Sofonias advertia o povo de Judá sobre o juízo de Deus; a justiça prevaleceria e a humanidade adoraria ao Senhor; restaria um remanescente humilde. Isso se refere aos tempos do evangelho, quando Israel aceitasse o seu Messias.


Explicação de Sofonias 3




Sofonias (significa: ‘Deus ocultou’) profetizou no período de 640-621 AC, durante o reinado do rei Josias (640-609 AC), em Judá, mas antes da destruição da cidade de Nínive em 612 AC. No capítulo 3, Sofonias adverte o povo de Judá sobre o juízo de Deus pelos pecados e assegurando que esse juízo abriria o caminho para uma nova sociedade, na qual a justiça prevaleceria e toda a humanidade adoraria ao Senhor (Sf 3: 1-20). Após a purificação do povo, ficaria apenas um remanescente humilde que confiaria no Senhor, pois as sentenças de acusação seriam retiradas por Ele (Sf 3: 12). Com o juízo de Deus, Sofonias quis ilustrar que Ele precisava fazer Seu povo atravessar as chamas da aflição, a fim de prepará-lo para ser uma bênção que se estenderia à humanidade inteira.


Profeta Sofonias

Capítulo 3 –

Sf 3: 1-7 – Ameaças contra Jerusalém:

• Sf 3: 1-4: “Ai da cidade opressora, da rebelde e manchada [NVI: impura]! Não atende a ninguém, não aceita disciplina [NVI: não aceita correção], não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus. Os seus príncipes [NVI: líderes] são leões rugidores no meio dela, os seus juízes são lobos do cair da noite, que não deixam os ossos para serem roídos no dia seguinte. Os seus profetas são levianos, homens pérfidos [NVI: traiçoeiros]; os seus sacerdotes profanam o santuário e violam a lei”.
O profeta está se referindo a Jerusalém, que havia se rebelado contra o Senhor, deixando de ouvir Seus profetas, e decidiu seguir pelo caminho da idolatria. Devido à sua adoração a Baal e Moloque (Sf 1: 4-5) a cidade ficou manchada de sangue dos sacrifícios e, portanto, manchada de pecado diante de Deus. Além de rebelde e manchada, o profeta fala que ela é opressora, pois seus líderes civis extorquiam o povo e os líderes religiosos adulteravam, queimavam incenso sobre os telhados e ofereciam seus próprios filhos em sacrifício para obter o favor dos falsos deuses (cf. Jr. 19: 4-5; Jr 23: 13-14; Jr 32: 29; 35). Seus líderes civis e religiosos seguiam a idolatria e não agiam como porta-vozes de Deus. Ele não conseguia achar ninguém com coração reto, que praticasse a justiça (cf. Jr 5: 1).

‘Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus’ – a cidade já tinha sido advertida pelos profetas, mas eles não tinham sido ouvidos e, por isso, o povo estava cada vez mais longe de Deus (cf. Jr 22: 21).

‘Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela, os seus juízes são lobos do cair da noite, que não deixam os ossos para serem roídos no dia seguinte’ – a violência, a ganância e a disputa de poder pareciam tomar conta dos governantes, dos magistrados e de todos os demais líderes. Eles tinham autoridade e poder, mas não usavam nada disso com sabedoria nem justiça. O que havia em suas bocas era a mentira. Rugiam ferozmente como o leão, com arrogância, vivendo à custa de suborno. Os juízes pareciam lobos, que aproveitam a escuridão da noite para agir, sem que ninguém veja seus atos corruptos e injustos, e dilaceravam a esperança dos inocentes que confiavam em seu julgamento. Eram lobos predadores, que agiam com violência e oprimiam os mais fracos (Ez 22: 27; Mq 3: 9-11).

‘Os seus profetas são levianos, homens pérfidos [NVI: traiçoeiros]; os seus sacerdotes profanam o santuário e violam a lei’ – Os profetas já não se comportavam com integridade como os homens santos. Como está escrito em Miquéias (Mq 3: 11), eles ‘adivinhavam por dinheiro’, como os falsos profetas, por isso o Senhor não os usava mais para os Seus propósitos. Eles enganavam as pessoas e diziam o que elas queriam ouvir, não o que era preciso ouvir (cf. Jr 23: 11; 14; 16-17; 25; 27; 31-32). Os sacerdotes ofereciam animais defeituosos sobre o altar, pois negligenciavam seu ofício e zombavam das coisas sagradas; já haviam perdido o interesse na lei de Deus, como aconteceria mesmo depois da volta do exílio, no tempo de Malaquias (Ml 1: 6-14).

• Sf 3: 5-7: “O Senhor é justo, no meio dela; ele não comete iniqüidade; manhã após manhã, traz ele o seu juízo à luz [NVI: ele ministra a sua justiça]; não falha; mas o iníquo não conhece a vergonha. Exterminei as nações, as suas torres [NVI: fortificações] estão assoladas; fiz desertas as suas praças, a ponto de não haver quem passe por elas; as suas cidades foram destruídas, de maneira que não há ninguém, ninguém que as habite. Eu dizia: certamente, me temerás e aceitarás a disciplina [NVI: correção], e, assim, a sua morada não seria destruída, segundo o que havia determinado [NVI: nem cairiam sobre ela todos os meus castigos]; mas eles se levantaram de madrugada e corromperam todos os seus atos [NVI: Mas eles ainda estavam ávidos por fazer todo tipo de maldade]”.

O Senhor prossegue dizendo que Ele é justo e dia após dia Ele tem feito o seu juízo ser notado por todos. Mas o pecador não sente vergonha por suas ações. Deus exterminou as nações ímpias, como a Síria, e até a tribo do norte, Israel, para que Judá pudesse entender Seus motivos e aceitar Sua correção. Isso evitaria os castigos de Deus sobre eles e sobre sua cidade, mas eles não atenderam. Ele esperava arrependimento, mas isso não ocorreu. Prontamente se voltaram à prática da maldade, e Deus chamou os babilônios para corrigir Seu povo.

Sf 3: 8-20 – A salvação da filha de Jerusalém:

• Sf 3: 8-9: “Esperai-me, pois, a mim, diz o Senhor, no dia em que eu me levantar para o despojo [NVI: para testemunhar]; porque a minha resolução é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles fazer cair a minha maldição e todo o furor da minha ira; pois toda esta terra será devorada pelo fogo do meu zelo. Então, darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor e o sirvam de comum acordo”.

Mas o Senhor tem preparado o dia da Sua vingança contra essas nações também, pois Ele zela pelo Seu povo, por Judá e por Jerusalém. Sua misericórdia estará reservada para os arrependidos e para os que temem o Seu nome, mas Sua mão de poder continuará sobre os arrogantes e para os que o abandonam, para o seu próprio mal. O julgamento pelo fogo está associado com o castigo das nações através da guerra e de grandes provações. Quando Ele tiver executado Seus julgamentos e Sua santidade tiver agido sobre os povos, eles também invocarão Seu nome e o servirão. Os judeus e os gentios abandonarão a blasfêmia da idolatria e preferirão louvores ao Senhor (‘lábios puros’). Provavelmente, essa é uma profecia para os tempos do evangelho.

• Sf 3: 10-11: “Dalém dos rios da Etiópia, os meus adoradores, que constituem a filha da minha dispersão [NVI: o meu povo disperso], me trarão sacrifícios [NVI: ofertas]. Naquele dia, não te envergonharás de nenhuma das tuas obras, com que te rebelaste contra mim [NVI: pelos seus atos de rebelião]; então, tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no meu santo monte”.

Dalém dos rios da Etiópia’ refere-se ao Norte da Abissínia, onde os judeus se estabeleceram junto com os povos semíticos vindos do sul da Arábia, para fugir dos assírios e dos babilônios, construindo uma colônia judaica naquela nação. Essa profecia muito se assemelha à de Isaías (Is 18: 1; 7) onde o Senhor promete uma restauração àquele povo, não apenas os judeus refugiados lá (‘que constituem a filha da minha dispersão’ ou ‘o meu povo disperso’), como também os etíopes convertidos a Ele (Sl 68: 31).

‘Naquele dia’ – no dia em que o castigo tiver um fim.
‘Não te envergonharás de nenhuma das tuas obras, com que te rebelaste contra mim; então, tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no meu santo monte’ – um remanescente seria purificado da idolatria; os líderes perversos e os judeus de espírito altivo (‘os que exultam na sua soberba’) também seriam separados dos justos, como se separa o joio do trigo, para que estes pudessem adorá-lo em espírito e em verdade no Seu santo monte.

• Sf 3: 12-13: “Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor [NVI: Mas deixarei no meio da cidade os mansos e humildes, que se refugiarão no nome do Senhor]. Os restantes de Israel não cometerão iniqüidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante [NVI: Eles se alimentarão e descansarão, sem que ninguém os amedronte]”.

Depois do cativeiro, os humildes de espírito se achegariam ao Senhor. Os ricos preferiram ficar no conforto do exílio, pois já tinham reconstruído sua vida em terra estrangeira. E os remanescentes não cometerão mais pecado de idolatria, nem mentirão, nem terão língua cheia de fraude, porque eles serão apascentados e se sentirão seguros, sem medo de opressão novamente (cf. Mq. 4: 7). Isso não só diz respeito ao retorno do cativeiro babilônico, mas se estende à época do evangelho, onde os humildes e mansos de coração se achegavam a Jesus para ouvi-lo e para tocá-lo porque Ele os curava:
• “E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos seus e grande multidão do povo, de toda a Judéia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, que vieram para o ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos. Então, olhando ele para os seus discípulos, disse-lhes: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lc 6: 17-20).
• “Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galiléia uma grande multidão. Também da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele” (Mc 3: 7-8).
• “E a grande multidão o ouvia com prazer” (Mc 12: 37b).

• Sf 3: 14-15: “Canta, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e, de todo o coração, exulta, ó filha de Jerusalém [NVI: ó cidade de Jerusalém]. O Senhor afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum”.

O Senhor dá a Jerusalém uma promessa de restauração e de perdão, onde as acusações já não existirão e o inimigo não poderá mais tocá-los. Depois da purificação, o Senhor estará no meio deles, trazendo a segurança. Talvez, esteja se referindo ao retorno próximo do cativeiro babilônico, quando o remanescente tornaria a adorar no templo reconstruído, porém é mais provável se tratar de um regozijo futuro, nos tempos do evangelho, quando Israel aceitasse o seu Messias; Jesus estaria no meio do Seu povo. Nós podemos ler nos livros dos profetas pós-exílio que não houve um regozijo pleno desse povo, nem uma sensação de segurança e força, mesmo com o incentivo de Ageu e Zacarias, por exemplo. Os judeus que retornaram se sentiram muito inseguros pela oposição das nações ao seu redor, e temiam reconstruir o templo. Depois de reconstruído, a adoração jubilosa na Casa do Senhor foi de curta duração, e logo caíram na apatia e no esfriamento para com as coisas santas (cf. profecias de Malaquias). Assim, a vinda de Jesus foi um novo incentivo para eles, para um povo cansado e enfraquecido que já não tinha mais esperança de se libertar da opressão das nações nem de reatar seu relacionamento com Deus.

Nós podemos ler no cântico de Zacarias (Lc 1: 67-79), o quanto aquele povo esperava por uma luz e pela visitação de Deus: “Zacarias, seu pai [se referindo aqui a João Batista], cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera, desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas, para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias. Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz”.

Lucas descreve o nascimento de Jesus e a notícia dada pelo anjo aos pastores:
“E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isso vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem... Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado” (Lc 2: 8-14; 20).

O cântico de Simeão, quando Jesus foi apresentado no templo por Maria e José, expressa a satisfação desse desejo: “Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel” (Lc 2: 25-32).

A profetisa Ana, no templo, também se alegrou coma notícia do nascimento do Senhor:
“Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lc 2: 36-38).

E foi o próprio Jesus que disse: “O reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17: 21). É interessante que em algumas versões em inglês, está escrito: ‘o reino de Deus está entre vós’ ou ‘no meio de vós’, dando a entender que Jesus se identificava com Messias esperado, Aquele que traria o reino de Deus ao Seu povo. O reino de Deus era Jesus, e Ele estava ali com eles.

• Sf 3: 16-17: “Naquele dia, se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se afrouxem os teus braços [NVI: não deixe suas mãos enfraquecerem]. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria [NVI: Ele se regozijará em você]; renovar-te-á no seu amor [NVI: com o seu amor a renovará, ou ‘tranqüilizará’], regozijar-se-á em ti com júbilo [NVI: com brados de alegria]”. A profecia se repete.

‘Naquele dia’ quer dizer ‘o dia que Jesus estiver com eles’, trazendo a salvação, a libertação do jugo do pecado e dos cativeiros de alma, o entendimento da liberdade de Cristo, mesmo debaixo de um governante estrangeiro como Roma. O amor de Jesus os renovou e os tranqüilizou, e Ele se alegrou naqueles que o aceitaram, pois foram a Sua recompensa na terra.

‘O Senhor, teu Deus’ – é uma expressão que enfatiza a exclusividade Dele no meio de Israel, excluindo todos os outros deuses. Quando Sofonias diz ‘Poderoso’ é porque ele os lembra da Sua capacidade de realizar milagres em prol na nação. Como Ele fez no passado, estava fazendo no presente, embora eles não percebessem; e faria ainda mais no futuro, com a vinda do Libertador, do Salvador que eles esperavam. O Deus de Poder, o Deus forte, era o Deus de Israel. Por isso, Isaías disse: ‘Deus Forte’ (Is 9: 6), como Jacó, ao erguer o altar em Siquém (Gn 33: 20): “E levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (ou ‘Esse é o Deus de Israel’ ou ‘Poderoso é o Deus de Israel’ – El Elohe Israel, 'êl 'elohêy yisrâ'êl).

• Sf 3: 18: “Os que estão entristecidos por se acharem afastados das festas solenes [NVI: Eu ajuntarei os que choram pelas festas fixas], eu os congregarei, estes que são de ti e sobre os quais pesam opróbrios [NVI: os que se afastaram de vocês, para que isso não mais lhes pese como vergonha]”.
O Senhor fala aqui de um remanescente arrependido, e novamente os reunirá em Jerusalém. Os que foram levados ao cativeiro em outras nações sofreram vergonha por causa da zombaria dos povos daquelas terras, como está escrito no salmo 137, mas Deus promete remover esse vexame das suas vidas, permitindo que voltem a comemorar suas festas em Jerusalém. Eles não mais chorarão por se acharem afastados e excluídos, pois voltarão à sua terra.

• Sf 3: 19-20: “Eis que, naquele tempo, procederei contra todos os que te afligem [NVI: os que oprimiram vocês]; salvarei os que coxeiam, e recolherei os que foram expulsos, e farei deles um louvor e um nome em toda a terra em que sofrerem ignomínia [NVI: Darei a eles louvor e honra em todas as terras onde foram envergonhados]. Naquele tempo, eu vos farei voltar e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor [NVI: Eu lhes darei honra e louvor entre todos os povos da terra, quando eu restaurar a sua sorte [ou ‘eu os trouxer de volta’] diante dos seus próprios olhos, diz o Senhor]”.

‘Naquele tempo’ – no tempo da volta do exílio, quando o Senhor realizou juízo contra as nações que os oprimiram. Nenhum judeu que quis retornar ficou impedido de fazê-lo, pois a ordem de Ciro havia sido dada, e o Senhor os ajudou no retorno à sua pátria, não só os que ‘coxeavam’ fisicamente, mas os que ‘coxeavam’ pela indecisão e pela pouca fé. O Senhor os salvaria disso também. Eles seriam honrados por todos os que os aprisionaram e por todas as outras nações, quando vissem o poder do Deus de Israel. Eles encontrariam novamente o favor do Senhor.
‘Quando eu restaurar a sua sorte’ ou ‘eu os trouxer de volta’ – a referência à volta do cativeiro e ao retorno dos judeus a Israel nos tempos do evangelho, pelo anúncio do favor de Deus ali, através de Jesus. Assim, todas as nações da terra seriam abençoadas pelos judeus através do seu Rei Messiânico, Jesus Cristo (Is 11: 12; Ez 28: 25; Ez 34: 13; Am 9: 14).

Conclusão:

Ao falar de Sofonias, nós estamos falando do zelo do Senhor pelo Seu povo, apesar do seu pecado, punindo também aqueles que zombam do seu sofrimento e do Seu zelo pela Sua própria santidade, pois quando Seus escolhidos cometem iniqüidades e atrocidades, Seu nome santo é envergonhado. O que Ele pede de nós é a humildade e a verdadeira adoração. Dessa forma, o profeta deve ser um instrumento de zelo do Senhor onde há pecado, irreverência, abominação, falta de temor e desconhecimento do Deus verdadeiro. Não deve permitir que o mundo o influencie ou que as coisas do maligno e da carne o seduzam e o desviem da verdade, pois tudo isso deixa uma mácula no nosso espírito e fere o Espírito Santo que está em nós. Devemos saber que o amor e a misericórdia do Senhor estarão sempre disponíveis para todos aqueles que se arrependem sinceramente do seu erro e que a Sua restauração é completa, removendo de nós toda a acusação do inimigo. É Ele que nos justifica perante os que nos humilharam e nos eleva perante os que desejaram nos ver cair. Quando estamos no centro da Sua vontade, Sua proteção e a Sua justiça estão sobre nós. Devemos interceder como Habacuque por aqueles que estão no erro, mas não carregar o fardo pelos seus pecados e pela sua rebeldia e idolatria. Quando o pecador rejeita a correção através da boca do intercessor e do profeta, é hora de parar de orar e deixar a vontade soberana de Deus entrar em ação para disciplinar, convencer do erro, do pecado, da justiça, do juízo e, assim, vindicar Sua própria santidade.

Autora: Pastora Tânia Cristina Giachetti

Sugestão para download:

tabela de profetas AT

Tabela dos profetas (PDF)

Table about the prophets (PDF)


livro evangélico: Profeta, o mensageiro de Deus

Profeta, o mensageiro de Deus

Prophet, the messenger of God


Este texto se encontra no 3º volume do livro:


livro evangélico: Os profetas menores

Os profetas menores vol. 1

Os profetas menores vol. 2

Os profetas menores vol. 3

The minor prophets vol. 1

The minor prophets vol. 2

The minor prophets vol. 3

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