Explicação de Ezequiel capítulo 38: nos últimos dias uma coalizão de nações vindas do extremo norte invadirá Israel, lideradas por Gogue. Quem são Gogue, Magogue, Meseque, Tubal e as nações aliadas?
Explanation of Ezekiel chapter 38: in the last days a coalition of nations from the far north will invade Israel, led by Gog. Who are Gog, Magog, Meshech, Tubal and the allied nations?

Aqui, o Senhor está se referindo a tempos muitos distantes, aos últimos dias e à Sua restauração eterna de Israel. Haverá uma invasão de Israel por uma coalizão de nações nos “últimos dias” (Ez 38:8,16), lideradas por um personagem chamado Gogue, e vindos do extremo norte (Ez 38:6 – “do lado do Norte”) da Terra. Mas Deus promete intervir a favor do Seu povo, livrando-os de uma maneira sobrenatural, não mais através de um exército armado (Ez 38:19-23; Ez 39:6,17-20 cf. Ap 19:19-21). Será o fim dos adversários e opressores do Seu povo (cf. Zc 14:3). Gogue e Magogue simbolizam os inimigos de Deus, do Cordeiro e do Seu povo, os povos de todas as nações do mundo, seguidores da besta, que não se submetem a Cristo (Ap 20:7-10).
Tanto Ezequiel quanto João falam de peste, de sangue, de chuva inundante e grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre sobre Gogue e suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele (Ez 38: 22-23; Ez 39: 6; Ap 16: 18-21 – o 7º flagelo; Ap 20: 9). Os dois escritores falam de uma “ceia” onde as aves do céu e os animais do campo comerão os corpos dos inimigos do povo de Deus (Ez 39:17-20; Ap 19:17,18,21).
Os dois livros (Ezequiel e Apocalipse) falam de uma grande multidão como areia do mar ou nuvem, que nos últimos dias (“os mil anos” cf. Ap 20:7) virá para sua própria derrota e vitória definitiva de Deus sobre o mal. “Os mil anos”, sob a visão amilenista, não é o “milênio material” que muitos consideram, mas o tempo entre a 1ª e a 2ª vinda de Cristo, em que Sua única Igreja (judeus e gentios) teve sua chance de fazer Sua obra na terra, implantando o Seu reino.
Nunca houve nos planos de Deus um tempo reservado especialmente para os judeus, com o templo reconstruído materialmente no monte Sião, tentando restaurar o reino de Israel como era na sua época áurea com Davi e Salomão. Isso restabeleceria a igreja judaica como o centro da Igreja de Deus e diferente da Igreja gentia, mas Paulo escreveu que na cruz Deus fez dos dois povos um único povo, uma só igreja. Jesus quebrou a inimizade entre judeus e gentios na cruz (Ef 2: 14-22).
Portanto, não pode haver de novo a distinção entre judeus e gentios (Rm 10: 12-13), mas uma só igreja. Não há distinção entre o Israel natural e a Igreja do NT (o Israel espiritual) no programa de Deus. A igreja do NT foi uma continuação da Igreja de Deus iniciada no AT. Na verdade, Deus não vai cumprir as promessas a eles no milênio; já estamos vivendo o milênio, quando o próprio Senhor lhes dá a chance de compreender Sua obra de resgate, pois quando os “muitos dias” (Ez 38: 8) se cumprirem no relógio de Deus, os santos, os purificados, os separados terão a paz que buscam de maneira definitiva na Nova Jerusalém, espiritual, não mais física.
Analisando tudo isso, no meu ponto de vista a derrota de Gogue (o último inimigo do povo de Deus) é o Armagedom e o sétimo flagelo (o juízo para os ímpios).
1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, volve o rosto contra Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs [NVI: príncipe maior], de Meseque e Tubal; profetiza contra ele
3 e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal.
Na Septuaginta, ‘Príncipe de Rôs’ (‘Rosh’) significa ‘príncipe chefe’ ou ‘príncipe maior’. Magogue era o reino original de Gogue, embora ele tenha adquirido também Meseque e Tubal, para ser chamado de seu ‘príncipe chefe’, ou ‘príncipe maior’.
O nome ‘Magogue’ significa ‘expansão, extensão’ [Evandro de Souza Lopes – Os nomes bíblicos e seus significados, CPAD, 8ª edição 2002].
Magogue é um dos filhos de Jafé (Gn 10: 2), cujos descendentes ocuparam o território desde a Espanha até a Ásia Menor, das ilhas do Mediterrâneo até o sul da Rússia, uma área próxima do mar Negro ou do mar Cáspio. Alguns relacionam Magogue com os citas, um grupo de tribos nômades provenientes do norte da Sibéria, perto do Mar Negro e Cáspio e que, no fim do século VIII AC, se locomoveram para o norte da Pérsia e para a região ao norte da Assíria (região de Urartu). A Cítia corresponde hoje aos seguintes países: Romênia, Bulgária, Ucrânia, Rússia, Kazaquiatão e Usbequistão, anteriormente integrantes da URSS, e manteve seu império até século III AC.
Meseque (no texto massorético: meshekh ou mshkh; na LXX: Mosoch) é um dos filhos de Jafé (Gn 10:2, 1 Cr 1:5), mencionado nesses textos e outros em associação com Tubal. O livro de 1 Cr 1: 17 descreve outro Meseque, filho de Sem por meio de Arã. Em Gn 10: 23, o nome desse filho de Sem, em massorético é escrito como Más ou Mash (Provavelmente significa ‘retirado’).
Os descendentes de Meseque são posteriormente mencionados como povo que exportava escravos e cobre (Ez 27: 13) para Tiro, como um povo guerreiro a ameaçar desde o norte (Ez 32: 26; Ez 38: 2-3; Ez 39: 1), como típico de uma sociedade bárbara. O nome Meseque (em hebraico מֶשֶׁךְ – Méšek) tem o sentido de “posse”, “herança” ou “preço pago”. Alguns estudiosos também associam o nome à raiz que significa “estender” ou “arrastar”, o que pode ter relação com a natureza nômade e guerreira de seus descendentes. Outro significado sugerido é “tirado”.
Junto com Javã, Ezequiel (Ez 27: 13), agrupa Meseque e Tubal como nações gregas da Ásia Menor.
A íntima associação de Meseque com Tubal os identifica com o povo referido como Musku (ou Mushki) e Tabal ou Muska e Tubla (segundo outras fontes), nas inscrições assírias, e como Tibarenoi e Moschoi por Heródoto.
Heródoto (historiador e geógrafo grego, 485-425 AC) menciona os Moschoi como um povo que habitava dentro da 19ª satrapia de Dario I e era parte de um contingente do exército de Xerxes I (a lista das satrapias varia bastante entre os antigos escritores e historiadores). Os mush-ka-a-ia são mencionados pela primeira vez nos anais de Tiglate-Pileser I (1114–1076 AC) no fim do século XII AC, e provavelmente, o rei dos mushki, nos anais de Assurnasirpal II (Ashur-nasir-pal II, 883–859 AC) e Sargom II (722-705 AC). Nos reinados de Sargom e Senaqueribe (705-681 AC), os seus territórios estendiam-se para o sul até a Cilícia, e para o norte até ao meio de Commagene (ou Comagena), que era um antigo reino greco-iraniano a leste da Cilícia e sudeste de Capadócia, na região leste da Anatólia, e que fez parte do Império Selêucida até 162 AC, adquiriu sua independência temporária e foi parte do Império Romano em 17 DC. Mais tarde, os mushki foram obrigados a retirar-se na direção do norte até ao mar Negro, sendo nesta região da Ásia Menor que Xenofonte (430-354 AC, historiador grego, escritor e líder militar, discípulo de Sócrates e contemporâneo de Artaxerxes II – 436-358 AC) e as suas tropas gregas encontraram alguns de seus remanescentes. Os geógrafos clássicos os conheciam pelos nomes de Mosqui e Tibareni, e sua localização já era mais próxima ao Mar Negro.
Assim, Meseque se refere a um povo que talvez falasse um idioma indo-europeu e que entrou no Oriente Próximo vindo das estepes do norte, impondo-se como governantes numa área da Anatólia oriental (atual Turquia) e Cáucaso, portanto, próxima a Magogue.
Os modernos georgianos pertencem à raça de Meseque e Tubal. Meseque e Tubal, em Russo moderno, pode ser escrito como Moscow (Moskva, Москва) e Tobolsk (Tobol’sk, Тобольск) – Ez 38: 2 [segundo Roger Liebi (Th.D., Whitefield Theological Seminary)].
Fontes de pesquisa:
• O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995.
• Evandro de Souza Lopes – Os nomes bíblicos e seus significados, CPAD, 8ª edição 2002.
• https://olivromaravilhoso.com.br/personagens-meseque/
4 Far-te-ei que te volvas [NVI: farei você girar], porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada;
5 persas e etíopes e Pute [NVI: ‘A Etiópia e a Líbia’; em Hebraico: Cuxe e Pute] com eles, todos com escudo e capacete;
6 Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do lado do Norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo.
7 Prepara-te, sim, dispõe-te, tu e toda a multidão do teu povo que se reuniu a ti, e serve-lhe de guarda [NVI: assuma o comando delas].
Deus diz que porá anzóis nos seus queixos, dando a entender que Gogue é descrito como um animal imenso, talvez um crocodilo, que seria controlado por meio de ganchos (na bíblia, um animal monstruoso é símbolo de um império).
As nações que acompanham Gogue são listadas (Ez 38: 5-7) como Pérsia (atual Irã), Cuxe (atuais Etiópia e Sudão), Pute (hoje, Líbia ou Argélia), Gômer (identificado com os cimérios, que habitavam no norte do Mar Negro e no Cáucaso e foram substituídos pelos citas após o século VII AC, hoje Capadócia na Turquia e partes da Ucrânia e Rússia (ao norte do Mar Negro) e todas as suas tropas; a casa de Togarma (Armênia, próximo do mar Negro), do lado do Norte de Israel.
Resumindo: Irã, Etiópia, Sudão, Líbia ou Argélia, Turquia, Armênia, partes da Ucrânia e Rússia. Pode-se acrescentar (Ez 38: 13): Iêmen e Arábia, talvez Espanha.
8 Depois de muitos dias, serás visitado [NVI: você será chamado às armas]; no fim dos anos [NVI: daqui a alguns anos], virás à terra que se recuperou da espada, ao povo que se congregou dentre muitos povos sobre os montes de Israel, que sempre estavam desolados; este povo foi tirado de entre os povos, e todos eles habitarão seguramente [NVI: Trazido das nações, agora vive em segurança].
9 Então, subirás, virás como tempestade, far-te-ás como nuvem que cobre a terra, tu, e todas as tuas tropas, e muitos povos contigo.
O período da invasão de Gogue significa um tempo distante do vivido pelo profeta:
Ez 38: 8 – “depois de muitos dias”.
Ez 38: 16 – “nos últimos dias”.
• Ez 38: 8: “Habitarão seguramente” ou “agora vive em segurança” indica que Israel está na sua terra, foi congregado das nações, Deus os está protegendo, por isso eles vivem lá despreocupados.
Nessa passagem, fica difícil interpretar um período histórico restrito como apenas a volta de cativeiro babilônico; nem se pode interpretar exatamente como um “milênio” do ponto de vista judaico, com Cristo habitando em corpo glorificado numa terra que não está ainda totalmente purificada, e com seres humanos pecaminosos, em convivência simultânea.
• Ez 38: 8: “A terra que se recuperou da espada, o povo que se congregou dentre muitos povos sobre os montes de Israel” talvez possa se referir à 1ª fase da Grande Tribulação, onde pela própria mão de Deus, os judeus estão voltando para sua terra para o desfecho final do arrebatamento. Para uma terra e um povo que sofreu indescritivelmente por séculos e finalmente está sem guerras, isso é um consolo. Entretanto, é uma paz temporária, fictícia, se comparada com a verdadeira paz da Nova Jerusalém.
Dessa forma, Gogue e seu exército virão para atacar um Israel pacífico e próspero, que recentemente foi restaurado de um estado de desolação.
Ezequiel usa a figura de uma “nuvem que cobre a terra” (Ez 38: 9) para descrever a grande multidão que acompanha Gogue.
Gogue não é mais um instrumento nas mãos de Deus para disciplinar Seu povo, mas é através dele que o Senhor julgará de uma vez por todas os inimigos do Seu povo.
10 Assim diz o Senhor Deus: Naquele dia, terás imaginações no teu coração e conceberás mau desígnio;
11 e dirás: Subirei contra a terra das aldeias sem muros, virei contra os que estão em repouso, que vivem seguros, que habitam, todos, sem muros e não têm ferrolhos nem portas;
12 isso a fim de tomares o despojo, arrebatares a presa e levantares a mão contra as terras desertas que se acham habitadas e contra o povo que se congregou dentre as nações, o qual tem gado e bens e habita no meio da terra [NVI: ‘na parte central do território’, ou ‘no umbigo da terra’].
13 Sabá e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus governadores rapaces [NVI: ‘todos seus povoados’; no original: ‘seus leões fortes’] te dirão: Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste o teu bando para arrebatar a presa, para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e as possessões, para saquear grandes despojos?
Gogue decidiu atacar Israel, se aproveitando de sua fragilidade (Ez 38: 11: “[eu] subirei”), mas Deus permitiu isso para exaltar Seu nome. Ele usaria métodos sobrenaturais para defender Seu povo, bastante fortes, para demonstrar Sua ira. Deus não inspirou Gogue a tramar o mal contra Israel, apenas permitiu que ele desse vazão à sua iniqüidade, ao seu mau desígnio, pois seu desejo era apenas saquear, destruir e tomar o despojo. Então, outras nações também querem participar dessa invasão, como Sabá, Dedã, os mercadores de Társis e os ousados príncipes e líderes, ou jovens sedentos de sangue, se eles puderem roubar e guardar para si o despojo também [‘seus governadores rapaces’ ou ‘seus leões fortes’].
Sabá se refere ao Iêmen, no sudoeste da Arábia; e Dedã corresponde à moderna Al ‘ulã, a 113 quilômetros a sudoeste de Taima‘, na Arábia. Provavelmente, os mercadores de Társis se refira à Espanha.
14 Portanto, ó filho do homem, profetiza e dize a Gogue: Assim diz o Senhor Deus: Acaso, naquele dia, quando o meu povo de Israel habitar seguro, não o saberás tu?
15 Virás, pois, do teu lugar, dos lados do Norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande multidão e poderoso exército;
16 e subirás contra o meu povo de Israel, como nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias [NVI: Nos dias vindouros], hei de trazer-te contra a minha terra, para que as nações me conheçam a mim, quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti, ó Gogue, perante elas.
17 Assim diz o Senhor Deus: Não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio dos meus servos, os profetas de Israel, os quais, então, profetizaram, durante anos, que te faria vir contra eles? [NVI: “que eu traria você contra Israel”].
Deus confirma aqui que ao saber que o povo está se sentindo seguro e sem guerras, Gogue virá com toda sua multidão para intimidar e inspirar terror, mas Deus continua no controle da situação, e permitirá essa situação para se vingar dos Seus inimigos e para que todas as nações O conheçam e O glorifiquem: “hei de trazer-te contra a minha terra, para que as nações me conheçam a mim, quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti, ó Gogue, perante elas”.
Quanto ao v.17, os profetas anteriores a Ezequiel não mencionaram exatamente esse nome (Gogue), mas sempre falaram sobre as nações gentílicas que, nos últimos dias, aliar-se-iam contra o povo de Deus. Ezequiel está dizendo, na verdade, que a batalha final de Gogue não é uma novidade, mas a confirmação do que os profetas anteriores haviam previsto sobre as forças contrárias a Deus. É verdade que outros profetas estavam se referindo a ameaças próximas de povos pagãos, mesmo porque Deus os estava permitindo para disciplinar Seu povo.
Jeremias, por exemplo, profetizou que o inimigo viria do norte, se referindo à Babilônia (Jr 4: 6; Jr 6: 1, 22; Jr 1: 13-15: a panela de ferro).
Isaías não deixa explícito que o inimigo viria do norte, mas deixava claro que era a Assíria, na região da Mesopotâmia, ao norte de Israel.
Joel falou sobre uma invasão de gafanhotos (símbolo de um exército inimigo) que viria devastar, mas no final ele seria destruído no vale de Josafá, e haveria uma reversão para a prosperidade do Senhor através do derramamento do Espírito (Jl 2: 28-32). Joel também descreveu manifestações da natureza que podem ter um significado apocalíptico (Jl 2: 30-32; Ap 6: 12-13).
Sofonias alertou sobre o juízo de Deus pelos pecados ( “O grande Dia do Senhor”, Sf 1: 14-16), mas que abriria o caminho para a justiça e toda a humanidade adoraria ao Senhor (Sf 3: 1-20).
18 Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a minha indignação será mui grande.
19 Pois, no meu zelo, no brasume do meu furor, disse que, naquele dia, será fortemente sacudida a terra de Israel,
20 de tal sorte que os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra tremerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra.
No dia em que Gogue entrar na terra de Israel, Deus, na Sua fúria, abalará a terra com um forte terremoto, toda a natureza tremerá, não só os animais da terra e todos os homens, mas também os peixes do mar e as aves dos céus. Os inimigos não terão onde buscar abrigo porque tudo será derrubado.
O profeta Zacarias (Zc 14: 4-5) também menciona um terremoto no dia da vinda do Messias: “fugireis como fugistes do terremoto dos dias de Uzias”.
João também, em Apocalipse, se referiu ao 7º flagelo em especial: “E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira. Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande” (Ap 16: 18-21).
21 Chamarei contra Gogue a espada em todos os meus montes, diz o Senhor Deus; a espada de cada um se voltará contra o seu próximo.
22 Contenderei com ele por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele.
23 Assim, eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o Senhor.
“Em todos os meus montes” (Ez 38: 21) é muito similar ao que Isaías escreve (Is 14: 25): “Quebrantarei a Assíria na minha terra e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte de Israel, e a sua carga se desvie dos ombros dele”, mais uma vez mostrando Sua soberania sobre tudo e sobre aquela terra que os inimigos invadiram, e expondo-os à vergonha ali mesmo.
Deus confundirá os inimigos para que se matem a si mesmos como foi no tempo de Gideão com os midianitas (Jz 7: 21-22), ou como a confusão descrita por Zacarias (Zc 14: 13). Em Ap 19: 15, João fala sobre a espada do Senhor que lhe sai da boca para ferir as nações, ou como Paulo escreve em 2 Ts 2: 8 (o Senhor matará o iníquo com o “sopro da sua boca”) e Isaías (Is 11: 4b) escreve: “ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso”.
O juízo descrito em Ez 38: 22-23 (peste e sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre, sobre as tropas de Gogue e os muitos povos que estiverem com ele), se repete com a destruição de Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim; com as pragas do Egito e especialmente com o sétimo flagelo descrita por João em Ap 16: 17-21. E descrição dos textos é bastante similar, assim como o uso do nome do personagem “Gogue” e seu povo “Magogue” por João para descrever essa derrota definitiva dos inimigos do povo de Deus.
Com esse julgamento, Deus dá uma prova final de Sua grandeza e santidade aos olhos de muitas nações (Ez 38: 23). Com isso todos saberão que Ele é o Senhor.
Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).



Table about the prophets (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
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