Explicação de Ezequiel capítulo 43: a glória do Senhor volta ao templo; a descrição do altar do holocausto e sua consagração por oito dias. Comparação com as medidas do Tabernáculo e do templo de Salomão e Herodes.

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A NVI usa a medida de 50 cm para o côvado de Ezequiel, mas aqui eu coloco as medidas segundo o padrão de 51,8 cm usado pelo profeta (o côvado longo).
1 Então, o homem me levou à porta, à porta que olha para o oriente.
2 E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.
3 O aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera, quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que tive junto ao rio Quebar; e me prostrei, rosto em terra.
4 A glória do Senhor entrou no templo pela porta que olha para o oriente.
5 O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor enchia o templo.
Depois de medir a área, o homem levou Ezequiel para a porta (exterior) que dava para o leste, e o profeta viu glória do Senhor vindo pelo leste. Sua voz era como o rugido de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da Sua glória.
O aspecto da visão era igual ao que ele teve nas margens do rio Quebar e quando o Senhor veio destruir a cidade.
Ezequiel se prostrou com o rosto em terra. A glória do Senhor entrou no templo pela porta que olha pelo oriente, a porta por onde começou a visão de Ezequiel (Ez 40: 6).
Depois, o Espírito do Senhor o levou para dentro do pátio interno, e a glória do Senhor enchia o templo.
Enquanto o homem de bronze estava ao seu lado, ele ouviu uma voz falando com ele e que vinha do interior do templo.
6 Então, ouvi uma voz que me foi dirigida do interior do templo, e o homem se pôs de pé junto a mim, e o Senhor me disse [NVI: Enquanto o homem estava ao meu lado, ouvi alguém falando comigo de dentro do templo]:
7 Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com o cadáver dos seus reis, nos seus monumentos [NVI: nem seus reis, mediante a sua prostituição e os ídolos sem vida de seus reis, em seus santuários nos montes],
8 pondo o seu limiar junto ao meu limiar e a sua ombreira, junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e eles. Contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu osconsumi na minha ira.
9 Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e o cadáver dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.
A glória do Senhor já havia entrado no templo, no santuário e no altar e enchia toda a Casa. Então, Ezequiel ouviu Sua voz dizendo que tinha escolhido o templo restaurado para Seu lugar com Seu povo para sempre, agora um povo purificado, sem idolatria.
Quando o Senhor afirma que eles e seus reis não mais contaminariam Seu nome santo com as suas prostituições e os ídolos sem vida de seus reis, em seus santuários nos montes [ou ‘com o cadáver dos seus reis, nos seus monumentos’], Ele se referia aos atos pecaminosos de idolatria sobre os lugares altos, praticados pelo povo e pelos reis de Judá antes do cativeiro. Mas Ele também fala: “pondo o seu limiar junto ao meu limiar e a sua ombreira, junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e eles. Contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira”, ou seja, Deus não está mais se referindo aos sacrifícios nos altos, mas às práticas idólatras dentro do Templo, como Acaz, Manassés e os mais recentes reis de Judá haviam feito e foram repreendidos pelo profeta, quando ele descreveu as abominações dos líderes civis e religiosos na própria Casa de Deus e mencionou o ‘ídolo dos ciúmes’ ou ‘imagem dos ciúmes’ e as mulheres chorando por Tamuz lá dentro mesmo.
Isso significa que entravam pelo mesmo lugar para fazer uma adoração dividida (“seu limiar junto ao meu limiar”) e as doutrinas humanas caminhavam lado a lado com a lei do Senhor (“a sua ombreira, junto à minha ombreira”). Essa última expressão pode também se referir às paredes e às câmaras extras que foram construídas posteriormente no pátio do templo para fazer a adoração a ídolos ao lado do altar sagrado.

No templo de Salomão não havia separação por muros entre o altar do holocausto e o pátio exterior, exceto a separação mencionada em 2 Cr 4: 9 (“Fez mais o pátio dos sacerdotes e o pátio grande, como também as portas deles [do pátio], as quais cobriu de bronze”), sendo que as referidas portas poderiam se referir às portas laterais do santuário, talvez, onde estavam os armazéns e as câmaras do tesouro do templo, e onde também se guardavam as coisas pertinentes ao sacerdócio, ou dormitórios dos sacerdotes ao redor da parte posterior do templo. Mas com o decorrer dos anos, o projeto arquitetônico original do Templo de Salomão foi se alterando, por causa das edificações do rei Manassés (Jr 15: 4; 2 Cr 33: 4, 7) e outros monarcas idólatras. Por isso, tantas portas mencionadas em Ezequiel capítulos 8 e 9 (Ez 8: 3,5,7,12,14; Ez 9: 2,3). Em outras palavras, no tempo de Ezequiel, tratava-se de um templo já modificado para práticas de idolatria.
10 Tu, pois, ó filho do homem, mostra à casa de Israel este templo, para que ela se envergonhe das suas iniqüidades; e meça o modelo.
11 Envergonhando-se eles de tudo quanto praticaram, faze-lhes saber a planta desta casa e o seu arranjo, as suas saídas, as suas entradas e todas as suas formas; todos os seus estatutos, todos os seus dispositivos e todas as suas leis; escreve isto na sua presença para que observem todas as suas instituições e todos os seus estatutos e os cumpram.
12 Esta é a lei do templo; sobre o cimo do monte, todo o seu limite ao redor será santíssimo; eis que esta é a lei do templo.
E lhe disse para mostrar a planta desse templo à casa de Israel e para que não omitisse nenhum detalhe, pois essa era a lei do templo. Deus lhe diz que era para que Seu povo se envergonhasse das suas iniqüidades. Isso porque eles e lembrariam da Primeira Casa de Deus, que foi construída para mostrar Sua santidade, mas eles mesmos a contaminaram com suas idolatrias.
13 São estas as medidas do altar, em côvados, sendo o côvado de côvado comum e quatro dedos; a base será de um côvado de altura e um côvado de largura, e a sua borda, em todo o seu contorno, de quatro dedos; esta é a base do altar [ARA].
NVI: “Estas são as medidas do altar pela medida longa, isto é, a de meio metro [1 côvado]: sua calha tem meio metro [1 côvado] de profundidade e meio metro [1 côvado] de largura, com uma aba de um palmo [22,2 cm] em torno da beirada. E esta é a altura do altar”.
KJV Fiel: “E estas são as medidas do altar, segundo os côvados; o côvado de um côvado e um palmo de largura; até o fundo será de um côvado, e a largura de um côvado, e a sua margem pela sua borda ao redor será de um palmo; e este será o lugar mais alto do altar”.
14 Da base, na linha da terra, até à fiada do fundo [NVI: desde a calha no chão até a saliência inferior], dois côvados (de altura), e de largura (1,036 m), um côvado (51,8 cm); da fiada pequena [NVI: saliência menor] até à fiada grande [NVI: saliência maior], quatro côvados (2,072 m), e a largura, um côvado (51,8 cm).
15 A lareira, de quatro côvados de altura (2,072 m); da lareira para cima se projetarão quatro chifres.
16 A lareira terá doze côvados de comprimento e doze de largura (6,21 m), quadrada nos quatro lados.
17 A fiada terá catorze côvados de comprimento e catorze de largura (7,25 m), nos seus quatro lados; a borda ao redor dela, de meio côvado [25,9 cm]; e a base ao redor do altar se projetará um côvado (51,8 cm); os seus degraus olharão para o oriente.
[NVI: A saliência superior também é quadrada, com sete metros de comprimento e sete metros de largura, com uma aba de vinte e cinco centímetros e uma calha de meio metro em toda a sua extensão ao redor. Os degraus do altar estão voltados para o oriente”].
A partir do v. 13 Deus começa a descrever o altar de bronze.
• No chão havia uma base de 51,8 cm (1 côvado) de altura e 51,8 cm (1 côvado) de largura, com uma borda (calha ou aba) de 1 palmo (22,2 cm) ao redor.
Há uma discrepância do termo usado nas diversas traduções porque a ARA escreve no v.13 “Quatro dedos”, o que equivale a uma medida de 7,4 a 8 centímetros, a medida da base dos 4 dedos na mão.
Mas a NVI, a KJV Fiel e a maioria das versões em inglês escrevem “um palmo (1 span)”, que corresponde à medida de uma mão aberta, entre o polegar e o dedo mínimo, ou seja, 22,2 cm (8,74 polegadas) ou 27,94 cm (11 polegadas), segundo as medidas em inglês.
Esta base servia para conter o sangue dos sacrifícios (portanto, era vazada para conter o sangue do sacrifício, ou seja, era uma calha).

• Primeiro Nível (Base Inferior / Saliência): a partir da calha, ele tem 1,036 metro de altura (2 côvados) e 51,8 cm de largura (1 côvado).

• Segundo Nível (Saliência Maior): Acima da primeira saliência, eleva-se mais 4 côvados (2,072 m), mantém 1 palmo de borda e a largura de 1 côvado:

• A Fornalha (O Altar Superior): A parte superior, onde o fogo queimava, media 6,21 metros de comprimento (12 côvados), 6,21 metros de largura (12 côvados) e 2,072 metros de altura (4 côvados).
Área da Saliência Superior: 14 côvados (7,25 m) dos quatro lados e 51,8 cm de largura (1 côvado) das bordas dos 2 lados.

Quatro chifres projetavam-se para cima, um em cada um dos quatro cantos da fornalha. A estrutura possuía degraus voltados para o oriente (leste). A estrutura era alta, projetada para ser vista de todo o átrio interno.
Diferente da proibição em Êx 20: 26 (não subir ao altar por degraus), o tamanho deste altar exigia degraus, focando na sua grandeza. Eles eram voltados para o leste, indicando o retorno da glória de Deus que veio pelo oriente (Ez 43: 2). Mesmo porque o povo e os sacerdotes deveriam adorar o Senhor voltados para o templo, diferentemente dos seus compatriotas que davam as costas ao templo e se voltavam para o oriente para adorar o deus sol.

Fazendo uma comparação de tamanho com os outros altares do holocausto na bíblia, nós teremos isso:
O altar do Tabernáculo de Moisés – 2,5 metros comprimento x 2,5 metros largura x 1,5 metro altura.
O altar no templo de Salomão – 9 metros comprimento x 9 metros largura x 4,5 metros altura.
O altar no templo de Herodes – 12 metros comprimento x 12 metros largura x 4,5 metros altura.
O altar no templo de Ezequiel – 6,21 metros comprimento x 6,21 metros largura x 5.69 metros altura (11 côvados).
18 E o Senhor me disse: Filho do homem, assim diz o Senhor Deus: São estas as determinações do altar, no dia em que o farão, para oferecerem sobre ele holocausto e para sobre ele aspergirem sangue.
19 Aos sacerdotes levitas, que são da descendência de Zadoque, que se chegam a mim, diz o Senhor Deus, para me servirem, darás um novilho para oferta pelo pecado.
20 Tomarás do seu sangue e o porás sobre os quatro chifres [NVI: pontas] do altar, e nos quatro cantos da fiada [NVI: saliência superior], e na borda ao redor; assim, farás a purificação e a expiação.
21 Então, tomarás o novilho da oferta pelo pecado, o qual será queimado no lugar da casa para isso designado, fora do santuário.
22 No segundo dia, oferecerás um bode sem defeito, oferta pelo pecado; e purificarão o altar, como o purificaram com o novilho.
23 Acabando tu de o purificar, oferecerás um novilho sem defeito e, do rebanho, um carneiro sem defeito.
24 Oferecê-los-ás perante o Senhor; os sacerdotes deitarão sal sobre eles e os oferecerão em holocausto ao Senhor.
25 Durante sete dias, prepararás cada dia um bode para oferta pelo pecado; também prepararão um novilho e, do rebanho, um carneiro sem defeito.
26 Por sete dias, expiarão o altar e o purificarão; e, assim, o consagrarão.
27 Tendo eles cumprido estes dias, será que, ao oitavo dia, dali em diante, prepararão os sacerdotes sobre o altar os vossos holocaustos e as vossas ofertas pacíficas; e eu vos serei propício, diz o Senhor Deus.
Não seria Ezequiel que consagraria o altar. Deus ordenou a ele que instruísse os sacerdotes levitas da linhagem de Zadoque nessa tarefa. Eles seriam os encarregados de realizar o ritual de purificação e expiação.
No 1º dia, os sacerdotes descendentes de Zadoque ofereceriam um novilho pela oferta pelo pecado. O sangue seria colocado nos quatro chifres do altar e nos quatro cantos da saliência ao redor do altar. E o novilho seria queimado fora do santuário isso serviria para expiação e purificação (Ez 43: 21 cf. Êx 29: 14; Lv 8: 17; Lv 4: 11-12).
No 2º dia, eles ofereceriam um bode sem defeito, como oferta pelo pecado, e purificariam o altar, como fizeram com o novilho.
Durante 7 dias eles ofereceriam um bode como oferta pelo pecado e um novilho e um carneiro sem defeito como holocausto.
A partir do 8º dia, o altar estaria pronto para receber os holocaustos e as ofertas pacíficas do povo, e o Senhor seria favorável para com eles.
Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).



Table about the prophets (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
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