Explicação de Ezequiel capítulo 44: Quem poderia entrar no templo; as regras dos sacerdotes (vestes, cabelo, vinho, casamento, não tocar em cadáver, ser juízes), as provisões e a divisão de serviço entre os levitas.


Ezequiel capítulo 44



Ez 44 – ARA

Reformas no ministério do santuário

1 Então, o homem me fez voltar para o caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente, a qual estava fechada.
2 Disse-me o Senhor: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, permanecerá fechada.
3 Quanto ao príncipe, ele se assentará ali por ser príncipe, para comer o pão diante do Senhor; pelo vestíbulo da porta entrará e por aí mesmo sairá.

No capítulo 44, o Senhor reforça os deveres dos sacerdotes (restauração do sacerdócio Levítico), como os levitas deveriam servir no santuário.
O homem levou Ezequiel para a porta exterior do templo do lado do oriente e ele viu que a porta estava fechada. Ela deveria permanecer fechada.
Ele explicou que era porque o Senhor, Deus de Israel, havia entrado por ela (Ez 43: 2, 4). Deus nunca mais deixaria Seu santuário (Ez 43: 7; Ez 43: 9), como Jesus disse que permanece conosco até o fim dos tempos (Mt 28: 20; Hb 13: 5b).

Em relação ao príncipe, ele também não passaria pela porta, mas poderia se assentar ali no vestíbulo por ser príncipe para comer o pão diante do Senhor. O termo príncipe, em hebraico, pode dizer respeito a um rei ou membro da realeza, ou a um representante de Deus (Gn 23: 6). Mas príncipe aqui se referia ao governante, que ali comeria as ofertas pacíficas.

No 2º templo construído por Zorobabel, mas restaurado por Herodes, a porta oriental era conhecida como a Porta Dourada. Depois da destruição do templo por Tito em 70 DC, o templo permaneceu sem muros por muitos séculos e, quando os otomanos o restauraram no século XVI, essa porta oriental, a Porta Dourada, foi obstruída com um muro e até hoje permanece fechada, por causa de uma tradição islâmica.
Essa porta fechada hoje pode ser o cumprimento dessa profecia, pois Jesus, como sumo sacerdote entrou por esse portão pela última vez no Domingo de Ramos.

Espiritualmente falando, o oriente simboliza o espiritual. Nós, como servos de Deus, removidos pela Sua misericórdia das coisas espirituais que nos cercavam na idolatria do mundo, temos agora a certeza de que Jesus entrou no nosso espírito e para sempre estará conosco, portanto, nada mais do mundo espiritual poderá ter acesso à nossa alma e ao nosso espírito.

Para o povo da época de Ezequiel, que havia deixado incircuncisos entrar no templo do Senhor, isso era uma promessa de restauração, ou seja, Deus estava refazendo Sua comunhão com Seu povo, e o pecado ficaria fora, porque somente a glória de Deus poderia passar pelo portão leste do templo.

4 Depois, o homem me levou pela porta do norte, diante da casa; olhei, e eis que a glória do Senhor enchia a Casa do Senhor; então, caí rosto em terra [NVI: Então o homem levou-me até a frente do templo, passando pela porta norte. Olhei e vi a glória do SENHOR enchendo o templo do SENHOR, e prostrei-me com o rosto em terra].
5 Disse-me o Senhor: Filho do homem, nota bem, e vê com os próprios olhos, e ouve com os próprios ouvidos tudo quanto eu te disser de todas as determinações a respeito da Casa do Senhor e de todas as leis dela; nota bem quem pode entrar no templo e quem deve ser excluído do santuário [NVI: O SENHOR me disse: “Filho do homem, preste atenção, olhe e ouça atentamente tudo o que eu disser acerca de todos os regulamentos relacionados com o templo do SENHOR. Preste atenção à entrada do templo e a todas as saídas do santuário].
6 Dize aos rebeldes, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Bastem-vos todas as vossas abominações [NVI: práticas repugnantes], ó casa de Israel!
7 Porquanto introduzistes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, para o profanarem em minha casa, quando ofereceis o meu pão, a gordura e o sangue; violastes a minha aliança com todas as vossas abominações [NVI: Além de todas as suas outras práticas repugnantes, vocês trouxeram estrangeiros incircuncisos no coração e na carne para dentro do meu santuário, profanando o meu templo enquanto me ofereciam comida, gordura e sangue, e assim vocês romperam a minha aliança].
8 Não cumpristes as prescrições a respeito das minhas coisas sagradas; antes, constituístes em vosso lugar estrangeiros para executarem o serviço no meu santuário.
9 Assim diz o Senhor Deus: Nenhum estrangeiro que se encontra no meio dos filhos de Israel, incircunciso de coração ou incircunciso de carne, entrará no meu santuário.

A seguir, o homem levou o profeta pela porta norte do templo, e ele viu a glória do Senhor lá e caiu rosto em terra.
E o Senhor começou a falar sobre quem poderia entrar ou não nesse templo, agora santo e perfeito, feito apenas para o povo do Senhor.
O Senhor lhe mandava dizer isso aos filhos rebeldes, que outrora contaminaram a Sua Casa com a prostituição dos ídolos. Isso estava acabado: “Bastem-vos todas as vossas abominações [NVI: práticas repugnantes], ó casa de Israel!”
Estrangeiros, incircuncisos de coração e de carne, haviam participado dos Seus rituais santos, portanto seriam excluídos.
Segundo o teólogo Dr. Ralph H. Alexander, as religiões do antigo Oriente Próximo freqüentemente usavam prisioneiros estrangeiros como servos do templo para ajudar os sacerdotes, e provavelmente Israel tinha adotado essa prática, por isso Deus os repreendia.

Ao tomarem parte no Seu pão, na gordura e no sangue das ofertas (Lv 7: 22-27), eles havia profanado aquele lugar e violado a Aliança.
Mas nós podemos pensar também que sacerdotes idólatras haviam participado dos serviços sagrados: “Não cumpristes as prescrições a respeito das minhas coisas sagradas; antes, constituístes em vosso lugar estrangeiros para executarem o serviço no meu santuário” (v. 8).
A partir dali, nenhum estrangeiro poderia entrar no santuário de Deus.
Isso nos faz entender a inscrição do Soreg no pátio dos gentios no templo de Herodes, que se ultrapassassem aquele ponto seriam mortos.
Também dá para entender porque as pessoas que ainda não têm ainda uma entrega verdadeira a Jesus nem consciência do Seu sacrifício estão desqualificadas para participar da Ceia do Senhor na igreja.
O pecado do mundo não pode estar associado com a nova vida em Cristo, vivida pelo cristão.

10 Os levitas, porém, que se apartaram para longe de mim, quando Israel andava errado, que andavam transviados, desviados de mim, para irem atrás dos seus ídolos, bem levarão sobre si a sua iniqüidade [NVI: sofrerão as conseqüências de sua iniqüidade].
11 Contudo, eles servirão no meu santuário como guardas nas portas do templo e ministros dele [NVI: também farão o serviço nele]; eles imolarão o holocausto e o sacrifício para o povo e estarão perante este para lhe servir.
12 Porque lhe ministraram diante dos seus ídolos e serviram à casa de Israel de tropeço de maldade; por isso, levantando a mão, jurei a respeito deles, diz o Senhor Deus, que eles levarão sobre si a sua iniqüidade [NVI: sofrerão as conseqüências de sua iniqüidade].
13 Não se chegarão a mim, para me servirem no sacerdócio, nem se chegarão a nenhuma de todas as minhas coisas sagradas, que são santíssimas [NVI: que são minhas ofertas santíssimas], mas levarão sobre si a sua vergonha e as suas abominações que cometeram.
14 Contudo, eu os encarregarei da guarda do templo [NVI: dos deveres do templo], e de todo o serviço, e de tudo o que se fizer nele.

Deus se dirige agora aos sacerdotes levitas e faz uma separação de serviços.
Os levitas que haviam se afastado dos mandamentos do Senhor durante o tempo que Israel se contaminou com seus ídolos, agora tinham uma palavra da parte do Senhor.
Eles eram culpados, não apenas por terem participado na idolatria, mas também por se omitirem de guiar o povo, tornando-se uma pedra de tropeço para eles.
Em vez de chamar o povo de volta para Deus, eles se mantiveram longe e levaram os demais para longe dEle.
Esses levitas não poderiam ser mais sacerdotes, mas serviriam nas atividades gerais no complexo do templo, como porteiros, para imolar o holocausto e os demais tipos de oferta e recebê-las do povo (Ez 44: 10-11), até se encarregarem do louvor e da conservação das luminárias do pátio externo.
Não se achegariam para servir o Senhor no sacerdócio dentro do pátio interno, localizado no nível mais alto, o do altar do holocausto (Ez 44: 13-14), nem tocariam mais nas coisas sagradas do pátio interior para dentro.
Eles haviam perdido a dignidade dos serviços superiores do sacerdócio, como eram realizados no lugar santo do templo ou do tabernáculo, quando poderiam carregar os utensílios sagrados.
Eles sofreriam as conseqüências do seu pecado.

Os deveres dos sacerdotes

15 Mas os sacerdotes levitas, os filhos de Zadoque, que cumpriram as prescrições do meu santuário [NVI: que fielmente executaram os deveres do meu santuário], quando os filhos de Israel se extraviaram de mim, eles se chegarão a mim, para me servirem, e estarão diante de mim, para me oferecerem a gordura e o sangue, diz o Senhor Deus.
16 Eles entrarão no meu santuário, e se chegarão à minha mesa, para me servirem, e cumprirão as minhas prescrições [NVI: para realizar o meu serviço].

O profeta agora fala sobre os filhos de Zadoque, que Deus separava para estar diante dEle no santuário interior, no altar do holocausto para lhe oferecer os sacrifícios.
Os filhos de Zadoque, eram descendentes do sacerdote Zadoque, filho de Aitube, descendente de Eleazar, o terceiro filho de Arão (1 Cr 6: 3; 1 Cr 6: 50-53).
Eles haviam permanecido fiéis quando os demais se afastaram de Deus.
Durante o tempo da rebelião de Absalão contra Davi, Zadoque e Abiatar (descendente de Itamar) permaneceram leais a Davi (2 Sm 15:24).
Mais tarde, porém, Abiatar foi exilado do seu cargo de sacerdote, pois participou da traição de Adonias para tirar o trono das mãos de Salomão.
Salomão, portanto, deu o cargo de sumo sacerdote a Zadoque, no primeiro templo (1 Rs 2: 27; 1 Rs 2: 35).
Como honra pela sua fidelidade a Davi, Deus deu à sua descendência o direito de aproximar-se dEle para servi-lo, oferecendo sobre o altar a gordura e o sangue das ofertas, que eram destinados somente ao Senhor.

17 E será que, quando entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho; não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.
18 Tiaras de linho [NVI: turbantes de linho] lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre as coxas [NVI: calções de linho na cintura]; não se cingirão a ponto de lhes vir suor.
19 Saindo eles ao átrio exterior, ao povo, despirão as vestes com que ministraram, pô-las-ão nas santas câmaras [NVI: nos quartos sagrados] e usarão outras vestes, para que, com as suas vestes, não santifiquem o povo [NVI: para que não consagrem o povo quando estiverem usando as roupas sacerdotais].

Mas Deus lembrava a Ezequiel as responsabilidades e as diretrizes dadas a eles no livro da Lei. Então, ele começa a falar das vestes de linho (Ez 44: 17-19; Êx 28: 42; Lv 16: 4; Lv 21: 10; Ag 2: 12).
O sacerdote usava túnicas, calções, cinto e turbante de linho durante o seu serviço. Linho significa justiça e santidade (Sl 132: 9; Ap 19: 8). Os sacerdotes não deveriam usar roupas de lã para que não suassem, pois na Antiguidade o suor era símbolo de impureza, e fala do esforço do homem (Gn 3: 19). E Deus queria que Seus sacerdotes O servissem descansando nEle e trabalhando em parceria com Ele, não no suor do seu próprio esforço humano.

Ez 44: 19 repete que os sacerdotes deveriam trocar suas vestes antes de saírem do átrio interior para a área destinada ao povo (Ez 42: 14). Aqui em Ez 44: 19, a bíblia escreve: “para que, com as suas vestes, não santifiquem o povo”.
As vestes do sacerdócio eram consagradas, santas; portanto, tanto as vestes como o altar santificavam tudo aquilo que eles tocassem ou que tocassem neles (Êx 29: 37). Isso foi planejado por Deus para lhes dar a idéia de separação entre o santo e o profano, ou seja, a santidade exigia condições especiais.

20 Não raparão a cabeça, nem deixarão crescer o cabelo; antes, como convém, tosquiarão a cabeça [NVI: Não raparão a cabeça nem deixarão o cabelo comprido, mas o manterão aparado].

Ezequiel continua a mencionar outros deveres dos sacerdotes.
Ez 44: 20: não rapar a cabeça nem deixar crescer o cabelo, mas aparar o cabelo (Lv 21: 5). Rapar a cabeça (ou ‘desgrenhar os cabelos’) juntamente com rasgar as vestes era costume no ritual do luto (Lv 21: 10).
Deixar o cabelo crescer indicava que a pessoa estava fazendo um voto de nazireu (Nm 6: 1-8) ou um ato de descuido e vaidade (como no caso de Absalão) e que poderia trazer más conseqüências mais tarde.

21 Nenhum sacerdote beberá vinho quando entrar no átrio interior.

O sacerdote era proibido de beber vinho quando prestasse serviço no átrio interior (Lv 10: 9), para não ser tomado por outro espírito que não o Espírito do Senhor e não perder seu autocontrole e autodisciplina. Sua consciência deveria estar clara para prestar serviço.

22 Não se casarão nem com viúva nem com repudiada [NVI: divorciada], mas tomarão virgens da linhagem da casa de Israel ou viúva que o for de sacerdote.

O sumo sacerdote não podia se casar com mulher viúva (Lv 21: 14), apenas com uma virgem do seu povo. Mas houve uma exceção: Alexandre Janeu (103-76 AC), filho de João Hircano I e neto de Simão Macabeu (143-135 AC), herdou o trono de seu irmão Aristóbulo I (104-103 AC), casando-se com a viúva deste, Salomé Alexandra, de acordo com a lei do levirato. Isso é ainda um caso bastante discutido entre os rabinos, pois a linhagem Hasmoneana apresentou algumas discrepâncias da lei Mosaica.
Os sacerdotes (Lv 21: 7, Ez 44: 22) podiam se casar com viúvas, desde que fossem viúvas de outro sacerdote.
Os sacerdotes comuns e os homens do povo podiam se casar com viúvas para cumprir a lei do levirato (Dt 25: 5-10).
Mas, assim como o sumo sacerdote, eles não podiam se casar com prostituta ou desonrada (não virgem) ou divorciada (Lv 21: 7,13-14).

23 A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo [NVI: entre o puro e o impuro].
24 Quando houver contenda, eles assistirão a ela para a julgarem [NVI: como juízes]; pelo meu direito julgarão; as minhas leis e os meus estatutos em todas as festas fixas guardarão e santificarão os meus sábados.

Os sacerdotes também deveriam atuar como juízes em disputas e discussões (Dt 17: 8-13; Dt 21: 5), segundo o mandamento do Senhor, não de acordo com seu próprio julgamento. E isso era uma forma de ensinar o povo a distinguir entre o santo e o profano, entre o imundo e o limpo (Lv 10: 10; Ml 2: 7), não apenas nas questões religiosas.

Deveriam também manter os estatutos em relação às festas determinadas pelo Senhor (“Minhas festas fixas”) e o Sábado como um dia santificado por Ele para o contato mais profundo com Seus filhos. A guarda do Sábado era um ponto central na aliança entre Deus e seu povo.

25 Não se aproximarão de nenhuma pessoa morta, porque se contaminariam; somente por pai, ou mãe, ou filho, ou filha, ou irmão, ou por irmã que não tiver marido, se poderão contaminar.
26 Depois de ser ele purificado, contar-se-lhe-ão sete dias [NVI: Depois de se purificar, esperará sete dias].
27 No dia em que ele entrar no lugar santo, no átrio interior, para ministrar no lugar santo, apresentará a sua oferta pelo pecado, diz o Senhor Deus.

Ez 44: 25-27 diz respeito às recomendações do luto e o tocar em cadáver.
Os sacerdotes não podiam tocar em cadáveres por ninguém do povo, exceto por parentes muito próximos: pai, mãe, filho, filha, irmão e irmã virgem (Lv 21: 1-4). Ele era considerado impuro por sete dias (Nm 19:11). Depois cumprir o ritual de purificação (A água purificadora – Nm 19: 1-22), ele deveria esperar mais sete dias e oferecer sua oferta pelo pecado ao Senhor (Ez 44: 27). Então ele poderia entrar no pátio interno para servir no lugar santo.

Mas para o sumo sacerdote essa regra era um pouco mais rígida. Ele não podia se aproximar de corpo morto nenhum, nem mesmo de seu pai ou mãe, filho, filha, irmão e irmã (Lv 10: 6-7; Lv 21: 11-12). Foi o que aconteceu com Arão, no caso da morte de seus filhos, Nadabe e Abiú. Tocar em cadáver era sinal de impureza cerimonial, e o sumo sacerdote era tido como em um nível superior de santidade.

A repartição das terras

28 Os sacerdotes terão uma herança; eu sou a sua herança. Não lhes dareis possessão [NVI: propriedade] em Israel; eu sou a sua possessão.
29 A oferta de manjares, e a oferta pelo pecado, e a pela culpa eles comerão; e toda coisa consagrada em Israel será deles [NVI: Eles comerão as ofertas de cereal, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa; e tudo o que em Israel for consagrado ao SENHOR será deles].

Ezequiel 44: 28-31 fala a respeito às provisões do sacerdote.
O Senhor inicia com a mesma frase dada a Moisés sobre a herança sacerdotal, ou seja, eles não teriam possessão em Israel como as demais tribos, pois Ele era a sua herança (Nm 18: 20).
Eles não herdavam propriedades nem cidades, mas o Senhor seria seu provedor, uma vez que eles haviam sido separados apenas para servi-lO.
O Senhor lhes dava as ofertas de manjares (cereais), as ofertas pelo pecado e pela culpa e tudo o que era consagrado a Ele (Nm 18: 8-19).

O termo hebraico usado aqui é ‘herem’, que significa ‘dedicado, consagrado’ (Lv 27: 28-29). Por exemplo: homem ou animal consagrado ao Senhor não se poderia resgatar, caso contrário, seria morto.
Em Ez 44: 29 e Nm 18: 14, as ofertas a Deus, e dadas ao sacerdote por Ele, são chamadas de herem e qõdhesh (‘santo’), pois o que o homem separa inteiramente para Deus (herem), Ele recebe e separa para Si e aquilo passa a ser qõdhesh, santo para Ele, e por isso não pode mais ser resgatada.
Por isso, ‘herem’ (Em hebraico) ou ‘anátema’ (Em grego) era uma coisa que era devotada a Deus, mas se tornava maldita para aquele que o tocasse ou usasse para outro propósito. Foi o que aconteceu com Acã, que tocou nas coisas condenadas, após a queda de Jericó (Js 6: 18; Js 7: 1, 11, 12, 15) e foi morto.

30 O melhor de todos os primeiros frutos (as primícias) de toda espécie e toda oferta serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote [NVI: Vocês darão a eles a primeira porção de sua refeição de cereal moído], para que faça repousar a bênção sobre a vossa casa.

As primícias (“o primeiro” ou “o melhor”) deveriam ser dadas aos sacerdotes. E se o povo fizesse isso, as casas deles seriam abençoadas.

31 Não comerão os sacerdotes coisa alguma que de si mesma haja morrido ou tenha sido dilacerada de aves e de animais [NVI: Os sacerdotes não comerão a carne de aves ou de animais encontrados mortos ou despedaçados por animais selvagens].

Os sacerdotes não comeriam a carne de aves ou de animais encontrados mortos ou despedaçados por animais selvagens. Eram consideradas impuras.

Vídeo de ensino

Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).

O Profeta Ezequiel

Este estudo se encontra no livro:


O livro do profeta Ezequiel; livro evangélico

O livro do profeta Ezequiel

The book of prophet Ezekiel

Resumo sobre os profetas:


livro evangélico: Profeta, o mensageiro de Deus

Profeta, o mensageiro de Deus

Prophet, the messenger of God

Sugestão para download:


tabela de profetas AT

Tabela dos profetas (PDF)

Table about the prophets (PDF)


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

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