Sofonias advertiu o povo do juízo de Deus pelos pecados e proclamou o Dia do Senhor, o dia do julgamento de todas as coisas; falou sobre o julgamento das nações estrangeiras (Filístia, Moabe e Amom, Egito e Assíria), assim como de Judá e Jerusalém.


Explicação de Sofonias 1




Sofonias (significa: ‘Deus ocultou’) profetizou no período de 640-621 AC, durante o reinado do rei Josias (640-609 AC), em Judá, mas antes da destruição da cidade de Nínive em 612 AC. Era contemporâneo de Naum e Jeremias. Após o falecimento de Ezequias a religião judaica deteriorou, sendo reavivada a adoração idólatra através de seu filho Manassés. Sofonias, provavelmente, nasceu durante o período das atrocidades perpetradas por este último rei, o qual, de conformidade com a tradição, serrou pelo meio o profeta Isaías (Hb 11: 37). Sofonias era aparentado com Josias, o bisneto de Ezequias (Sf 1: 1 – Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias; este era outro filho de Ezequias e irmão de Manassés). Josias subiu ao trono com a idade de oito anos (640 AC) e foi muito influenciado por Hilquias, o sumo sacerdote da época que assessorou o rei e inclinando-o à piedade. Josias, com dezoito anos, ordenou a renovação do templo; durante o processo de reforma religiosa, o Livro da Lei foi encontrado e mudou a vida da nação.

Sofonias escreveu para o povo de Judá, advertindo-o do juízo de Deus pelos pecados e assegurando que o juízo divino abriria o caminho para uma nova sociedade, na qual a justiça prevaleceria e toda a humanidade adoraria ao Senhor (Sf 3: 1-20). Após a purificação do povo, ficaria apenas um remanescente humilde que confiaria no Senhor, pois as sentenças de acusação seriam retiradas por Ele (Sf 3: 12). Ele fala sobre “o resto de Baal” em Jerusalém (Sf 1: 4 cf. Os 2: 16-17) bem como outros costumes idólatras que foram abandonados (Sf 1: 5; 2 Rs 23: 4-20; 24; 2 Cr 34: 1-7) após o descobrimento do Livro da Lei (2 Rs 22: 8-10; 2 Rs 23: 21; 2 Cr 34: 14-18). Entre esses costumes estava o de adorar os corpos celestes ou seres angélicos (“exército do céu”) e a adoração a Milcom ou Moloque, Deus dos amonitas (Sf 1: 5). Sofonias se preocupa com o Dia do Senhor, através do julgamento de todas as coisas, julgamento das nações estrangeiras (Filístia, Moabe e Amom, Egito e Assíria), assim como Judá e Jerusalém. Com o juízo de Deus, Sofonias quis ilustrar que Ele precisava fazer Seu povo atravessar as chamas da aflição, a fim de prepará-lo para ser uma bênção que se estenderia à humanidade inteira.


Profeta Sofonias

Capítulo 1 –

Sf 1: 1-6 – Ameaças contra Judá e Jerusalém: “Palavra do Senhor que veio a Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá: De fato, consumirei [NVI: destruirei] todas as coisas sobre a face da terra, diz o Senhor. Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e as ofensas com os perversos; e exterminarei os homens de sobre a face da terra [NVI: quando eu ceifar o homem da face da terra], diz o Senhor. Estenderei a mão contra Judá e contra todos os habitantes de Jerusalém; exterminarei deste lugar o resto de Baal [NVI: o remanescente de Baal], o nome dos ministrantes dos ídolos [NVI: dos ministros idólatras] e seus sacerdotes; os que sobre os eirados adoram o exército do céu [NVI: aqueles que no alto dos terraços adoram o exército de estrelas] e os que adoram ao Senhor e juram por ele e também por Milcom [NVI: aqueles que se prostram jurando pelo Senhor e também por Moloque]; os que deixam de seguir ao Senhor e os que não buscam o Senhor, nem perguntam por ele [NVI: não o buscam nem o consultam]”.


Rei Josias, de Judá
Rei Josias, de Judá


Primeiro, o profeta afirma que a palavra que ele traz veio do Senhor. Depois ele deixa clara a sua linhagem real como trineto do rei Ezequias, e diz quem governa a nação no momento: o rei Josias. A palavra dada pelo profeta anuncia um juízo iminente da parte de Deus, e de grande amplitude, quando Ele menciona até aves e peixes. E fala algo mais assustador: ‘exterminarei os homens de sobre a face da terra’ ou ‘quando eu ceifar o homem da face da terra’, o que mostra a ira e a violência com que isso vai ser feito, e nos faz pensar que a paciência de Deus com os pecados do Seu povo já estava quase que se esgotando. Ele fala claramente sobre a punição da idolatria, em especial os adoradores e os ministros (sacerdotes) de Baal, assim como todos os que subiam nos terraços à noite para adorar os astros (‘o exército do céu’ ou ‘o exército de estrelas’ – 2 Rs 23: 11; Jr 19: 13; Jr 32: 29; Ez 8: 16), e os que faziam uma adoração dividida, ou seja, eram judeus, mas faziam sacrifícios a Moloque ou Malcom ou Milcom, o deus amonita adorado com o sacrifício de crianças, da mesma forma que o deus moabita, Camos ou Quemós. Mais extensa ainda vai a Sua punição: não apenas sobre os idólatras, como também os que não o seguem nem o buscam, nem o consultam nas suas dificuldades.

Por enquanto, o Senhor não deixa claro que usaria um exército estrangeiro para fazer isso, embora naquela época os povos que se encontravam em bastante atividade bélica fossem os citas (um grupo de tribos nômades provenientes do norte da Sibéria, perto do Mar Negro e Cáspio), que agiam com bastante destruição nas áreas invadidas, e que já estavam assolando as regiões da Assíria, da Ásia Ocidental e o Egito. Mas parece que não entraram em Judá. No fim do século VIII AC locomoveram-se para o norte da Pérsia e para a região ao norte da Assíria (região de Urartu). Seu avanço inicial para o sudoeste foi enfrentado por Sargom II (727-705 AC) e Assurbanipal (669-627 AC). Este último tentou detê-los em 632 AC (durante o reinado de Josias, de Judá), mas os citas dominaram o oeste persa durante 28 anos por meio de várias incursões militares. Ajudaram os assírios contra os Medos, livrando Nínive em 630 AC, mas posteriormente atacaram Harã. Deixaram de invadir o Egito somente quando Psamético I (664-610 BC) os desviou com pagamento de tributo, mas se aliaram aos Medos e Babilônios para destruir Nínive em 612 AC. Por volta de 110 AC, com sua capital em Neópolis, na Criméia, Rússia, controlavam o comércio com esta nação, especialmente no tráfico de trigo e de escravos. Os citas, na verdade, foram uma ‘dor de cabeça’ para muitos reis nesta época e por alguns séculos ainda, pois até Ciro, Dario I e os romanos se viram em guerra contra eles.


Cítia, a terra dos citas
A terra dos citas

Guerreiro Cita

Sf 1: 7-18 – O dia da ira do Senhor:

• Sf 1: 7-9: “Cala-te diante do Senhor Deus, porque o Dia do Senhor está perto, pois o Senhor preparou o sacrifício e santificou os seus convidados. No dia do sacrifício do Senhor, hei de castigar os oficiais [NVI: líderes], e os filhos do rei, e todos os que trajam vestiduras estrangeiras [NVI: todos os que estão vestidos com roupas estrangeiras]. Castigarei também, naquele dia, todos aqueles que sobem o pedestal dos ídolos e enchem de violência e engano a casa dos seus senhores”.

O Senhor parece estar falando com aqueles que ainda fazem ouvir suas súplicas no Seu altar, mas não se comprometeram a largar o pecado de idolatria e se voltar para Ele. A adoração dividida não era agradável a Ele. De qualquer forma o Seu juízo já havia sido decretado, e Ele não voltaria atrás. O dia do Senhor estava próximo e seria um dia amargo para muitas pessoas (cf. Amós 5: 18). O sacrifício era Judá, e os convidados eram seus inimigos, que também sofreriam debaixo da Sua ira.
Deus deixa Seus alvos de maneira mais especificada, ou seja, os líderes (oficiais), os príncipes e todos os que gostavam da ostentação da riqueza e se vestiam com roupas de outras terras só para impressionar (‘todos os que trajam vestiduras estrangeiras’). Todos deveriam agora se calar diante Dele, pois não havia mais nada a dizer ou explicar. Apesar da reforma religiosa tentada por Josias (2 Rs 23: 1-25), o Senhor não desistiu de puni-los (2 Rs 23: 26-27), pois seus descendentes [Joacaz (ou Salum – Jr 22: 11-12), Eliaquim (ou Jeoaquim), Joaquim (Jeconias) e Matanias (Zedequias): 2 Rs 23: 31-37 – 2 Rs 24: 1-17; 1 Cr 3: 15] exerceram um péssimo governo, empurrando o povo cada vez mais fundo no pecado, o que trouxe Nabucodonosor como um instrumento de punição de Deus sobre aquela terra.

‘Castigarei também, naquele dia, todos aqueles que sobem o pedestal dos ídolos e enchem de violência e engano a casa dos seus senhores’ – no original é: ‘No mesmo dia, também punirei todos aqueles que pulam na soleira (ou no parapeito), que enchem as casas de seus mestres com violência e engano’, e isso pode significar: servos que, a mando do seu senhor, pulavam o peitoril da janela ou a soleira da porta da casa de alguns cidadãos para roubá-las, às vezes com violência, e entregar o fruto desse roubo aos seus amos. Suas casas, portanto, estavam cheias de violência por causa desse ganho desonesto.

• Sf 1: 10: “Naquele dia, diz o Senhor, far-se-á ouvir um grito desde a Porta do Peixe, e um uivo desde a Cidade Baixa, e grande lamento desde os outeiros [NVI: e estrondos nas colinas]”.
A KJV traduz como: “E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que haverá o barulho de um grito desde o Portão do Peixe, e um uivar do segundo (portão), e um grande estrondo das colinas”. A palavra hebraica para ‘segundo’ é mishneh, o que corresponde à Porta Velha ou Portão Mishneh, também a noroeste de Jerusalém, um pouco abaixo da Porta do Peixe, e que possivelmente levava à cidade baixa, que no versículo seguinte é chamada de Mactés.

Seguindo:
• Sf 1: 11: “Uivai vós, moradores de Mactés [NVI: cidade baixa; ou ‘no lugar onde se faz argamassa’], porque todo o povo de Canaã está arruinado, todos os que pesam prata são destruídos [NVI: todos os seus comerciantes serão completamente destruídos, todos os que negociam com prata serão arruinados]”.
A KJV traduz como: “Uivai, habitantes de Maktesh, pois todos os comerciantes estão abatidos; todos os que carregam prata estão destruídos”.
A tradução literal do hebraico feita pela Versão Concordante do Antigo Testamento (CVOT) é: “Uivai, moradores do buraco moldado de argamassa, pois todo o povo de Canaã está silencioso, todos os que pesam prata são destruídos”.

O significado do nome Mactés (Maktesh), a cidade baixa, segundo a NVI e a CVOT é ‘lugar onde se faz argamassa’ ou ‘buraco moldado de argamassa’, e alguns estudiosos contemporâneos sugerem que estava situada em alguma parte do Vale do Tiropoeon (vale dos queijeiros, do lado oeste), dentro dos muros da cidade, e que era a área da cidade dedicada ao comércio, onde pessoas mercenárias costumavam ficar. Assim, o portão ou porta Mishneh deveria ser como uma passagem estreita em declive, revestida de argamassa, em direção à outra parte da cidade. Pelo fato de Maktesh ter o significado de ‘pilão’, ‘almofariz’, ‘gamela’, e a tradução CVOT escrever: ‘moradores do buraco moldado de argamassa’, nos leva a imaginar se, por acaso, o portão Mishneh, como dissemos acima, era uma passagem que levava para um nível inferior da cidade e, por ser ele revestido com argamassa, a outra parte se assemelhava a uma gamela, uma vasilha, um pilão, colocada no fundo, onde os comerciantes ficavam (os ‘moradores do buraco moldado de argamassa’).
Voltando ao raciocínio do texto bíblico:
No dia da visitação de juízo do Senhor se ouvirá um grito desde a Porta do Peixe, no noroeste da cidade, até um pouco abaixo, na Cidade Baixa (em hebraico, Maktesh).

‘Um grito desde a Porta do Peixe’ sugere o ataque de um exército invasor vindo do norte, muito provavelmente, o exército babilônico. Também haverá lamentos nas colinas, ou mais possivelmente (segundo a KJV e a NVI), estrondos nas colinas, correspondendo ao ruído da aproximação de um exército.
‘Todo o povo de Canaã’ – nos tempos do AT, a Fenícia era chamada de Canaã, e seus habitantes, cananeus, que significa ‘comerciantes’. Em grego, a Fenícia é chamada Phoiníkē, Φοινίκη), ‘terra das palmeiras’. Por isso, o termo Canaã aqui em relação ao bairro de Mactés.
‘Todos os que pesam prata’ significam os comerciantes, pois para comprar e vender mercadorias pesava-se o dinheiro. Havia balanças para isso. O Senhor vai lidar com a iniqüidade de maneira tão precisa quanto os comerciantes pesavam o dinheiro ou os ourives negociavam ouro e prata. Tudo isso estaria em declínio, e muitos deles seriam destruídos.


A Porta do Peixe e a Porta Velha ou Portão Mishneh
As muralhas de Jerusalém no tempo de Neemias e os portões da cidade


• Sf 1: 12-13: “Naquele tempo, esquadrinharei a Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão apegados à borra do vinho [NVI: castigarei os complacentes, que são como vinho envelhecido, deixado com os seus resíduos] e dizem no seu coração: O Senhor não faz bem, nem faz mal. Por isso, serão saqueados os seus bens e assoladas as suas casas; e edificarão casas, mas não habitarão nelas, plantarão vinhas, porém não lhes beberão o vinho”.
No momento em que o Senhor decidir agir, Ele vai vascular, dia e noite e todos os recônditos, até o lugar mais escondido (‘com lanternas’), fazendo uma busca total para que ninguém escape e nenhum pecado passe despercebido. Isso seria pior para as pessoas descuidadas, que vivem dos prazeres e alheias à realidade, como os bêbados.

‘Castigarei os homens que estão apegados à borra do vinho’ ou ‘castigarei os complacentes, que são como vinho envelhecido, deixado com os seus resíduos’ – isso significa os auto-indulgentes, que preferem viver com a alma suja de resíduos indesejáveis, se conformando com o seu caráter deformado e com velhos conceitos. Durante o envelhecimento do vinho ele era conservado em jarras ou odres, que possuíam uma espécie de respiradouro para eliminar o dióxido de carbono (decorrente do desdobramento dos açúcares em álcool através da fermentação) e evitar a entrada de oxigênio, a fim de que não se tornassem vinagre. Quanto mais tempo os vinhos descansavam, mais as borras se precipitavam no fundo do recipiente e eles se clarificavam, melhorando seu buquê e seu sabor. Depois os vinhos eram transportados para outros receptáculos, e o processo era feito novamente até ficarem com o sabor ideal. A bíblia se refere a isso de muitas formas: Jó 32: 19 (‘respiradouro’); Is 25: 6 (‘vinhos velhos bem clarificados’); Jr 13: 12 (‘jarro’); Jr 48: 11 (‘fezes do seu vinho’ = borras do seu vinho); Sf 1: 12 (‘borra do vinho’). Em Lc 5: 39 está escrito: ‘E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente’ – porque estava clarificado, livre da borra.

Uma pessoa dessas já mostrou que não tinha intimidade com o Senhor, por isso ela dizia: ‘O Senhor não faz bem, nem faz mal’. É como dizer: ‘Não cheira nem fede’, o que para Deus era um insulto que não passaria sem resposta. Por isso, Ele diz que seus bens serão saqueados e as suas casas, assoladas; nem que as edifiquem eles vão morar nelas, tampouco beberão vinho das vinhas que plantarem.

• Sf 1: 14-16: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso [NVI: até os guerreiros gritarão]. Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas [NVI: Aquele dia será um dia de ira, dia de aflição e angústia, dia de sofrimento e ruína, dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão], dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas [NVI: dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas]”.

Sofonias repete que está perto o dia da ira do Senhor, e descreve de maneira bastante enfática os horrores da destruição e da batalha. Esse dia será bem amargo para os perversos e eles procurarão uma maneira de escapar, um raio de luz para iluminar seus caminhos e suas mentes desnorteadas e seus corações angustiados, mas não encontrarão. As cidades fortificadas serão invadidas e as torres de defesa serão derrubadas. Pode-se notar a alusão à fumaça de uma cidade que foi queimada pelo invasor. Isso pode ser uma metáfora para o julgamento do final dos tempos, mas aqui, em especial, parece se referir à invasão de um exército inimigo. Se ele fala de cidades fortificadas sendo invadidas e destruídas (‘dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas’ ou ‘dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas’) não parece estar se referindo à derrota de Josias no Vale de Megido, mesmo porque nos versículos anteriores ele estava falando sobre Jerusalém e suas portas principais (Porta do Peixe e Portão Mishneh ou Porta Velha) e sobre a cidade baixa (Mactés). Portanto, é mais provável que esteja se referindo à invasão de Jerusalém. Também não parece se tratar de nenhuma invasão dos citas, mesmo porque a bíblia nunca deu a entender que os citas invadiram Israel ou Judá, e não se fala muito disso na História. Como é um dia de indignação, alvoroço e angústia, é porque as misericórdias do Senhor se esgotaram para com aquele povo porque a iniqüidade era grande ou porque eles as rejeitaram. Embora não seja mencionado claramente o nome do invasor, muito provavelmente trata-se uma invasão babilônica. Eu comentei anteriormente que apesar da reforma religiosa tentada por Josias (2 Rs 23: 1-25), o Senhor não desistiu de puni-los (2 Rs 23: 26-27), pois seus descendentes [Joacaz (ou Salum – Jr 22: 11-12; 1 Cr 3: 15; não era o filho mais velho de Josias), Eliaquim (ou Jeoaquim; outro filho de Josias), Joaquim (Jeconias, filho de Jeoaquim) e Matanias (Zedequias, irmão de Jeoaquim): 2 Rs 23: 31-37 – 2 Rs 24: 1-17] exerceram um péssimo governo, empurrando o povo cada vez mais fundo no pecado, o que trouxe Nabucodonosor como um instrumento de punição de Deus sobre aquela terra.

• Sf 1: 17-18: “Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco [NVI: suas entranhas como lixo]. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar no dia da indignação do Senhor, mas, pelo fogo do seu zelo, a terra será consumida [NVI: o mundo inteiro será consumido], porque, certamente, fará destruição total e repentina de todos os moradores da terra”.
Os versículos retratam um severo sofrimento, muita dor e aflição. Os homens ficarão desnorteados e parecerão cegos, sem esperanças e sem ter para onde fugir, pois o ataque parece ser repentino. Os cadáveres serão deixados nas ruas, como lixo ou esterco.
“Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar” indica que ninguém poderá usar este recurso para se livrar da sentença do Senhor, ainda que seja para comprar comida, pois Sofonias escreve em seguida: ‘pelo fogo do seu zelo, a terra será consumida’, o que pode indicar destruição de plantações e pomares pelo fogo provocado pelo exército inimigo.

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Sugestão para download:

tabela de profetas AT

Tabela dos profetas (PDF)

Table about the prophets (PDF)


livro evangélico: Profeta, o mensageiro de Deus

Profeta, o mensageiro de Deus

Prophet, the messenger of God


Este texto se encontra no 3º volume do livro:


livro evangélico: Os profetas menores

Os profetas menores vol. 1

Os profetas menores vol. 2

Os profetas menores vol. 3

The minor prophets vol. 1

The minor prophets vol. 2

The minor prophets vol. 3

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