrifícios, como por exemplo, a purificação após o parto, a oferta pela culpa, seus holocaustos etc.
• A Porta do Canto (Sha`ar HaShir), onde os levitas entraram com seus instrumentos musicais.
Acima das portas, no lado norte, havia câmaras no edifício, começando pelo nordeste:

As câmaras do pátio interno
• O Salão das Pedras Lavradas (hebraico: לשכת הגזית Lishkat haGazit), também conhecido como a Câmara de Pedra Lavrada, era o local de reunião, ou câmara do conselho do Sinédrio durante o período do Segundo Templo (século VI AC- I DC). O Talmude deduz que ele foi construído na parede norte do Templo em Jerusalém, e assemelhava-se a uma basílica, metade dentro do santuário e metade fora, com portas que davam acesso tanto ao templo quanto ao exterior, por duas entradas: uma no leste e outra no oeste.

A Câmara de Pedras Lavradas – local de reunião do Sinédrio
• A Câmara da Madeira era a câmara do sumo sacerdote, onde se colocava a Menorá e onde ele ficava 7 dias antes do Dia da Expiação.
• A Câmara do Poço. Desta câmara, a água era fornecida para uso dos sacerdotes. Havia uma roda (hebraico: galgal) localizada dentro da câmara, que era usada para extrair água de um poço no solo.
• A Câmara da Lareira tinha duas entradas. Uma dava para o Pátio e a segunda entrada dava para o Cheil (O Pátio Interno dentro do Soreg). Segundo fontes rabínicas, os sacerdotes que serviam no Templo dormiam em um dormitório chamado Sala da Lareira, devido à lareira que mantinha os aposentos aquecidos. A Sala da Lareira era construída na parte leste da muralha norte que circundava o recinto sagrado do Templo propriamente dito (o Pátio do Templo ou o Pátio dos Sacerdotes). Dentro do recinto sagrado, os sacerdotes eram obrigados a estar em estado de pureza ritual, de modo que o dormitório tinha seu próprio banho ritual em uma câmara inferior, fora do recinto sagrado. Nos quatro cantos do Lugar da Lareira, havia pequenas câmaras para as ofertas de animais ‘aprovados’ (cordeiros sem manchas), para os sacerdotes fazerem o pão da proposição e para a câmara onde os sacerdotes desciam por uma escada em espiral para a Câmara de Imersão.

Câmara de Imersão dos sacerdotes
• Ainda no lado norte, mais para o noroeste, havia uma última câmara, a Câmara da Centelha, acima do Portão da Centelha (também chamado de Portão de Jeconias), era guardada pelos sacerdotes; ali, o fogo era mantido aceso e dele se retirava uma centelha caso o fogo do altar [‘mizbeach’ מִזְבַּח] se apagasse.
No lado sul do Pátio, havia mais câmaras no edifício, começando pelo sudeste:
• Acima do Portão da Água havia duas câmaras: a Câmara de Avtinas (a Câmara do Incenso) e, adjacente a ela, a Câmara de Imersão do sumo sacerdote. Na Câmara de Avtinas, o incenso sagrado era preparado e armazenado. Segundo relatado na Mishná, a família Avtinas era a única que conhecia o segredo de como preparar o incenso. Estranho eles dizerem que havia 11 especiarias, quando Deus deu apenas 4 para Moisés (Estoraque, Ônica, Gálbano e Franquincenso), temperadas com sal.
• Acima do Portão dos Primogênitos, onde as pessoas ofereciam os animais primogênitos, provavelmente havia mais uma câmara.
O altar era construído com pedras toscas, não lavradas, e estava a 22 côvados (11,40 metros) de distância do pórtico do santuário. Ali, apenas os sacerdotes e levitas podiam servir na área ao redor do altar. O altar de pedra media 12 m x 12 m x 4,5 m. Uma rampa levava ao topo do altar que tinha chifres nos quatro cantos. Ao norte do altar estava o Lugar do Abate, onde os animais eram sacrificados e esfolados. Entre o altar e o templo havia uma grande bacia de bronze fornecendo água para lavar. Cada um dos sacerdotes lavava as mãos e os pés antes e depois de oficiar no templo (Ex 30: 20-21).

O Altar – Bible-Scenes.com (Jeremy Park)

O Pátio onde os sacrifícios eram feitos – Bible-Scenes.com (Jeremy Park)

O plano do santuário era uma cópia do templo de Salomão
Doze degraus levavam ao Pórtico (21) ou ’ülâm, onde estavam quatro grandes colunas de mármore. Cada degrau da escada tinha ½ côvado de altura (25,9 cm). A entrada para o Pórtico (22) era a maior de todas as portas do Templo. Tinha 40 côvados de altura (20,72 metros) e 20 côvados de largura (10,36 metros). Os outros portões eram de 20 côvados de altura (10,36 m) e 10 côvados de largura (5,18 m). Na entrada do Pórtico não havia porta, mas uma cortina de linho fino, bordada em cor azul, escarlate e púrpura. Acima da entrada do Pórtico havia cinco vergas decorativas de madeira de carvalho.
O Pórtico tinha 100 côvados de comprimento, 100 côvados de altura (51,80 metros) e 11 côvados (5,69 m) de largura (profundidade) e sua parede era revestida de ouro. Ele se estendia mais quinze côvados para o norte e quinze côvados para o sul, tornando-o 30 côvados mais comprido que Santuário (‘Naós’). Este espaço, chamado de ‘Casa das facas de abate’, era onde os levitas costumavam armazenar as facas para o sacrifício. O espaço era, portanto, de 11 côvados (5,69 m) de largura e 15 côvados (7,77 m) de comprimento de cada lado.
Espigões de ouro se projetavam do telhado para impedir que as aves ali se instalassem.

Segundo a explicação da Mishná [Middot.4.7.2], o templo de Herodes (o edifício do santuário) tinha 100 côvados de comprimento (Leste-Oeste) e 70 côvados de largura (norte-sul) e 100 côvados de altura, do chão do pátio até os espigões do telhado. Como eu disse antes, o Pórtico tinha 100 côvados de comprimento, 100 côvados de altura (51,80 metros) e 11 côvados (5,69 m) de largura (profundidade) e se estendia mais quinze côvados para o norte e quinze côvados para o sul, portanto, ele tinha 30 côvados a mais do que o comprimento do Santuário.


As câmaras laterais:
• Havia três andares de câmaras laterais (tzla'ot), numa altura total de 60 côvados (30 a 31,5 metros, considerando a medida bíblica do côvado de 50 cm a 52,5 cm). A largura das câmaras aumentavam a cada andar, variando de 5 a 7 côvados, devido aos degraus de recuo nas paredes externas do templo.
• Havia um espaço de 3 côvados (1,55 m) entre a parede da câmara e a parede externa do templo do lado sul destinado ao escoamento da água da chuva, como uma calha. Em hebraico, esse espaço é chamado de Beit Horadat HaMayim, que se traduz literalmente como “Casa da Descida das Águas”. No tratado da Mishná chamado Middot (4:7), esse espaço também é chamado de Makom Horadat HaMayim, “o lugar de descida da água”. A água, então, descia até os sistemas de drenagem subterrâneos, e não se infiltrava nas paredes das câmaras sagradas.
• No lado norte do Templo havia também um espaço semelhante de 3 côvados (1,55 m) que continha uma rampa ou escadaria em caracol usada para acessar o teto do edifício, e era chamado de Mesibbah (מְּסִבָּה), traduzida como “escada em caracol”, como em 1 Rs 6: 8 (ARA: ‘caracóis’; NVI: ‘escada’) e Ez 41: 7 (ARA: ‘curvatura’; NVI: ‘escada’).
As medidas do templo são as seguintes:
Comprimento do Templo (Leste-Oeste): 100 côvados (51,8 m)
A parede do pórtico – 5 côvados (2,59 m).
A área do pórtico – 11 côvados (5,69 m).
A parede que separava o pórtico do Lugar Santo – 6 côvados (3,108 m).
O Lugar Santo (Hekhal) – 40 côvados (20,72 m).
Espaço entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos – No Primeiro Templo havia uma parede real neste espaço, mas no Segundo Templo havia duas cortinas a 1 côvado de distância uma da outra (51,8 cm).
Santo dos Santos – 20 côvados (10,36 m).
A parede ocidental do templo – 6 côvados (3,108 m).
A largura das câmaras do lado ocidental – 6 côvados (3,108 m).
A largura da parede das câmaras do lado ocidental – 5 côvados (2,59 m).
Total = 100 côvados.
Largura do Templo (Norte-Sul): 70 côvados (36,26 m)
A parede externa do templo – 5 côvados (2,59 m).
A largura da mesibbah – 3 côvados (1,554 m).
A parede da câmara – 5 côvados (2,59 m).
A câmara do nível do andar intermediário– 6 côvados (3,108 m).
A parede que separava a câmara do Lugar Santo (Hekhal) – 6 côvados (3,108 m).
O Lugar Santo (Hekhal) – 20 côvados (10,36 m).
A parede oposta do Lugar Santo – 6 côvados (3,108 m).
A câmara do lado sul – 6 côvados (3,108 m).
A parede da câmara – 5 côvados (2,59 m).
A Casa da Descida das Águas – 3 côvados (1,554 m).
A parede externa do templo – 5 côvados (2,59 m).
Total = 70 côvados.
É interessante notar que, dos setenta côvados, 32 eram ocupados por paredes. As paredes eram numerosas e muito espessas.
A porta de entrada para o Lugar Santo tinha vinte côvados de altura (10,36 m) e dez côvados de largura (5,18 m). A parede na entrada tinha cinco côvados de espessura (2,59 m). Cada uma das quatro portas (as folhas da porta) tinha cinco côvados de largura (2,59 m) e dez côvados de altura (10,36 m). Os dois lados da porta eram afixadas do lado externo, de modo que elas se abriam para dentro. Elas também eram trancadas por dentro. Por isso, havia dentro do Pórtico uma porta lateral a essa porta de entrada para o Lugar Santo, para que um sacerdote tivesse acesso a ela para trancá-la.
Segundo Flávio Josefo, ao lado dessa porta, no espaço do Pórtico, havia quatro colunas, duas de cada lado (como se vê nas imagens de moedas e sinagogas da época). Ele também descreve uma videira de ouro pendurada nela, que foi colocada acima da porta e enrolada em torno dos pilares: “O templo também tinha portas na entrada, e vergas sobre elas, da mesma altura do próprio templo. Eram adornadas com véus bordados, com suas flores de púrpura, e colunas entrelaçadas; e sobre estas, mas sob o trabalho de coroa, estava estendida uma videira dourada, com seus galhos pendurados de uma grande altura, cuja grandeza e fino acabamento eram uma visão surpreendente para os espectadores, ao verem a grande quantidade de materiais que havia e com que grande habilidade o acabamento era feito” (“Antiguidades dos Judeus” Antig. xv.xi.§ 3). Ela era decorada com os dispendiosos presentes trazidos para o templo, ou seja, quando alguém doava ouro para uso no Santuário, sua doação era moldada no formato de uma folha ou cacho de videira. Sempre que necessário, algumas folhas da videira eram removidas e o ouro era usado para financiar reformas.
Naquelas escadas, os sacerdotes se reuniam diariamente para recitar a bênção sacerdotal sobre o povo (Nm 6: 23-27). Atrás dessa porta dupla havia uma grande cortina de várias cores, antes de se entrar no Lugar Santo [fonte: BYU Religious Studies Center; New Testament History, Culture, and Society – LDS].

A Porta do Santuário
O Santo Lugar, assim como o Santo dos Santos, era totalmente revestido de ouro, e ali estava a Menorá, a mesa com os Pães da Proposição [ou Pães da Presença] e o altar do de ouro. Apenas os sacerdotes podiam entrar para acender as lâmpadas e queimar incenso (como Zacarias, pai de João Batista). A lâmpada era a única fonte de luz no templo. Este Santo Lugar (25) tinha 40 côvados (20,72 metros) de comprimento, 20 côvados (10,36 metros) de largura e 40 côvados (20,72 metros) de altura.

Lugar Santo (Bible-Scenes.com)
Uma cortina dividia o Santo Lugar do Santo dos Santos (‘o véu’: Mt 27: 51; Mc 15: 38 cf. 2 Cr 3: 14 – não foi colocada a porta da madeira que havia entre o Santo dos Santos e o Lugar Santo no templo de Salomão). O véu do templo consistia em duas cortinas penduradas a cerca de 1 côvado de distância uma da outra. A cortina externa estava enrolada no lado sul, e a interior do lado norte. Elas forneciam um corredor para o sumo sacerdote entrar no Santo dos Santos, para que ninguém mais pudesse ver o recinto. E somente o sumo sacerdote poderia entrar no Santo dos Santos uma vez por ano [Fonte: BYU Religious Studies Center New Testament History, Culture, and Society – LDS]. E ali não havia mais a Arca da Aliança, apenas um quadrado vazio [Bible-Scenes.com].
O santuário interno (o Santo dos Santos – 26) tinha aproximadamente 10,36 metros de comprimento, 10,36 metros de largura e 40 côvados (20,72 metros) de altura. O interior era coberto com placas de ouro batido. Um aposento vazio por cima do Lugar Santo e do Santo dos Santos se elevava até à altura do pórtico, 100 côvados (51,80 metros), assim tornando nivelado o telhado. Esse recinto ficava vazio porque a Arca da Aliança não existia mais. Um recesso na rocha indicava onde antes ficava a arca. No Dia da Expiação, o sumo sacerdote aspergiu o sangue do sacrifício, como no AT era feito sobre a Arca da Aliança.

O Lugar vazio, sem a Arca da Aliança
Essa estrutura foi destruída pelos romanos em 70 DC. O candelabro, a mesa dos pães da proposição e outros objetos (por exemplo, as trombetas de prata, como foi dito a respeito do Arco de Tito) foram levados triunfalmente para Roma.
É interessante perceber que houve um ‘acréscimo de detalhes’, podemos dizer, e conseqüentemente, um significado espiritual mais profundo desde o Tabernáculo de Moisés no deserto, o Templo de Salomão e o segundo Templo restaurado por Herodes. Não houve apenas um enriquecimento material como o ouro e os utensílios colocados no edifício e os enfeites e presentes ofertados até pelos reis gentios. Houve também um significado espiritual para cada uma dessas Casas que o Senhor separou e consagrou para estar com Seu povo na terra, mostrando também uma unção maior e uma responsabilidade maior a cada um de Seus filhos.
O Tabernáculo de Moisés, embora embelezado e enriquecido com o ouro trazido do Egito, tinha uma simples cortina de linho separando o povo de Deus das coisas do mundo, e um altar de bronze e uma bacia de lavar, cortinas e vestes naqueles que ministravam para mostrar o que Deus queria mostrar com ‘santidade’. Quando Salomão construiu o templo, já houve uma mudança: não mais cortinas, mas portas, maior quantidade de ouro e utensílios maiores. Os três recintos (o Santo dos Santos, o Lugar Santo e o Átrio Exterior) permaneciam, mas a bíblia não diz que o Templo de Salomão tinha muros ao redor. O Talmude cita quatro recintos: o Pátio Exterior, onde as pessoas se reuniam para adorar (judeus e gentios tementes ao Deus de Israel – 1 Rs 8: 41-43; 2 Cr 6: 31-32), o Pátio Interno ou Pátio dos Sacerdotes e o próprio edifício do Templo com o Lugar Santo (hekhal) e o santuário interno chamado o Santo dos Santos ou Kodesh HaKodashim ou Debir.
Quando observamos o Templo de Herodes, por exemplo, notamos uma diferença maior, não apenas na sua estrutura mais requintada e mais fortalecida com portas e muralhas fortes, como também uma sensação de separação maior entre os judeus e os não judeus. É como se houvesse, espiritualmente falando, mais dificuldade de se chegar ao Santuário propriamente dito, como se Deus estivesse deixando claro para nós que há uma necessidade de separação maior para nos achegarmos a Ele e sermos Seus sacerdotes na terra.
Quanto mais nós quisermos ter intimidade com Ele, mais teremos que nos separar das coisas do mundo e do pecado. Isso muda completamente o nosso conceito de vida cristã, muitas vezes deixando de lado os costumes religiosos e sem devoção, porque já se tornaram uma triste rotina, e passamos a buscar a Deus com mais intensidade e nos entregando mais à Sua vontade e ao Seu projeto.

Jesus tornou tudo mais simples
Uma coisa que me chamou a atenção neste estudo foram os detalhes do serviço sacerdotal daquela época, como as especificações de portas, câmaras e serviços de cada levita; algo tão rígido e cheio de tantas minúcias e que Jesus tanto condenou, pois não era na força humana que se atingia a perfeição nem a salvação. Não era por obras que se conquistava a santificação ou agradaria a Deus, mas pela humildade e pela simplicidade da entrega a Ele, aceitando o Seu senhorio, Sua soberania e Seu sacrifício propiciatório. E enquanto eu estava meditando sobre isso, me veio à mente uma imagem interessante: eu não vi mais nada no pátio dos sacerdotes, apenas uma cruz, e ao olhar para o Santuário, me veio apenas a lembrança da cortina rasgada e a luz do trono de Deus, disponível para todos aqueles que querem, de verdade, fazer do seu corpo, da sua alma e do seu espírito um santuário vivo para Jesus habitar (Jo 2: 19-21; 1 Co 3: 16-17; 1 Co 6: 19-20).

“E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21: 5a)
Fontes:
• J. D. Douglas – ‘O Novo Dicionário da Bíblia’ – edições vida nova, 2ª edição 1995.
• Wikipedia.org
• Bible-Scenes.com (Jeremy Park) – imagens bíblicas grátis
• Universidade de Chicago – https://penelope.uchicago.edu/josephus/ant-15.html – tradução de ‘Antiguidades dos Judeus’ de Flávio Josefo
• The Temple Institute
• https://dubitando.orgfree.com/josefo4.htm
• https://sacred-texts.com/jud/josephus/index.htm William Whiston, Translator [1737]

Estudo Evangélico sobre o Templo de Herodes (PDF)
Evangelical study about the temple of Herod (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
PIX: msearaagape@gmail.com
E-mail: msearaagape@gmail.com