O batismo nas águas é uma ordenança de Deus, pois é o selo de propriedade exclusiva de Jesus. Através dele nosso espírito é recriado e somos uma nova criatura em Cristo, mas quais os seus benefícios para nós? Além do batismo nas águas, o batismo no Espírito Santo nos ajuda a vencer o maligno, ter dons e autoridade espiritual.


Batismo Evangélico




“Havia entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos [em grego: ‘vitória do povo, conquistador do povo’], um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem [que está no céu]. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3: 1-15).

Nicodemos era um fariseu, um mestre da Lei, mas algo dentro dele já o tinha movido a se informar mais a respeito da doutrina pregada por Jesus, por isso o procurou de noite, provavelmente, às escondidas, por causa dos colegas. Ele se admirava dos milagres que o Senhor fazia e sabia que só um homem de Deus poderia fazê-los. Porém, a sua mente não estava ainda totalmente aberta para entender algumas coisas espirituais. Foi, então, que Jesus lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. O que Ele estava dizendo é que se ele quisesse compreender mais sobre os mistérios do reino de Deus, teria que nascer de novo, ou seja, recomeçar espiritualmente tudo outra vez e estar disposto a conhecer uma nova maneira de pensar. A força do Espírito Santo precisava atuar plena e livremente em sua alma. Nicodemos não compreendeu e insistiu, perguntando se um homem poderia voltar ao ventre materno. Então, o Senhor lhe explicou outra vez: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”. O que o Senhor queria lhe dizer com isso é que havia uma diferença muito grande entre nascer como ser humano de carne e nascer do Espírito, por ação divina. O que Nicodemos precisava fazer era acreditar que Jesus era o Filho de Deus que tinha vindo ao mundo para salvá-lo dos seus pecados e que ele, Nicodemos, era um pecador necessitando do Seu perdão para poder receber a salvação. Nicodemos já conhecia o batismo de arrependimento pregado por João Batista (“nascer da água”, como disse Jesus), entretanto, como fariseu, era muito difícil aceitar que era pecador como todos os homens. Jesus prosseguiu falando um pouco sobre as características daqueles que nasciam de novo e recebiam o Espírito Santo. Ele usou a palavra ‘vento’, que em grego também significa ‘espírito’; disse que ninguém sabe de onde vem o vento nem para onde vai e que sopra onde quer. Isso simboliza a liberdade que os filhos de Deus têm de se movimentar na terra, pois são impulsionados pelo próprio Espírito Santo a estar onde Ele quer e a fazer o que Ele deseja.


Nicodemos conversa com Jesus


Nascer do Espírito é se deixar tomar pela força do Espírito de Deus provocando uma verdadeira transformação interior como ocorreu com os discípulos após o Pentecostes. Em outras palavras, é mudar radicalmente o jeito de ser, recebendo todo o poder que Deus tem para derramar e ser um instrumento em Suas mãos para realizar o mesmo que Jesus veio fazer entre nós: ensinar, libertar, trazer entendimento da Palavra etc., em suma, destruir as obras do diabo. João Batista pregava o batismo de arrependimento, onde as pessoas que entendiam que eram pecadoras, se arrependiam dos seus pecados, eram mergulhadas no Jordão e recebiam o Espírito Santo no seu espírito, passando a ter entrada no reino de Deus. Simbolicamente, isso representava a purificação de sua alma e de seu espírito para serem recriadas pelo Senhor, para “nascer de novo, ter direito a uma nova vida e começar tudo outra vez”.

Algumas informações teológicas sobre batismo

O termo batismo, na bíblia, é originado da palavra grega, baptisma (βαπτισμα), o sufixo (ma) enfatiza que ocorreu a imersão (imergiu), βαπτίζειν (baptizein, ‘para imergir’). Na bíblia, se encontram o substantivo ‘batismo’ (baptisma, em Grego) e as palavras correspondentes aos diferentes tempos verbais do verbo ‘batizar’.

O termo ‘Batismo’ é a transliteração do grego βαπτισμω (baptismō) para o latim (baptismus), conforme se vê na Vulgata em Cl 2: 12. Este substantivo também se apresenta como βαπτισμα (baptisma) e βαπτισμός (baptismós), sendo derivado do verbo βαπτίζω (baptizō; baptizó), o qual pode ser traduzido por ‘batizar, imergir (ele imerge, ele batiza), banhar, lavar, derramar, cobrir ou tingir’, conforme utilizado no Novo Testamento e na Septuaginta.

Baptisma significa ‘derramamento’, ‘entrar nas águas’, ‘ser conservado nas águas’, ‘sensação de permanência’, ‘submerso várias vezes’, ‘mergulhar’, ‘imergir’, ‘ser imerso’. Podemos ver essa palavra grega em:
• Mc 16: 16: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”. Em Grego: o pisteusas kai baptistheis sôthêsetai o de apistêsas katakrithêsetai

• 1 Pe 3: 18-22: “18 Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, 19 no qual, também foi e pregou aos espíritos em prisão, 20 os quais noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água, 21 a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo; 22 o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes”.
Aqui foi feito um paralelo com Noé, comparando a arca com o nosso espírito que deve permanecer imerso no Espírito de Deus para manter a salvação. Em Grego (v. 21): o kai êmas antitupon nun sôzei baptisma ou sarkos apothesis rupou alla suneidêseôs agathês eperôtêma eis theon di anastaseôs iêsou christou

• Gl 3: 27: “porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. O batismo aqui se refere a permanecer Nele através do Espírito. Em Grego: osoi gar eis christon ebaptisthête christon enedusasthe

• Mt 3: 11: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”. Em Grego: egô men baptizô umas en udati eis metanoian o de opisô mou erchomenos ischuroteros mou estin ou ouk eimi ikanos ta upodêmata bastasai autos umas baptisei en pneumati agiô kai puri. João Batista deixou bem claro aqui que Deus deixou sob nossa responsabilidade a instituição do batismo nas águas, mas reservou para Sua exclusividade o batismo no Espírito.

Jesus também foi batizado nas águas antes de iniciar Seu ministério para nos ensinar o significado do começo de uma nova vida com Deus, se despojando do pecado da carne. Depois do batismo nas águas, o Espírito Santo veio sobre Ele:

• Mt 3: 13-17: “Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.

• Mc 1: 9-11: “Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão. Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”.

• Lc 12: 50: “Tendo, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize!”Em Grego: baptisma de echô baptisthênai kai pôs sunechomai eôs ou telesthê

Jesus estava aqui se referindo ao Seu “batismo de sangue” na cruz do Calvário. Lembremo-nos que o verbo βαπτίζω (baptizō; baptizó) pode ser traduzido por ‘batizar, imergir (ele imerge, ele batiza), banhar, lavar, derramar, cobrir ou tingir’.

• At 19: 5: “Eles, tendo ouvido isso, foram batizados em o nome do Senhor Jesus”. Aqui se refere ao batismo nas águas, o batismo de arrependimento (cf. At 2: 38; At 8: 16; At 10: 48). Em Grego: akousantes de ebaptisthêsan eis to onoma tou kuriou iêsou

• Rm 6: 3-14: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela Glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. 5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros de seu corpo no pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da graça”.

Refere-se ao batismo nas águas. Em Grego (v. 4): sunetaphêmen oun autô dia tou baptismatos eis ton thanaton ina ôsper êgerthê christos ek nekrôn dia tês doxês tou patros outôs kai êmeis en kainotêti zôês peripatêsômen

• Cl 2: 12: “tendo sido sepultados juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”. Refere-se ao batismo nas águas. Em Grego: suntaphentes autô en tô baptismati en ô kai sunêgerthête dia tês pisteôs tês energeias tou theou tou egeirantos auton ek tôn nekrôn

• At 1: 22: “... começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição”. Em Grego: arxamenos apo tou baptismatos iôannou eôs tês êmeras ês anelêphthê aph êmôn martura tês anastaseôs autou genesthai sun êmin ena toutôn

• At 10: 37: “Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou”. Em Grego: umeis oidate to genomenon rêma kath olês tês ioudaias arxamenon apo tês galilaias meta to baptisma o ekêruxen iôannês

• At 13: 24: “... havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento”. Em Grego: prokêruxantos iôannou pro prosôpou tês eisodou autou baptisma metanoias [arrependimento] panti tô laô israêl

• At 18: 25: “Era [Apolo] ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João”. Em Grego: outos ên katêchêmenos tên odon tou kuriou kai zeôn tô pneumati elalei kai edidasken akribôs ta peri tou kuriou epistamenos monon to baptisma iôannou

• At 19: 3-4:
3 “Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: no batismo de João”.
4 “Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus”.

Em Grego:
3 eipen te pros autous eis ti oun ebaptisthête oi de eipon eis to iôannou baptisma
4 eipen de paulos iôannês men ebaptisen baptisma metanoias [arrependimento] tô laô legôn eis ton erchomenon met auton ina pisteusôsin tout estin eis ton christon iêsoun

• At 22: 16: “E agora, por que te demoras [Paulo conta sua conversão]? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele”. Em Grego: kai nun ti melleis anastas baptisai kai apolousai tas hamartias [pecados] sou epikalesamenos [invocando] to onoma tou kuriou

• Ef 4: 4-5: “há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo”.

Em Grego:
4 en sôma kai en pneuma kathôs kai eklêthête en mia elpidi tês klêseôs umôn
5 eis kurios mia pistis en baptisma


Batismo nas águas – o novo nascimento em Cristo

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Paralelo com as alianças

Paralelo com o pacto de Noé: lavar-se do pecado.
Noé e sua família passaram incólumes pelo juízo, e o próprio modo do julgamento contra o pecado, paradoxalmente, garantiu seu livramento. Textos sobre isso: Gn 6: 8; Gn 6: 18; Gn 7–8 (relatam a entrada de Noé e sua família na arca, o dilúvio, Noé e sua família saindo da arca e o altar erguido a Deus por Noé); 1 Pe 3: 18-22.

Semelhantemente, o crente passa pelo julgamento contra o pecado sendo lavado pelo sangue de Cristo e experimentando o poder da Sua ressurreição. Sua morte representa para nós o estabelecimento do novo pacto e da nossa entrada pessoal nos seus benefícios.

Paralelo com o pacto Abraâmico: centraliza-se na circuncisão (circuncisão do coração):
Textos: Dt 10: 16; Rm 2: 29; Gn 17: 9-14 (o Senhor institui a circuncisão); Cl 2: 13 (fala da morte pelo pecado e da incircuncisão da carne).

Portanto, a morte decorrente do pecado é comparada à incircuncisão, ou seja, falta total de conhecimento da obra renovadora de Deus. A circuncisão significava revivificação divina, portanto, o que a circuncisão era no pacto com Abraão, o batismo é para o cristão. Por isso, a bíblia usa muitas vezes a palavra selo. Selo significa: ‘aquilo que é possuído com segurança, algo que está completo, sinal de autenticidade e autoridade’. Em Rm 4: 11-13, a circuncisão é chamada de selo. Em 2 Co 1: 21-22 e Ef 1: 13 a palavra selo, provavelmente, se refere ao batismo, uma interpretação baseada no emprego do verbo ‘ungir’ em At 10: 38, referindo-se ao batismo de Jesus.

Paralelo com o pacto Mosaico: libertação do diabo e separação para Deus.
• 1 Co 10: 1-4: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”. A ceia do Senhor foi prefigurada no beber da Rocha (v. 4) e o batismo foi prefigurado no mar (batismo de arrependimento) e na nuvem (batismo no Espírito Santo). O batismo israelita simbolizava a separação; a passagem pelo mar os separou dos egípcios; a nuvem os separou para Deus (batismo no Espírito). Pedro apresenta o batismo como a liberação do crente do julgamento e a transição para o reino de Deus (1 Pe 3: 20-22).

Bênçãos associadas ao batismo

• O batismo nas águas realiza em nós o novo nascimento (nosso espírito é recriado e recebemos uma nova mente: a de Deus). O arrependimento traz a remissão dos pecados: Mc 1: 4; Mt 3: 2; 6, onde Jordão significa: divisor de águas, mentalidade nova, mudar e renovar a mente, ser limpo da lepra [pecado], separação da mente do homem da mente de Deus; At 2: 38; Tt 3: 5; Hb 10: 22.

• O despojamento do corpo da carne e o sepultamento do pecado (negamos a nossa natureza carnal e nos assumimos como seres espirituais; a nossa velha vida é “enterrada” e ressurgimos para a vida eterna, como Jesus na Sua ressurreição): Rm 6: 1-14 (O texto fala que fomos livres do pecado pela graça de Deus através do batismo, simulando Sua morte, ou seja, no batismo sepultamos nossa carne para podermos ‘ressuscitar’ ao sair da águas, como Jesus ressuscitou ao sair do túmulo. Agora temos uma nova vida, uma vida de santidade).

• A circuncisão do nosso coração (derrubar a barreira ao fluir do Espírito Santo):
Cl 2: 11-12: “Nele [Jesus], também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”. Circuncidar o coração significa: estar aberto para a ação do Espírito de Deus, revivificação divina.

• Além de recebermos o Espírito Santo como um selo de propriedade exclusiva de Jesus sobre nós, o batismo nas águas nos habilita a recebermos o batismo no Espírito:
• Jo 3: 5: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água [Ele queria dizer: conversão e batismo de arrependimento] e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.
Isso é algo profundo que precisamos entender. Não é o batismo que salva, e sim a confissão de Jesus como Senhor e Salvador (Rm 10: 9-10). Porém, sem o batismo essa salvação não é completa, pois não há o selo do Espírito capacitando a pessoa a tomar verdadeiramente posse do reino de Deus; em outras palavras, sem o selo ela não tem autoridade para repreender demônios nem para realizar curas ou milagres. Outros textos: At 2: 38-39; At 8: 36-38; At 10: 47; 2 Co 1: 22; Gl 3: 27; Tt 3: 5.

• Garante-nos a condição de filhos de Deus, nos dá entrada no Seu reino e participação ativa nele (filiação divina e autoridade espiritual): Mt 3: 17; Mt 28: 19; Jo 3: 3-5 [Quando o Senhor diz que “quem não nascer da água”, Ele está falando do batismo nas águas que traz a presença do Espírito em nós e permite que entremos no reino de Deus. Mas quando fala, no versículo anterior sobre “nascer de novo”, Ele se refere à ação do Espírito em nós de uma forma mais forte e constante, trazendo transformação, ou seja, nos fazendo ver realmente o reino de Deus na nossa vida e a vida de Deus em nós, Sua vida plena e abundante]; At 8: 14-25 (O texto fala das vidas que foram conquistadas para o reino de Deus e de quantas delas receberam o Espírito Santo pela imposição das mãos dos apóstolos, pois a participação na Obra se conseguia pela fé na graça salvadora de Jesus e pelo amor a Ele); Rm 8: 14-17; 1 Co 12: 13 (Quando nos batizamos, passamos a fazer parte do Corpo de Cristo).

Resumindo, o batismo nas águas realiza em nós:

O novo nascimento (nosso espírito é recriado), o despojamento do corpo da carne (negamos a nossa natureza carnal e nos assumimos como seres espirituais), o sepultamento do pecado (a nossa velha vida é ‘enterrada’ e ressurgimos para a vida eterna, como Jesus na Sua ressurreição – Rm 6: 3-4; Cl 2: 11-12), a circuncisão do nosso coração (derrubar a barreira ao fluir do Espírito Santo), nos garante a condição de filhos de Deus, nos dá entrada no Seu reino e participação ativa nele (filiação divina e autoridade espiritual), assim como nos separa definitivamente do mundo (nosso dono passa a ser Jesus, pois a marca do Seu sangue está em nós).


Batismo com o Espírito Santo

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O batismo com o Espírito Santo

Após o batismo nas águas, necessitamos de uma “força extra” vinda de Deus para podermos superar as provas e vencermos o diabo, por isso, o Senhor nos batiza com o Espírito Santo, nos conferindo não apenas Sua força espiritual como também dons, que vão nos levar a patamares maiores de unção e de conhecimento do Pai. Por isso, Jesus foi batizado também com o Espírito, para seguir para o deserto e ser tentado por quarenta dias. Só assim, aprovado por Deus, pôde iniciar Seu ministério e ir para a cruz. Textos sobre o batismo com o Espírito Santo: At 1: 8; Lc 24: 49; At 4: 13. Todo o livro de Atos reflete as conseqüências desse ato espiritual. A característica do batismo com o Espírito é o falar em línguas estranhas (At 2: 1-13; At 10: 44-46; At 19: 6).

Embora a bíblia descreva os apóstolos falando em línguas conhecidas de outras nações daquela época (At 2: 9-11a), existe também o orar em “línguas estranhas” ou “língua de anjos” como se fala na igreja, onde o nosso espírito conversa com Deus em uma língua que só nós dois entendemos (1 Co 14: 2); ou quando Ele desejar que outros irmãos sejam edificados na igreja, Ele também concede o dom de interpretação de línguas (1 Co 12: 10; 30). E em 1 Co 14, todo o capítulo, mas com enfoque ao versículo 4, Paulo fala que o orar em línguas edifica o nosso espírito. Assim, o batismo no Espírito Santo nos reveste com o poder de Deus (grego, Dunamis, poder para realizar milagres), portanto, nos capacita a realizar Sua obra na terra.

Batize-se nas águas e não deixe que o diabo o roube deste benefício colocando mentiras na sua cabeça, dizendo que você não está preparado para se batizar porque fuma, bebe, tem vícios etc. Quem vai prepará-lo é o próprio Espírito Santo. Você não pode fazer nada para se melhorar ou para se tornar digno Dele. Portanto, não perca tempo, obedeça ao mandamento do Senhor, pois o batismo é uma ordenança de Deus para todos os Seus filhos. Em Lc 11: 13 está escrito: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Portanto, se você entendeu o que foi explicado no texto sobre Nicodemos, peça também o batismo no Espírito Santo e o Senhor vai lhe conceder. Assim você estará apto para prosseguir na sua jornada. Amém?

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Este texto se encontra nos livros:


livro evangélico: Ensinos, curas e milagres

Ensinos, curas e milagres

Teachings, healings and miracles


livro evangélico: Jamais falte óleo sobre tua cabeça

Jamais falte óleo sobre tua cabeça

Never be lacking oil on your head

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