Explicação de Ezequiel capítulo 29: Profecia contra o Egito e Faraó Hofra (“crocodilo enorme”). O Egito era um bordão de cana ou um bordão de junco (Ez 29:6). Nabucodonosor o invadiria em 568 AC.
Explanation of Ezekiel chapter 29: Prophecy against Egypt and Pharaoh Hophra (“great monster”). Egypt was a staff of reed (Ezek 29:6). Nebuchadnezzar would invade it in 568 BC.

1 No décimo ano, no décimo mês, aos doze dias do mês, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, volve o rosto contra Faraó, rei do Egito, e profetiza contra ele e contra todo o Egito.
O capítulo 29 começa com uma profecia contra o Egito.
Essa profecia tem a data do 12º dia do 10º mês (Dezembro-Janeiro) do 10º ano do cativeiro (587 AC), 1 ano e 2 dias depois de Nabucodonosor ter iniciado o cerco de Jerusalém (Ez 24: 1-2; 2 Rs 25: 1) e sete meses antes de sua destruição (2 Rs 25: 2-8). Naquele momento ainda havia alguns em Judá e Jerusalém que esperavam que o Egito os resgatasse dos poderosos babilônios.
Aqui, o Faraó em questão é Hofra, חָפְרַע (ou Uahibré Haaibre; em grego: Apriés), que reinou de 589 a 570 AC.
Ele também foi mencionado em Jr 43: 8-13 e Jr 44: 29-30.
3 Fala e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis-me contra ti, ó Faraó, rei do Egito, crocodilo enorme, que te deitas no meio dos seus rios [NVI: grande monstro deitado e meio a seus riachos] e que dizes: O meu rio é meu, e eu o fiz para mim mesmo.
O Senhor se refere ao Faraó, rei do Egito, como o “crocodilo enorme” ou “grande monstro”, que dizia que o rio era dele, e ele o tinha feito para si mesmo. Como um crocodilo, guardando o Nilo e todos os canais de água da sua terra, Faraó estava pronto a atacar qualquer um que se atrevesse a contestá-lo ou tomar sua propriedade.
A palavra hebraica para “crocodilo” ou “monstro” neste texto é Tannim (תַּנִּין, Strong #8577: ‘um monstro marinho ou terrestre, isto é, serpente marinha ou chacal; dragão, monstro marinho, serpente, baleia’), e vem da mesma raiz comum (‘tan’, Strong #8565) do termo ugarítico ‘lotan’ ou da palavra babilônica ‘Leviatã’ (Strong #3882, Livyathan), que pode corresponder a qualquer animal aquático grande, às vezes representado pelos fenícios como um crocodilo, serpente, polvo ou um enorme peixe ou baleia. O Leviatã talvez esteja associado ao dragão mítico ou monstro marinho babilônico Tiamate, o ‘dragão-caos’, uma deusa primitiva do oceano nas mitologias Sumérica e Babilônica associada ao oceano (Is 27: 1; Is 51: 9; Jr 51: 34; Jó 7: 12; Sl 91: 13). Tannim geralmente é traduzido como “chacal”, representando o crocodilo nativo do Nilo ou o leviatã babilônico.
Talvez, o crocodilo seja uma figura do deus egípcio Sobek ou Suchus, uma divindade protetora com cabeça de crocodilo, e associado ao crocodilo do Nilo, ao poder faraônico, à fertilidade e à proeza militar. Era invocado para afastar as influências malignas, como a má sorte ou o mau-olhado. Ele era especialmente adorado na área do delta do Nilo. Sobek, muitas vezes retratado com a cabeça de um crocodilo e uma coroa composta de chifres de carneiro, um disco solar e plumas de penas.

Como Faraó no Egito era a personificação de um dos deuses, as orações dos seus sacerdotes e até do povo o encorajavam a ser como um crocodilo feroz para o seus inimigos. Faraó e seu povo acreditavam que o grande rio Nilo pertencia a eles e foi criado por eles ou por seus deuses, não pelo Deus Altíssimo, o Deus que os patriarcas de Israel adoraram. Ele era o real o criador e proprietário de tudo e de todos. Por isso, sua frase era arrogante: “O meu rio é meu, e eu o fiz para mim mesmo”.
O Nilo era a fonte da grandeza do Egito. Os depósitos de lodo às suas margens fertilizava a terra, que um pouco mais distante do rio era quase um deserto. O Nilo era um suprimento contínuo de água para homens e animais e, por conseqüência, fonte de suprimento também, através das colheitas que se beneficiavam dele. Além disso, navios navegavam pelo rio, não apenas como transporte de mercadorias para as cidades, como também como defesa militar. Portanto, sem Nilo não haveria Egito.
E toda essa bênção havia sido dada a eles por Deus, mas não admitiam. Eles queriam a glória para si. E Deus não iria admitir isso. Mesmo porque o Egito sempre usou sua riqueza natural e poder militar para oprimir e dominar nações.
4 Mas eu porei anzóis em teus queixos e farei que os peixes dos teus rios se apeguem às tuas escamas; tirar-te-ei do meio dos teus rios, juntamente com todos os peixes dos teus rios que se apeguem às tuas escamas.
5 Lançar-te-ei para o deserto, a ti e a todo peixe dos teus rios; sobre o campo aberto cairás; não serás recolhido, nem sepultado; aos animais da terra e às aves do céu te dei por pasto.
Deus falava que poria anzóis em seus queixos [se referindo a Faraó] e o tiraria do Nilo, bem como os peixes dos seus rios que se apegassem às suas escamas, ou seja, os egípcios que o seguissem e o adorassem como a um deus. Era com anzóis que um caçador capturava crocodilos. Ele era puxado do rio para a terra com anzóis e depois abatido.
O crocodilo e os peixes seriam lançados para o deserto e ambos cairiam em campo aberto, ou seja, em sua queda, Faraó causaria a queda de outros. Não seriam recolhidos nem sepultados, mas comidos por animais selvagens e aves de rapina. Esse era uma imagem de como seriam tratados pelos inimigos, não apenas despojados, despedaçados e ‘comidos’, como fazem as aves de rapina com as carcaças de outros animais, mas também diz respeito à falta de dignidade e respeito com o enterro de seus corpos, pois para os egípcios e especialmente os reis, o enterro e os túmulos memoriais eram muito importantes. Deus dizia que sua desgraça seria tão grande que seria como se eles não fossem enterrados; pelo menos com as honras que esperavam. Seria uma forma bastante humilhante de enterrar um homem que dizia ser um deus.
6 E saberão todos os moradores do Egito que eu sou o Senhor, pois se tornaram um bordão de cana para a casa de Israel [NVI: Você tem sido um bordão de junco para a nação de Israel].
7 Tomando-te eles pela mão, tu te rachaste e lhes rasgaste o ombro; e, encostando-se eles a ti, tu te quebraste, fazendo tremer os lombos deles [NVI: “Quando eles o pegaram com as mãos, você rachou e rasgou os ombros deles; quando eles se apoiaram em você, você se quebrou, e as costas deles sofreram torção”].
• Ez 29: 6: “pois se tornaram um bordão de cana para a casa de Israel [NVI: Você tem sido um bordão de junco para a nação de Israel].” Em Is 36: 6, o Egito foi chamado de ‘aquela cana esmagada’ ou ‘bordão de cana esmagada’, não apenas por causa da sua desintegração interna, com faraós reinando ao mesmo tempo em duas cidades, e portanto, sendo uma nação frágil. Na verdade, o Egito não poderia socorrer nenhuma outra nação, e quem se apoiasse nesse pedaço seco de cana poderia se machucar. E aqui Ezequiel fala a mesma coisa: o Egito era um bordão de cana ou bordão de junco.
O Egito, que se gabava de ser ajuda para tantas nações, se fosse destituído do seu poderio pelas mãos de Deus, seria inútil, e até um instrumento de “ferida” para outros povos, porque seria como um pedaço seco de cana que quando alguém se apóia nela, se machuca (Is 36: 6; Ez 29: 7). Israel esperou sua ajuda e acabou sendo frustrado.
8 Por isso, assim diz o Senhor Deus: Eis que trarei sobre ti a espada e eliminarei de ti homem e animal.
9 A terra do Egito se tornará em desolação e deserto [NVI: um deserto arrasado]; e saberão que eu sou o Senhor.
10 Visto que disseste: O rio é meu, e eu o fiz, eis que eu estou contra ti e contra os teus rios; tornarei a terra do Egito deserta, em completa desolação, desde Migdol [ou seja, no delta do Nilo] até Sevene [i.e., Aswan, o limite norte da Etiópia], até às fronteiras da Etiópia [Hebraico: Cuxe].
11 Não passará por ela pé de homem, nem pé de animal passará por ela, nem será habitada quarenta anos [NVI: Nenhum pé de homem ou pata de animal o atravessará; ninguém morará ali por quarenta anos],
12 porquanto tornarei a terra do Egito em desolação, no meio de terras desoladas; as suas cidades no meio das cidades desertas se tornarão em desolação por quarenta anos; espalharei os egípcios entre as nações e os derramarei pelas terras.
Pela sua arrogância, o Egito seria destruído pela espada. Tanto homens como animais morreriam. De norte a sul (de Migdol a Sevene ou Aswan, Assuã), a nação seria destruída e ficaria desolada.
• Ez 29: 10: “Visto que disseste: O rio é meu, e eu o fiz, eis que eu estou contra ti e contra os teus rios; tornarei a terra do Egito deserta, em completa desolação” – Deus repete o motivo da punição: o orgulho por causa da fertilidade do Nilo e o orgulho em dizer que ele, Faraó, o havia criado. Os egípcios confiavam tanto em seu rio Nilo, como se não precisassem de ajuda de Deus.
Sua terra ficaria desolada por 40 anos (v.12). Os egípcios também seriam espalhados entre as nações, e provavelmente, muitos deles foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia.
13 Mas assim diz o Senhor Deus: Ao cabo de quarenta anos, ajuntarei os egípcios dentre os povos para o meio dos quais foram espalhados.
14 Restaurarei a sorte dos egípcios e os farei voltar à terra de Patros, à terra de sua origem; e serão ali um reino humilde [NVI: Eu os trarei de volta do cativeiro e os farei voltar ao alto Egito, à terra dos seus antepassados. Ali serão um reino humilde].
15 Tornar-se-á o mais humilde dos reinos e nunca mais se exaltará sobre as nações; porque os diminuirei, para que não dominem sobre as nações.
16 Já não terá a confiança da casa de Israel, confiança essa que me traria à memória a iniqüidade de Israel quando se voltava a ele à procura de socorro; antes, saberão que eu sou o Senhor Deus [NVI: O Egito não inspirará mais confiança a Israel, mas será uma lembrança de sua iniqüidade por procurá-lo em busca de ajuda. Então eles saberão que eu sou o Soberano, o SENHOR”].
Após 40 anos (já no período persa) o Senhor os ajuntaria novamente e restauraria sua nação. Ciro, o Grande, dominou Babilônia em 539 AC e em 538 AC deu permissão para os povos cativos voltarem para sua pátria, e não apenas os judeus foram beneficiados, como também os egípcios.
O ataque de Nabucodonosor foi mais uma expedição punitiva divinamente ordenada do que uma conquista daquela terra para o império babilônico. O Egito nunca chegou a ser vassalo ou território conquistado do Império Babilônico sob o reinado de Nabucodonosor II, mas começou a declinar depois da sua invasão em 568 AC.
Na verdade, por volta de 578 AC (40 anos antes de Ciro), durante o governo de Hofra (ou Uahibré Haaibre; em grego: Apriés, 589-570 AC), o Egito já estava perdendo sua força, inclusive para os babilônicos, pois esse Faraó apoiou os povos da região do Levante na luta contra Nabucodonosor. Ele não pôde evitar a destruição de Jerusalém em 586 AC, mas recebeu muitos refugiados judeus no seu país, onde se fixaram principalmente na ilha de Elefantina, e formaram uma comunidade próspera. Mas em 570 AC, ao tentar dar apoio ao líder de Cirene na sua luta contra os gregos, ele acabou fracassando, tendo seu próprio exército derrotado e perdendo o poder para o seu general Amásis ou Amósis (Khnemib-re, 570-526 AC). E isso favoreceu a invasão do Egito por Nabucodonosor em 568/567 AC.
Assim, apenas no reinado de Ciro (559–530 AC) o povo que foi levado cativo para a Babilônia ou disperso por outras nações teve a chance de voltar para sua terra e ter uma certa chance de reconstrução. Ciro chegou a expandir o império até as fronteiras egípcias, mas não chegou a conquistá-lo e incorporá-lo ao império persa.
Mas, como escreveu Ezequiel, os egípcios seriam um reino humilde (v.14). O Senhor os tornaria um reino humilde para que não dominassem mais entre as nações e não tivessem mais a confiança de Israel.
Isso pode coincidir com o reinado do filho de Ciro, Cambises II (530–522 AC), que conquistou o Egito em 525 AC, com a ajuda árabe. Suas tropas derrotaram Psamético III (Ankhkaen-re, 526-525 AC), filho de Amósis II, na Batalha de Pelúsio.
Cambises foi bastante cruel na sua invasão e no seu controle sobre o Egito, humilhando a filha de Faraó e outras jovens da nobreza, e matando o jovem filho de Faraó e mais 2.000 jovens de forma vergonhosa por vingança aos homens de Mênfis que haviam assassinado os embaixadores que ele havia enviado. Psamético III reinou apenas 6 meses (526-525 AC). Não se sabe com certeza como ele morreu. Cambises anexou o Egito ao Império Aquemênida e também se proclamou Faraó, colocando sua sede de governo em Mênfis. Ali ele reinou apenas por 3 anos, quando morreu em circunstâncias ainda desconhecidas. Esse episódio pode ser o cumprimento da profecia de Is 19: 4: “Entregarei os egípcios nas mãos de um senhor duro, e um rei feroz os dominará, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos”. Cambises seria esse senhor duro, e rei feroz.
Após a invasão de Nabucodonosor, o domínio do Egito sobre as nações foi quebrado e nunca recuperado.
Em 332 AC, o Egito foi anexado ao império grego por Alexandre, e teve a restauração prometida, mas limitada, por conta dos Ptolomeus. Alexandria tornou-se especialmente um importante centro do judaísmo e do cristianismo. Durante o reinado de Ptolomeu Filadelfo ou Ptolomeu II (285-247 AC), sábios judeus escreveram a Septuaginta (a versão grega da Torah judaica, em 250 AC), cumprindo assim, provavelmente Is 19: 21-22: “O Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão o Senhor naquele dia; sim, eles o adorarão com sacrifícios e ofertas de manjares, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. Ferirá o Senhor os egípcios, ferirá, mas os curará; converter-se-ão ao Senhor, e ele lhes atenderá as orações e os curará”.
O livro dos Atos dos Apóstolos, no dia de Pentecostes, mostra-nos que já havia judeus em toda parte, inclusive no Egito (Atos 2: 9-11), que tinham vindo a Jerusalém para a festa. E também acabaram se convertendo ao cristianismo.
Nos tempos do evangelho, os apóstolos de Jesus pregaram em vários lugares do mundo antigo, inclusive o Egito. João Marcos fez o primeiro cristão convertido em Alexandria, um sapateiro chamado Aniano. Bartolomeu (Natanael) pregou até na Índia com Tomé, voltando à Armênia, Etiópia e ao sul da Arábia. Mateus ministrou na Pérsia (atual Irã) e na Etiópia. Através desses homens, o evangelho chegou ao Egito. Apesar das perseguições sofridas pelas romanos, os cristãos de Alexandria e do resto do Egito mantiveram uma grande tradição cristã, principalmente após 106-107 DC, no governo de Trajano (98-117 DC).
• Ez 29: 16: “Já não terá a confiança da casa de Israel” – aos olhos dos israelitas, o Egito não teria mais o poder que parecia ter antes, e apenas os lembraria do seu pecado em procurar socorro ali, ao invés do Senhor. E isso glorificaria Seu nome diante deles.
17 No vigésimo sétimo ano [NVI acrescenta: ‘do exílio’], no mês primeiro, no primeiro dia do mês, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
18 Filho do homem, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez que o seu exército me prestasse grande serviço contra Tiro; toda cabeça se tornou calva, e de todo ombro saiu a pele, e não houve paga de Tiro para ele, nem para o seu exército, pelo serviço que prestou contra ela [NVI: “Filho do homem, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, conduziu o seu exército numa dura campanha contra Tiro; toda cabeça foi esfregada até não ficar cabelo algum e todo ombro ficou esfolado. Contudo, ele e o seu exército não obtiveram nenhuma recompensa com a campanha que ele conduziu contra Tiro”].
19 Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu darei a Nabucodonosor, rei da Babilônia, a terra do Egito; ele levará a sua multidão, e tomará o seu despojo, e roubará a sua presa, e isto será a paga para o seu exército.
20 Por paga do seu trabalho, com que serviu contra ela, lhe dei a terra do Egito, visto que trabalharam por mim, diz o Senhor Deus [NVI: “Eu lhe dei o Egito como recompensa por seus esforços, por aquilo que ele e o seu exército fizeram para mim. Palavra do Soberano, o SENHOR”].
21 Naquele dia, farei brotar o poder na casa de Israel e te darei que fales livremente no meio deles; e saberão que eu sou o Senhor [NVI 1984: “Naquele dia farei crescer o poder [em Hebraico: chifre] da nação de Israel, e abrirei a minha boca no meio deles. Então eles saberão que eu sou o SENHOR”; NVI 2011: “Naquele dia, aumentarei o poder do povo de Israel e abrirei a sua boca no meio deles. Então, eles saberão que eu sou o Senhor”].
No v. 17, Ezequiel dá um salto no tempo, pois recebe de Deus mais uma palavra sobre os egípcios, mas descreve nesse versículo a data de 571-570 AC: no 1º dia do 1º mês (março-abril) do 27º ano do cativeiro (i.e., bem depois da queda de Judá, que ocorreu em 586 AC).
O início do cap. 29 foi em 588-587 AC, 17 anos antes dessa profecia.
O Senhor lhe disse que Nabucodonosor, como Seu instrumento de juízo, havia Lhe servido bem, destruindo Tiro (586-573 AC), mas não havia conseguido despojos suficientes para cobrir os gastos de guerra. Agora, Deus lhe daria esses despojos através da conquista do Egito (568/567 AC), para ele e seu exército. Essa campanha contra Tiro ocorreu durante o reinado do faraó Hofra (Apriés, 589-570 AC).
• Ez 29: 18: “Toda cabeça se tornou calva, e de todo ombro saiu a pele” – Essa frase poderia se referir ao atrito causado por capacetes e armaduras; porém como se tratava de um cerco e não de uma batalha, provavelmente se refere ao trabalho extenuante de carregar grandes quantidades de terra para construir montes e rampas de cerco, ou mesmo uma estrada elevada até a fortaleza na ilha, o que não chegou a se concretizar.
Quando a conquista do Egito acontecer (em menos de 2 anos), Israel renovará suas forças e eles acreditarão no profeta, pois a palavra de Deus se cumpriu. Ezequiel poderia falar livremente no meio deles: “Naquele dia, farei brotar o poder [i.e., força] na casa de Israel e te darei que fales livremente no meio deles; e saberão que eu sou o SENHOR”.
Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).


Table about the prophets (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
PIX: msearaagape@gmail.com
E-mail: msearaagape@gmail.com