Ap 9: 1-21 demônios atormentam os homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte (5ª trombeta – Ap 9: 4); depois, eles recebem autorização para matá-los (Ap 9: 15), a sexta trombeta. Os santos oram e Deus envia as trombetas (Ap 8: 5).


O livro de Apocalipse – capítulo 9




Terceira seção – Capítulos 8 –11

Nessa 3ª seção do livro de Apocalipse, estamos tratando das sete trombetas. No capítulo 8 falamos das quatro primeiras. Entre a sexta e a sétima trombetas há um espaço de tempo (Ap 10: 1-11 – Ap 11: 14).

Enquanto os selos falam do mundo perseguindo a igreja, as trombetas falam do juízo parcial de Deus ao mundo que persegue a igreja, quando então o juízo divino é temperado com a misericórdia, i.e., ainda dá chance ao homem de se arrepender: 1/3 da terra e da vegetação, do mar, dos rios e das fontes de água e dos astros. A partir daqui, João descreve a 5ª e a 6ª trombetas: demônios atormentam os homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte (quinta trombeta – Ap 9: 4); depois, eles recebem autorização para matá-los (Ap 9: 15) – a sexta trombeta. A sétima trombeta é descrita em Ap 11: 15-19.

Nessa sessão das trombetas a mão de Deus age na História pela oração da igreja. As trombetas não são sucessivas dos selos, mas paralelas aos selos. Isso quer dizer que, embora o mundo persiga a igreja, ela ora e Deus envia o Seu juízo sobre os ímpios, traz o Seu alerta ao pecador. Aqui há um paralelismo com as pragas do Egito, pois eles também oravam e Deus desceu para exercer juízo. Todos os esses sinais se intensificarão nos tempos do fim.

Nessa 3ª sessão do livro, além das trombetas há também menção aos anjos e aos sete trovões, João e o livrinho (Ap 10: 1-11) e a medição do santuário de Deus e as duas testemunhas mártires (Ap 11: 1-14), que são um prelúdio da sétima trombeta (Ap 11: 15-19), “a trombeta de Deus” mencionada por Paulo em 1 Ts 4: 16. As duas testemunhas mártires representam a própria Igreja de Cristo (composta por judeus e gentios) testemunhando durante a História, proclamando o evangelho e só no tempo do fim o Senhor permitirá que o Anticristo se levante. É a representação do povo de Deus que prega e profetiza a palavra durante o período entre a 1ª e a 2ª vinda de Jesus.

Capítulo 9

• Ap 9: 1-3: “O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra”.

“Uma estrela caída do céu na terra” – pode significar um anjo das trevas (‘estrela caída’, como um dos anjos de alta hierarquia que caíram junto com Satanás, ou ele mesmo) que executa o julgamento divino. Este demônio está sob as ordens de Deus.

“E foi-lhe dada a chave do poço do abismo” – O poço do abismo é o lugar de aprisionamento dos demônios (cf. Lc 8: 31; 2 Pe 2: 4; Jd 6; Ap 11: 7; Ap 17: 8; Ap 20: 1,3). A besta, que é o Anticristo, sai do abismo (Ap 11: 7). O demônio não tem a chave do abismo; esta lhe foi dada. Isso quer dizer que sua autoridade é limitada. Jesus é o que tem as chaves da morte e do inferno (do abismo) em Suas mãos.


Ap 9: 1-3 – a 5ª trombeta


A fumaça é a descrição exata de uma enorme nuvem de gafanhotos vista à distância, e que num grande enxame encobre a luz do sol. Isso mostra o grande número de demônios que sairiam do abismo com seu líder. Os gafanhotos escurecem o ar, tamanho é o seu número, como aconteceu no Egito no tempo de Moisés (cf. Êx 10: 12-15).

A fumaça é símbolo de trevas, de escuridão, de confusão, de algo que nubla a visão, que não é claro nem se revela. Quando a bíblia fala “a fumaça do poço subiu como fumaça de uma grande fornalha, e, escureceu-se o sol e o ar” nós podemos notar que demônios são espíritos de obscuridade que cegam o entendimento dos incrédulos, através de filosofias, postulados, falsas religiões, e tudo isso impede que as pessoas conheçam a verdade da palavra de Deus. Suas mentes ficam cegas para as coisas de Deus.

• Ap 9: 4: “e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte”.

Esses demônios não podem causar danos às ervas da terra nem às arvores, nem podem matar os homens nem podem tocar os selados de Deus.

• Ap 9: 5-6: “Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quando fere alguém. Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles”.

Eles têm autorização para atormentar os homens (cauda de escorpiões e ferrão, por onde eles inoculam seu veneno) e seu limite de tempo é de cinco meses, um número simbólico, significando o período de maturação do gafanhoto. É o tempo que Deus o permite (até o dia do juízo). Mas esse tormento só é permitido sobre os homens que não foram selados como selo de Deus sobre a fronte (Ap 9: 4). Isso significa que Deus guardará Seu povo não da perseguição do mundo, mas da Sua ira sobre os ímpios. Deus conhece aqueles que Lhe pertencem.

Os gafanhotos vistos por João são demônios que vêm para atormentar os que não têm o selo de Deus. Eles vieram em todas as gerações da História. As trombetas também intensificam os flagelos de Deus no mundo hoje, atormentando as pessoas. Elas buscam refúgio em muitas coisas, mas não encontram alívio. A corrupção destrói as estruturas sociais, gera violência, atinge a área sexual, e tudo isso são conseqüências desses gafanhotos. O ser humano também tem uma natureza caída, e os demônios aceleram essas atividades.

Apesar de tudo o que lhe foi permitido fazer, seu tempo é limitado (cinco meses) e sua autoridade também, i.e., ‘a chave lhe foi dada’ (Ap 9: 1), pois ele não o tem; Jesus, sim. Demônios são anjos caídos que estão aprisionados em algemas, ou seja, têm sua autoridade limitada por Deus (2 Pe 2: 4; Jd 6 = anjos aprisionados em algemas eternas, além dos que agem hoje).

• Ap 9: 7-10: “O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem; tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão; tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja; tinham ainda cauda, como escorpiões, e ferrão; na cauda tinham poder para causar dano aos homens, por cinco meses”.

A estrela caída do céu recebe a chave do poço do abismo e o abre; dele saem os gafanhotos (simbolizam demônios) semelhantes a cavalos preparados para a peleja, com rosto de homem e com coroas parecendo de ouro na cabeça; têm cabelo como de mulher, dentes de leão, couraça como de ferro, asas muito barulhentas e cauda de escorpião e ferrão.

Isso pode simbolizar que eles são fortes, agitados e belicosos como cavalos de guerra e têm inteligência de homem, têm capacidade de articular planos. ‘Coroa de ouro’ é símbolo de domínio e poder, o que indica que eles podem fazer parte de uma hierarquia como principados, potestades, príncipes das trevas. Eles atuam nos filhos da desobediência.

Cabelo de mulher pode simbolizar sedução sexual (era uma referência especial aos cultos pagãos da época, em especial a Dionísio (Baco, para os romanos), voltado à sexualidade e ao vinho, prostituição, homo-sexualidade, sensualidade etc.).

Dentes de leão aludem ao seu poder de destruição, e a couraça como de ferro transmite a idéia de que são irresistíveis e violentos. Suas asas muito barulhentas simbolizam uma grande agitação e perturbação.

• Ap 9: 11: “e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom”.

João diz que o exército dos gafanhotos é liderado por seu rei, chamado Abadom (em hebraico) ou Apoliom (em grego). Ele é chamado ‘Destruidor’ (cf. Êx 12: 23; Êx 12: 13 – ‘praga destruidora’). Este versículo fala sobre a organização dos gafanhotos fora do poço do abismo sob a liderança de um rei; e o fato de eles mesmos usarem coroas (v.7) indica que eles podem fazer parte de uma hierarquia como principados, potestades, príncipes das trevas. O anjo do abismo é um demônio que controla os demoníacos gafanhotos. O nome do anjo em hebraico e em grego significa ‘destruição’.

Aqui as opiniões se divergem um pouco quanto à identidade desse anjo. Alguns teólogos pensam que se trata do próprio Satanás, Lúcifer, agora com outro nome. A missão e a especialidade deste grupo e do seu rei, que seria Satanás, é a destruição. Ele seria a ‘estrela caída’ do v. 1. Mas quando ele caiu, ele caiu com 1/3 dos anjos, e anjos de diversas hierarquias. Então, há outros que pensam que se trata de um dos líderes mais confiáveis de Satanás, um demônio de alta hierarquia.

Em hebraico ’abhaddôn significa ‘lugar de destruição’ e é regularmente traduzido como tal em certas versões no Antigo Testamento para denominar a região dos mortos. Esta região era considerada pelos antigos judeus como ‘inferno’, seol em hebraico, hades e geenna em grego, este último nome proveniente de ge (vale de) hinnõm (Vale de Hinom), onde eram feitos sacrifícios idólatras ao sul de Jerusalém.

Em Jó 28: 22 ‘Abadom’ (‘Destruidor’) é traduzido como ‘abismo’: “O abismo e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama” – Abismo = Abaddon (ןודבא – Strong #11) significa: (abstrato) que perece; que causa sofrimento, que faz sofrer, destruidor, destruição; (concreto) Hades. Em grego, ‘Apoliom’ tem o mesmo sentido.

‘Abadom’ ocorre várias vezes na bíblia como um sinônimo poético de sheol (inferno), morte ou túmulo (Jó 26: 6 – abismo; Jó 28: 22 – abismo; Jó 31: 12 – destruição; Sl 88: 11 – abismos; Pv 15: 11 – destruição; Pv 27: 20 – abismo; na KJV: destruição) – ARA.

Neste versículo (Ap 9: 11), Abadom recebe significado personificado (‘o destruidor’) e é traduzido para o grego por ‘Apoliom’ (Apollyon), particípio presente do verbo apollymi (‘destruir’).

• Ap 9: 12: “O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais”.


Ap 9: 13-21 – a 6ª trombeta


• 6ª trombeta (Ap 9: 13-21) – aqui não é só tormento, mas morte. É o último aviso de Deus à humanidade, pois a 7ª trombeta já é o juízo final; não tem mais oportunidade.

• Ap 9: 13-15: “O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates. Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens”.

A voz que João ouve aqui procede do trono, do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, o que nos faz pensar que é o próprio Cordeiro que fala com o anjo que segura a sexta trombeta. O altar de ouro é onde está a oração dos santos, por isso, Deus envia essa trombeta sobre os ímpios em resposta à oração dos Seus filhos. Isso nos mostra que a nossa oração nos associa ao governo de Deus e à Sua participação na história da humanidade.

Neste trecho são mencionados os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates, e são anjos encarregados da destruição da terça parte dos homens. Já não são mais demônios que atormentam (gafanhotos), mas demônios que agora têm autorização de matar a terça parte dos homens. Esses anjos de destruição são agentes da justiça divina; não anjos de Deus, e sim demônios. De novo, nós podemos perceber a absoluta soberania de Deus, pois Ele está no controle da História e tudo ocorrerá no Seu tempo determinado (v. 15: ‘a hora, o dia, o mês e o ano’). Os demônios obedecem aqui ao próprio Deus para a Sua finalidade, o Seu propósito para matar 1/3 da humanidade.

A bíblia usa simbolicamente o ‘rio Eufrates’ aqui como um símbolo de um limite dado à invasão do inimigo, mas que agora pode ser rompido, pois o rio Eufrates era o limite oriental da Terra Prometida que foi dada como promessa a Abraão (Gn 15: 18). Porém, quando o povo que saiu do Egito entrou nela, ele não conseguiu chegar até esse limite, ou seja, os israelitas não tomaram toda a porção de terra que o Senhor havia separado para eles.

O Eufrates pode simbolizar também o local da vitória anterior de Satanás no Éden, assim como o local geográfico de onde inimigos poderosos como a Assíria e a Babilônia, que investiram contra Israel (Is 8: 5-8). Na época de João, o Eufrates era o limite oriental do Império Romano (fronteira com o Império Parta).

Portanto, Eufrates simboliza a perseguição que virá do mundo que não teme nem conhece a Deus e se levantará com guerra. Essa guerra não se limita ao Eufrates, mas alcança toda a terra (número quatro: norte, sul, leste, oeste). Pelo relato bíblico grande parte da humanidade vai à morte. É uma grande guerra que invade a terra, uma invasão demoníaca na história humana com morte e violência.

As guerras estão incluídas no propósito soberano de Deus na História, pois é uma trombeta para levar o homem ao arrependimento. A guerra não é apenas uma ação demoníaca sobre a deturpação do homem; é também uma conseqüência da rebelião do homem contra Deus.

Será um tempo de calamidades, aflição profunda e uma guerra muito grande. A humanidade tem sofrido por gerações por causa da guerra. E a cada geração isso se intensifica, principalmente quando se aproxima o tempo do fim.

• Ap 9: 16-19: “O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares (ou seja, duzentos milhões); eu ouvi o seu número. Assim, nesta visão, contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos era como cabeça de leão, e de sua boca saía fogo, fumaça e enxofre. Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; pois a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda, porquanto a sua cauda se parecia com serpentes, e tinha cabeça, e com ela causavam dano”.

Os cavaleiros que vieram para matar os homens eram em duzentos milhões, que pode ser representativo de número de incontável desses agentes do juízo. Entretanto, ao ler com atenção o relato, podemos ver que não se trata de um exército humano, mas hordas de demônios. Estes, sim, incitam os homens a fazer a guerra física. Os demônios agem nos homens e através dos homens, os servos do diabo, governantes maldosos instigados por estes demônios.

A descrição dos demônios (cavalos e cavaleiros) nos mostra que são seres inatingíveis. Os cavaleiros e os cavalos têm couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. A cabeça dos cavalos é como a de leão e da sua boca sai fogo, fumaça e enxofre, os três flagelos usados para matar os homens (v. 18). João escreve que a força desses cavalos está na sua boca e na sua cauda, parecida com a de uma serpente; portanto, da mesma forma que os gafanhotos da 5ª trombeta, estes também são seres venenosos, peçonhentos e malignos.

‘Cor de fogo’ – fogo queima, consome, destrói o que toca, portanto, essa figura de linguagem fala a favor do seu grande poder de destruição, da sua fúria avassaladora. Isso indica que não se pode lidar com eles com armas convencionais, pois são demônios.

‘Leões’ representam a força, ferocidade e poder destruidor.
‘Fumaça é símbolo de escuridão, trevas, confusão. Ela tira a visibilidade, cega os olhos das pessoas. O enxofre polui.

“De sua boca saía fogo, fumaça e enxofre” – Essas três armas saem da boca dos cavalos, ou seja, da boca saem palavras destrutivas, conceitos, filosofias e idéias que geram comportamentos deturpados nos homens, e que poluem sua mente. Essa boca a serviço de Satanás pode ser a imprensa, a mídia, usada para criar confusão na mente (fumaça), destruir a ética, os valores, as estruturas da sociedade e a moral (fogo), e poluir a mente e o coração dos homens, em especial os que já estão deturpados pelo pecado.

• Ap 9: 20-21: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”.

O propósito de Deus é a salvação, mas o pecador não se arrepende. Deus os julga, mas os homens blasfemam contra Ele. Impiedade é rejeitar a Deus; perversão é desmoralização; depravação; desvio da normalidade, especialmente na área psíquica, moral.

Aqui, a bíblia fala de adoração aos demônios e aos ídolos de ouro, prata, cobre e pedra e pau. Se prostrar diante de ídolos é se prostrar diante de seres malignos que agem através desses ídolos. O profeta Oséias (Os 4: 12) dizia que o espírito de prostituição entra no ser inanimado para enganar a pessoa, para afastá-la do Deus vivo. Quando se adora uma imagem de escultura, ela em si não é nada e nada pode, mas quem recebe a adoração é um representante das trevas, e é por isso que Deus se ira tanto com idolatria; porque Satanás acaba recebendo uma adoração e uma honra que não lhe pertencem. Ele tentou no início, e Deus o arrojou para fora da Sua presença, mas ainda hoje ele insiste, usando pessoas desobedientes ao Senhor.

O v. 21 (“nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”) fala também da quebra da lei de Deus, dos Seus mandamentos por essas pessoas porque persistem nos seus assassínios, nas suas feitiçarias, nas suas prostituições e nos seus furtos. Assassínios, porque perderam o senso de valor da vida, e optam pela guerra e pela morte. Feitiçarias, porque se encantam com suas ‘poções mágicas’, suas fantasias, suas drogas, para fugir da realidade e da presença de Deus. A palavra grega usada aqui para feitiçaria é pharmakeia (φαρμακεία – Strong #5331), que significa: magia, feitiçaria, encantamento, medicação (‘farmácia’), por extensão: magia (literal ou figurativamente); feitiçaria, bruxaria e feitiço. Portanto, é uma sociedade entorpecida; não só por drogas químicas ou drogas ilegais, mas por tudo o que existe no mundo que possa entorpecer os sentidos das pessoas para a voz de Deus. Outra quebra da lei de Deus neste versículo 21 são as prostituições, numa sociedade que não mais tem respeito à pureza moral, onde os valores éticos são minados (como na família e no trabalho). E também fala de roubos, ou seja, não se respeita mais a propriedade privada. E o versículo termina dizendo que os ímpios não se arrependem e continuam em suas práticas, mesmo quebrando os mandamentos da Lei de Deus em todos aqueles pecados.


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Fontes de pesquisa:
• O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995.
• Rev. Hernandes Dias Lopes – Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (‘Estudo em Apocalipse’ – pregações online).
• Wikipedia.org
• Fonte para a maioria das imagens: wikipedia.org; Filme: ‘O Apocalipse’ (‘The Apocalypse’) – Coleção: A Bíblia Sagrada.

Este texto se encontra no livro:


O livro de Apocalipse – livro evangélico

O livro de Apocalipse

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