Explicação de Ezequiel capítulo 23: Oolá (Samaria) e Oolibá (Jerusalém) eram como duas irmãs prostitutas. Oolibá seria punida pela sua idolatria e alianças políticas com nações estrangeiras (prostituição).
Explanation of Ezekiel chapter 23: Oholah (Samaria) and Oholibah (Jerusalem) were like two prostitute sisters. Oholibah would be punished for her idolatry and political alliances with foreign nations (prostitution).

1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, houve duas mulheres, filhas de uma só mãe.
3 Estas se prostituíram no Egito; prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seus peitos e apalpados os seios da sua virgindade.
4 Os seus nomes eram: Oolá, a mais velha, e Oolibá, sua irmã; e foram minhas e tiveram filhos e filhas; e, quanto ao seu nome, Samaria é Oolá, e Jerusalém é Oolibá.
Em Ezequiel 23, Deus compara Samaria e Jerusalém a duas irmãs prostitutas, a quem chama Oolá e Oolibá. Oolá significa ‘Minha tenda’, e Oolibá, ‘Minha tenda está nela’. Samaria é Oolá e Jerusalém é Oolibá. ‘A mesma mãe’ era a nação dos hebreus, Israel. Representa a nação de Israel em sua totalidade, desde a sua fundação como o povo de Deus, desde o tempo dos patriarcas até o reino unido sob Davi e Salomão.
5 Prostituiu-se Oolá, quando era minha; inflamou-se pelos seus amantes, pelos assírios, seus vizinhos,
6 que se vestiam de azul, governadores e sátrapas, todos jovens de cobiçar, cavaleiros montados a cavalo.
7 Assim, cometeu ela as suas devassidões com eles, que eram todos a fina flor dos filhos da Assíria, e com todos aqueles pelos quais se inflamava; com todos os seus ídolos se contaminou.
Samaria é a mais velha (um território maior) por ter sido a primeira a firmar alianças políticas e idólatras com nações estrangeiras, e também a primeira a receber a punição por meio do cativeiro.
O Obelisco Negro de Salmaneser III (858-824 AC), por exemplo, mostra Jeú (841-814 AC), rei de Israel, se prostrando diante do rei assírio por volta de 841-840 AC, levando presentes, talvez para comprar seu apoio contra Hazael de Damasco. O obelisco é uma escultura Neo-Assíria de pedra calcária preta com muitas cenas em baixo-relevo e inscrições, de aproximadamente 1,98 m de altura e 45 cm de largura, procedente de Nimrud (antiga Kalhu), ao norte do Iraque, comemorando os feitos do rei Shalmaneser III, ainda na época que Eliseu era profeta em Israel, bem antes de Jonas levar sua mensagem a Nínive. A legenda escrita em cuneiforme assírio, pode ser traduzida como: “Recebi o tributo de Iaua (Jeú), filho de Onri: prata, ouro, uma tigela de ouro, um vaso de ouro com fundo pontiagudo, copos de ouro, baldes de ouro, estanho, um cetro para rei [e] lanças.”
Menaém (752-742 AC), rei de Israel deu a Tiglate-Pileser III (ou Pul, 745-727 AC) mil talentos de prata para que este o ajudasse a consolidar seu reino e deixasse a terra (2 Rs 15: 19-20). O nome de Menaém é lido nas inscrições no palácio de Ninrude, como um tributário do rei assírio no seu oitavo ano de reinado, ou seja, 744 AC.
No sétimo ano de Oséias (732-723 AC), rei de Israel, Salmaneser V (727-722 AC) da Assíria subiu contra Israel e o derrotou porque Oséias pediu auxílio a Faraó Sô do Egito (2 Rs 17: 3-4); provavelmente uma abreviatura de (O)so(rkon), Osorkon IV (730-712 AC), da 22ª dinastia, que reinou em Tânis e Bubástis, ou Tefnacte (732-725 AC), da 24ª dinastia, e que reinou em Saís (Sa el-Hagar, no oeste do Delta). Oséias foi encarcerado. Samaria foi sitiada por três anos e em 722 AC, caiu sob Sargom II (722-705 AC).
8 As suas impudicícias, que trouxe do Egito, não as deixou; porque com ela se deitaram na sua mocidade, e eles apalparam os seios da sua virgindade e derramaram sobre ela a sua impudicícia.
9 Por isso, a entreguei nas mãos dos seus amantes, nas mãos dos filhos da Assíria, pelos quais se inflamara.
10 Estes descobriram as vergonhas dela [NVI: eles lhe arrancaram as roupas], levaram seus filhos e suas filhas; porém a ela mataram à espada; e ela se tornou falada entre as mulheres, e sobre ela executaram juízos.
Esse capítulo descreve a indignação do Senhor contra o comportamento idólatra de Israel e Judá, e por isso Sua ira virá.
Samaria, ou Oolá, cometeu idolatria com os deuses assírios e não abandonou os deuses do Egito.
Os assírios levaram o reino do norte ao exílio e mataram muitos israelitas.
11 Vendo isto sua irmã Oolibá, corrompeu a sua paixão mais do que ela, e as suas devassidões foram maiores do que as de sua irmã.
12 Inflamou-se pelos filhos da Assíria, governadores e sátrapas, seus vizinhos, vestidos com primor, cavaleiros montados a cavalo, todos jovens de cobiçar.
13 Vi que se tinha contaminado; o caminho de ambas era o mesmo.
14 Aumentou as suas impudicícias, porque viu homens pintados na parede, imagens dos caldeus, pintados de vermelho:
15 de lombos cingidos e turbantes pendentes da cabeça, todos com aparência de oficiais, semelhantes aos filhos da Babilônia, na Caldéia, em terra do seu nascimento.
16 Vendo-os, inflamou-se por eles e lhes mandou mensageiros à Caldéia.
17 Então, vieram ter com ela os filhos da Babilônia, para o leito dos amores, e a contaminaram com as suas impudicícias; ela, após contaminar-se com eles, enojada, os deixou.
Depois no v.12 Deus fala que Judá (Oolibá) também se prostituiu com os assírios, aludindo ao rei Acaz que fez acordo com Tiglate Pileser III. O rei Acaz ofereceu presentes e fez uma aliança com os assírios (2 Rs 16: 7-10). Ele foi a Damasco para encontrar-se com Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, e lá viu um altar que considerou o mais belo que já vira. Então, enviou o sacerdote Urias para obter o modelo e fazer um igual a ele (2 Rs 16: 10-18).
Outros reis de Judá adotaram alguns costumes assírios e babilônicos e seus palácios tiveram suas paredes pintadas até com imagens caldéias, como aconteceu com Jeoaquim (Jr 22: 14) e Ezequias, no caso de Merodaque-Baladã (2 Rs 20: 12), rei da babilônia que o visitou após sua doença.
O versículo 14 conta como os enviados de Judá à Babilônia ficaram encantados com os governantes daquele império e seu poderio vendo as figuras (Jr 22: 14) pintadas no palácio e nos muros do templo.
18 Assim, tendo ela posto a descoberto as suas devassidões e sua nudez, a minha alma se alienou dela, como já se dera com respeito à sua irmã.
19 Ela, todavia, multiplicou as suas impudicícias, lembrando-se dos dias da sua mocidade, em que se prostituíra na terra do Egito.
20 Inflamou-se pelos seus amantes, cujos membros eram como o de jumento e cujo fluxo é como o fluxo de cavalos.
21 Assim, trouxeste à memória a luxúria da tua mocidade, quando os do Egito apalpavam os teus seios, os peitos da tua mocidade.
22 Por isso, ó Oolibá, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu suscitarei contra ti os teus amantes, os quais, enojada, tu os deixaras, e os trarei contra ti de todos os lados:
23 os filhos da Babilônia e todos os caldeus de Pecode, de Soa, de Coa e todos os filhos da Assíria com eles, jovens de cobiçar, governadores e sátrapas, príncipes e homens de renome, todos montados a cavalo.
24 Virão contra ti do Norte, com carros e carretas e com multidão de povos; pôr-se-ão contra ti em redor, com paveses, e escudos, e capacetes; e porei diante deles o juízo, e julgar-te-ão segundo os seus direitos.
Judá se voltou para o Egito em busca de aliança política, mas voltou a se contaminar com seus deuses. “Lembrando-se dos dias da sua mocidade, em que se prostituíra na terra do Egito” – significa que reavivou cultos e costumes egípcios há muito esquecidos.
A potência sexual dos egípcios relatada aqui (“cujos membros eram como o de jumento e cujo fluxo é como o fluxo de cavalos”) se refere ao seu poder militar.
Por isso, o Senhor traria de volta os caldeus contra eles, os babilônios e suas tribos vassalas e os assírios. Pecode, Soa e Coa são locais desconhecidos, provavelmente localizados a leste do Tigre. Eles seriam Seu instrumento de juízo.
25 Porei contra ti o meu zelo, e eles te tratarão com furor; cortar-te-ão o nariz e as orelhas, e o que restar cairá à espada; levarão teus filhos e tuas filhas, e quem ainda te restar será consumido pelo fogo.
26 Despojar-te-ão dos teus vestidos e tomarão as tuas jóias de adorno.
27 Assim, farei cessar em ti a tua luxúria e a tua prostituição, provenientes da terra do Egito; não levantarás os olhos para eles e já não te lembrarás do Egito.
28 Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu te entregarei nas mãos daqueles a quem aborreces, nas mãos daqueles que, enojada, tu deixaste.
29 Eles te tratarão com ódio, e levarão todo o fruto do teu trabalho, e te deixarão nua e despida; descobrir-se-á a vergonha da tua prostituição, a tua luxúria e as tuas devassidões.
30 Estas coisas se te farão, porque te prostituíste com os gentios e te contaminaste com os seus ídolos.
No v.25 a bíblia escreve: “cortar-te-ão o nariz e as orelhas”, pois arrancar o nariz e cortar as orelhas eram a punição usada por esses povos pelo pecado de adultério.
Isso significa a mutilação da cidade após a invasão.
Além de morte e destruição, eles saqueariam todos os seus bens e destruiriam seus deuses egípcios.
O produto da terra e do seu trabalho seria dado nas mãos dos inimigos.
31 Andaste no caminho de tua irmã; por isso, entregarei o seu copo na tua mão.
32 Assim diz o Senhor Deus: Beberás o copo de tua irmã, fundo e largo; servirás de riso e escárnio; pois nele cabe muito.
33 Encher-te-ás de embriaguez e de dor; o copo de tua irmã Samaria é copo de espanto e de desolação.
34 Tu o beberás, e esgotá-lo-ás, e lhe roerás os cacos, e te rasgarás os peitos, pois eu o falei, diz o Senhor Deus.
35 Portanto, assim diz o Senhor Deus: Como te esqueceste de mim e me viraste as costas, também carregarás com a tua luxúria e as tuas devassidões.
36 Disse-me ainda o Senhor: Filho do homem, julgarás tu a Oolá e a Oolibá? Declara-lhes, pois, as suas abominações.
37 Porque adulteraram, e nas suas mãos há culpa de sangue; com seus ídolos adulteraram, e até os seus filhos, que me geraram, ofereceram a eles para serem consumidos pelo fogo.
38 Ainda isto me fizeram: no mesmo dia contaminaram o meu santuário e profanaram os meus sábados.
39 Pois, havendo sacrificado seus filhos aos ídolos, vieram, no mesmo dia, ao meu santuário para o profanarem; e assim o fizeram no meio da minha casa.
O Senhor estava oferecendo a Judá o cálice da Sua ira como Samaria bebeu (“seu copo”, Ez 23: 31), pela idolatria a seus deuses e porque chegaram até a sacrificar seus filhos a eles.
• “Encher-te-ás de embriaguez e de dor; o copo de tua irmã Samaria é copo de espanto e de desolação” – por todos os pecados de Samaria (2 Rs 17: 1-23), o cálice de julgamento da ira do Senhor foi terrível. E o mesmo aconteceria com Judá.
• “Tu o beberás, e esgotá-lo-ás, e lhe roerás os cacos, e te rasgarás os peitos” – O desespero deles seria tão grande, que se entregariam à loucura, se machucariam a si mesmos, como um bêbado não tem mais controle de suas próprias ações. Grande seria sua dor.
O povo de Judá não guardou o sábado e contaminou o templo do Senhor com ídolos.
• “Pois, havendo sacrificado seus filhos aos ídolos, vieram, no mesmo dia, ao meu santuário para o profanarem; e assim o fizeram no meio da minha casa” – no mesmo dia em que sacrificavam seus filhos aos falsos deuses, os judeus vinham adorar no templo do Senhor. E isso era repugnante.
40 E mais ainda: mandaram vir uns homens de longe; fora-lhes enviado um mensageiro, e eis que vieram; por amor deles, te banhaste, coloriste os olhos e te ornaste de enfeites;
41 e te assentaste num suntuoso leito, diante do qual se achava mesa preparada, sobre que puseste o meu incenso e o meu óleo.
42 Com ela se ouvia a voz de muita gente que folgava; com homens de classe baixa foram trazidos do deserto uns bêbados, que puseram braceletes nas mãos delas e, na cabeça, coroas formosas.
43 Então, disse eu da envelhecida em adultérios: continuará ela em suas prostituições?
44 E passaram a estar com ela, como quem freqüenta a uma prostituta; assim, passaram a freqüentar a Oolá e a Oolibá, mulheres depravadas,
45 de maneira que homens justos as julgarão como se julgam as adúlteras e as sanguinárias; porque são adúlteras, e, nas suas mãos, há culpa de sangue.
46 Pois assim diz o Senhor Deus: Farei subir contra elas grande multidão e as entregarei ao tumulto e ao saque.
47 A multidão as apedrejará e as golpeará com as suas espadas; a seus filhos e suas filhas matarão e as suas casas queimarão.
48 Assim, farei cessar a luxúria da terra, para que se escarmentem todas as mulheres e não façam segundo a luxúria delas [NVI: “Dessa maneira darei fim à lascívia na terra, para que todas as mulheres fiquem advertidas e não imitem vocês”].
49 O castigo da vossa luxúria recairá sobre vós, e levareis os pecados dos vossos ídolos; e sabereis que eu sou o Senhor Deus.
Eles convidaram pagãos idólatras para virem até eles (Ez 23: 40), até homens do tipo mais baixo, como os “bêbados do deserto” ou “sabeus” (v.42). E fizeram o possível para causar uma boa impressão naqueles pagãos.
Isso representa as alianças políticas e militares que Judá fez com nações estrangeiras como Assíria, Egito, Babilônia, atraindo junto com elas alguns povos vassalos que acabavam vindo junto com seus embaixadores, como por exemplo, povos nômades ao leste e ao sul de Israel, vizinhos de Moabe e Amom, que habitavam no deserto, mas um grupo desordeiro, estrangeiro e sedutor que cercava Judá e o influenciava também com seus costumes pagãos e sua idolatria.
“Puseste o meu incenso e o meu óleo” – Deus havia designado incenso sagrado e óleo para o serviço do templo. Jerusalém era tão corrupta que tomou essas coisas sagradas e as usou na idolatria.
Por todos esses pecados, Jerusalém seria julgada. “Homens justos” não significa necessariamente povos que temiam a Deus, mas que estavam no Seu propósito naquele momento para executar Seu julgamento contra um povo pecaminoso e que o havia desprezado.
A punição na lei para o pecado de adultério era a morte por apedrejamento. Isso significa as pedras atiradas contra a cidade durante o cerco. As espadas inimigas matariam os cidadãos e queimariam suas casas. Os projéteis incendiários atingiria a todos os que estavam sob cerco.
A destruição de Jerusalém serviria de aviso para outras cidades e nações, para que não cometessem os mesmos pecados e servissem o Senhor.
Com esse julgamento eles saberiam que Deus é o Senhor.
Esse vídeo é parte do curso bíblico (link dourado no alto das páginas).


Table about the prophets (PDF)
Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti
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