Explicação de Ezequiel capítulo 7: “O fim vem! O fim vem!” – os caldeus (os babilônios) viriam contra Jerusalém por causa da sua idolatria, soberba, violência e dos crimes de sangue nela.

1 Veio ainda a palavra do Senhor a mim, dizendo:
2 Ó tu, filho do homem, assim diz o Senhor Deus acerca da terra de Israel: Haverá fim! O fim vem sobre os quatro cantos da terra.
3 Agora, vem o fim sobre ti; enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei segundo os teus caminhos, e farei cair sobre ti todas as tuas abominações.
4 Os meus olhos não te pouparão, nem terei piedade, mas porei sobre ti os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti. Sabereis que eu sou o Senhor.
5 Assim diz o Senhor Deus: Mal após mal, eis que vêm [NVI: Assim diz o Soberano, o SENHOR: “Eis a desgraça! Uma desgraça jamais imaginada vem aí].
6 Haverá fim, vem o fim, despertou-se contra ti;
7 vem a tua sentença, ó habitante da terra. Vem o tempo; é chegado o dia da turbação, e não da alegria, sobre os montes.
8 Agora, em breve, derramarei o meu furor sobre ti, cumprirei a minha ira contra ti, julgar-te-ei segundo os teus caminhos e porei sobre ti todas as tuas abominações.
9 Os meus olhos não te pouparão, nem terei piedade; segundo os teus caminhos, assim te castigarei, e as tuas abominações estarão no meio de ti. Sabereis que eu, o Senhor, é que firo.
O Senhor continua a proferir Suas palavras de juízo no capítulo 7 dizendo: “O fim vem! O fim vem!”, como mais uma amostra de que Sua paciência se esgotou. A soberba do Seu próprio povo o provocava a trazer a violência através dos caldeus.
10 Eis o dia, eis que vem; brotou a tua sentença, já floresceu a vara, reverdeceu a soberba.
11 Levantou-se a violência para servir de vara perversa; nada restará deles, nem da sua riqueza, nem dos seus rumores, nem da sua glória [NVI: A violência tomou a forma de uma [ou o violento se tornou uma] vara para castigar a maldade; ninguém do povo será deixado, ninguém daquela multidão, como também nenhuma riqueza, nada que tenha algum valor].
12 Vem o tempo, é chegado o dia; o que compra não se alegre, e o que vende não se entristeça; porque a ira ardente está sobre toda a multidão deles.
13 Porque o que vende não tornará a possuir aquilo que vendeu, por mais que viva; porque a profecia contra a multidão não voltará atrás; ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniqüidade.
14 Tocaram a trombeta e prepararam tudo, mas não há quem vá à peleja, porque toda a minha ira ardente está sobre toda a multidão deles.
15 Fora está a espada; dentro, a peste e a fome; o que está no campo morre à espada, e o que está na cidade, a fome e a peste o consomem.
16 Se alguns deles, fugindo, escaparem, estarão pelos montes, como pombas dos vales, todos gemendo, cada um por causa da sua iniqüidade.
17 Todas as mãos se tornarão débeis, e todos os joelhos, em água.
18 Cingir-se-ão de pano de saco, e o horror os cobrirá; em todo rosto haverá vergonha, e calva, em toda a cabeça.
19 A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro lhes será como sujeira; nem a sua prata, nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor; eles não saciarão a sua fome, nem lhes encherão o estômago, porque isto lhes foi o tropeço para cair em iniqüidade.
20 De tais preciosas jóias fizeram seu objeto de soberba e fabricaram suas abomináveis imagens e seus ídolos detestáveis;
21 portanto, eu fiz que isso lhes fosse por sujeira e o entregarei nas mãos dos estrangeiros, por presa, e aos perversos da terra, por despojo; eles o profanarão.
22 Desviarei deles o rosto, e profanarão o meu recesso; nele, entrarão profanadores e o saquearão.
A riqueza e a glória de que eles se gabavam pereceriam, assim como seu comércio.
Dentro da cidade a peste e a fome os consumiriam e fora dela a espada os mataria.
“Todos os joelhos, em água” (v.17) – é uma expressão que se repete em Ez 21: 7: “Todos os joelhos se desfazem em água” [ou “todo joelho se tornará como água, de tão fraco” ou “toda coxa se desfará por causa da água”] é um eufemismo para a perda do controle da urina nos momentos de terror ou pânico (também Ez 7: 17: “joelhos em água”).
Os que conseguissem escapar para os montes se sentiriam frágeis, impotentes e se lamentariam, pois as riquezas em que eles confiavam seriam inúteis. Da prata e do ouro eles haviam fabricado imagens e ídolos.
Por isso, os invasores destruiriam esses ídolos até dentro do templo do Senhor.
23 Faze cadeia, porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade, cheia de violência.
24 Farei vir os piores de entre as nações, que possuirão as suas casas; farei cessar a arrogância dos valentes, e os seus lugares santos serão profanados.
25 Vem a destruição; eles buscarão paz, mas não há nenhuma.
26 Virá miséria sobre miséria, e se levantará rumor sobre rumor; buscarão visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos, o conselho.
27 O rei se lamentará, e o príncipe se vestirá de horror, e as mãos do povo da terra tremerão de medo; segundo o seu caminho, lhes farei e, com os seus próprios juízos, os julgarei; e saberão que eu sou o Senhor.
Ele dizia que a terra de Israel estava cheia de crimes de sangue, e Jerusalém, cheia de violência.
Nem os profetas nem os sacerdotes nem os anciãos seriam ajuda para o povo quando viesse a destruição, pois Deus os havia abandonado.
O rei e o príncipe ficariam horrorizados e o povo tremeria de medo.
Deus termina dizendo que o castigo é justo por causa das suas atitudes erradas.
Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).



Table about the prophets (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
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