Ap 18: 1-24: a queda da Babilônia (o sistema mundial anticristão e a igreja apóstata). Deus condenou Babilônia, fala para Seu povo se separar dela, os que se sustentavam dela se lamentam e a Igreja no céu se rejubila por sua queda repentina.


O livro de Apocalipse – capítulo 18




Sexta seção – Capítulos 17 –19

Essa seção fala sobre a queda da besta (o Anticristo) e do falso profeta; julgamentos também são pronunciados contra a mulher vestida de escarlata (a meretriz), que é outra figura de linguagem usada para a Babilônia (Ap 17: 1 – Ap 18: 1-24), e há júbilo no céu por causa da sua queda (Ap 19: 1-10). Caem os selados pela besta, depois a Grande Babilônia (o sistema mundial anticristão e a igreja apóstata), o Anticristo e o falso profeta e, por último, o dragão (cap. 20 – próxima seção). Cristo volta visivelmente para a batalha do Armagedom, montado em Seu cavalo branco e seguido pelo seu séquito (Ap 19: 11-21).

No capítulo 18 João ouve quatro vozes:
1) Condenação: Na mente de Deus a queda da grande Babilônia já é um fato escatológico consumado, e o anjo anuncia isso.
2) Separação: Deus fala para não se contaminar com as suas prostituições e iniqüidades, não compactuar com Seus pecados e princípios.
3) Lamentação: o mundo político, o mundo empresarial e comercial entram em falência, pois se sustentavam de Babilônia.
4) Celebração: a Igreja se alegra por sua repentina destruição.

Capítulo 18

No capítulo 18 João ouve quatro vozes:

1) Condenação: v. 1-3: “Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria”.

O anjo anuncia a queda da grande Babilônia. Na mente de Deus já é um fato escatológico consumado. Por causa da sua devassidão e prostituição (adoração ao dinheiro e ao poder em oposição ao Deus verdadeiro) ela será totalmente destruída, entrará em colapso.

2) Separação: v. 4-8: “Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela. O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou. Os lamentos dos admiradores de Babilônia”.

Como Deus falou no passado para o Seu povo se manter afastado de Babilônia para não se contaminar com as suas prostituições e iniqüidades, Ele repete isso nesse trecho, ou seja, não compactuar com Seus pecados e princípios. Babilônia sempre caminhou junto com a igreja (Caim e Abel, por exemplo).

Mas a igreja deve ser diferente dessa cultura paganizada. Não pode haver jugo desigual.
• v.5: “porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou” – às vezes parece que Deus é tolerante demais, mas Seu cálice e Sua paciência têm uma medida; aí vem a destruição.
• v.6 – “Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela”.
Esse versículo transmite uma espécie de revanche contra o mal que ela praticou na sua soberba (cf. Jr 50: 15; 29). O Senhor nos alerta a não colocar nossa confiança na própria força e na força do mundo.

• v.7 – “O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver!”
Isso significa que a si mesma se glorificou. Esse versículo retrata o culto ao prazer e à luxúria. Mas o homem não se satisfará mais com isso e entrará em colapso.

• v.8 – “Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou”.
O sistema todo vai ser desmantelado num único dia. Como eu falei antes, Deus usará os próprios exércitos da besta para destruí-la, ou no dia da volta de Jesus (o 7º flagelo).

3) Lamentação: v. 9-19:
9 Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio,
10 e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.
11 E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria,
12 mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore;
13 e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas.
14 O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados.
15 Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando,
16 dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas,
17 porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe.
18 Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade?
19 Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!
20 Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.

Os que se sustentavam da Babilônia vão ver sua queda e se lamentar (v. 9-10), ou seja, o mundo político (reis da terra), o mundo empresarial e comercial, entra em falência (v. 11: “E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria”).

Da mesma forma que Babilônia da Caldéia foi destruída por um incêndio (Is 47: 14; Jr 51: 25; 32; 58) e Roma sofreu muitas vezes com incêndios de povos bárbaros (a erupção do Vesúvio em 79 DC; incêndio de Roma de 80 DC; Visigodos em 410 DC; Átila, o huno, em 452 DC; Genserico, o vândalo, em 455; Odoacro, rei dos Hérulos, em 476 pôs fim ao Império Romano do Ocidente), essa Babilônia escatológica será destruída da mesma forma (Ap 18: 9; 18 – ‘a fumaceira do seu incêndio).

João cita 29 artigos de luxo agrupados em grupo de quatro:
• v.11-12: ouro, prata, pedras preciosas e pérolas – jóias.
• v.12: linho, púrpura, seda e escarlata – indústria têxtil.
• v.12: madeira odorífera, marfim, móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore – ornamentação e embelezamento de palácios.
• v.13: canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento e bálsamo – cosméticos.
• v.13: vinho, azeite, flor de farinha e trigo – culinária.
• v.13: gado, ovelhas, cavalos e carros, escravos, almas humanas – mercadorias vivas.
Todos os reinos (animal, mineral e vegetal) entram em falência.
O comércio internacional (17-19 – ‘mar’); o mundo econômico entra em colapso.
Ela será tomada de surpresa: Ap 18: 10: ‘em uma só hora, chegou o teu juízo’; Ap 18: 10: ‘Em uma só hora, ficou devastada’; Ap 18: 19: ‘Em uma só hora, foi devastada’ – cf. Jr 51: 41.

4) Celebração: v. 21-24: “Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra”.

Enquanto a Babilônia chora na terra, no céu a noiva de Cristo (a Igreja) se alegra por causa da repentina destruição do sistema do mundo.
Na Babilônia não mais se ouvirá música, não se verá trabalho, arte, criatividade, coisas novas, suprimento (moinhos), mas fome (v. 22).
Também não terá luz; será um lugar de trevas, a saber, afastamento de Deus, condenação eterna. Não haverá relacionamento de amor (‘noivo e noiva’).
Isso descreve a cena do Juízo final, o inferno (v. 23).
O v. 24 repete que ela foi uma feiticeira (praticou culto falso) e foi perseguidora dos servos de Deus, levando-os ao martírio.


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Fontes de pesquisa:
• O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995.
• Rev. Hernandes Dias Lopes – Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (‘Estudo em Apocalipse’ – pregações online).
• Wikipedia.org
• Fonte para a maioria das imagens: wikipedia.org; Filme: ‘O Apocalipse’ (‘The Apocalypse’) – Coleção: A Bíblia Sagrada.

Este texto se encontra no livro:


O livro de Apocalipse – livro evangélico

O livro de Apocalipse

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