Ap 22: 1-5 mostra mais uma comparação de João com a nova Jerusalém: um jardim, onde flui o rio da água da vida, e onde está também a árvore da vida, descrita no livro de Gênesis. Aqui os remidos de Deus viverão a bem-aventurança eterna. Ap 22: 6-21: as últimas promessa e admoestações de Jesus.


O livro de Apocalipse – capítulo 22




Sexta seção – Capítulos 20 –22

Nessa seção (Ap 20-22) eu descrevi a cena do reinado das almas (milênio), a prisão de Satanás e o juízo final (Ap 20: 1-15), os novos céus, a nova terra e a nova Jerusalém (Ap 21: 1-27). A partir de agora, vamos estudar mais uma comparação de João com a nova Jerusalém (um jardim – Ap 22: 1-5) e as admoestações e promessas finais de Jesus para João, e para nós também (Ap 22: 6-21).

Capítulo 22

Continuando ainda a descrever as características da nova Jerusalém (Ap. 21):

8) Paraíso restaurado, onde corre o rio de água da vida.

Ap 22 (ARA):
1 Então, me mostrou o rio de água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, de uma e de outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.
3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão,
4 contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.
5 Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.

Ap 22 (NVI)
1 Então, o anjo me mostrou o rio de água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro,
2 no meio da rua principal da cidade. De cada lado do rio estava a árvore da vida, que frutifica doze vezes por ano, uma por mês. As folhas da árvore servem para a cura das nações.

Ap 22 (NTLH)
1 O anjo também me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro
2 e que passa no meio da rua principal da cidade. Em cada lado do rio está a árvore da vida, que dá doze frutas por ano, isto é, uma por mês. E as suas folhas servem para curar as nações.


Ap 22:1-2


Depois, João descreve a Nova Jerusalém não mais como uma cidade (Ap 22: 1-5), mas como um jardim onde flui o rio de água da vida, à semelhança do Éden, o jardim criado por Deus para Adão e Eva. Na criação original a árvore da vida ficava no meio do jardim do Éden (Gn 2: 9). Nós podemos entender simbolicamente aqui que nesse novo ‘Paraíso’ de Deus, nesse novo Éden, não haverá restrições para se alimentar da árvore da vida. Seus eleitos desfrutarão plenamente da Sua abundância e da Sua totalidade, pois a árvore está enraizada e situada em uma grande quantidade de água (o rio que sai do trono de Deus e do Cordeiro), de um lado e de outro da margem, ou seja, acessível a todos os que quiserem tocar nela. É como se esta árvore estivesse ocupando o lugar da antiga árvore do conhecimento do bem e do mal ao seu lado no primeiro jardim, deixando agora o conhecimento de Deus totalmente livre para os Seus filhos, pois o mal foi exterminado. A antiga árvore proibida (‘árvore do conhecimento do bem e do mal’) foi vencida pela árvore que traz a verdadeira vida de Deus para os homens, pois tudo ali é permitido para os remidos.

Agora não há mais quatro rios, como havia no jardim do Éden, mas o rio de água da vida, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. Ele é símbolo da vida eterna, da salvação, da vida plena e abundante, o fluir constante do Espírito Santo.

Ali, os remidos verão a Deus face a face e já não haverá mais dor nem maldição. Ali não precisará mais de astros como o sol, a lua e as estrelas porque o Senhor brilhará sobre todos. Sua luz é o bastante.

a) rio de água da vida: vida eterna, salvação, vida plena e abundante, o fluir constante do Espírito Santo.
b) a árvore da vida: Jesus, no centro do jardim do Éden.
c) doze frutos (todos os meses do ano): nada faltará, não haverá mais fome nem necessidade de nenhum tipo; frutificar ininterrupto dos eleitos de Deus (cf. Ez 47: 12).
d) as folhas da árvore são para a cura dos povos: ali haverá refúgio para os que viveram desprotegidos e remédio para as feridas da alma; resposta para as perguntas não respondidas, entendimento de todas as coisas feitas por Deus (Sl 34: 8-11).

9) O Trono de Deus está na nova Jerusalém e ali os remidos reinarão com Ele eternamente.


Ap 22:3-5


Ap 22:
3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão,
4 contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.
5 Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.

Esse trecho nos diz que na igreja dos remidos será estabelecido o trono de Deus, e ali não haverá maldição porque já não haverá desobediência, mas obediência à Sua vontade e às Suas ordens prazerosamente. Ali, Seus servos estarão ao Seu serviço de bom grado e usufruirão da intimidade com Deus (‘contemplarão a sua face’), como Adão teve um dia no Éden. Eternamente, nós contemplaremos a face de Deus. Paulo escreveu em 1 Co 13: 12: “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido”.

Na verdade, nós estamos voltando para o ponto de onde saímos. A luz que um dia veremos (Jesus) é a mesma luz que iniciou todas as coisas:
• Gn 1: 3: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Nesta fase inicial, a luz à qual a bíblia se refere é a própria glória de Deus entrando em cena na pessoa de Jesus.
• Is 60: 19-20: “Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com seu resplendor a lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória. Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará, porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão”.
• Jo 1: 1-5: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”.
• Ap 21: 23: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”.
• Ap 22: 5: “Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”.

Ap 22: 6-21 – As sete instruções finais de Jesus para João

1) Fidelidade e confiabilidade da palavra revelada a ele v.6: “Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer”.

2) Esta palavra deve ser guardada (v.7) porque o Senhor vem sem demora (cf. v.12; 20): “Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro... Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!”

3) Não adorar outro que não o Senhor. Alerta contra a idolatria – v.8-9: “Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”.

4) Não selar as palavras (v.10-12): “Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
Então, ele incentiva cada um a continuar naquilo que pratica. Por isso, essa palavra é para todas as épocas, para as igrejas da Ásia e para nós hoje e para os que virão: para que os santos sejam mais santos, os justos mais justos; pois os pecadores serão mais pecadores e os sujos serão mais sujos. Isso deixa claro que há e precisa haver uma separação: enquanto o mundo se torna cada vez mais profano e sujo, a igreja vai se tornando mais santa. E o Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras.

5) O Senhor é o princípio e o fim, o alfa e o ômega, o primeiro e o último (v.13-15): “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira”.
Ele deixa claro aqui que foi Ele que começou todas as coisas e Ele mesmo terminará Sua obra de salvação do homem. Então, apenas Ele pode dizer quem entra no Seu propósito final e quem fica fora (v.14 – entram aqueles que lavam suas vestes no sangue do Cordeiro; e no v.15 Ele diz quem fica fora da Sua cidade e não tem o direito à árvore da vida: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira”.

6) No fim do fim Ele ainda faz um convite às pessoas (v.16-17): “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.
Jesus confirma o que todos os profetas disseram sobre a sua genealogia terrena como a geração de Davi, ou seja, da família de Davi, que para os israelitas tinha sido um modelo de bom rei. Também deixou claro que Ele era a Raiz de Davi, o Rei, o Cristo, o Salvador. Jesus também se revela como a brilhante Estrela da manhã, aquele que fala aos Seus filhos que o dia de Deus está chegando, que traz um novo raiar, os novos céus e a nova terra. Isso também pode significar uma luz, um brilho que permanece após um período de escuridão. No fim dos tempos, quando passar o período de escuridão espiritual e o Anticristo, o falso profeta e o diabo forem derrotados, Jesus prevalecerá, permanecerá de pé apesar de toda a oposição que enfrentou. Continuará brilhando. A água da vida significa a vida eterna para todos os que aceitam esse convite.

7) Não tirar nem acrescentar nada da profecia (Dt 4: 2; Dt 12: 32). Ele não demora a vir. Estar preparado (v.18-21): “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. 20 Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! 21 A graça do Senhor Jesus seja com todos”.


Ap 22:20


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Fontes de pesquisa:
• O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995.
• Rev. Hernandes Dias Lopes – Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (‘Estudo em Apocalipse’ – pregações online).
• Wikipedia.org
• Fonte para a maioria das imagens: wikipedia.org; Filme: ‘O Apocalipse’ (‘The Apocalypse’) – Coleção: A Bíblia Sagrada.

Este texto se encontra no livro:


O livro de Apocalipse – livro evangélico

O livro de Apocalipse

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