Estudo bíblico e aprendizados: Jesus paga o imposto das duas dracmas (Mt 17:24-27). Era um imposto civil ou religioso? Siclo, Dracma, Didracma, Estáter e Tetradracma.


Jesus paga o imposto das duas dracmas


“Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas [NVI: o imposto do templo]? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter [NVI: uma moeda de quatro dracmas]. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti” (Mt 17: 24-27).

As moedas gregas da Antiguidade

Didracma

O Didrachmon (Didracma), a moeda grega de duas dracmas, equivalia ao siclo do santuário (ou ½ siclo) e era usado entre os judeus para pagar o imposto anual de meio-siclo do templo (Mt 17: 24). Esse regulamento decorreu do episódio de Êx 30: 11-16, quando Moisés solicitou o dinheiro para contar os israelitas maiores de 20 anos no censo, mas não pretendia ser uma rotina. Por isso, Maimônides (Rabino Moshe ben Maimon, séc. XII) disse que mais tarde o regulamento do ½ siclo se transformou num imposto anual regular e generalizado entre a comunidade judaica, mesmo fora de Israel (mencionado também por Josefo em Antiguidades Judaicas, Livro 18, Capítulo 9, Seção 1 – xviii.ix.§ 1):

“Por essa razão [se referindo às muralhas construídas ao redor das duas cidades partas], os judeus, confiando na força natural desses lugares [Neerda e Nisibis, as duas cidades fortificadas na Babilônia; na época de Josefo, a Pártia], depositaram neles meio siclo, que cada um, segundo o costume de nosso país, oferece a Deus, assim como faziam outras oferendas a Ele dedicadas; pois utilizavam essas cidades como um tesouro, de onde, no momento oportuno, os bens eram levados para Jerusalém; e muitas dezenas de milhares de homens se encarregaram do transporte dessas doações, por medo dos ataques dos partos, aos quais os babilônios estavam então sujeitos”.

Neste trecho, Josefo menciona o imposto de duas dracmas (equivalente a meio-siclo) que era esperado de todos os homens judeus adultos, inclusive daqueles que viviam fora da Palestina. As moedas normalmente eram cunhadas em Antioquia, em Cesaréia da Capadócia e em Tiro. Parece mais provável que as moedas empregadas para pagamento desse imposto para o Templo eram as de Tiro, pois as moedas de Antioquia não continham prata bastante.

Depois da queda de Jerusalém e da destruição do Templo em 70 DC, esse imposto passou a ser obrigatoriamente pago ao tesouro romano (Josefo, Guerra dos Judeus, vii.vi.§ 6): “Por volta da mesma época [72 DC, quando o general romano Lucílio Basso (em latim: Sextus Lucilius Bassus) tomou a fortaleza de Machaerus], César [Vespasiano] enviou uma carta a Basso e a Libério Máximo, que era o procurador [da Judéia], ordenando que toda a Judéia fosse colocada à venda, pois ele não havia fundado nenhuma cidade ali, mas reservado o país para si. Contudo, designou um local para apenas oitocentos homens, que havia dispensado de seu exército, para sua habitação; esse local se chama Emaús e fica a sessenta estádios de Jerusalém. Ele também impôs um tributo aos judeus, onde quer que estivessem, e ordenou que cada um deles trouxesse duas dracmas anualmente ao Capitólio, como costumavam pagar ao templo em Jerusalém. E esse era o estado dos assuntos judaicos naquele momento”.

Tetradracma e Estáter

A Tetradracma ou Tetradrachmon (em grego: τετράδραχμον, tetrádrakhmon), ou moeda de 4 dracmas, é encontrado apenas em Mt 17: 27 (em nossa versão, ‘Estáter’; em grego, Στατηρα, statira ou statér, Strong #4715), a moeda que deveria ser paga para o templo por Jesus e por Pedro, como era esperado de todos os homens judeus adultos. Em Atenas, o Tetradrachmon esteve em circulação entre 510 e 38 AC. Visto que era uma moeda mais comum que a didracma, parece que os judeus freqüentemente se juntavam aos pares para pagarem o tributo do Templo com o tetradracma [O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995]. Era a moeda cunhada em Antioquia, em Cesaréia da Capadócia e em Tiro. Pompeu fixou o câmbio do tetradracma de Antioquia e de Tiro como 4 denarii (65 AC), e Josefo se refere à mesma taxa de câmbio no tocante às tetradracma de Tiro, em seus dias (Guerra dos Judeus, ii. xxi.§ 2).

Aqui, vale ressaltar que o estáter e o tetradracma eram moedas gregas comumente usadas. Estáter era um nome mais genérico. Seu valor variava dependendo da região e do período, mas normalmente equivalia a duas didracmas ou quatro dracmas. Algumas vezes, o estáter referia-se não apenas prata, mas também a moedas de ouro ou electrum (liga natural de ouro e prata). O estáter de prata tinha o mesmo valor de um tetradracma (quatro dracmas), transformando-os, por assim dizer, numa mesma moeda em termos de valor facial ou peso, mas com nomes e desenhos diferentes para cada região. Um estáter de prata típico podia pesar cerca de 14-17 gramas. Já a tetradracma é um termo mais específico, se referindo a uma moeda de prata que valia exatamente quatro dracmas. Era uma das moedas comerciais mais populares e difundidas da Grécia Antiga, especialmente famosa pelo seu design ateniense, que retratava a deusa Atena e sua coruja. Um tetradracma ateniense típico pesava cerca de 17,2 gramas (seu peso variava ligeiramente dependendo do padrão monetário ático, geralmente cerca de 4,3 gramas por dracma).

Imagens abaixo (cortesia de Classical Numismatic Group, Inc. para Wikipédia):

1) A dracma grega de prata, com o peso de 5,57 gr. (Naxos, Sicília, 530-510 AC; Rev. ΝΑΞΙΟΝ, dos Naxianos). A moeda mostra a cabeça de Dionísio (Baco, para os romanos, o deus do vinho) à esquerda, com barba longa e pontuda, coroa de hera no cabelo e um colar simples em volta do pescoço. No reverso da moeda vê-se um cacho de uvas em talo com duas folhas (wikipedia.org).

2) Didracma (275-270 AC); peso: 6.87g. A cabeça laureada de Apolo à esquerda; Cavalo galopando à direita e estrela de dezesseis raios acima. Fonte: Tony Hardy Collection – wikipedia.org.

3) Tetradracma de prata (31 mm, 16,46 g), 165-140 AC, encontrada em Cime ou Cumas, uma cidade grega na Eólia ou Eólida (noroeste da Ásia Menor, próximo à Lídia) – wikipedia.org.

4) Estáter de prata de Delfos (338-334 AC), com peso de 12,10 g. Anverso: cabeça de Deméter (deusa da colheita e da agricultura, regente das plantações, grãos, alimentos e da fertilidade da terra), usando coroa de espigas de trigo e véu. Reverso: Apolo (Apolo deus do arco e flecha, da música e da dança, da verdade e da profecia, da cura e das doenças, do Sol e da luz, da poesia) sentado sobre um ônfalo com uma cítara à esquerda. Um ônfalo [ὀμφᾰλός, omphalós, significa ‘umbigo’] é um artefato de pedra, colocado por Zeus em Delfos, o local considerado como o centro da Terra para os gregos, o ‘umbilicus mundi’, ‘umbigo do mundo’ – wikipedia.org.


Dracma grega

Dracma de prata

Didracma Grega

Didracma

Tetradracma de prata

Tetradracma de prata

Estáter de Prata

Estáter de Prata

Siclo / Siclo do Santuário

Referências bíblicas sobre siclo do santuário

• Êx 30: 11-16 fala do valor de ½ siclo do santuário dado no censo dos filhos de Israel e usado no serviço da Tenda da Congregação. No v. 13, a NVI põe a seguinte nota: um siclo equivalia a 12 gramas.
• Êx 30: 22-25 fala que o incenso era feito com especiarias segundo o peso do siclo do santuário.
• Êx 38: 24–26 fala que o ouro e a prata usados no Tabernáculo eram pesados segundo o siclo do santuário.
• Nm 3: 47 fala do pagamento pelo resgate de 273 primogênitos do sexo masculino que excediam o número dos levitas, segundo o siclo do santuário.
• Nm 7: 12-88 fala que o peso das ofertas dos líderes das tribos de Israel em ouro e prata eram segundo o siclo do santuário.
• Ne 10: 32 fala sobre a terça parte do siclo, dado anualmente para a manutenção da Casa do Senhor; provavelmente 1/3 do peso do siclo comum, com peso de 10,5-11,5g.

Na bíblia, havia várias medidas para o siclo em uso [O Novo Dicionário da Bíblia – J. D. Douglas – edições vida nova, 2ª edição 1995]:
• Siclo real ou peso real (2 Sm 14: 26 – peso do cabelo de Absalão era de duzentos siclos) – 1 siclo = 12,5-12,88 gr.
• Siclo comum de 11,5 gr., usado para pesar objetos de metal (1 Sm 17: 5 – a armadura de Golias pesava 5.000 siclos, ou seja, 54,450 gr.), alimento (Ez 4: 10) e ouro e prata, portanto, como meio de pagamento no período pós exílico. Abraão pagou 4,8 kg de prata pelo campo de Efrom, o heteu, em Macpela, para enterrar Sara (Gn 23: 15-16 – 1 siclo = 12 gramas). Era muito comum, na Antiguidade, usar uma unidade de peso como moeda.
• Siclo do Santuário ou ½ siclo = 1 beqa, com peso médio de 5,712 gr. (beqa significa’ fração’, ‘divisão’) ou 20 geras (11,42 gr.; Ez 45: 12). Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, ½ siclo do santuário era equivalente a duas dracmas atenienses, sendo que cada dracma ateniense ou ática pesava um pouco mais de 4,3 gramas (Josefo, Guerra dos Judeus – vii.vi.§ 6), ou seja, 2 dracmas ou 1 didracma equivalia a 8,6 gramas (um pouco diferente do valor de 5,712 gramas, dado pelas tabelas bíblicas).

Na imagem abaixo: um siclo de prata da Judéia, no 3º ano (68-69 DC) da Primeira Guerra Judaica (66-70 DC). Tem 22 mm e 13,19 gramas de peso. Escrito em Paleo-Hebraico, o reverso mostra um ramo com 3 romãs e a escritura: “Jerusalém, a Santa”. No anverso, ao redor de uma taça com borda perolada, está escrito: “Shekel, Israel. Ano 3” (Classical Numismatic Group, Inc.).


Siclo de prata da Judéia 1ª Revolta Judaica


O Siclo como moeda pode ser visto em relação a Judas, que teria traído Jesus com 30 siclos (ou moedas de prata). É provável que aqui estamos falando de moedas que eram feitas de prata e tinham o peso de 1 siclo, ou seja, moedas que pesavam cerca de 11,5 gramas cada uma (o siclo comum). Acredita-se que o tetradracma de prata (Estáter ou Tetradrachmon) foi a moeda dada a Judas para trair Jesus. Estáter ou Tetradrachmon pesava 11,5 ou 17,2 gramas (4 vezes o peso da dracma ateniense ou ática de 4,3 gramas, mencionada por Josefo).

Em Mt 26: 15 – ‘30 moedas de prata’ – a palavra não é dracma, e sim ‘argurion’ (ἀργύριον – Strong #g694), que significa ‘prata, uma peça de prata, um siclo; dinheiro em geral’, especialmente prateado (ou seja, dracma ou shekel).

Voltando ao texto de Mateus 17: 24-27: “Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti”.

“Os que cobravam o imposto das duas dracmas” – Os recebedores desse dinheiro vieram a Pedro em Cafarnaum porque ele tinha uma casa neste lugar, na qual Cristo poderia estar. E se vieram cobrar, é porque Jesus ainda não tinha pagado esse imposto. Provavelmente, os cobradores desse imposto eram soldados ou oficiais do templo, não soldados romanos, uma vez que não era um imposto civil.

Segundo John Gill, teólogo batista calvinista (1697-1771), o imposto de ½ siclo no século I DC era cobrado a cada ano no mês de março (Fev.-Mar = Adar). Uma vez por ano, no décimo quinto dia do mês de Adar (Fev.-Mar), as mesas eram colocadas e os coletores sentavam-se em todas as cidades. No templo, era cobrado no vigésimo quinto dia do mesmo mês [John Gill – Exposition of the bible – Matthew 17: 24]. Na moeda grega internacional, correspondia a duas dracmas. Cada israelita de mais de 20 anos de idade pagava imposto religioso.

A ordem original do Senhor a Moisés, ao realizar o censo do povo foi a de dar ½ siclo, de todo aquele que tivesse vinte anos de idade ou mais, e deveria ser para o serviço do tabernáculo. Isso não parece ter sido projetado para uma lei perpétua ou para ser pago anualmente; apenas para aquele tempo. No tempo de Joás, rei de Judá, foi feita uma coleta a pé para a reparação do templo. No tempo de Neemias cobrava-se anualmente a terça parte de um siclo para a manutenção da Casa do Senhor (Ne 10: 32); mas isso não foi feito em virtude de uma ordem divina ou da lei de Moisés, mas por uma ordenança que os judeus fizeram para si mesmos, conforme sua necessidade.

Jesus fez uma pergunta a Pedro: “De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos”.

A expressão ‘Reis da terra’ simboliza aqueles que fazem cumprir as leis terrenas para os que estão sob sua jurisdição, ou seja, os súditos. ‘Filhos’ se refere à descendência dos reis, ou seja, os que desfrutam do privilégio do seu reino. Dessa forma, qualquer rei terreno cobraria impostos dos seus súditos, mas não de seus próprios filhos. Um governante taxava seus súditos para sustentar seu reino e sua família, mas não taxava sua própria família. Na nossa forma de governo atual, todos são tributados, incluindo o governante e sua família.

Supondo que fosse um imposto civil, que uma vez que ele era o filho de Davi, rei de Israel (1 Sm 17: 25), era herdeiro aparente de seu trono e reino; de acordo com esta regra, ele deve estar isento de tal tributo.

Sendo o filho de Deus, o dono do templo (Lc 2: 49: “Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?”), não teria qualquer obrigação de pagar este imposto. Para que, contudo, os judeus não o acusassem, mandou entregar o imposto; mesmo porque a bíblia nos ensina a fidelidade nos deveres civis e religiosos (Rm 13: 7).

Outro ponto de vista é que Jesus era o verdadeiro templo na terra e Seu reino era espiritual, onde Seus filhos não precisavam pagar nada, apenas sua lealdade a Deus, pois tinham total direito e ele. Esse imposto, na verdade, era uma regra humana criada muito tempo depois de Moisés para manter um templo físico. Entretanto, vivendo na terra debaixo de leis humanas e um templo exterior, material, eles não deveriam chocar ninguém com sua maneira espiritual de pensar; deveriam pagar o imposto estipulado.

Na boca daquele peixe havia um estáter, que Pedro usou para pagar o tributo, metade para o Senhor Jesus e metade para si mesmo. Um Estáter de prata ou Tetradrachmon (moeda de 4 dracmas), era uma moeda que valia quatro dracmas, suficiente para pagar o imposto de duas pessoas. Pesava 17,2 gramas, 4 vezes o peso da dracma ateniense ou ática, mencionada por Josefo, e que pesava um pouco mais de 4,3 gramas.

Aprendizado importante

Uma coisa importante a respeito desse texto para nós hoje é que o Senhor tem poder de nos dar libertação das dívidas pela nossa fé no impossível. Pedro não questionou a ordem de Jesus para ir até o mar e lançar seu anzol, pois pela fé na Sua palavra ele recebeu o milagre; viu uma moeda que era a quantia exata para saldar sua dívida com os cobradores de impostos. O Senhor pode nos dar uma estratégia incomum para conseguirmos uma quantia de dinheiro numa situação de necessidade ou pode mover pessoas e leis humanas que nos favorecem financeiramente num momento em que não vemos uma saída racional e prática para os nossos problemas. Ele fez o mesmo com Eliseu e o azeite da viúva (2 Rs 4: 1-7), não fez? A única coisa que Ele pede de nós é a fé no impossível, pois quando fazemos isso, deixamos o caminho livre para receber um milagre. Quando questionamos demais, limitamos o poder de Deus. Eu mesma posso testificar esse tipo de milagre do Senhor na minha própria vida várias vezes. Ele realmente se preocupa com a área financeira na nossa vida, por isso nos estimula a semear nela, seja através de dízimos e ofertas na Sua casa, seja através de uma ajuda a um irmão em Cristo num momento de necessidade, pois tudo pertence a Ele. Nada que temos, nós conquistamos pelo nosso próprio esforço ou força de vontade, mas foi pelas Suas mãos e pela sua permissão. Por isso, não podemos reter o que Lhe pertence por direito; cada centavo e cada segundo da nossa vida está nas Suas mãos. A avareza não faz parte da vida de um servo de Deus e um discípulo de Cristo.


Pedro tirou 1 estáter da boca do peixe

Este texto se encontra no livro:


livro evangélico: Ensinos, curas e milagres

Ensinos, curas e milagres (PDF)

Teachings, healings and miracles (PDF)


Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

▲ Início  

PIX: msearaagape@gmail.com

E-mail: msearaagape@gmail.com